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	<title>Tribuneiros.com - humor, crônicas, contos, literatura, jornalismo, cultura, arte, comportamento, samba, carnaval, juventude, esportes, amor, política, economia, futebol, Flamengo, crítica, ensaio, artigo, folhetim, sátira, poesia, soneto, Bruna Demaison, Carlos Andreazza, Felipe Moura Brasil</title>
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	<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 06:26:49 +0000</pubDate>
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		<title>Juveninho no Twitter</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 06:04:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tribuneiros</dc:creator>
		
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Para onde olha este misterioso Fox Terrier? Descubra lá. 
Millôr  Fernandes  que se cuide. Juveninho chegou ao Twitter. Imperdível,  senhoras e  senhores!
Máximas de um  personal lover: http://twitter.com/Juveninho
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.tribuneiros.com/wp-content/uploads/2010/03/foxterrier.jpg" alt="foxterrier.jpg" width="300" /></p>
<p align="right"><em>Para onde olha este misterioso Fox Terrier? Descubra lá. </em></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">Millôr  Fernandes  que se cuide. Juveninho chegou ao Twitter. Imperdível,  senhoras e  senhores!</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">Máximas de um  personal lover:</span></span> <a href="http://twitter.com/Juveninho" target="_blank">http://twitter.com/Juveninho</a></p>
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		<title>Deputado sobre Cabral: &#8220;frouxo!&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 02:42:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>C.A.</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Jamais, admito, ouvira falar no deputado estadual Rodrigo Dantas [DEM-RJ] - mas este vídeo, que mistura um contundente discurso dele a imagens patéticas do governador Sergio Cabral [o &#8220;chorão&#8221;], merece ser visto; e não só porque divertido, mas também porque nomeia os verdadeiros responsáveis pela [não mais que proposta] tunga do petróleo e diz o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jamais, admito, ouvira falar no deputado estadual Rodrigo Dantas [DEM-RJ] - mas este vídeo, que mistura um contundente discurso dele a imagens patéticas do governador Sergio Cabral [o &#8220;chorão&#8221;], merece ser visto; e não só porque divertido, mas também porque nomeia os verdadeiros responsáveis pela [não mais que proposta] tunga do petróleo e diz o que tem sido negligenciado pela nossa imprensa micareteira: que a tal emenda Ibsen [felizmente natimorta] tem origem [omitida origem&#8230;] na Casa-Civil de Dilma Roussef:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=y8w3T9ybgqY&amp;feature=player_embedded" target="_blank"><strong>AQUI</strong></a></p>
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		<title>Não doe para o Haiti</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 16:52:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>C.A.</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Há hoje em O Globo um artigo excepcional - mais um - de Demétrio Magnoli, &#8220;Não doe para o Haiti&#8221;, cuja íntegra [entre aspas e sob recuo] reproduzo abaixo, não sem lhe intercalar alguns comentários.
&#8220;Estarrecido, como todos nós, pela tragédia humana do Haiti pós-terremoto, um amigo converteu a celebração de seu aniversário em evento de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há hoje em <em>O Globo</em> um artigo excepcional - mais um - de Demétrio Magnoli, &#8220;Não doe para o Haiti&#8221;, cuja íntegra [entre aspas e sob recuo] reproduzo abaixo, não sem lhe intercalar alguns comentários.</p>
<blockquote><p>&#8220;Estarrecido, como todos nós, pela tragédia humana do Haiti pós-terremoto, um amigo converteu a celebração de seu aniversário em evento de captação de doações para os haitianos. O dinheiro arrecadado não chegará nunca às pessoas que perderam o quase nada que tinham. Será desviado para financiar os intermediários entre o mundo e o devastado país caribenho: as ONGs internacionais, às vezes associadas à diminuta, cleptocrática elite haitiana. Já era assim antes do terremoto. Piorou depois.&#8221;</p></blockquote>
<p>Desde os tempos da faculdade [sim, <em>militei</em> no movimento estudantil&#8230;], quando pela primeira vez ouvi o papo de empreendedorismo, desconfiei. Era o advento febril das ONGs, então já vendidas - como ainda hoje - por alternativa dinâmica [moderna e sem vícios] à podridão das instituições políticas tradicionais. (Havia - com ainda há - gente de bem a acreditar nisso, registre-se).</p>
<p>Logo, rapidamente, tínhamos uma epidemia daquele troço - o onguismo desenfreado e jovial, especializado em se valer desta tal celeridade burocrática para intermediar relações entre Estado e sociedade, notadamente a vasta porção pobre da sociedade, o que, no Brasil, tomou rumo mui particular, quiçá excêntrico: a exploração endêmica da tal diversidade cultural, que nos faz ter organizações não-governamentais milionárias dedicadas desde ao maracutu até aos pescadores de bagre roxo do rio Madeira&#8230;</p>
<p>Estava então cravado no coração [no bolso&#8230;] do país - e do mundo - mais um instrumento bilionário de <strong>manipulação da solidariedade</strong>, de resto com tentáculos que, uma vez amarrada-assegurada a corrupção não-fiscalizada, ora já atentam contra os valores democráticos.</p>
<p>O exemplo da sofrida nação da América Central, dramático, talvez camufle um pouco qualquer relação com a realidade onguística brasileira - mas não é preciso comparar muito para compreender que <strong>o Haiti também é aqui</strong>.</p>
<blockquote><p>&#8220;Estado despido de soberania, o Haiti é um protetorado da ONU governado pelas ONGs. Obviamente, existem ONGs bem-intencionadas, mas não é esse o ponto. O experimento ultraliberal de abolição da soberania e do autogoverno equivale à anulação da cidadania dos haitianos. As pessoas não têm direitos, a não ser o de aguardar na fila até que o funcionário de uma ONG lhes estendam um prato de comida. É assim há anos, bem antes do terremoto.&#8221;</p></blockquote>
<p>A ONU - mãe e manjedoura do pensamento onguístico - exerceu e exerce papel decisivo na bandalha anarquista [&#8221;ultraliberal&#8221;, como elegantemente define Magnoli] em que se transformou o Haiti. A dissolução da réstia de soberania havida naquele país - em ação articulada por França e EUA - foi estímulo decisivo ao desenvolvimento pleno das nefastas [e com pretensões de totalitarismo] possibilidades do onguismo, cuja expressão maior de fato consiste no autogoverno, qual seja, numa gestão de recursos que exclui o poder central [o presidente do Haiti é uma rainha da Inglaterra&#8230;] e é comandada-partilhada por toda sorte de grupos organizados, ONGs e gangues armadas no mesmo patamar, aos quais o indivíduo, sem qualquer espaço para a livre iniciativa, deve recorrer por um pedaço de pão.</p>
<p>Esta - servil, esmolenta, atrofiada - é a cidadania haitiana: a que permite [só permite] mendigar&#8230;</p>
<p>O Haiti, terra em que <strong>a pouca democracia deu vez ao comodismo generalizado</strong>, é uma grande bolsa-família - onde talvez não se passe fome ou muita fome, mas onde ir além é proibido.</p>
<blockquote><p>&#8220;A soberania haitiana acabou junto com sua recente, turbulenta democracia, em fevereiro de 2004, quando forças americanas e francesas sequestraram o presidente Jean-Bertrand Aristide e o depositaram na República Centro-Africana. Naquele momento, a pedido de George W. Bush, o Brasil assumiu a liderança da Missão das Nações Unidas de Estabilização do Haiti (Minustah). A ONU não restaurou a democracia, mas forneceu cobertura política e sustentação militar para a instalação de um arremedo de governo emanado de eleições sem liberdade. Em seis anos, realizaram-se uma eleição presidencial e duas parlamentares. Nenhuma teve a participação de Aristide, compulsoriamente exilado, nem de sua organização, a Fanmi Lavalas, o maior partido haitiano, impedido de concorrer por chicanas burocráticas do comitê eleitoral. É como se o PT fosse proibido de disputar eleições no Brasil.&#8221;</p></blockquote>
<p>O Brasil - é preciso reconhecer a importância do Brasil nesta história - deu partida a seu sonho imperialista [líder dos bandoleiros de Hugo Chavez&#8230;] quando se instalou no Haiti. Foi ali, naquela oportunidade, que Lula e Celso Amorim vislumbraram como façanha possível um patético acento no conselho de segurança da ONU. (O leitor se lembra)?</p>
<p>Desde então, o governo brasileiro tem feito do Haiti uma vitrine - irresponsável - para seus delírios de megalomania; e o onguismo que devasta aquele país miserável tem o Brasil [Braaaasssiiiiilllll!!!] como um de seus principais fiadores.</p>
<p>(E peço atenção ao que vai nestes parêntesis: o PT, sofisticando seus braços sindicais e abarcando como suas subsidiárias quase todos os movimentos sociais &#8220;independentes&#8221;, formula-se muito mais como ONG - uma ONG para auto-solidariedade, que se quer maior que o Estado - do que como partido político).</p>
<p>Cobertura política e sustentação militar no Haiti? Que o leitor saiba: obras do Brasil, no entanto conduzidas de maneira precária, intencionalmente precária, sem mínimo fomento à segurança jurídica, para que, engessando qualquer progresso democrático local, se mantivesse iluminada a passarela de nossa generosa liderança - a que esmaga.</p>
<p>Lindo - não é?</p>
<p>O Brasil cuspia migalhas àquele povo, como quando fez desfilar a seleção brasileira [lembra?], e assim - na base do pão e circo - permaneceria eternamente, bem associado ao onguismo salafrário internacional; mas aí veio o terremoto e, ora, a concorrência velhaca acirrou-se&#8230;</p>
<p>(Em tempo: o PT jamais será impedido de disputar eleições no Brasil; mas há - está no ar&#8230; - um espírito de justiça divina que também deseja remeter a oposição ao petismo para a República Centro-Africana).</p>
<blockquote><p>&#8220;Politicamente, o Haiti atual é fruto do protetorado da ONU. Operam no país 9 mil ONGs, uma taxa per capita inigualada em qualquer outro lugar. Na &#8220;república das ONGs&#8221;, mesmo antes do terremoto, não existia nada parecido com um Estado e quase nenhum sinal de serviços públicos. Perto de 85% das crianças estudam em escolas privadas. O transporte público é privado, assim como a distribuição de água. Contam-se 6 mil policiais em todo o território, mas 15 mil agentes de empresas de segurança. Os serviços de saúde são, na sua maioria, operados por empresas privadas. O Hospital Geral de Porto Príncipe, um dos raros estabelecimentos públicos, encontra-se circundado por clínicas e farmácias privadas, de propriedade dos médicos do hospital. Nenhuma das empresas dedicadas a fornecer serviços públicos está submetida a agências estatais de vigilância. Mas virtualmente todas atuam como tentáculos diretos ou indiretos das ONGs.&#8221;</p></blockquote>
<p>O que dizer? Nove mil ONGs manipulam milhões e milhões de dólares [entre dinheiros públicos e doados], impõem-se como interlocutores diretos da população flagelada, imprimem ao mundo a imagem de benemerência - e eis que nada mais oferecem senão serviços privados, caros e de péssima qualidade. Não é formidável? São empresas lucrativas que se alavancam com as doações - financiamento a fundo perdido! - de trouxas caridosos [ou culpados&#8230;] do mundo todo.</p>
<p>Como se lançam progressivamente acima do Estado, as ONGs pervertem a lógica democrática da fiscalização estatal e, ao contrário, submetem o governo ao ridículo de estar constantemente sob suspeita - tática universal [especialidade petista, aliás] de desestabilização das instituições políticas.</p>
<p>Educação privada, transporte privado, saúde privada, segurança privada, saneamento privado&#8230; Os números agridem - e expõem ao ridículo os seis anos de &#8220;proteção&#8221; da ONU, que assim se podem resumir: inúteis. Ou estarei a exagerar?</p>
<p>O leitor alcança imaginar um Estado cujos serviços públicos - os mais básicos - fossem prestados [e cobrados] pelo Afro-Reggae?</p>
<blockquote><p>&#8220;Aquilo que se faz passar por um governo nacional não passa de uma coleção de despachantes das entidades privadas internacionais. Todos os ministros haitianos têm conexões com os conselhos locais das ONGs. Muitos deles exercem funções de conselheiros de diversas ONGs. Até o Viva Rio, uma ONG brasileira muito menos poderosa que a britânica Oxfam ou a americana Care, conta com os préstimos de um ministro. A nação sem Estado, sem governo e sem democracia transformou-se em reserva de caça dessas organizações, que funcionam como lagoas de captação dos financiamentos de instituições multilaterais e das doações internacionais. Ninguém conhece de fato os orçamentos dos entes estrangeiros engajados na obra humanitária de salvação dos haitianos.&#8221;</p></blockquote>
<p>De modo geral, é isso mesmo, as ONGs [milionárias mas sempre sedentas] trabalham por abastardar a política, por desacreditá-la - e não raro avultam nessas organizações as campanhas [&#8221;Basta&#8221; etc.] que criminalizam as instituições políticas.</p>
<p>Relaciono - sempre relacionei - o onguismo a um modelo empresarial [e multinacional] de anarquia, que se articula para substituir os instrumentos de representação tradicionais por prepostos, por agentes duplos, assim como ocorre no Haiti, ministros que representam classes e interesses; e talvez não precisemos pesquisar muito para encontrar similares no Brasil: Carlos Minc, Edson Santos&#8230;</p>
<blockquote><p>&#8220;Um alto oficial das forças brasileiras da Minustah narrou, num encontro acadêmico, um revelador episódio singular. Anos atrás, uma ONG decidiu limpar um canal de águas pluviais a céu aberto de Porto Príncipe que estava entupido por lixo residencial. O oficial militar argumentou que a iniciativa seria inútil, pois inexistia serviço de coleta de lixo e os residentes, encapsulados em moradias de 13 metros quadrados, não tinham alternativa para se livrar do lixo. Os responsáveis ongueiros retrucaram que, após a limpeza, a comunidade se encarregaria de conservar o canal desimpedido. A teoria subjacente é que o Haiti não precisa de Estado, mas da cooperação entre as ONGs e o povo. Meses depois, o canal estava novamente entupido.&#8221;</p></blockquote>
<p>O onguismo mundial se crê mesmo acima dos Estados, faz pouco escrevi, e não é exagero afirmar como fato - mais que teoria subjacente - que as ONGs já deram o passo adiante em suas pretensões parapolíticas: antes intermediárias [poderosas, sim, mas intermediárias], ora prescindem dos governos, que desejam substituir e cujo poder querem ocupar; mas, como se vê pelo canal haitiano entupido, sem assumir responsabilidades cotidianas, aquelas discretas, como a coleta de lixo etc., que não mobilizam <em>flashes</em> e não fazem chover recursos.</p>
<blockquote><p>&#8220;O Haiti das imagens da TV é uma massa homogênea de miseráveis salpicada por gangues criminosas. O Haiti de verdade é diferente. O país tem intelectuais, escritores e uma imprensa sem dinheiro, mas com ideias. Entre os haitianos há profissionais qualificados em quase todas as áreas, da medicina à engenharia, passando pela educação e pelas letras. Eles só têm trabalho quando conseguem ingressar na rede das ONGs.&#8221;</p></blockquote>
<p>Como escrevi, a livre iniciativa - pilar da democracia - não é admitida naquela país. Ou se adere ao esquema das ONGs, ou se mergulha na inexistência absoluta - na miséria moral homogênea. Ou se integra ao sistema onguista de grupos que garantem uma identidade, ou será o vazio&#8230; No Haiti, o indivíduo foi suprimido - apagado, revogado - e falta pouco para que desapareça completamente.</p>
<p>(E atenção - repito: cuidado com essa discussão de cotas racialistas no Brasil, porque aí vai submersa, num típico tribunal de exceção fascista, a necessidade imperativa de que o asseverem negro para negro o sujeito ser; ah!, e logo não haverá homem negro senão inserido-engajado num movimento que o represente-legitime)&#8230;</p>
<blockquote><p>&#8220;Existe diferenciação social no Haiti. De um lado, em enclaves patrulhados por forças privadas, reside uma elite muito rica, que não participa diretamente da vida política, mas exerce poder por meio de figuras interpostas e beneficia-se da pervasiva, assombrosa corrupção oficial. De outro, nos EUA existe uma classe média formado por exilados haitianos que partiram como reação à absoluta ausência de segurança jurídica na sua pátria. Os cerca de 600 mil imigrantes haitianos nos EUA não investem no Haiti, pois temem perder seus modestos patrimônios, mas enviam dinheiro aos familiares. Os miseráveis das paisagens exibidas na TV subsistem, essencialmente, com as rendas transferidas pelos exilados, que representam algo como um quarto do PIB e circundam o sistema de desvio de recursos das ONGs.&#8221;</p></blockquote>
<p>Atenção: Magnoli fala do Haiti; não de Cuba.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nos impérios europeus do século XIX, as administrações coloniais dedicavam-se a subjugar os &#8220;nativos&#8221;, mas ao menos implantavam serviços públicos básicos, em geral de baixa qualidade. No Haiti sob protetorado da ONU, nem isso se faz. O povo deve mendigar às ONGs cujas sedes ficam em Washington, Paris, Ottawa ou no Rio de Janeiro. Não doe para o Haiti. Você estará doando para as ONGs.&#8221;</p></blockquote>
<p>Antes da ONU e do Brasil, o Haiti era miserável - mas tinha ao menos a chance de erguer a sua democracia, de eleger um presidente legítimo. Hoje, depois da ONU e do Brasil, é pior, muito pior - e não consegue organizar-simular eleições sequer sob padrões iranianos&#8230;</p>
<p>Não doe para o Haiti. Você estará decorando a vitrine do Celso Amorim.</p>
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		<title>Cabral Oil Fest - ao vivo!</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 20:13:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tribuneiros</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Carlos Andreazza (C.A.) e Felipe Moura Brasil (Pim) fizeram a cobertura em tempo real da Cabral Oil Fest [créditos ao Pim, senhores jornalistas!], direto da Cinelândia. Para quem perdeu os comentários no Twitter dos Tribuneiros, segue uma amostra grátis. [E atenção: a Copa do Mundo vem aí&#8230;].
Tribuneiros no Twitter - Para mau leitor, meio site [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.tribuneiros.com/wp-content/uploads/2010/03/sergiocabral.jpg" alt="sergiocabral.jpg" width="150" /></p>
<p>Carlos Andreazza (C.A.) e Felipe Moura Brasil (Pim) fizeram a cobertura em tempo real da <em><strong>Cabral Oil Fest</strong></em> [créditos ao Pim, senhores jornalistas!], direto da Cinelândia. Para quem perdeu os comentários no <a href="http://twitter.com/tr1buneiros" target="_blank">Twitter dos Tribuneiros</a>, segue uma amostra grátis. [E atenção: a Copa do Mundo vem aí&#8230;].</p>
<p><strong>Tribuneiros no Twitter</strong> - Para mau leitor, meio site basta.<br />
<a href="http://www.tribuneiros.com/wp-admin/Cabral%20Oil%20Fest:%20C%C3%A1%20na%20%C3%A1rea%20vip,%20Pitbull%20recita%20o%20artigo%2020%20da%20Constitui%C3%A7%C3%A3o%20Federal%20para%20Sandra%20S%C3%A1,%20cantando:" target="_blank"> http://twitter.com/tr1buneiros</a></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] Se São  Pedro - que fareja engodo - deixar, hoje tem micareta do Cabral no  Centro: lançamento da campanha do governador à reeleição&#8230;</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] Gente que  faz arte no RJ e que depende da lei do ICMS, uma ordem: concentração em  frente à Casa França-Brasil.</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[Pim] Cabral Oil  Fest: Toni Garrido, Sapão, Rômulo, Bill e Pitbull, grandes especialistas  em royalties do petróleo, já confirmaram presença.</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] Estou na  passeata do Cabral e, em 15 minutos, já vi dois mijões e um vagabundo fumando maconha.  Hoje vale tudo!!!!</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] Entretanto,  nunca vi tantos policiais. É como se o governo <a href="http://twitter.com/GovRJ" class="tweet-url username" rel="nofollow"></a> avisasse aos bandidos: fiquem à vontade!!</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[Pim] E a massa  luta pelo Rio cantando em coro: &#8220;Vou apertar, mas não vou acender  agora&#8221;.</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] O  choque-de-ordem deveria reprimir apenas esses ambulantes que vendem  cerveja quente&#8230; Assim não dá pra protestar!</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] Maior  pegação no Centro: acabo de ver uma PM beijando um Guarda Municipal. Só  falta o beijo de Cabral e Lindberg&#8230;</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[Pim] Toni Garrido, este grande humanista, cantará seu amor pelo Rio:  &#8220;Tô vendendo ervas/Que curam e acalmam&#8221;.</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[Pim] Virá o momento apoteótico em que MV Bill, mensageiro da verdade e  da Petrobras, gritará &#8220;O petróleo é nosso, mano!&#8221;.</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] Estou protestando  contra o </span></span><span class="tweet-url username"><span class="status-body"><span class="entry-content"><span class="tweet-url username">GovRJ</span></span></span></span><span class="status-body"><span class="entry-content">: já bebi, já fumei meu baseado; agora vou  urinar na rua&#8230;</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] Um cara aqui ao  lado pediu o guarda-chuva da PM emprestado; e alegou: &#8220;Baseado  encharcado não dá&#8221;.</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[Pim] Cá na área vip, Pitbull recita o artigo 20 da Constituição Federal  para Sandra Sá, cantando: &#8220;Ô joga fora no lixo!&#8221;.</span></span></p>
<p>[C.A.] Este aí, que sustenta passeata, é o mesmo @<a href="http://twitter.com/GovRJ" class="tweet-url username" rel="nofollow" jquery1268910169328="98">GovRJ</a> que desce o pau nos professores que protestam  em frente ao Guanabara.</p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] Patriotada  de carioca é um barato: o cara protesta pelo Rio etc., mas acaba de  jogar a lata de cerveja no chão&#8230;</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[Pim] Princípio de tumulto na Cinelândia: torcedores do Flamengo cantam a  favor da Emenda Ibson!</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] Está  tocando &#8220;Rebolation&#8221;&#8230; Pela primeira vez, hoje, justifica-se o grito <span class="tweet-url hashtag">&#8220;Contra a covardia</span>!&#8221;.  Pelo amor de deus!</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[Pim] Micareteiros do Centro cantam em coro: &#8220;Cabral me deu um vale-day,  ô, ô, ô! Eu precisei de um vale-day, ô, ô, ô!&#8221;&#8230;</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] De @<a href="http://twitter.com/clabenvindo" class="tweet-url username" rel="nofollow">clabenvindo</a>: &#8220;&#8230; me diz quem é esse que está  DESTRUINDO o hino nacional&#8230;&#8221; É o hino nacional!?!? Pensei que fosse  &#8220;Rebolation&#8221;.</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] Exemplo da  boa parceria <span class="tweet-url username">GovRJ</span>-prefeitura: o  primeiro suja a cidade de papel picado, a segunda limpa&#8230; E quem paga?</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] Nunca  houve, no mundo, um lançamento de campanha eleitoral tão bem-sucedido  como este do Cabral hoje no Centro&#8230;</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[Pim] Gustavo  Lins, autor de sucessos gravados por Travessos, Kelly Key, Belo e  Sorriso Maroto, garante: emenda será derrubada no Senado.</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] O último  trio traz a galera da Chatuba, com um globo da morte onde a rapaziada  brinca com as motos do Adriano&#8230;</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] Não vou embora tão  cedo: isso aqui está com pinta de Woodstock&#8230;</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[Pim] Vágner Love passou aqui na área vip e convidou todo mundo para o  pós-party na Rocinha. Bebida liberada pelo Adriano.</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[C.A.] Ok, Pim, eu  até vou ao pós-party do Cabral Oil Fest na Rocinha; mas só se escoltado  por um traficante armado. Pode?</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[Pim] Com artistas de tamanho calibre presentes, o detector de metais da  área vip me chama sem parar: Pim! Pim! Pim! Pim!</span></span></p>
<p><span class="entry-content" done342="13" done437="13" done611="13" done616="13" done633="13" done688="13">[C.A.] O cidadão deveria protestar contra o  incompetente @<a href="http://twitter.com/GovRJ" class="tweet-url username" rel="nofollow" jquery1268910169328="102">GovRJ</a>, que omite a verdade: o Rio não  existe sem petróleo.</span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[Pim] Com a Cabral  Oil Fest, as ações do Disk-Militante - o serviço preferido de Hugo  Chávez - acabam de superar às da MMX, de Eike Batista.</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[Pim]  Disk-Militante informa: atendendo a telefonema de Cabral, acaba de  enviar mais 100 mil funcionários, de capa e guarda-chuva.</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[Pim] A Revista Caras acaba de me pedir uma foto de bruços, sobre um puf  da área vip, com meu laptop.</span></span></p>
<p><span class="status-body"><span class="entry-content">[Pim] Cá encerro a  cobertura tribuneira, mas aviso: já estão à venda os ingressos do  primeiro lote para a Cabral Oil Fest 2011. Imperdível.</span></span></p>
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		<title>Das metáforas de Jabor</title>
		<link>http://www.tribuneiros.com/2010/03/16/das-metaforas-de-jabor/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 19:20:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pim</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogue da Casa]]></category>

		<category><![CDATA[Arnaldo Jabor]]></category>

		<category><![CDATA[cinema]]></category>

		<category><![CDATA[conscientização]]></category>

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		<category><![CDATA[filosofia]]></category>

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		<category><![CDATA[realidade]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Em sua coluna de hoje, no jornal O Globo, Arnaldo Jabor avisa que seu próximo filme &#8220;não é para &#8216;conscientizar&#8217;  ninguém&#8221;, que ele filmou por amor à arte etc&#8230; Lindo, não? Mas, logo uns parágrafos depois, ele diz:
&#8220;(&#8230;) O filme que fiz não quer provar nada.  Claro que gostaria que fosse uma defesa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.tribuneiros.com/wp-content/uploads/2010/03/fly-in-a-bowl-of-soup-001.jpg" alt="fly-in-a-bowl-of-soup-001.jpg" width="200" /></p>
<p>Em sua coluna de hoje, no jornal O Globo, Arnaldo Jabor avisa que seu próximo filme &#8220;não é para &#8216;conscientizar&#8217;  ninguém&#8221;, que ele filmou por amor à arte etc&#8230; Lindo, não? Mas, logo uns parágrafos depois, ele diz:</p>
<p>&#8220;(&#8230;) <em>O filme que fiz não quer provar nada.  Claro que gostaria que fosse uma defesa quase &#8216;ecológica&#8217; contra a  cultura de massas. Mas quem sou eu para desejar tanto? </em>(&#8230;)&#8221;</p>
<p>Entenderam, crianças? Não é para conscientizar, mas, se conscientizar, conscientizou&#8230;</p>
<p>(Reparem, aliás, como a &#8220;conscientização&#8221; é cousa tão nobre em seu pensamento que Jabor mesmo se confessa incapaz de alcançar um mérito assim tão elevado: &#8220;quem sou eu para desejar tanto?&#8221;. Ora, rapaz, você é &#8220;Jabor, o conscientizador&#8221;, não fique triste não, cara! Levante a cabeça! Você ainda pode angariar estudantes sujinhos de comunicação e dar uma palestra sobre a aura mítica de Fidel nos pilotis! Vai fundo!).</p>
<p>Depois, Jabor - no ápice de sua poesia lírica - tenta explicar por que cinema e vida são cachoeiras. E argumenta:</p>
<p>&#8220;(&#8230;) <em>Realidade é esta coisa sempre além da ciência, sempre além do sentido, do tempo e do espaço, inatingível, <strong>pois estamos todos boiando num infinito caldo de cultura, onde &#8216;parece&#8217; que boiamos; apenas &#8216;parece&#8217;, pois somos também o caldo onde boiamos. A mosca e a sopa são a mesma coisa</strong>.</em> (&#8230;)&#8221;</p>
<p>Não é fabuloso? Que a realidade, para Jabor, é algo inatingível, nós já sabemos faz tempo. Mas eis que ele finalmente admite estar boiando. E quer levar você juntinho, leitor. Ele é a mosca que pousou na sua sopa. Ou vice-versa.</p>
<p>Não perca, na PUC, a palestra (na verdade um tributo de amor à arte): <em>Boiando com o Jabor</em>.</p>
<p>********</p>
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		<title>Serenata de amor</title>
		<link>http://www.tribuneiros.com/2010/03/16/serenata-de-amor/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 16:56:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruna Demaison</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Coluna da direita]]></category>

		<category><![CDATA[amor]]></category>

		<category><![CDATA[Bruna Demaison]]></category>

		<category><![CDATA[crise]]></category>

		<category><![CDATA[ex-namorado]]></category>

		<category><![CDATA[Ipanema]]></category>

		<category><![CDATA[Madri]]></category>

		<category><![CDATA[People]]></category>

		<category><![CDATA[saudade]]></category>

		<category><![CDATA[Sevilha]]></category>

		<category><![CDATA[Time]]></category>

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		<description><![CDATA["(...) Acho que me interesso mais pelas belas histórias do que pelos belos homens, minha teimosia em viver algo lindo pode por tudo a perder, mas fazer o quê? (...)"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Menino, sabe que eu acho que de vez em quando vou mandar um e-mail dizendo que ainda te amo? Provavelmente entre uma paixão e outra ou uma tentativa de ser feliz de novo e outra. Mais feliz, porque acho que dá.</p>
<p>Dá para viver sem você – digo, sua presença física – mas eu realmente desconfio que seria mais legal tê-lo por perto. Então prefiro dizer, vai que numa dessas você concorda e passamos a ser felizes para sempre? É, quando tenho esses impulsos falo em “para sempre” e uso clichês de declarações, releva, ficaria levemente paradoxal ser romântica a esse ponto e racionalizar sobre a eternidade e o que acontece depois do The End, né? Mesmo que depois do “corta!” os anões arrancassem as touquinhas coloridas e reclamassem dos mosquitos da maldita floresta eu acho que nos divertiríamos.</p>
<p>Eu me diverti com esse último, ele tinha até mais jeito de príncipe encantado do que você. Você não tem a menor vocação para príncipe! Se eles fossem completamente inconstantes ainda teria alguma semelhança, mas aí seriam personagens daquelas produções independentes com ótima trilha sonora e não de contos de fadas. Será que minha mãe deturpava os príncipes nas histórias e por isso fiquei assim? Mato ela.</p>
<p>Não sou o tipo de pessoa que entra em crise a cada ex-namorado que se casa, não sou nem o tipo de pessoa que precisa ter motivos para crises e sim que deveria ser eleita uma das 100 mais influentes do planeta pela revista Time. Ah, eu reinventaria o mundo! Também serviria figurar na lista das mais bem vestidas da People. De que me importa ser a primeira no seu top ten de saudades? Ser tão bonita, tão divertida, inteligeeente e receber semestralmente uma conjunção adversativa depois dos elogios? Pra quê guardei as lições sobre conjunções, há tanto mais que deveria ter aprendido!</p>
<p>Acho que me interesso mais pelas belas histórias do que pelos belos homens, minha teimosia em viver algo lindo pode por tudo a perder, mas fazer o quê? O que acontece por aqui não é brincadeira não. Eu sigo rolando essa pedra montanha acima aparentando indiferença quanto às seguidas vezes em que ela desaba lá embaixo e nem sei mais o que acontece quando eu chegar lá em cima. É isso que você dizia sobre aproveitar o caminho? Putz&#8230;</p>
<p>Eu não teria chegado até aqui sem tudo o que me aconteceu enquanto caminhava e cantava, mas a questão é&#8230; onde é aqui? Sempre estranhei que os acessos ao Rio tivessem placas indicando Copacabana que de nada adiantam se a pessoa quiser ir para Ipanema e não souber que são bairros vizinhos. Queria que minha vida fosse como a Espanha, onde no meio de Madri uma placa indica Sevilha mesmo que essa cidade esteja a mais de 500 quilômetros. Vai que alguém na praça Central decide viajar, é bom saber todas as opções. E o rei ainda manda quem o enche o saco calar a boca.</p>
<p>Vou apertar Enviar agora. Ou posso publicar. Será que você lê Tribuneiros?</p>
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		<title>Sergio Cabral e o sorriso maroto</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 14:40:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>C.A.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogue da Casa]]></category>

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		<description><![CDATA[
A despeito de o governador ser vascaíno, esta imagem - atenção para o patrocinador, ao peito - nada tem a ver com o texto
Escreve-me, a propósito da [falsa] crise dos royalties do petróleo, o educado leitor Marcos Braz, que não é o vice-presidente do Clube de Regatas do Flamengo. Acusa-me gentilmente, palavras dele, &#8220;de usar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.tribuneiros.com/wp-content/uploads/2010/03/1.jpg" alt="1.jpg" /></p>
<p align="right"><em>A despeito de o governador ser vascaíno, esta imagem - atenção para o patrocinador, ao peito - nada tem a ver com o texto</em></p>
<p>Escreve-me, a propósito da [falsa] crise dos <em>royalties</em> do petróleo, o educado leitor Marcos Braz, que não é o vice-presidente do Clube de Regatas do Flamengo. Acusa-me gentilmente, palavras dele, &#8220;de usar este site para contrariar os interesses do Rio de Janeiro&#8221;. Segundo Braz, em resumo, eu não compreendo a &#8220;dramaticidade da questão&#8221; - motivo pelo qual não reconheço &#8220;os esforços do governador Sergio Cabral&#8221;.</p>
<p>Vamos lá.</p>
<p>Gasto um tempo fabuloso para escrever um texto, mais ou menos duas horas, geralmente mais - e me parece tudo inútil quando me vejo assim, como dizer, tão espantosamente mal lido, impelido então a retomar o assunto, quiçá mesmo [que tal?] a desenhá-lo.</p>
<p>Em primeiro lugar - urgente e breve: não são bem os interesses do Rio que eu contrario ou pretendo contrariar, mas os de Sergio Cabral e turma.</p>
<p>Em segundo lugar: não há drama, sequer risco de drama, apesar das indecorosas lágrimas do governador oportunista. O leviano projeto do deputado Ibsen Pinheiro, outro oportunista, não vingará - por um motivo ou por outro: ou pelo veto do presidente Lula ou pelo veto do Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>Repito: o projeto, inconstitucional, não sairá do papel; é bravata de um lado e tempestade em copo d&#8217;água do outro.</p>
<p>Ok?</p>
<p>Afora portanto a grotesca inconstitucionalidade desta emenda aprovada pela Câmara - o que, por valor absoluto, já a desmoralizaria - e afora também o fato de ser proposta natimorta, estamos aí inegavelmente diante de um projeto cafajeste e injusto, que, sim, caso aplicado, lesaria os estados produtores, sobretudo o Rio de Janeiro, que, sim, deve se mobilizar e sempre defender seus direitos. Mas - atenção: institucionalmente.</p>
<p>Está claro?</p>
<p>O que me incomoda - razão de meu escrito de ontem - é a chantagem, a molecagem política de Sergio Cabral, que faz tsunami e proselitismo eleitoral a expensas de uma marolinha; à custa de um pequeno problema que seria [será] facilmente resolvido por vias institucionais. E eis que pergunto, ao leitor Braz e a quem mais se aventurar: que sorte de esforços são esses do governador, esses que resultam em que o Estado promova, com inadmissível chancela oficial, uma passeada de resto inchada pela decretação de um abusivo ponto-facultativo que praticamente obriga os funcionários públicos a aderir?</p>
<p>(Em tempo, o leitor acaso se lembra da eleição municipal de 2008, aquela vencida, sob notável índice de abstenção, por Eduardo Paes num domingo a ser seguido de uma segunda-feira convertida por Cabral em&#8230; ponto-facultativo estadual)? (E mais: o governo que organiza esta manifestação pública é o mesmo que trata com pauladas os professores da rede estadual quando em mobilização por reajuste salarial - é)?</p>
<p>Como se deve receber isto - esta monumental irresponsabilidade - de o poder público convocar, por meio de instrumentos oficiais, uma manifestação que imobilizará o centro da cidade e mobilizará centenas de policiais para controlar a massa, assim como se vivêssemos numa cidade em que a PM quase não tem trabalho? (É batata: teremos tumulto na quarta-feira, teremos trânsito na quarta-feira, teremos quebra-quebra na quarta-feira, teremos assaltos na quarta-feira etc. - tudo culpa de Sergio Cabral, que, fosse decente, fosse sério, deveria labutar pelo oposto).</p>
<p>Isto tem um nome: velhacaria. (Pilantragem para envolver-comover trouxa).</p>
<p>Tem outros: campanha eleitoral extemporânea e abuso da máquina pública, por exemplo - que deveriam ser acusados e rigorosamente punidos pelo tribunal eleitoral.</p>
<p>Falei em chantagem política e queria, à guisa de conclusão, ilustrar um bocado mais esta vergonha&#8230;</p>
<p>Em que conta miserável, leitor, vai este estado se somos de repente informados de que a tal emenda - a ser, insisto, jamais confirmada - significaria o fim do sonho olímpico e a impossibilidade da Copa do Mundo? Isto, olha aí, isto é chantagem política barata ao mesmo tempo em que é uma declaração de indigência do Rio de Janeiro. Ou: isto é chantagem política ordinária ao mesmo tempo que atestado de mentirosos aos dirigentes - todos eles - desta terra.</p>
<p>Não há outra alternativa.</p>
<p>Seja como for, não é assim - desonrosamente - que se faz política. (Sergio Cabral e turma - é preciso escrever - abastardam a política).</p>
<p>Se estamos de fato pendurados no fio do petróleo como equilíbrio único ao nosso futuro, o que é inacreditável, tanto melhor será que não recebamos nem Olimpíada nem Copa do Mundo - porque, ora, simplesmente não podemos; porque, ora, fomos enganados.</p>
<p>Enganados - mais uma vez.</p>
<p>(Há quem goste)&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Sergio Cabral e as lágrimas de crocodilo</title>
		<link>http://www.tribuneiros.com/2010/03/15/sergio-cabral-e-as-lagrimas-de-crocodilo/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 14:23:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>C.A.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogue da Casa]]></category>

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		<description><![CDATA[
Quando o porta-estandarte de uma grande e justa mobilização é um político brasileiro, devemos sempre desconfiar. Podemos ter uma causa relevante em questão como esta dos royalties do petróleo, talvez dramática!, o que não é [nem será] o caso; mas nunca nos será recomendável ignorar a velhacaria que lhe vai embutida.
Como é sabido até pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.tribuneiros.com/wp-content/uploads/2010/03/26355_357356413030_357351803030_3618907_3764359_n.jpg" alt="26355_357356413030_357351803030_3618907_3764359_n.jpg" /></p>
<p>Quando o porta-estandarte de uma grande e justa mobilização é um político brasileiro, devemos sempre desconfiar. Podemos ter uma causa relevante em questão como esta dos <em>royalties</em> do petróleo, talvez dramática!, o que não é [nem será] o caso; mas nunca nos será recomendável ignorar a velhacaria que lhe vai embutida.</p>
<p>Como é sabido até pela camada de pré-sal, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto bizarro, inconstitucional até a última gota de óleo - que, acaso confirmado [não será], representaria nova ruína para o Estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>E o que fez, a propósito, o tão indignado governador Sergio Cabral? (E o que fez o governador, logo depois de enxugar as lágrimas daquele chororô vergonhoso)? Convocou, valendo-se absurdamente de instrumentos oficiais [secretarias etc.], uma manifestação pública, uma passeada Candelária-Cinelândia [que engessará o Centro], um protesto promovido e estimulado pelo Estado, assim como se vivêssemos numa cidade que pode desviar a atenção da polícia para o controle da massa incitada por um governador leviano. (Isso sem falar - insisto - no já embaraçado tráfego de automóveis etc.).</p>
<p>Não é formidável? Um município conflagrado, em que a bandidagem grassa, e a PM a se ver com a claque do Cabral&#8230;</p>
<p>Demagogia, mesmo entre políticos, tem limite - e este geralmente é violado pela <em>cruza</em> de irresponsabilidade pública com incompreensão do que seja, como disse o filósofo José Sarney, a &#8220;liturgia do cargo&#8221;, a postura exigida a um governante, o decoro. É tempo então de perguntar: o que deseja o governador? Um quebra-quebra como aquele que incendiou a BR-101 e que instalou o caos no norte do Rio? E com que fins? Com quais intenções? Como não pensar, em ano eleitoral, que Sergio Cabral, candidato à reeleição, insufle o bairrismo fluminense para agrupar simpatias e amealhar votos?</p>
<p>Fosse um homem público sério - e então teríamos uma solução institucional para a crise, tratada com serenidade, às claras e sem mistificações. Afinal, e esses são fatos negligenciados pelos governantes, a emenda, não obstante sua absoluta inconstitucionalidade [seria barrada pelo STF, sem dúvida], ainda está em tramitação no Congresso, precisa ser aprovada pelo Senado, no qual será submetido a três comissões; e nada mais é hoje, portanto, que uma ameaça em negociação; ameaça real, potencialmente grave, que a boa agenda política, porém, mataria na raiz, sem estardalhaço. (E sem aquela palhaçada inconcebível - o que terá sido aquilo? - que resultou num minuto de silêncio, solicitado pessoalmente pelo governador do Estado, antes do clássico disputado entre Flamengo e Vasco; quem morreu?).</p>
<p>A solução para o problema, ora-ora, depende apenas de carinho&#8230;</p>
<p>Explico: Lula, tão amigo do Rio, tão íntimo do governador, tem poder de veto, parece mesmo que prometeu exercê-lo; e pronto, bastará um pouco mais de afago: que Sergio Cabral, sempre tão diligente na matéria, afinal puxe o saco do presidente por uma boa razão e, por favor, em silêncio.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Epifania zero – tudo o que posso ser</title>
		<link>http://www.tribuneiros.com/2010/03/11/epifania-zero-%e2%80%93-tudo-o-que-posso-ser/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 17:13:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo Duarte</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Coluna da direita]]></category>

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		<description><![CDATA["De Alto Cedro voy para Marcané/Llego a Cueto y voy para Mayarí/El cariño que te tengo/Yo no lo puedo negar/Se me sale la babita/Yo no lo puedo evitar/Cuando Juanica y Chan Chan/En el mar cernían arena/Como sacudía el 'jibe'/A Chan Chan le daba pena/Limpia el camino de pajas/Que yo me quiero sentar/En aquel tronco que veo/Y así no puedo llegar". ["Chan Chan"; Francisco Repilado]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[Este texto foi escrito à base de uísque e sob a trilha sonora de Francisco Repilado, com “Chan Chan” tocado repetidamente; e isto é fundamental].</p>
<p class="MsoNormal">Não negue agora que nosso amor foi maior que todos. Que vencemos a probabilidade e construímos o impossível. Tudo o que você viveu depois de mim não existiu e estou aqui vivo pronto para retomar – e vou vencer. Não sou melhor, mas mudei a partir de cada conquista e caí em cada derrota; você sempre foi meu amor de sempre. Cada segundo da minha vida faz sentido se você é personagem. Cada minuto sem você, eu materializei a nossa realidade. Em todos os lugares que estive, lembrei de você [mesmo onde jamais você irá pisar]. E se o nosso amor sou apenas eu, me basta. Porque eu posso.</p>
<p class="MsoNormal">Feche os olhos pra saber o que é impossível, que eu sou maior e vou conquistar. Se não fosse tua vida agora, eu te roubava de novo; pelo meu complexo. Sou assim por tua causa. Acredite que vou te reconquistar – tantos anos depois. Você é minha idéia fixa antes de eu te conhecer, e vou lembrar da gente depois que eu não tiver mais nada para viver. Prometi, e cumprirei, meu último ar será meu maior amor por ti, mesmo que há tantos anos não te toque.</p>
<p class="MsoNormal">Mesmo o que vivi longe de ti, é teu. Agarra. Não vou mais a lugar nenhum, sou tudo pelo meu passado quando dormia ao teu lado. Se não fosse tua vida agora, dormiria de novo. Tenho certeza. Você nasceu para que eu te conquistasse, quantas vezes fosse preciso. Eu sou. Eu fui teu e vou conseguir. Mesmo que daqui a dezessete anos. Cada cicatriz minha é tua, e quero abraçar todos os teus erros – são todos meus. Cada vez que chorei foi por nós, sempre que amei foi você. Você é meu texto único, sem correção. O erro que escolhi. Vou errar até bastar, até estear, até não poder mais errar, quando eu for todo erro.</p>
<p class="MsoNormal">Estou mais velho e pior. Semeei o nosso amor sempre que outra mulher me fez feliz, sempre que eu fiz melhor. Todas as mulheres que eu conquistei são você. Todas as mulheres que me desprezaram são você. Não tenho amor que não seja o teu; foi o que me coube. Mesmo sem nós, viverei você.</p>
<p class="MsoNormal">Cada linha do que consigo, foi no teu corpo que busquei inspiração. Todas as outras eram você, me enganando. Despistei a verdade porque sempre soube o que queria. E se agora vou desistir, prefiro chorar.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A imbecilidade como estilo</title>
		<link>http://www.tribuneiros.com/2010/03/11/a-imbecilidade-como-estilo/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 16:52:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>C.A.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogue da Casa]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou - faz semanas - para comentar [brevemente, claro] a última campanha da grife Diesel, notável vendedora de calças jeans. Chama-se Be stupid - e me parece [explico depois] bem coerente.
(Definitivamente, sou inteligente-sagaz-esperto: o leitor veja dois exemplos).


Acho mesmo que as marcas têm de cultivar [agradar] seu público - e fazer tudo para identificá-lo. (A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou - faz semanas - para comentar [brevemente, claro] a última campanha da grife <em>Diesel</em>, notável vendedora de calças jeans. Chama-se <em>Be stupid </em>- e me parece [explico depois] bem coerente.</p>
<p>(Definitivamente, sou inteligente-sagaz-esperto: o leitor veja dois exemplos).</p>
<p><img src="http://www.tribuneiros.com/wp-content/uploads/2010/03/diesel4.jpg" alt="diesel4.jpg" /></p>
<p><img src="http://www.tribuneiros.com/wp-content/uploads/2010/03/diesel5.jpg" alt="diesel5.jpg" /></p>
<p>Acho mesmo que as marcas têm de cultivar [agradar] seu público - e fazer tudo para identificá-lo. (A conjunção propaganda-moda tem de fato esta fabulosa capacidade de glorificar a imbecilidade)&#8230;</p>
<p>Ou alguém duvida que pagar R$1.000 [Hum mil reais!] numa calça jeans seja coisa de estúpido?</p>
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