por C.A. - Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:29
Texto originalmente publicado no site Tribuneiros.com em 04 de abril de 2008.
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Leio que o Exame Nacional do Ensino Médio [Enem], estupidez da pragmática tucana, consagrou o Colégio de São Bento como a melhor escola do Brasil. A julgar pelas notas, talvez o seja mesmo. Notas, porém, não têm importância alguma, a não ser, claro, para a reputação do colégio deformador: uma instituição cruel, beneditinamente desumana, que humilha crianças sob a mais prematura das competições, inoculando-lhes a inversão máxima de valores.
Eu estudei no São Bento. Sei do que falo.
Aos nove anos, em fevereiro de 1989, perdi meu pai. Estava na terceira série primária. Em agosto de 1989, a senhora Samaritana, coordenadora daquela instituição do senhor, chamou minha mãe à escola para lhe dizer que eu era incapaz. Eu tinha nove anos, perdera meu pai e, segundo o caridoso Colégio de São Bento, era um fracassado.
Amém.
Saí de lá. Graças a deus. Fui para outra escola – uma que não figura em merda de ranking algum: o Colégio Andrews, a que serei eternamente grato. (E que aceita meninas - a rigor, a única razão acadêmica para a existência do ensino médio).
Jamais regressei ao São Bento. Jamais passei à porta depois. Não fiz um amigo nele. Não me lembro do rosto de um sequer – e avento se o meu pavor à Igreja não decorrerá do nojo que sempre senti por obrigado a beijar a mão daqueles padres asquerosos.
O Colégio de São Bento, se o quisesse resumir, poderia ser definido pela seguinte relação: os meus colegas sempre quiseram me derrubar – e eu a eles. Não que nos fosse natural. Era-nos imposto. O colégio condicionava o sucesso de uns ao tombo de outros – e era aderir ou se espatifar. Com o tempo, incorporávamos aquela vileza como coisa comum, ordinária, sentíamos prazer no flagelo escolar de outrem – e a derrota alheia era intimamente comemorada.
Havia um funil, como se a aprovação anual fosse um concurso, com vagas limitadas, que independiam das notas: os que pior se saíssem, ainda que com seis ou sete de média, não passariam, e seis ou sete virariam quatro ou cinco. A regra era laurear uns sobre a mazela de outros. Estimular a concorrência. A disputa. A deslealdade, às vezes. Formar potenciais porcos chauvinistas. Aprofundar a falácia de que o desempenho escolar – esta irrelevância – pudesse fazer seres humanos uns melhores que outros.
Nunca me esquecerei, por exemplo, de um colega erguendo o braço, pedindo autorização para falar à professora durante uma prova, e me acusando, dedo em riste, de lhe ter pedido “cola” para resolver uma questão, o que de fato fizera, eu admiti, pelo que fui de público julgado e condenado não só à nota zero, mas também a ver concedidas todas as honras ao delator.
A engrenagem do Colégio de São Bento funcionava assim – e é a mesma que lhe confere, hoje, pelos critérios de gabinete do Enem, status de notável instituição escolar. Que não é.
Aos sete e aos oito anos, fui adiante, vazei o funil como pude, desconfiando de todos, sem exceção, egoísta ao extremo, sozinho, premiado por reconhecer no colega um adversário a ser batido de qualquer maneira, por quaisquer meios, desde que não fosse descoberto. Aos nove, simplesmente, não pude mais ter adversários, eu não podia – e fui, então, um fracassado reconhecido.
Eu andava pelos cantos do colégio, valendo-me das sombras que o iluminavam, vista arriada, e o meu pavor supremo era adentrar a impessoalidade do refeitório – teto alto e desornado, luz fria, paredes mais vazias que austeras, mesas longas e frigoríferas –, obrigado a comer em bandeja de aço aquela comida com paladar de fermento, feita e servida com desprezo.
Seguia de manhã para aquela escola com duas convicções: a de que seria infeliz, maltratado, provocado, testado sem fim, incompreendido sem fim, e de que presenciaria, pela hora do recreio, uma briga, a que todos assistiriam extasiados, como se numa arena de gladiadores, todos gritando palavras de ordem, de ódio, de afirmação masculina, motes de violência, recebendo a ocorrência do confronto como o evento social possível e bem-vindo aos que vão enjaulados na Febem, reprimidos por uma incubada pederastia, que explodia em raiva e valentias e desafios e golpes e socos diários, com crianças por fim agarradas no chão, apertando-se os corpos, tateando-se umas às outras – e sortudo me sentiria se a briga não fosse comigo. (Em todo caso, andava com um canivete escondido)…
Eu gostava das aulas de natação porque, sem por à prova o homem que era, podia fazer as minhas lágrimas se confundirem com as águas da piscina. Não se chorava naquela casa de deus - eu sabia. E improvisava. Pelos olhos vermelhos, irritados, culpava o excesso de cloro.
A minha lembrança mais clara daqueles anos de São Bento é definitiva: nós recebíamos alguma visita na sala de aula e imediatamente, interrompendo não importava o quê, nos púnhamos de pé, retos, impecáveis, obrigados a cantar, em uníssono sorridente, músicas de boas-vindas. Nós éramos, então, a juventude hitlerista – o que só vim a perceber naquele dia de agosto de 1989, o dia da minha incapacidade e também o meu último de São Bento, quando, entrando com a minha mãe na sala para me despedir dos colegas, vi-os todos, inclusive o que me delatara, sorrindo e cantando o hino de boas-vindas.


Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:26
Que texto forte e, ao mesmo tempo, lindo…O São Bento não sabe o aluno que perdeu, afinal, colégios formam, para além do aprendizado, pessoas/personalidades/educação, e te garanto que em todos estes aspectos você tem nota 10. Eu acho que estão faltando colégios com a política de alguns de nossa época, com uma política pedagógica excelente, como por exemplo: todo mundo pode falar mal do Padre Antonio Viera, mas é o melhor colégio para unir, fazer amigos e formar pessoas para o mundo, não só para o saber, ser melhor etc.. a vida não é feita disso..
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:30
Competitividade, necessidade de “afirmação masculina” e “incubada pederastia”. Das variações nas combinações entre estes elementos, em maior ou menor grau, sai o retrato perfeito dos ex-alunos do São Bento. Mas queria ouvir a opinião da outra metade, a dos beneditinos convictos (porque me parece que só existem dois tipos de ex-alunos: os que veneram o colégio e os que o odeiam). Posso mandar pros muitos que me cercam?
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:41
Andreazza, estou perplexa! Tudo bem, sempre achei suspeito escola só para meninos. Mas esse seu relato se trata de coisa mais profunda, isso é crueldade.
Tenho uma amiga que tem um filho lá, vou enviar agora seu texto.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:44
Fiquem à vontade para divulgar este texto, por favor.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:45
Colégio bom não existe, Rê. O lance é minimizar o estrago - concorda?
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:54
Carlos
A decisão de tira-lo do São Bento em pleno dia 7 de agosto de 1989, sem nenhuma idéia de onde poderia matriculá-lo, mudou para sempre a nossa história. Foi a partir de uma frase sua, aos 9 anos, que comecei a decidir que qualquer colégio seria melhor que aquele. - Mãe, como um colégio católico pode não ter caridade? Foi isso,filho, que eles não tiveram conosco, quando mais precisamos, caridade cristã. Quando me chamavam para reclamar que em todas as suas respostas faltavam os dois pontos e eles, não considerando que o resto estava absolutamente certo, lhe davam zero na questão. Não podiam ver que se nos faltavam dois pontos ou vírgulas, sobravam interrogações e exclamações. Não nos olhavam, filho.Faltou caridade quando D. Samaritana (assim mesmo, com este nome bíblico)me dizia que vc era como todas as outras crianças da sala não reconhecendo sua dor e mais quando me ligou no começo de agosto para reprova-lo e eu decidi que ninguém mais da nossa família perderia nada naquele ano terrível.E mais, quando me acusou de não lutar para conserva-lo no colégio, eu, que lutava todos os dias para sair da cama e cuidar de meus três filhos e da vida. Faltou caridade ao colégio que só se preocupa com resultados nos vestibulares, que faz questão de na primeira série usar o livro da segunda e que nunca soube me responder o que usariam, afinal, na última série. Faltou caridade ao colégio que fazia com que você, que sempre escreveu lindamente, fizesse redações “cotó”. - Escrever menos e errar menos, diziam eles a mim, atônita…
Sou muito grata a eles, filho, pois como afirmei acima, foi a partir daquela decisão que tomei as rédeas de nossas vidas.
Sobrou afeto,compreensão e aconchego no Andrews, que abriu as portas para nós, desconhecidos, forasteiros.Quando saí do Andrews naquele mesmo dia 7 a diretora me disse - A vida acadêmica do Carlos agora é problema nosso, o resto é com vc. Os leigos nos acolheram com verdadeira caridade cristã. E de fato sua vida escolar normal, feliz , prazerosa e muito importante na sua formação sempre ficou a cargo deles.
Que ganhem prêmios, louros ,indicações, etc, instituições como o São Bento, faz parte do DNA deles essa coisa show off feita de decorar aos 8 anos todos os músculos do corpo humano.
O conteúdo verdadeiro é feito de detalhes e é para poucos.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 19:01
Mãe, acho que você encontrou uma justificativa freudiana para o meu exagero de dois pontos - será?
Há, entre tanta emoção, uma passagem genial neste teu comentário - mais tribuneira impossível: “[colégio] que faz questão de na primeira série usar o livro da segunda e que nunca soube me responder o que usariam, afinal, na última série.” É isso. O que eles usam na última série, meu deus?
De resto, grande Colégio Andrews - e sobretudo grande mãe, corajosa pácas, que você foi e é.
E pau nos bons samaritanos!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 19:04
Discordo. Para mim colégio bom é aquele que ensina bem o básico, mas, principalmente, educa, coloca limites (normais que uma criança deve ter). O aprendizado maior, específico vem depois, no mercado de trabalho, no amadurecimento, fazendo o que você gosta etc. Hoje, vejo que esta é a principal função, é a base de tudo, pois o saber vem depois, o resto não tem como ser adquirido depois…e este tipo de colégio - com a pedagogia boa - existe, o Andrews, como você mesmo disse. Agora, com certeza, o pior deles é o São Bento e outros bem “famosos” que existem por ai.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 19:07
Após o comovente comentário de sua mãe, Andreazza, posso compreender melhor a matéria da qual você é feito.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 19:12
Mãe e família maravilhosa e unida que são!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 19:22
Renata, concordo plenamente com você. Além do ensino básico a que todos têm direito, há que se impor limites, sim, mas sempre com um olhar fraternal, sabendo que pessoas são diferentes, portanto agem diferentes e têm necessidades diferentes. Se não se aprende isso lá atrás, é o que assistimos hoje: pessoas totalmente centradas em si, incapazes de considerar o outro na equação da existência, que não sabem partilhar.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 19:24
A convivência com minhas amigas inacianas não se restringe a uma lista de e-mails nem nos julgamos pelo sucesso (dinheiro-fama-poder) que poderíamos ter com nossas mentes brilhantes e não tivemos pq preferimos outro caminho. Já vi essa conduta e esse julgamento em muitos beneditinos aprisionados na busca pela “superioridade”. Deduzi, não com a razão beneditina, mas com o coração inaciano, piegas, inflado e autêntico: o São Bento educa para uma prova, o Sto. Inácio educa para a vida.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 19:27
O depoimento da sua mãe está mesmo muito emocionante… Quanto a isso de usar na primeira série o livro da segunda, eu também nunca entendi! Meu irmão mais novo estava sempre dando a mesma matéria que eu no colégio… e, além disso, ele já lia mitologia grega, aprendia derivadas e tinha aulas de flauta (dessa última parte eu tinha um pouquinho de inveja).
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 19:31
No fundo, Fernanda, aula de flauta tem tudo a ver com o São Bento…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 19:37
Ps: a última Renata dos comentários não sou eu, mas eu concordo exatamente com o que ela disse. Aliás, Olga, você colocou exatamente o que eu acho em poucas palavras. É isso!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 20:05
Ana e Carlos Andreazza, vocês, com o texto e o comentário, fizeram um dos momentos mais lindos desse sítio. Estou sinceramente emocionado e feliz com os relatos.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 20:07
João Paulo Duarte, senhoras e senhores, o aniversariante de ontem!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 20:10
Renata - a inaciana -, você pode não ter percebido, mas o Santo Inácio é muito mais parecido com o São Bento do que lhe pareceu. Mas, graças a Deus!, já contava com mulheres quando passei por lá. E que fique claro: apesar de ter passado por muitas dificuldades na infância, pelas obrigações absurdas que tinha no Sto. Inácio, eu gosto muito do colégio. Me ensinou a superar exatamente o que o Andreazza descreveu: a competição violenta. Acho que por isso, hoje, eu consiga sobreviver - e bem! - ao telejornalismo.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 20:15
Andrezza, muito obrigado pela lembrança. E preciso fazer mais um comentário sobre o texto:
Durante toda a vida inaciana, passei pelo mesmo que você no São Bento. Ouvi, milhares de vezes, que não sabia escrever bem. Anos depois, já como jornalista, apaixonado por literatura e escrever, entendi: eu não me adaptava à obrigação das dissertações (método imbecil de avaliar se alguém sabe escrever no vestibular). Eu nunca me adaptei a escrever um texto onde se era OBRIGADO a escrever cinco parágrafos (um de introdução, três pra desenvolver três argumentos e um com o final). Eu estaria desempregado se ainda escrevesse assim…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 20:33
Foi só pedir e ele voltou - e em sua melhor forma! Grande texto, Adreazza. Eu, como ex-aluno do suburbano e menos glamuroso Nossa Senhora da Piedade (de onde me arranquei ao sofrer discriminação por usar um botton do Gabeira, em 1986), subscrevo muitas das coisas que vc escreveu. Lá, embora o ‘ensino’ fosse pior, tinha um clima pacerido
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 20:34
João Paulo, parabéns! Desejo que o tempo não tire de você essa delicadeza que percebo através dos seus comentários e, mais recentemente, dos seus textos.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 20:45
Estudei no São Bento de 1992 a 2000. Sempre tive críticas ao colégio e presenciei momentos de intolerância pedagógica por lá, mas é um período do qual guardo boas lembranças. Por isso mesmo, fiquei surpreso e indignado (com o colégio, não com o texto) com algumas das situações relatadas. Principalmente em relação à atitude da D. Samaritana, com quem nunca simpatizei. Inacreditável a falta de inteligência dessa senhora no caso do Andreazza. Outras, no entanto, como beijar mão de monge e cantar músicas de boas-vindas a visitas, nunca foram vivenciadas por mim.
O colégio merece muitas críticas (a começar pela ausência de mulheres), mas uma com a qual não concordo é a acusação de que o ensino de lá se interessaria somente pelos resultados, pelas notas, pela competição, assim como os PHs da vida. Eu, felizmente, não vivi isso.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 20:52
Muitas coisas devem ter mudado no São Bento desde 1989, Ivan, e tanto melhor assim. Obrigado pela leitura freqüente desta Casa.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 21:13
Concordo com vc, João Paulo, em relação às críticas ao modelo de redação pro vestibular. Também demorei a me adaptar, e cheguei a levar alguns zeros por “fuga ao tema” (porque fazia poesia no lugar de dissertação; porque conversava com o interlocutor, no meio do texto) ou por exceder o número de linhas…
Mas o Santo Inácio não podia ensinar nada muito diferente disso, não acha? O problema é o que é cobrado no vestibular (a que tem minimamente de se submeter o ensino - se não o fundamental, ao menos o médio).
De qualquer jeito, trago do colégio lembranças incríveis, grandes e verdadeiras amizades (as maiores, eu diria), e alguns importantes valores (de vida)…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 21:15
JP, Parabéns!!!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 21:30
Bem-vindo ao Andrews, C.A.! Ô tempo bom…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 21:45
Renata querida, muito obrigado.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 21:46
Olga, muito obrigado pelo elogio.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 23:51
De imediato, gostaria de deixar meu e-mail comunicado nesta mensagem, pois não pretendo nem gostaria de ser inacessível. - elisinho@quintino-advogados.com.br
Sou aluno do São Bento, estou cursando atualmente o terceiro ano, e me chamou a atenção o fervoroso texto sobre o Colégio de São Bento presente nessa página.
Estudo desde a segunda série do fundamental na instituição, e sempre me propus a ter uma participação ativa no colégio, buscando não só o Grêmio Estudantil como também todo o tipo de atividade extra-classe existente,e talvez por isso eu tenha desenvolvido uma ligação tão forte com o colégio
Desde cedo, sempre tive muitas críticas a fazer sobre a equipe pedagógica do colégio, incluindo coordenadores e professores, no que dizia respeito à sua falta de habilidade e de preparação para lidar com crianças. Ora, todos nós temos consciência: até a quinta série pelo menos, somos crianças, das que brincam de pique e colam figurinhas nas dezenas de álbuns que nossas mães nunca se cansam de comprar! rs eu pelo menos sempre fui fascinado por eles, mas continuemos..
Essa crítica permaneceu enquanto eu crescia, tanto que, quanto ~fui eleito presidente do Grêmio do Colégio, tive meu maior objetivo focado no trabalho com o primário, que precisava de uma base em que se apoiar em frente à qualidade não tão impecável dessas séries do colégio.
Sendo assim, concordo com os comentários em relação ao corpo pedagógico do colégio no primário. Todavia, encontrei alguns exageros descuidados no texto, e me explico:
Você, C.A, passou por um problema sério em sua vida na sua terceira série, e realmente compreendo que o colégio não soube trabalhar de forma inteligente para que isso fosse, pelo menos na escola, esmaecido, fazendo com que você convivesse em um ambiente mais acolhedor. Dou-te todo o apoio.
Todavia, devemos analisar duas questões. A primeira é que você, por estar passando por momentos difíceis-e por favor que ninguém pense que eu me refiro a isso com qualquer falta de respeito-, naturalmente deve ter se fechado em si mesmo, deve ter passado por uma situação de inibição e baixa estima, e isso COM CERTEZA contribuiu para que guardasse todo esse rancor do colégio. Repito, o colégio deveria sim ter sido responsável em transformar sua estada lá em algo agradável, mas o que analiso aqui é a repercussão que esse fato teve na sua avaliação do colégio. Curto e grosso: por causa desse problema, você achou que tudo era uma grande merda, e formigas viraram elefantes para você. Acredito, repito, que isso seja extremamente normal por causa do contexto em que aconteceu, mas esse rancor todo não deve ser transformado em uma difamação contra o Colégio de São Bento.
Outro ponto que gostaria de deixar claro é que, saindo na terceira série, você não conviveu com todo o resto do colégio que conviveria se completasse o ciclo. Assim, os comentários que fez em relação ao colégio foram, GARANTO, precipitados, até porque você é um dos raros que conheço que detesta tanto a instituição.
E me referindo agora a um comentário sobre pessoas que ou amam ou odeiam o colégio, GARANTO novamente que as pessoas que odeiam o fazem porque não conseguiram se adaptar ao ritmo de estudo, ou não conseguiram passar de ano, ou simplesmente não se enturmaram no colégio-aliás, devo lembrar que esses “recreios sangrentos e violentos ” só devem ter sido os seus e de mais poucos, porque não me lembro, em minha vida escolar, de tais cenas. Falo isso com bastante ênfase porque eu seria, no caso, o mais propício a sofrer essas violências, já que eu sempre fu no primário o gordinho que não sabia jogar bola, e mesmo assim eu me encontrava em um grupo de amigos. Inclusive, com o tempo, esses grupos foram se dissolvendo e formando grupos maiores e maiores, a ponto de várias séries quase que inteiras serem interligadas com laços de coleguismo.
Concluindo, discordo não completamente, mas bastante, de sua carta. Repito que quero dialogar, e por isso estou oferencendo meu email para quem quiser se comunicar particularmente. Só gostaria, finalizando, de evitar que o Colégio de São Bento fosse visto unica e exclusivamente pelos olhos de pessoas que é claro que falariam tudo de pior da instituição, dadas as condições em que essas pessoas se achavam no momento.
Com muito respeito, principalmente ao C.A, com quem quero continuar o diálogo
Elísio Fernandes de Almeida Quintino
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 00:23
Caro Elísio, não te posso responder agora - por absoluta falta de tempo - como gostaria e você merece. Em todo caso, recebi e li com atenção as tuas palavras - e, se não for incômodo, retomamos a conversa na segunda. Abraço.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:58
Sou beneditino! Tive muito orgulho em ver que meu colégio conquistou, no ano em que completa 150 anos, o topo do ranking do Enem.
Lá nos formamos homens sim e garanto que muito dos ex-beneditinos concordam comigo.
Também tive problema com a Samaritana, depois de passar por ela tive problemas com a Amélia, Cunha e Feraz, que talvez você não conheça.
Muitos tiveram problemas, mas muitos souberam superar isso. Deve ter sido muito traumático o que passou, mas lá ninguém disrespeita ninguém. Ao contrário lá aprendemos respeitar os outros.
Lógico que existem pessoas que não se aplicam a esta regra, mas isso existe em todas as escolas.
Sempre que precisei do colégio eu pude contar com ele, e o frequento até hoje. E sempre que precisar dos seus alunos, haverá uma legião para ajudá-lo.
Respeito o seu ponto de vista, mas quero que as pessoas que lêem não pensem que todos no CSB são tratados como você foi.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 19:39
Csrlos,
sei bem que sentimentos vc viveu.Eu só não sabia a crueldade se vestia de monge,pensava que ela se vestia de farda .O colégio queeu fiz o ginasial era da aeronautica e eles humilhavam sem parar.
Lutei para que meus filhos pudessem frequentar uma escola leiga não consegui mas como ele(meu filho disse) pelo menos era um colégio misto.As meninas ,as mais assustadas que conheci.As mães do portão totalmente insanas .Sabiam de cor e salteado os deveres.Eu pelo menos consegui perceber que era lúcida e que aquela gente e aquele colégio não eram nem um pouco evoluídos….
Foi muito bom ler seu texto .O bravo jogador de futebol que venceu a seleção de Angola ,lembra?Eu a madrinha do time de Angola nem senti tanto ,você amigo dos meus filhos e sempre um menino bom era craque de verdade.
É craque agora e é um Homem Bom .
beijos
beijos
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 21:50
Parabenizando-o pelo texto, tecnicamente, aceitável, reconhecendo que não possuo capacidade para equiparar seus escritos e, de antemão, me desculpando por ousar tecer comentários sobre os mesmos, gostaria de dois ou três minutos de sua atenção. Realmente, C.A., é impressionante a dor e mágoa que demonstra. Te fez mal, de verdade, a atitude da Samaritana. Por sorte, soube se desvencilhar da situação criada e vencer os obstáculos que se apresentaram. Minha única dúvida é se estudamos no mesmo Colégio. Não consegui reconhecer nenhuma das críticas, com exceção da ausência de meninas, lamentada por mim, até hoje, pois tive de matricular minha menina no CSI. Meu irmão, 10 anos mais novo, de quem acabei responsável, por não termos pai, e meu filho estudaram por lá e nunca referiram algo semelhante ao que escreve.
“Eu estudei no São Bento. Sei do que falo”. Aos nove anos, com, apenas, dois anos de Colégio, será que sabe mesmo do que fala? Uma criança, aos oito ou nove anos, levar um canivete para o Colégio é uma situação corriqueira? Relatar que nada se lembra e, apenas, recordar o delator, musiquinhas / “beija-mão” inexistentes entre 1961 e 2003, período quando tivemos alguém de minha família por lá, é mostra suficiente para concluir que devemos ter estudado em Colégios diferentes, mesmo que seu período coincida com o de alguém, aqui, de casa. Não imagina o respeito que tenho por seus sentimentos, a alegria de ter certeza que saiu de lá para uma situação melhor e, principalmente, por, ao escrever tal texto, demonstrar sua capacidade em fazer uma análise profunda de uma Instituição, com, apenas, dois anos, na tenra idade, de convívio. Às senhoras que deixaram suas opiniões, rogo um segundo olhar, menos rigoroso, mais condescendente, baseado na realidade de outros milhares de alunos que, diariamente, visitam o local onde estudaram ou estiveram presentes à festa de 150 anos de fundação do Colégio, no último sábado, ou que, no terceiro domingo de maio, comparecem à Páscoa do ex alunos, anualmente. Tive um sócio, ex aluno, que, também, detestava o Colégio e, um dia, me confidenciou o porquê: tinha sido barrado no time da sala. Para ele, que seguiu até o fim, hoje, aos 50 anos, médico, a dor da barração continua insuportável. Cada um tem seus motivos, como alguém disse, aí, em cima, de amar ou odiar o Colégio. Isso serve para qualquer Instituição, colégios, empregos, casamentos etc. Em todos, as chances de gostar ou não são iguais. Vai depender da dor da perda.
Um abraço e felicidades. Mesmo detestando nosso Colégio, alguma coisa te deixou, certamente, uma experiência, que boa ou má, contribuiu para o que é, hoje. Saúde!
Ewerton
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 23:57
Eu compreedo que o autor do texto tenha passado momentos dificeis e tenha tido uma experiencia horrivel no Sao Bento. Porem, eu e toda minha familia temos muito a agradecer aquele lugar.
Assim como o autor, meu pai e meu tio tambem perderam o pai(meu avo) muito novo e ambos estudavam no Sao Bento. Minha avo passava dificuldades financeiras enormes, pois vivia so com um pensao do INSS. A escola entao chamou ela depois de varias mensalidades atrasadas. Dom Lourenco perguntou o motivo dos atrasos e na mesma hora ofereceu uma generosa bolsa de estudos. Da segunda ate o 3o ano no cientifico, a escola manteve a bolsa.
Eu me formei em 2001 e posso dizer que se havia cobranca havia muita conversa em TODO o meu segundo grau. A escola sempreu deixou claro que o objetivo e’ formar alunos com todo o conhecimento necessario para um formando de 2o grau, e ate mais. Se seu objetivo nao fosse esse voce seria reprovado e deveria sair da escola. Porem, ao mesmo tempo, se voce dessejava se formar la, mas as suas notas nao eram as melhores, a escola iria te ajudar. E eu fui muito beneficiado com isso, aulas de apoio com um custo insignificativo de 70 reais por semestre, exercicios extras dados pelos professores so pra mim, sem contar na ajuda dos meus amigos.
Eu entendo que a escola tenha sido brutal para voce, e respeito sua opiniao, mas acho que para uma pessoa que estudou la so ate a 3a serie seu julgamento muito profundo.
Ate hoje, minha turma de formandos se reune todo ano, todos e sempre fazem questao de marcar uma dada em que eu esteja no Brasil (eu estudo no Canada a 3 anos gracas a uma bolsa de estudos), para que todos possam estar presentes. A escola me ensinou a ter disciplina e forca de vontade e se nao fosse por isso eu nao teria conquistado metade das coisas que eu ja conquistei.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 00:43
Texto emocionante, mas fora de época. Se no seu tempo você sofreu psicologicamente no São Bento, não posso discordar. Mas a sua afirmativa feita no início: “uma instituição cruel, beneditinamente desumana, que humilha crianças sob a mais prematura das competições, inoculando-lhes a inversão máxima de valores.”, leva as pessoas a terem pensamentos negativos sobre o colégio.
Estudo no colégio de São Bento e posso afirmar que não há, em nenhum canto, um vínculo tão forte entre professores-funcionários-alunos. Somos como uma família, estamos dispostos a ajudar qualquer um.
Há sim uma cobrança ao extremo do colégio. Mas se não houvesse, não seríamos o melhor do Brasil. O que faltou pra você foi vontade e empenho.
Por favor, explique melhor ao pessoal que leu este texto que você fala de uma época passada,que não sei se era mesmo assim, tão melancolicamente descrito em suas palavras, e que hoje o colégio é o exemplo de uma intituição de educação.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 02:51
graças a deus voce saiu do colegio, pois essa sua mentalidade de fracassado so pioraria a imagem do sao bento…..e as pessoas ainda aplaudem um texto escrito por uma pessoa falando de suas lembranças de quando tinha 8 anos de idade, uma criança que mal saíra do berço!! e uma pessoa que estudou la na decada de 80 por 3 anos que afirma que conhece a instituiçao?!!?! agora vê que o colegio se mantem no topo e escreve textos demonstrando esse recalque barato. o colegio ja disse e eu repito: és um fracassado
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 19:01
MENTIRA!
Falo porque curso a terceira serie do ensino medio deste ano e faço sete anos de casa.
O colégio é rigoroso sim. Isso talvez seja o principal motivo para fazê-lo o melhor. Estou lá desde a quinta série e digo que se trata de um colégio normal, a não ser pela ausência de meninas.
Compreendo a má experiência relatada, mas não confirmo exageros cometidos, como a dita violência e a falta de amizades. É claro que brigas ocorrem, mas exporádicamente, não protagonizando o recreio que, na verdade é feito de futebol, brincadeiras e piadas…
A cobrança pode ser assustadora sim, mas digam meus caros: como fazer uma “cambada” de meninos estudar? Aliás, nada que não possa ser superado com algum esforço…
Não vou me estender muito, mas reafirmo: tudo que foi dito nesse criativo texto são mentiras de uma experiência frustrante…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 22:51
(PALMAS)
Gostaria de começar com palmas, pois são merecidas após uma crônica tão bem construída! Que figuras! Que imagens! Chamar de hitlerianos junto com a data 1989, justamente quando o muro cai! Ou no trecho “esconder-se nas sombras do colégio”… “as lágrimas confundindo-se com água da piscina”! Sensacional! Sem falar em inúmeras outras. Só me dá pena, nesta crônica inefável, o fato de ser mentirosa e aviltar uma instituição tão acolhedora, não bastasse tê-lo feito à traição. Pelas costas! Sem caráter! Que covardice! Usa-se do desconhecimento das pessoas para difundir a sua imagem distorcida, que encontra solo fértil na mente daquele que não conhece o São Bento. Provavelmente não vou conseguir ruir todas as calúnias, uma vez que são inúmeras, porém vou fazê-lo até onde puder. Com certeza o moderador não postará tal mensagem, pois destruirá a sua escrita pomposa e pretenciosa, mas me dará um imenso prazer escrevê-la.
Comecemos com um conceito básico. Nada muito científico, apenas algo que qualquer pessoa com um mínimo de observação pode constatar. Essa história ocorreu aos nove anos desse indivíduo. Aos três anos, irmãos se esbofeteiam, xingam-se, zombam daquele que ainda molha a cama, delatam uns aos outros para os pais… enfim, uma grande crueldade! Será que não se amam? Será que não é algo da idade e instinto do ser humano? Crianças dessa idade têm discernimento para dizer o que é certo ou errado? Aparentemente, só nosso amigo C.A. pôde fazê-lo. Ele é realmente acima da média. Aos nove anos de idade ele era mais sábio que qualquer adulto! Imaginem quando for um!
Gostaria de te dar meus pêsames por seu pai. Não desejo isso nem ao meu pior inimigo! Temos, no entando, que concordar que o São Bento não foi responsável por sua morte. Por que descontar em cima dele? O fato de você ter ficado traumatizado com a morte de seu pai não significa que o São Bento tenha culpa.
O “incapaz”, por sua vez, não significa fracassado, a não ser quando você distorceu os fatos. O fato de você não ser capaz de estar São Bento não significa que você não é um fracassado na vida. Há pessoas que nunca estudaram, por exemplo, e são mais felizes que nós, talvez. O verdadeiro “fracasso” é aquele que concerne ao caráter e, depois de um texto de má índole como esse, acho que dereria refletir um pouco. Pensar faz tão bem!
Quanto a amigos, se não fez nenhum, foi porque, ou não teve tempo, uma vez que o melhor amigo de um garoto de 9 anos pode ser um travesseiro ou um pokémon, ou tinha uma atitude anti-amistosa. Amigos de verdade não são muitos. Resumem-se a 3 ou 4 que, não importa o que aconteça, sempre irão ao seu socorro. Aqueles que podemos confiar incondicionalmente. Portanto, não importa o motivo, o fato é que quem não fez amigos foi você, logo, não ponha, por favor, a culpa nos outros.
Ou seja, o depoimento de um garoto que usa suas memórias de nove anos, para definir intituição onde mal cursou 1/4 dos anos escolares, não pode ser levado a sério. É como se uma pessoa congelada em 1970, acordasse em 2008, sem saber, e começasse a dissertar como a Guerra Fria é ruim e sair às ruas gritando “Abaixou a ditadura!”. Será que o Carlos não pode, por obséquio, descer do seu pedestal, ir ao “temido” São Bento e reconsiderar? Se não for muito trabalho, é claro!
Outro ponto interessante é o comentário sobre os professores estimularem-nos a “puxar o tapete” uns aos outros. Com certeza! Agora acordei! Quando meus professores me pedem para ajudar um colega, ou alguém me oferesse ajuda vou ficar atento! É tudo uma conspiração! Esses anos todos sem que eu soubesse que era tudo uma farsa! Preciso da sua ajuda pra me ensinar aquelas palavras de ordem de morte e os golpes dos gladiadores, pois nunca os ouvi. Esses também não podem ter sido alucinações, já que aos nove anos você não se drogava, só andava com canivete…
Escreveria mais, porém acho que já defendi meu ponto. É uma pena que o ele terá chance de ser lido, pelo menos não no seu site, já que só a sua versão é válida. Porém, estou feliz, mesmo que ninguém leia. Acho que só fazer minha parte já está bom.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 02:42
C.A, não sei se gostei mais do seu texto ou o da sua mãe.
E eu que tenho trauma de aula de natação (mais que de colégio) não sei se fiquei com mais pavor ou se me animei a voltar (afinal chorar é preciso…).
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 13:18
Prezado Elísio, este texto é fruto de uma experiência pessoal. Vivida. Real. Não é uma peça de ficção, na mesma medida em que não se baseia em pesquisas, entrevistas etc. Trata-se do relato de minhas experiências-lembranças, muito infelizes, entre os sete e nove anos. Ponto final.
Não tenho dúvidas de que o São Bento foi muito bom para você e para milhares de outros estudantes. Não o foi para mim. Valorizo e respeito os teus argumentos a favor da escola, de alto nível e democráticos, mas não mudo os meus.
Sempre que puder, falarei do São Bento.
Forte abraço.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 13:25
Ieda, querida!
Que bom ler um comentário texto num texto meu. Boas lembranças daquele confronto histórico entre Jockey e a seleção de Angola. Acho que nunca fiz tantos gols como naquele jogo… Sinto falta desses tempos idos. Deles, que maravilha, pude conservar e desenvolver a amizade com seus filhos. Ou seja: valeu demais!
Um beijo!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 13:28
Ewerton, só uma observação: eu tenho vaga no time que escolher.
Abraço.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 13:33
Pedro, não tenho dúvidas de que o São Bento tenha sido muito bom para você e para os seus. Não o foi para mim. Jamais. E bem pelo contrário.
Ninguém tem autoridade para dizer se os anos que passei naquele colégio foram ou não suficientes para justificar as minhas palavras. Em todo caso, o São Bento pode contar sempre com elas.
Abraço.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 13:38
Luiz Fernando, a teu pedido, vou explicar: falo de uma experiência pessoal, vivida entre 1987 e 89, a partir da qual desejo que todas as pessoas tenham “pensamentos negativos sobre o colégio”. Serão merecidos.
E fique tranqüilo: jamais me faltarão “vontade e empenho” quando o assunto for São Bento…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 13:41
Mauricio Cunha, o tempo que você perdeu para registrar o teu recalque dá uma nova proporção ao fracasso.
(Por favor, aguarde meu próximo livro)…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 14:07
Rafael Loscar, imagino que a tua formação o leve a esperar sempre pelo pior, mas aqui neste site não há censura.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 15:55
Patrulha é pouco!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 23:03
Credo!
Fui uma aluna muy feliz na Escola Americana. Mesmo q falem um monte sobre a EA, repetiria tdo de novo. Adoro a escola, os amigos q fiz lá, os professores. Só guardo boas lembranças.
Mesmo q eu não tenha nem feito ENEM e me formado numa facul duvidosa hj estou exatamente onde sonhei estar.
Um bom ambiente escolar é importantíssimo para a formação de qq pessoa. Talvez uns sejam felizes entre os padres do São Bento e outros que achem uma palhaçada estudar na EARJ. O importante foi q passou e vc se tornou o cara gente boa, CAPAZ e educado que é.
beijinhos
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 02:17
Rafael Loscar,
Tive que dar esta resposta, pois não aguentei ler o teu comentário até o fim…A sua formação, NO SÃO BENTO, foi a pior de todas, haja vista que a tua frieza e calculismo mostram que você ainda precisa passar por muita coisa na “prática” da vida para sair desta sua “teoria” de achar que pode falar, mesmo desta forma, o que quiser… o mundo, hoje, está cheio de pessoas como você, o que ao meu ver.. infelizmente é! Concordo que o São Bento seja bom para muitos, mas, de fato, para você foi péssimo. Aprenda, para começar, a enxergar que as suas críticas são, pelo que pareceu no seu comentário, os seus defeitos.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 10:55
Carlos,
Muito obrigada.
As pessoas que mexem com pessoas merecem minha admiração e respeito.
beijos
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:29
Rafael,Gabriel e Mauricio parabéns! Vcs continuam de pé , perfilados cantando a cada visitante! Bom adestramento o do São Bento! Acho bonito tanta fidelidade mas sugiro um pouco mais de tolerância cristã da parte de vcs… afinal o São Bento é sobretudo um colégio religioso… A propósito, o que é um fracassado?
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 21:24
Eu gostaria de responder o que é um fracassado à mãe do Andreazza. Um fracassado é alguém que não se adapta. Isto pode ser péssimo, é verdade. Mas em muitas vezes, não sei em quantos por cento delas, pois não sou dotado em nùmeros, quer dizer justamente que alguém farà algo de novo, e fazendo algo de novo corre muitos riscos. O risco mais interessante neste caso, me parece o de ser genial, embora seja um risco muito improvàvel.
Desculpe dizer, andreaza, mas ocê realmente foi um fracassado neste texto, afinal segundo a minha argumenação torta, você atingiu um nìvel de literatura genial. Eu tenho um enorme respeito e admiração por outros fracassados e suas literaturas como Kafka e Dostoievski. Viva o fracasso! Ele não mente: erramos, perdemos… Viva, somos humanos! Algo pode nascer do fracasso. Lembremos do Poema Em Linha Reta de Fernando Pessoa:
“Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.”
Se algum campeão me lê é favor lembrar que
“Failure is always the best way to learn,
retracing your steps ’til you know,
have no fear your wounds will heal.” (Kings of Convenience)
pois
“Mestre não é quem ensina, mas quem de repente aprende.”(Guimarães Rosa)
O São Bento te fez um fracassado, Andreaza! Meus parabéns! e continue com seus textos: nenhum fracasso pode contra eles.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 00:47
C.A., o meu irmão foi do São Bento, escrevo pelo que vi dele, e, obviamente, não por experiência própria. Ele tem excelentes amigos que se encontram até hoje (mais de 15 anos de formados) e que o ajudaram MUITO durante a escola, inclusve, dando cola. Me parecia que gostavam muito do colégio. Eu fui do São Paulo (de Teresópolis) e jamais colocaria um filho em nenhum dos dois, porque tenho horror a padres e freiras e missas, além de toda a mentalidade que os acompanha. Quero dizer que vc tem bons motivos para não gostar do colégio, assim como os que gostam (ou gostaram) tb têm seus motivos. Vc está de muito parabéns pela maneira como escreve, é sempre um prazer ler os seus textos, e suas respostas são geniais!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 01:34
Agradeço pela resposta, C.A., e realmente concordo que sua opinião é válida e real, pois eu também tenho opiniões das quais muitos discordam e ainda assim são válidas a meu ver. Deste modo, apenas deixo que lamento por sua passagem negativamente marcante no Colégio, e por outro lado fico feliz que tenha se tornado uma pessoa que, no pouco que conheço, é bem formada e equilibrada, a ponto de defender sua posição e abrir espaço para discussões.
Agora, um último comentário, destinado à senhora Ana Andreazza(e a muitas outras pessoas que falam do que não sabem):
Gostaria imensamente que a discussão sobre o São Bento fosse em meio aos que tiveram as esperiências no São Bento. C.Andreazza, eu concordando ou não com seu texto, teve sua experiência no Colégio e fala dele da forma que convém aos seus sentimentos.
Todavia, pessoas como Fernanda, que fala de “necessidade de “afirmação masculina” e “incubada pederastia””, e Renata, que afirma que “o São Bento educa para uma prova, o Sto. Inácio educa para a vida”, parecem pessoas sem nenhuma capacidade de opinião, e explico-me: Partindo do sabido que o CSB sempre foi um colégio masculino estrito, qual a experiência que essas duas damas tiveram no colégio? Sabem do que estão falando? NÃO. São oportunistas que transferem seus problemas pessoais para discussões nas quais não tem condição de estar, e isso me incomoda.
A todos que criticaram ferrenhamente o Colégio de São Bento, obrigado! Discussões são feitas assim. São de críticas que o ser humano é feito, construído, e então, sem nenhuma ironia que possa parecer, realmente obrigado. Agora, para Renata e Fernanda, por favor: CALEM A BOCA! Falem do que vocês duas sabem, e a vida no colégio de São Bento não é uma dessas! Todos podem descascar críticas ferrenhas, mas vocês, por favor, falem de qualquer coisa que realmente saibam. Agradeço.
Agora, gostaria que a Sra Ana Andreazza se dirigisse com mais respeito aos alunos do CSB, pois não é elegante dizer algo como “Bom adestramento o do São Bento”. Não somos cachorros, e temos certeza de que a senhora não o é também, como nenhum de nós aqui o é, e é por isso que temos a capacidade de discutir e dar opiniões. Logo, se a sra pode dar contribuições boas como seu primeiro comentário, que, independente de minha opinião foi um comentário muito válido, deixe de lado essa falta de respeito, que só rebaixa o ser humano.
Se houver algum problema por parte do meu CALA A BOCA! para Fernanda e Renata, gostaria de dizer que é isso que eu falaria para vocês duas em uma discussão ao vivo, pois é nojento - sim, nojento - vocês duas falarem com um ar de superioridade sobre o que não têm idéia do que realmente é.
Mais uma vez, agradeço muitíssimo a você, C.A., pela oportunidade de discutir esse tema, e admiro muito sua iniciativa em acolher todas essas manifestações, como também admiro cada uma das manifestações, pró ou contra o Colégio, que tenham sido feitas de forma respeitosa e criativa. Obrigado a todos e abraços.
PS: Fernanda, querida, FUGA AO TEMA É PRA VOCÊ LEVAR ZERO MESMO! Escrever poesia ao invés de dissertação é tão indiferente como responder uma prova de português em inglês! Acho que você também deve querer que na prova de matemática erro de fórmula e conta não seja descontado né? Sinceramente, aprenda a reclamar do que é para ser criticado, e não de problemas pessoais com modelos de ensino.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 01:49
Paula, obrigado pela generosidade da tua leitura. Que esta Casa nunca te decepcione.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 12:41
Pedro Paulo, meu caro, eu leio Borges quase todo dia - e acho que isso é o mais próximo que chego da genialidade… Mas, como se diz, obrigado pela moral. E vê se não some, ok? Abraço!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 12:53
Elísio, publico este teu comentário por dois motivos: primeiro, porque aqui não se “cala a boca” de alguém que queira se expressar, ainda que de forma tão estúpida e deselegante; e segundo, para avisá-lo de que seus comentários não são mais bem-vindos nesta Casa. Você não soube usar este espaço, o que é raro, e não terá outra chance. Para me valer, aliás, dum termo muito comum à pedagogia do São Bento, Elísio, você fracassou.
******
A propósito da nota [P.S.] de seu comentário, Elísio, que li gritando, uma vez que o recurso às letras maiúsculas deve ter esta intenção [não?], quero apenas concordar em que, de fato, poesia não é dissertação, lamentando, porém, que, pelo “modelo de ensino” do Colégio de São Bento, incapaz de reconhecer e valorizar o talento original e a ousadia, a mesma nota 0 em redação - por fugir do tema, meu deus! - seria dada fossem os versos da Fernanda ou do Fernando [Pessoa]…
Afinal, tudo pela forma!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 14:25
Meu camarada, o link abaixo possui uma lista com diversos psicólogos e seus respectivos endereços de consulta. Com certeza um deles pode te ajudar. Um grande abraço.
(Link removido).
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 14:27
Você devia ser um gordinho sacaneado por todo mundo. por isso que odeia o colégio!!! Mas você seria motivo de chacota em qualquer colégio! Como continua sendo, escrevendo um monte de besteiras!! Não é a primeira vez que vejo uma criança reprimida na infância virar um revoltadinho!!! Acontece!!! Mas cada um tem sua opiniao!!! Voce pode pensar o que quiser do colégio e eu posso achar uma idiotice sem tamanho!!!
Torço todo dia pra eu ter um filho homem pra colocar no São Bento e viver as histórias que eu vivi no colégio. Um dos meus programas prediletos é encontrar com meus amigos do CSB em algum bar e ficarmos relembrando as histórias que vivemos tomando um bom chopp!!!
Por isso cantemos a uma só voz!!!
São Bento a minha vida, a minha história, o meu amoorrr ôÔÔÔÔÔ!!!
E vamos com tudo pra ganhar o campeonato de futebol dos ex-alunos!!!! Viva a 32 Mole!!!!
Seu colégio tem isso?
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 14:30
Leandro, removi o link dos “psicólogos” porquanto custe caro aqui a propaganda dos serviços da tua mãe.
Forte abraço!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 14:31
Li o texto e não concordo com ele.
Estudei no CSB por 8 anos. Me formei lá.
Passei no vestibular muito bem classificado e sou profissionalmente reconhecido por ter uma formação educacional privilegiada, que inclui noções de cultura clássica, música, artes e dois outros idiomas além do Português.
Jogava futebol nos recreios e conversava sobre assuntos variados, mulheres, esportes, provas, etc.
Marcava com os amigos de turma de sair e ter atividades fora do colégio. Tinha, como tenho, outros amigos fora do colégio. Tive, como tenho, namorada(s).
Estudava muito nas épocas de prova (porque as provas são difíceis mesmo), mas acho que tudo foi recompensado com as aprovações no vestibular. O resultado do ENEM é prova de que a preparação é de alto nível!
Nunca me senti menosprezado ou competindo com alguém. Ou pelo menos nunca me deixei influenciar por eventual competição de um ou outro. Essa não é uma posição institucional do colégio.
Nunca usei as aulas de natação para chorar. Usava-as para me divertir mesmo. A única reclamação era não poder cair na piscina logo durante o inverno, ventava muito.
De fato, acho que o colégio tem suas peculiaridades.
Fica quem quer. Aguenta quem pode, ou quem é capaz.
Talvez, C.A., lá não foss mesmo o seu lugar.
O Andrews é um bom colégio, mas, certamente, tem também alunos competidores, viados enrustidos, porcos chauvinistas, etc é tal. Democracia é isso.
Não tenho mais nenhuma ligação com o colégio, além de boas lembranças e amigos verdadeiros, mas tenho certeza de que a instituição te receberá, a qualquer momento de braços abertos.
Abraços, Leonardo.
OBS: O bandeijão acabou, agora tem um restaurante terceirizado lá. A comida, agora sim, tá uma M.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 14:32
Gustavo, pelo que entendi no teu comentário, dificilmente a cousa [!!!] de que você gosta resultará num filho…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 14:35
Leo, não tenho dúvidas de que o São Bento não era pra mim. Estamos de acordo. Boa sorte. Abraço!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 15:15
Estudei nesse colégio durante 11 anos de minha vida. Como qualquer outro lugar, possui defeitos, uma vez que o colégio não é só muros, canos e tijolos.. são principalmente pessoas, e como todos nós possuem defeitos. Agora, no período em que lá estudei caro Carlos (1991 a 2001) NUNCA, JAMAIS, EM HIPÒTESE ALGUMA, vivenciei esse clima de hostilidade que você relatou. O colégio é rígido? SIM. O Colégio é conservador? SIM. Mas isso não denigre sua honra e imagem. São 150 anos formando cidadãos da mais alta estirpe. Tenho absoluta certeza de que sou um privilegiado por lá ter estudado. A formação que tive, colégio nenhum nesta cidade, quiçá neste país pode oferecer. Sua raiva por esse colégio é baseado em uma situação traumática que viveu, mas respeite as milhares de pessoas que lá foram formadas, que confiam àquelas pessoas a educação de seus filhos e netos. Pense bem e meça suas palavras. Pondere suas afirmações e saiba perdoar uma atitude que talvez tenha sido equivocada por parte de um preposto daquela instituição que durante 20 anos, pelo menos, não sei ao certo, deu sua saúde e dedicação para ajudar na formação. Volto a repetir Carlos, por mais que a atitude e palavras de D. Samaritana tenham sido duras, as pessoas têm defeitos. Ao contrário de você, que pouco tempo lá esteve, lá fiz grandes amigos. Obrigado.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 15:17
Patrick, eu sou escritor. Eu sempre meço as minhas palavras.
Abraço.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 15:18
(Questão de ordem: por que os alunos do São Bento, quase sempre, escrevem em LETRAS MAIÚSCULAS)?
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 15:24
Cantemos a uma só voz!!!
São Bento: a minha vida, a minha história, o meu amoorrr ôÔÔÔÔÔ!!!
Viva o 32 mole!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 15:27
Fiquei preocupado com este “Viva o 32 mole”.
Já dois leitores padecem do mesmo problema…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 15:48
Gente, pelo amor de Deus, o que é “32 mole”? É um lema…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 16:09
32 mole é o nome do time… Se mole é assim, imagina duro!
Agora escrever via e-mail “Olha aí - previsível: mais um advogado de merda formado na escola dos enrustidos.” é o mais puro recalque! Quer dizer que quem estuda lá é enrustido só porque é um colégio masculino? Além de jornalista também é preconceituoso?
Se vierem falando mal do seu colégio aposto que você irá defendê-lo. Nada mais natural do que os beneditinos defenderem o CSB.
Se o CSB estivesse no meio ou fim da lista do Enem, você sequer iria fazer tal texto. Agora ele veio no topo e você tenta desmoralizar um colégio tradicional, simplesmente por não ter se adaptado a ele. Isso é muita presunção.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:10
Damasceno, tenho lá meus preconceitos. Um deles é não ter o mínimo interesse pela tua opinião a meu respeito. (Não vou, ademais, expor a tua covardia). Mas, em relação ao São Bento, é conceito formado mesmo - e aqui comprovado, publicamente, pela participação memorável da seita de ex-alunos do CSB, em que você brilhantemente pontifica.
Quero, porém, avisar aos leitores tribuneiros que, embora de fato numerosos, os fanáticos do São Bento não são tantos assim - e que vários desses comentários, a despeito de nomes diversos, têm a mesma origem, a ser, a partir de agora, identificada e barrada na fonte. Ou seja: para além das baixarias, agressões etc., eles também se valem de falsas alcunhas para multiplicar a canalhice - o que não mais será admitido aqui.
Como gosto de responder cada comentário - e como valorizo este espaço sobretudo -, não posso me dar ao ficcional de perder tempo com o mesmo fanático várias vezes. Lamento.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:38
Carlos Andreazza, não confunda as coisas. Leo (eu), Leandro Matos e Felipe escrevem do mesmo ambiente de trabalho, com conexão de rede para a internet por servidor central.Pprovavelmente, v. está vendo o mesmo número do servidor e achando que é a mesma pessoa.
São pessoas distintas, te garanto, assim como Patrick, Gustavo e Rodrigo Damasceno, todos conhecidos meus da época de colégio e todos orgulhosos de terem estudado lá.
V. quis ser polêmico, conseugiu. Nós apenas defendemos a instituição que amamos. E isso é justo. Todo mundo é criticável, inclusive o São Bento. Bom pra você, que saiu de lá cedo. Bom para nós que ficamos e fomos felizes, sem você lá.
Não pretendo escrever mais aqui, pois isso significa dar audiência à sua crítica, que tem fundamentos pessoais, que são seus e não são capazes de formar uma visão geral do colégio.
Certo é que, esse espaço é privado e v. pode escrever nele a opinião pessoal que quiser.
Fique com Deus, mas não ensine seu filho a levar canivete pro colégio aos 9 anos de idade. Se ele fizer isso, preocupe-se, ele pode vir a se tornar um blogueiro, que se diz escritor e emite opiniões pessoais como se fossem verdades gerais ao seu público, que, pelo visto, é fiel e crente.
Abraços.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:53
CA,
o e-mail em questão não foi escrito por mim. Mas chegou até meu conhecimento.
Basta ver que o nome não bate.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:59
Leo, como você pode ver, não me refiro a vocês, porquanto todos tenham - até agora - espaço para se expressar livremente aqui. Sem censuras, por mais difícil que lhes seja compreender isso.
Acho razoável que você não escreva mais no site. Não pense, porém, que a tua ausência significará perda de audiência para esta Casa, assim como a tua presença não representou aumento perceptível.
Sabe como é, né? Gota de chuva no mar…
Este espaço não é privado. É público. De outra forma, você não teria voz. Eu tenho, naturalmente. Com trabalho. Pensamento. Por talento. Construí o meu espaço - a minha tribuna. Conquistei os meus leitores - e outros ainda o serão. Venho de ter meu primeiro livro publicado - e outros tantos virão… Você ainda ouvirá muito o meu nome. Acostume-se: sei que é difícil, mas opiniões pessoais podem ter brilho e valor - e há mesmo quem ganhe a vida com elas. É o meu caso, graças a deus.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:04
Damasceno, sei que o e-mail em questão não foi escrito por você. O autor, inclusive, disse-me que não o autorizou a publicá-lo aqui - o que você fez, ademais, sem contextualizar.
Ou seja: você foi covarde duplamente.
Não me surpreendo.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:10
Será que não deu para perceber que tudo que envolve paixões e frustrações, como futebol, política, música, mulheres/homens, Escola de Samba e também colégio, sempre vão cair para o lado pessoal? Ao falar mal do meu colégio, se está falando mal de mim.
Por isso nossa raiva.
Respeite as diferenças. Foi você quem começou, ao falar mal de um colégio ao qual não se adaptou aos 9 anos de idade. Como já disse, também tive muitos problemas lá, inclusive com a Samaritana, mas consegui sobreviver sem traumas.
Chega por hoje!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:17
Não importa a contextualização do e-mail.
O que impressiona é o preconceito contido na resposta.
No e-mail que recebi não mencionava a proibição de publicá-lo. Se quiser, eu mesmo posso escrever aqui a mensagem original.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:24
Damasceno, a raiva de vocês foi amplamente respeitada aqui. Não me acuse do contrário. Não lhes faltou espaço para expressá-la, embora, talvez, capacidade [elegância] - o que não será problema meu.
Em suma, repito: vocês tiveram esta página de comentários totalmente disponível, sem exceções ou limites, a não ser desejassem - será? - escrever o que bem quisesse sem ter uma resposta.
Aí, seria “32 mole”, né?
Boa tarde.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 19:36
Elísio, meu caro, porque não sou de me calar facilmente, muito menos quando me mandam calar a boca, faço aqui alguns comentários sobre suas palavras.
Em primeiro lugar, “afirmação masculina” e “incubada pederastia” foram termos usados pelo C.A. (pode ver as aspas?), com os quais tão somente concordei.
“Partindo do sabido que o CSB sempre foi um colégio masculino estrito”, você pergunta, “qual a experiência que essas duas damas tiveram no colégio?”
Em primeiro lugar, não sou partidária do ditado de que se tem de experimentar para criticar. Abomino muitas coisas das quais jamais provei, com a mais profunda convicção (você não?).
(Não bastasse este fato, sinto-me também à vontade para falar o que quiser do CSB porque vivo numa família em que todos os homens - pai, irmãos, tios e primos - estudaram no São Bento. Mas este é um mero detalhe.)
Por fim, prezadíssimo Elísio, quanto à poesia no lugar da dissertação, na quinta série, é claro que era pra ter levado zero mesmo. Logo me adaptei, como se espera de uma aluna disciplinada, e passei então a fazer dissertação no lugar de dissertação, carta no lugar de carta, descrição quando era pedido pra descrever, e narrativa quando assim o queriam. Por sorte, por teimosia e por uma certa “necessidade”, continuei, secretamente, a minha fuga particular e solitária pelas poesias… Mas, se dependesse unicamente do colégio, e é esta a minha crítica, a frustração advinda do zero poderia ter assassinado todos os “elísios” versos da minha vida.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 20:18
Elísio,
Você demonstra aqui o maior traço da educação São Bentina: A TOTAL (desculpa Andreazza)incapacidade para se relacionar com mulheres.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 20:26
Fernando L., obrigada pela solidariedade…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 20:31
Mas que bela solidariedade… Um comentário de Fernando L. é uma honra para esta Casa.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 21:31
Mensagem ao Elísio: A Fernanda - uma daquelas minhas amigas inacianas inseparáveis - me sua mensagem que me dizia respeito (ou seria desrespeito?). Assim como ela, convivo com ex-alunos do CSB e, como permitem a convivência e a intimidade, critico-os abertamente e muitas críticas atribuo ao modelo de ensino beneditino, principalmente à ausência de meninas no colégio. Qto a vc, não pretendo criticá-lo abertamente, pois a falta de amizade não me permite, mas, se lhe infla o ego, o farei “em segredo”.
Só não posso deixar de comentar, como crítica construtiva para um rapaz de seus 17, 18 anos, sua falta de coerência:
1) Seu conselho para a Fernanda: “Sinceramente, aprenda a reclamar do que é para ser criticado, e não de problemas pessoais com modelos de ensino”. Certamente vc não a conhece, se conhecesse saberia que ela nunca teve problemas com modelos de ensino, basta perguntar para qualquer professor do CSI, que, mesmo passados 10 anos, lembrará da brilhante aluna, irretocável academicamente.
Como não conhecendo a Fernanda vc, que condena opiniões de mulheres sobre um colégio de meninos, pode opinar, em forma de conselho!, sobre “problemas pessoais” dela?
Além disso, esse tipo de agressãozinha é vazio e denota mais fraqueza de argumentos do que qualquer outra coisa.
2) Vc pediu à Sra. Andreazza que deixasse “de lado essa falta de respeito, que só rebaixa o ser humano”. Não bastasse a falta de sutileza que se encerra na frase, ao mesmo tempo vc ainda dirigiu “cala a boca” a quem nunca viu na vida e que em momento algum lhe faltou ao respeito, pois até então desconhecia sua existência.
A sua falta de respeito não o rebaixa? Ou sua regra não o atinge pq vc não é ser humano, mas sim um robô japonês de última geração?
Qto ao calar a boca em letras maiúsculas e ao “nojento”, só posso rir do “ar histérico” despropositado e manter a elegância e a boa educação… inacianas, mesmo sabendo que com isso privo os ainda alunos do São Bento do prazer do bate-boca juvenil. Mas pela minha experiência esse prazer esvai-se com o passar dos anos, portanto, nada com o que se preocupar, pelo contrário, pode se gabar de que suas manifestações sejam comentadas por mulheres.
Mensagem ao Elísio 2: vc deveria ter tido pelo menos a irreverência da pergunta, mas já que não teve: “por qué no te callas”?
Mensagem ao C.A.: antes que vc me recrimine, o plágio das palavras reais é apenas uma brincadeira, afinal…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 21:34
Na verdade, o maior traço da educação beneditina é o sucesso.
E não vai ser em um blog de internet que se avaliará quem tem boa capacidade de se relacionar com as mulheres.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 21:53
Só para acabar com essa discussão. Antes do Carlos enviar aquele email que o Damasceno mencionou, eu escrevi o seguinte: “Vc é um incapaz mesmo. Só um incapaz poderia escrever tamanha merda. PS: Não vai chorar na piscina por causa desse email hein”
Já falei com o Carlos e o ponto está superado. Realmente, não contextualizar a resposta dele, não seria justo.
Essa discussão foi boa. Animou o dia.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 22:51
Carlos,
Nota-se pelo seu texto, que você possui o lado humano tanto quanto mais aflorado do que em outros homens. Não entenda isso como deboche.
Ora, conheço a D. Samaritana, e ela atravessou gerações no Colégio. Tem experiência. Veja bem. Você não se encaixava no perfil do colégio. Ela notou e, de fato, pela raiva por você externalizada, não me resta dúvidas de que ela agiu corretamente. Nota 10 pra ela.
Acórdão 1: CONCORRÊNCIA. Meu caro, a concorrência que existe no colégio é de você para consigo próprio. Sempre fui um aluno mediano; estudei para passar com média 5 nas matérias que mais demandavam atenção e empenho, enquanto que nas outras, passávamos com as médias 7, ou senão, com facilidade na prova final.
Acórdão 2: COLA. Errou feio na pessoa que escolheu para colar. Me fala quem é esse X-9 que te delatou, que colocarei uma legião de beneditinos atrás dele, por e-mail, Orkut. Trata-se de um safado que não se garante. Sempre “colei até o talo” no CSB. E, acredite, aprendi muito colando. Trabalho ultimamente com planejamento tributário, mas lembro até hoje da questão da vela, de física, que o Henricão passava pros alunos. Aprendi colando e nunca mais esqueci. Adendo: todo mundo cola. Era um hábito. Mas dá resultado. Veja o nosso famigerado Enem.
Acórdão 3: NATAÇÃO. Não sei como classificar o trecho das lágrimas na piscina do CSB. Será que relevo por se tratar de uma criança traumatizada e com sentimentos deveras aflorados? Resigno-me a admitir que foi uma bela passagem digna do ultra-romantismo. Bela poesia.
Acórdão 4: ANDREWS. Não queira comparar o Andrews com o São Bento no tocante a aspectos educacionais. Se o Andrews tem uma bela pedagoga, ótimo, mas não é isso que vai fazê-lo passar no vestibular desejado e galgar posteriormente um lugar no mercado de trabalho. Os colégios dão base. Depois é cada um por si.
Acórdão 5: BANDEJÃO Hoje trabalho em uma escritório de uma multinacional de consultoria na praia de Botafogo e se tivesse um bandejão como o do CSB por perto, de preferÊncia com chocolate Surpresa, picolé, e aquela boa e gordurosa batatinha-frita das sextas-feiras, eu certamente não gastaria os olhos da cara pra acompanhar as “madames”do meu trabalho pra comer um prato executivo por R$30 só pelo fato de ter ervas decorativos no entorno do prato.
Acórdão 6: Juventude Hitlerista e cânticos. Me lembro de algumas músicas que cantávamos em sala, tais quais: ( em ritmo de “vai poposuda”)Fred Poposuda (era um querido clérigo amigo nosso), empina sua bunda, chia de espinha!! ; outra para nosso ilustre coordenador, que batizamos carinhosamente de FILA (de fdp), e outras, entre sambas-enredos e outras canções cuja estrita intenção era sacanear amigos, conhecidos, e uníssonos convergind-nos para mais puros momentos de relax e divertimento.
Acórdão 7: VIRGINDADE Eu perdi a minha no Mary Padilha, velho centro de lazer na Mayrinc Veiga, e vc?
Abraços a todos
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 00:58
Elisio, devo lhe dizer que infelizmente em matéria do CSB eu sei muito bem o que digo. E mesmo afirmo, que como mãe vivi cada pedaço do meu relato. Mas devo dizer novamente que sou grata ao colégio por me haver mostrado que aquele regime não era para nós.Nunca me dei bem com regimes…Acredite, não fracassei como mãe.Nem sei bem o que vcs chamam de fracassar, afinal ainda estamos vivos e lutando, não é mesmo? Essa foi e ainda é minha indagação.. Respeito e até admiro o amor de vcs pela venerável instituição mas discordo do tom agressivo usado comigo e com Carlos. Se vcs se sentiram desrespeitados por meu último comentário, desculpas sinceras. Também me senti assim com alguns dos escritos tão intolerantes aqui, democraticamente, publicados.Todos temos direito de opinião e discutir é válido.. temos o costume de conversar, trocar idéias. Agredir assim, por princípio, é descabido na casa Tribuneira. Sejam bem vindos ao debate que esclarece, a discussão que constroi!Aqui não calamos a boca de ninguém, respondemos, ponderamos e até aceitamos que alguns afirmem coisas que não conhecem a nosso respeito… é da nossa natureza.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 03:39
Sao Bento? CSB?
Afinal, alguem pode me explicar o que eh isso???
Um Colegio? Uma seita catolica? Um grupo de extremistas? Um time de futebol (com no minimo um nome bem duvidoso 32 mole???, isso eh nome de time de futebol)??
Nunca na vida vi alguem ter tanto orgulho por um colegio, com toda certeza vcs tem mais orgulho de ter estudado nesse tal de CSB do que de ser Brasileiros e Cariocas certo?
Cada um tem sua opiniao e seu ponto de vista, nunca estudei no Sao Bento, nem sei onde fica isso pra te falar a verdade!
E lhes garanto que sou tao bom, tao bem sucedido, tao inteligente e tao ou mais feliz do que todos vcs que fazem parte dessa seita..
Afinal, com 13 anos de idade eu tava dando selinho no recreio e vcs??? 32 mole?
C.A forte abraco meu irmao, proxima vez que eu estiver no Rio, me fala onde eh o Sao Bento para eu nao ter o risco de passar perto.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 11:58
Fernando L.
Mais um velho preconceito que as pessoas têm com os beneditinos.
Quer dizer que não sabemos lidar com pessoas do sexo oposto, por não termos estudado com elas?
Quanto absurdo!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 13:20
Gammino,
Nota-se, pelo teu comentário, que você possui o lado humano completamente dividido em tópicos – o que é, sem dúvida, característica [menor] da seita onanista de onde vem. Não entenda isso como deboche. Não desfaço das dificuldades alheias.
Deve ser mesmo embaraçoso para você…
Em todo caso, fique à vontade, sempre, para usar este site como espaço de afirmar ou mesmo desafiar os teus conhecimentos pedagógicos e ultra-literários, bem como, claro, a tua masculinidade. Não o julgaremos - e podemos até ser solidários, a depender dos tributos. (É que tem coisa que a gente, sem discriminar, não topa).
Abraço.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 13:23
Imagina se um homem com a estatura moral de Ricardo Manela pode perder tempo com o supra-sumo da mesquinharia [patrulheira] beneditina - jamais!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 14:06
“E lhes garanto que sou tao bom, tao bem sucedido, tao inteligente e tao ou mais feliz do que todos vcs que fazem parte dessa seita..”
Ô loco, taí uma fera, tanto no profissional como no pessoal!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 14:21
Leandro nunca teve tanto espaço para se expressar. Está um perigo isso. Fosse um palco, cruz e credo, virava um leopardo…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 14:32
É que bloquearam youtube no meu trabalho, mas não reclamo não! Isso aqui é mais divertido.
Só entrarei agora depois do almoço, depois talvez apareça ae. Abração.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 15:41
Elísio, depois de um comentário tão problemático, diz uma coisa: que experiência tem VOCÊ (desculpa carlos, mas é força de expressão, no meu caso) para saber quais são as nossas experiências para comentar este assunto? Graças a deus eu não te conheço…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:14
Prezado Sr. Ricardo Manela, homem de grande estatura moral, segundo palavras do próprio CA, mesmo não tendo a mínima idéia de quem você seja,
se você estava dando selinhos nas suas amiguinhas aos 13 anos durante o recreio, posso te falar os beijos dos alunos do CSB não eram no recreio e sim, eram em outras garotas. Seu relato não nos trouxe nenhuma inveja. Uma pergunta: seu primeiro beijo foi aos 13 anos? Se foi, está respondido aqui quem tem dificuldade de lidar com mulheres. Não sei quanto aos que criticam o CSB por não ter mulheres, mas nós temos vida fora do colégio. E posso dizer que foi uma vida bem vivida, onde sempre convivíamos bem, diga-se de passagem, com mulheres.
Abraços do “32 mole na Sibéria”, o nome é maior que isso, mas costumamos abreviar por “32 mole”. Estamos em peso aqui, pois não concordamos com o que está escrito aqui e vamos, sempre que possível defender o nosso Colégio.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:29
Damasceno, se eu soubesse, previamente, do conteúdo da sua defesa, não teria me dedicado tanto à escritura deste texto.
Em face de suas intervenções [e da participação dos colegas beneditinos], minhas palavras tornaram-se desnecessárias - supérfluas, eu diria.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:41
Este negócio de 32 mole é muito coisa de nerd mesmo, nossa…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:49
Agora, com o adendo geográfico “na Sibéria” ao antes enigmático “32 mole”, sabemos que o problema de que padecem dois comentaristas beneditinos decorre do frio insuportável daquela região.
Está tudo esclarecido, então. Bom final de semana a todos.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 19:41
Vocês não estão dando muita atenção para um nome de time de ex-alunos?
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 20:10
Damasceno, se eu escrevi um texto sobre o Colégio de São Bento, é evidente que dou importância - atenção - a coisas irrelevantes.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 02:29
Como esse texto rendeu polêmica!
Fui aluno do São Bento, e entendo o manifesto dos que o criticaram. Qualquer um fica chateado com uma generalização, ainda mais quando se afirma serem os alunos do São Bento porcos chauvinistas. Isso fere o orgulho de muita gente que se identificou no São Bento, inclusive eu.
Mas eu compreendo também a sua frustração. Vi muitos colegas serem expulsos do colégio, às vezes de forma injusta, às vezes não.
De qualquer forma, discordâncias à parte, pelo menos o moderador deixa que todos se manifestem. Mas, galera, não vamos abusar desse direito!
Pela minha experiência, pude tirar grande proveito da época em que passei por aqueles corredores. Eu nunca tive que ficar de pé pra cantar boas vindas, nem beijar a mão de nenhum padre, também nunca vi ninguém fazê-lo. Mas como eu entrei na 5ª série, de 1995 a 2001, só posso falar pelo que vivenciei.
Sei que fiz grandes amigos e boas recordações; nem tudo é perfeito, mass eu fico sempre com saudades de lá.
Por fim, só faço um apelo: não discriminem aqueles que estudaram no CSB, pois isso é preconceito, e como todos sabem, o preconceito é uma forma de demonstração de ignorância, que causa um sentimento muito grande de injustiça naquele que o experimenta. Quem passou por isso sabe que é verdade, e pelo que eu pude ler do texto, o próprio escritor sabe disso.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 22:55
Bem, acho que o foco do nosso estimado polemizador Carlos voltou-se para o ataque gratúito e desnecessário à instituição.
Procuramos debater, trazer argumentos, ainda que com figuras de linguagem. Ora, se nosso amigo usou e abusou de metáforas e hipérboles, por gentileza, não critiquem um pouco de minha ironia.
Dizia o Carlos que todos no Colégio estavam errados. Todos nazistas e ele um santo que não conseguiu fazer sequer uma amizade, afinal, impossível congraçar em meio a um inferno de capetas. Chorou lágrimas na piscina, falou das paredes frias do refeitório, fez analogia de cânticos, que hoje em dia nem mais existem, com Hitler, etc, etc, etc. Ponto a ponto, decidi contra-argumentar e parece que a tréplica não foi à altura.
Estou no aguardo de suas palavras inteligentes. Sei que será capaz, do contrário aguardemos o Enem de 2009.
Você levantou a bola, agora não caia o nível do embate e simplesmente diga que “dá valor a coisas desprezíveis, senão não faria um texto sobre o CSB”. Se tão desprezível fosse, não lhe afetaria (e como afeta, hein!) até a presente data.
PS: Quem é Elisio? rs
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 23:04
Agora reparei que, de fato, há um Elísio no debate.
Achei que teria sido uma confusão com o meu nome.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:50
Amigo CA: Lamento muito a situacao pela qual voce passou no CSB. Sem duvida, se o que voce relatou se passou exatamente dessa forma (afinal, toda historia tem sempre dois lados), a sua experiencia demonstra falta de sensibilidade e caridade crista para com voce e sua mae, para se dizer o minimo.
Porem, devido a sua experiencia dificil, voce categoricamente afirmar que o CSB e “colégio deformador: uma instituição cruel, beneditinamente desumana, que humilha crianças sob a mais prematura das competições, inoculando-lhes a inversão máxima de valores” e um claro exagero. Voce comenta numa das suas respostas que e escritor e portanto “sempre mede as suas palavras”. Isso claramente nao me parece ser bem o caso. Estudei no CSB de 1984 ate 1991 (5 serie primaria ate 3 cientifico, com repeticao da 7 serie). Posso lhe dizer que embora nao considere o colegio perfeito, agradeco muito a paciencia que professores e funcionarios sempre tiveram comigo. Inclusive, quando eu estava para iniciar o segundo grau (cientifico), meu pai ficou desempregado e D. Lourenco (na epoca reitor do CSB) ofereceu a meu pai uma bolsa de estudos. Estudei os 3 anos do segundo grau de graca, sem pagar um unico centavo (e isso apesar de ter repetido um ano no colegio). Portanto a sua colocao de “beneditinamente desumana” e fundada somente na sua experiencia pessoal.
Se voce se sentiu injusticado e humilhado no CSB, por favor perdoe aqueles que fizeram isso com voce. Mas tambem evite difama-los. Dessa forma voce so repete o que eles te fizeram: eles te consideraram incapaz para a escola, voce os considera incapaz para a vida.
Muita paz.
Luis E. Falcassa Almeida
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 00:12
Caro Luiz Falcassa
Seu depoimento é muito bem vindo! Finalmente recebi uma resposta. O CSB teve com vc e sua família a verdadeira caridade cristã. Durante todos esses anos tive a convicção de que apenas crianças sem problemas como doenças ou perdas , separações, etc… eram bem vindas no colégio. Vc me conta que não é bem assim. Fico feliz por isso!Talvez nós não tenhamos tido sorte…
Obrigada pelo seu respeitoso comentário.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:05
Carlão !
Seu relato meu trouxe à tona lembranças de arrepiar.
Não posso negar que muito aprendi e muito devo ao regime beneditino, mas o preço que me foi cobrado foi altissimo , quiçá alto demais…
Me considero um sobrevivente do Colegio de São Bento e tento sempre tirar o melhor de tudo o que lá vivi nesses 8 anos de exílio.
Vindo do familiar São Patrício, senti na pele a hostilidade e crueldade do sistema, a começar pelas instalações que exalam um sentimento pseudo-recreativo nos seus jardins de concreto e quadras de futebol dominadas pelos lideres populares.
Foi lá mesmo que na minha infancia pude testemunhar pela 1a vez uma briga com direito a sangue e gritos de guerra, perceber que nem sempre o próximo é seu próximo e que ter sucesso e brilhar pode ser ameaçador.
Ao ingressar no CSB após o ” Vestibulinho ” fui logo surpreendido pela D.Samaritana , figura mais temida do que respeitada, que me aconselhava a ingressar uma série abaixo daquela à qual fora aprovado , alegando que o colégio era muito exigente.
Tomei o conselho como ofensa e parti para o desafio; aos trancos e barrancos ia driblando o famigerado funil por anos a fio até o dia em que como um fracassado, um marginal , uma minoria, ” a casa caiu “, literalmente .
Estava eu ali diante da apocaliptica repetência…
Foi aí que renasci, descobrindo que o São Bento não era a “ultima bolacha do pacote” , descobrindo que existia felicidade e sucesso fora do CSB, contrariando anos e anos de reuniões de pais e ex-alunos que retro-alimentam o ufanismo beneditino, como podemos tão bem observar nesta discussão.
Sem citar a indiscutivel importancia da presenca feminina em nossas vidas, privaçao esta responsavel pelas maiores mazelas e deformidades geradas pelo nosso campeao do ENEM. 32 MOLEE!!!!
Fico feliz em saber que fui um inapto no CSB, um aluno que só passa raspando, um marginal , tão marginal quanto um amigo que recentemente vi sendo aclamado nos jornais por sua genialidade; e que com clareza ainda me recordo dos gritos de escárnio a ele dirigidos pela massa beneditina.
Me recordo que folheando fotos antigas da minha turma, precedentes ao meu ingresso nas “forças armadas do saber”, encontrei ali, em formaçao , junto dos outros uniformizados e auto-entitulados ” trocadores de onibus”, o meu entao colega de peladas do JCB, Andreazza.
Quando questionei o dono das fotos sobre C.A. , me disse ele com indiferenca : - ” ah cara , esse cara nao falava com ninguem, nao se adaptou ”
Graças a Deus!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:18
Cris, meu amigo, que bela, justa e bem-vinda intervenção a tua. Imagine se um médico do teu gabarito dar-lhes-ia a honra de tamanha formação. Não. Nunca. E aposto que lamentarão pra sempre…
Forte abraço!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:44
ÔO Carlos que texto sincero o seu!! nada como a verdade nua e crua pois não?! testemunho direto de quem sofeu na ” inquisição” permanente destas religiões de fachada..tipo: faça o que eu digo mas nunca o que faço. Fui vítima tambem e acredito, em época bem pior por não haver 1/5 da liberdade que ora gozamos todos, era ano de 1963 e levei bomba no Sto Inácio onde minha mãe me obrigou a cursar. Como de santo não tinha nada assim como Êle tambem, acredito eu, acabei acolhido pelo São Vicente de Paulo, outrora igualmente masculino e daí para o madureza ( 4 anos de ginásio em um ), artigo 99 de então, foi um pulo.Rota dos “fracassados” mas humanos heheh. No depoimento emocionante de sua mãe me afinizei novamente pois muito divergí de minha cara-metade em ter os filhos no São Bento por experiencia própria e, por desconfiança, de tanta hipocrisia; èramos todos católicos, até então. Falam uma coisa e praticam outra, aliás muito vigente ainda, neste conluio do poder constituído e as religiões, aí tambem incluida a mídia naturalmente, pois ela que vem substituindo o poder de fato na condução das ” cabecinhas” do terceiro mundo.Taí no que deu.. O mistério da fé!! ou manda quem pode e obedece quem tem juízo, ou necessidade. Solidarizo-me com sua dor e conforto-lhe nesta hora relatando que não são poucos os colegas que ainda hoje trazem cicatrizes semelhantes, na qualidade de ex-alunos destes ” tradicionais, ou melhor, “medievais” colégios de padres que aquí se instalaram, a “mando” da corte, para “catequizar” os índios, verdadeiros donos da “terra brasillis” com as famosas capitanias “hereditárias”. Tenho dito e merecido reprovação em português! Cumprimentos pela coragem em puxar o véu e alertar os “inocentes úteis” de um sistema cruel que se reproduz, reproduz, reproduz e perpetua na sociedade de consumo assim mesmo com esta finalidade pois o mundo inteiro ainda não mexeu na ” educação” e seus instrumentos propiciando este paradigma de destruição que o mundo experimenta.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:57
Meu caro Junior, obrigado pelas palavras. Esta Casa, verdadeiramente cristã, estará sempre aberta para você. Se os anos de São Bento foram mesmo difíceis, deles dei boa conta, creio, o que, com sorte, se fez ver neste texto.
Forte abraço!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 03:01
Acabei de ler o texto e, infelizmente, pela extensa quantidade, não pude ler todos os comentários postados. De todo modo, li alguns esporadicamente.
Não posso fazer nenhum comentário em relação ao que você passou lá dentro, sendo os fatos narrados, definitivamente, desagradáveis. No entanto, estudei lá por 7 anos (formei-me ano passado) e não vi nada disso. Vi sim, uma das poucas instituições que valorizam a cultura no lugar da vil concorrência, a pessoa no lugar do mero aluno. Partindo do princípio que nós dois falamos a verdade (e não temos motivos para mentir), o Colégio de São Bento, decididamente, mudou. E para melhor.
É lamentável que o tempo não possa voltar para você reviver os anos de infância no “novo” São Bento. Tenho certeza, a impressão seria outra.
Não nego que existam na instituição alguns defeitos, mas, tenha certeza, a rigidez não é um deles. Não nego também que alguns, ainda hoje, saiam sem gostar do lugar. Mas que lugar no mundo consegue ser amado por todos, em unanimidade?
Também sou escritor e, por isso, acho que um maior apuro ao usar as palavras seria ideal… Você colocou opiniões suas (que respeito, obviamente) como verdades absolutas (”estupidez da pragmática tucana”/”colégio deformador”/”humilha crianças”, entre outras). Espero que concorde que isso não é nem um pouco agradável para pessoas que, como eu, encaram o colégio como uma segunda casa. Caso o texto deixasse claro que isso é fruto de um passado, eu me calaria, ou melhor, viria parabenizá-lo pela qualidade indiscutível da obra, mas não é isso o que ocorre.
É bem verdade que alguns comentários aqui postados foram ofensivos. Mas, considero que, mesmo tentando ser imparcial, você beneficiou a sua opinião. Antes de “nós” ofendermos, você nos ofendeu ao depreciar o lugar que amamos, ao nos rotular como pessoas interesseiras, cruéis e bitoladas. Isto sim é bem triste, não acha? Ou ainda, outros comentários como “Você demonstra aqui o maior traço da educação São Bentina: A TOTAL (desculpa Andreazza)incapacidade para se relacionar com mulheres.” ou “(Questão de ordem: por que os alunos do São Bento, quase sempre, escrevem em LETRAS MAIÚSCULAS)?”. Perceba bem que os dois comentários são ofensivos, rotulatórios e, nem por isso, os autores foram impedidos de falar, ou ainda, reprimidos pelo dono do blog. Outro fato interessante é que o Fernando (autor do primeiro comentário que citei) se utiliza na palavra “total” das tão repudiadas maiúsculas.
Para finalizar, peço que repense o mais recente “título” da escola: Primeiro lugar no ENEM 2007. Como parte desta vitória, senti-me ofendido duplamente ao ver ironizados a qualidade do exame e o nosso esforço. Você nos colocou como viciados em estudo, amantes da concorrência infinda, desprovidos de qualquer pingo moral ou humano. E não foi isso o que eu vi. Não foi isso o que eu vivi: tivemos um ano normal, feliz. Pontuado, oportunamente, por uma vitória no final. E por que não comemorar e se orgulhar dessa vitória? A vida é assim, não? Orgulhamo-nos das vitórias e aprendemos com as derrotas…
Você parece ter aprendido algo com o São Bento. Eu aprendi com o seu texto. Espero que você também tenha aprendido com o meu.
Abraços,
Raphael.
PS: Fernanda, li o seu comentário em relação às redações. Como escritor, também recebi notas baixas ao fazer as minhas “viagens textuais”. Mas, salvo engano, nenhum colégio permite ao aluno a liberdade de poetizar. Infelizmente, o negócio é mecanizado mesmo. Concordo plenamente com você que é um problema. Mas um problema geral, não só do São Bento.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 13:32
Raphael, teu comentário é muito bem-vindo. Ademais, é escrito de maneira escorreita - o que sempre valorizo.
Faço, apenas, duas observações: o texto se refere, claramente, a um período, entre 1987 e 1989, que já vai longe-longe no passado, não reparaste?; e não existe obra de qualidade indiscutível, não se formos buscar nela concordância absoluta conosco. Eu, por exemplo, leio e admiro muito a prosa do Saramago - e, isto, raramente concordando com as opiniões dele.
Por fim, se tiveres algo - algum texto - que me possa mostrar, quem sabe não o publicamos aqui? Fique à vontade.
Abraço.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:25
Se não fosse pelo fundamentalismo com que qualquer crítica ao Colégio São Bento é tratada, não era para esse texto trazer tanta polêmica.
Nenhum desses ex-alunos defensores fervorosos encarou o texto, simplesmente, como um relato emocionado das dificuldades de uma criança de nove anos.
Dizem que a adolescência é uma fase difícil, acho que a infância pode ser muito mais. Principalmente, quando se é mais sensível que a média das pessoas e se estuda em um colégio que não dá o mínimo espaço para as particularidades e dificuldades de cada um (me desculpem os ex-alunos amantes, mas ninguém pode negar que CSB busca um padrão de qualidade e o sucesso nessa empreitada ocorre às custas, muitas vezes, do assassinato de personalidades).
Carlos, seu texto me comoveu muito e me remeteu a experiências vividas por mim (não no São Bento, é claro).
O fato de alguns terem sido felizes no CSB e outros não só comprova que nenhum método de educação pode tratar as pessoas como uma massa homogênea, em que os que não se encaixam nos padrões são incapazes. Enquanto os colégios fizerem isso, sempre existirão relatos como o seu.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:33
Silvia, acho que este meu texto serviu apenas para mostrar que, não havendo unanimidade [graças a deus!], existe quem tenha sido infeliz no São Bento - e sem ser marginal ou anormal ou incapaz por isso. Às vezes, as pessoas, confrontadas com a excelência que não lhes serviu, têm medo de admitir a própria diferença, a própria e bem-vinda personalidade - a própria complexidade humana, afinal.
Obrigado pelas generosas palavras - e volte sempre!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 21:50
completamente ridiculo o texto de uma pessoa que estudou no primario do colegio e saiu deste por nao ter estudado o suficiente. conheço pessoalmente dona samaritana e ela nunca te chamaria de incapaz, se voce perdeu o pai, de a volta por cima, nao va para um colegio como o andrews que se paga 2 mil por mes para se aprender a escrever noça senhora. Colegio que abriga filhos de bicheiro. Estudo no csb e conheço gente do andrews sei do que falo, diferente do autor do texto que estudou la a 20 anos e não sabe como o colegio está hoje em dia.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 02:22
Bom, vamos por partes. Eu e meu irmão estudamos no São Bento desde os 7 anos de idade até as nossas formaturas do ensino médio. E nesses onze anos que convivemos lá, fizemos amigos de verdade que irão para o resto da vida,aprendemos lições valiosas no campo acadêmico e pessoal e convivemos com profissionais (professores, coordenadores, inspetores, serventes, etc) que se provaram pessoas excelentes e das quais nunca esqueceremos. E eu nunca ouvi nada tão RIDÍCULO como esse seu “relato”. Você devia ter vergonha de caluniar uma instituição como o São Bento.
Não é culpa da Samaritana, ou do Reitor, ou do Colégio, ou de quem quer que seja que você queira culpar, que você era - e É!!! -, de fato, um fracassado. Você não tinha amigos simplesmente porque não era capaz de sentir amizade. Todos nós temos problemas. Nos nossos anos de Colégio, perdemos três avós e presenciamos o divórcio dos nossos pais, e sempre, SEMPRE, recebemos o apoio do Colégio e dos nossos AMIGOS. Nunca denunciamos ou fomos denunciados por nossos colegas durante provas, e sempre torcemos para que TODOS, independente de serem amigos ou colegas, tivessem sucesso profissional e pessoal. É o que as pessoas que passaram pelo Colégio e que tem caráter chamam de LEALDADE, coisa que você provavelmente desconhece.
Você devia ser o garoto excluído e detestado por fazer tudo aquilo que acusou os outros alunos de fazer, ou então o garoto mongolóide que sentava na última carteira comendo cola ou ficava sozinho perambulando pelos banheiros do Colégio. Brigas, discussões, problemas, acontecem em qualquer ambiente que tenha crianças. E num ambiente que valoriza o esporte como o São Bento, é claro que isso é aumentado. Mas você já era um ser “superior”, certo?
Coisa patética: uma criança de nove anos de idade tirano conclusões assim, totalmente adultas e sentimentalóides, e agora provavelmente um adulto frustrado (e bem possivelmente viado, com base no comentário das lágrimas e da piscina…) tentando justificar sua existência fracassada através de análises psicológicas vagabundas que remontam à infância!!! Arruma outro psicólogo, pois este seu desabafo só serviu mesmo pra emocionar sua mamãezinha, seu palhaço.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 02:59
E antes que eu me esqueça… O São Bento é, sempre foi, e sempre será uma instituição que preza pela excelência. Os seus alunos são preparados para a vida profissional e pessoal de uma maneira que nenhum outro colégio faz… A rigidez de levantar e cantar e beijar mãos de padres, que você elevou a patamares mentirosos e sem precedentes (pois só faltou dizer que os padres tinham palmatórias…), nunca foi assim, e se quer mesmo saber, foi bastante amenizada com o tempo. Nossas turmas não eram obrigadas a levantar para receber os padres: levantávamos por RESPEITO, pois fomos ensinados desde cedo a valorizar a excelência, a tradição e as pessoas que admiramos. Nós sempre conseguimos tudo que tentamos graças ao São Bento, e isso sem precisar passar por cima de ninguém. Nossos méritos - e de todos os alunos de lá - são nossos e do Colégio, e ponto. Mas isso provavelmente está acima da sua compreensão, visto que nem da terceira série você conseguiu passar… Realmente, é um incapaz…
E para sua mãe: todos os pais foram chamados alguma vez para falar com os coordenadores, seja para elogiar ou criticar. Se a senhora queria se fazer de vítima, problema seu, pois nós também sofremos muito durante nossa estada no colégio e foi difícil até mesmo pagar as últimas mensalidades, mas fizemos sacrifícios porque sabíamos que a experiência do São Bento VALIA A PENA. Arranje outra desculpa para os seus problemas e sobretudo para os problemas do seu filho, que, sem a menor sombra de dúvida, são MUITOS. E que mal lhe pergunte: que tipo de mãe não percebe (ou, se percebe, deixa) seu filho sair de casa com um canivete escondido para se defender DENTRO DE UMA ESCOLA???!!!
Ps.: A sua descrição das brigas foram tão vivas e corporais que eu me pergunto se não são reflexos dos seus desejos sexuais reprimidos e não correspondidos que te fizeram odiar tanto o São Bento? Mais uma vez nós pedimos: ARRUME UM PSICÓLOGO!!! URGENTE!!! E MAIS: SAIA DO ARMÁRIO!!! A MENOS QUE VOCÊ ESTEJA COM MEDO DA OPINIÃO DA MAMÃEZINHA!!! (Se bem que do jeito que você é, provavelmente irá culpar o São Bento por mais isso…)
Ps.2: Não sei o que é pior… Se esse texto nojento e mentiroso, ou esse bando de comentários de outras pessoas que tem a cabeça tão fraca e a opinião tão mal construída (e, por isso mesmo, tão maleável) que acreditam nessa baboseira e ficam chocadas e surpresas e emocionadas e encaminham para amigas com filhos no São Bento e mandam opiniões condescendentes como “eu imaginei que eram assim”… Na minha opinião, só uma palavra define pessoas assim: RECALCADOS. Ah!!! Na verdade não… Também têm outras, como: sem personalidade, sem caráter, sem idéias próprias, sem mais o que fazer nas suas vidinhas medíocres e vazias, e muitas, muitas outras que ficam à sua escolha…
Ps.3: As letras em caixa alta não são “de macho”. Aliás, só uma pessoa muito complexada chegaria a essa conclusão. São recursos textuais para enfatizar um ponto de vista em uma espécie de “conversa” escrita, assim como um sublinhado, negrito, ou itálico. Na minha opinião você devia ter aprendido isso no Andrews, mas acho que eles estavam muito ocupados te dando toda aquela compreensão e caridade, enquanto todos vocês andavam de mãos dadas em uma estrada de tijolinhos amarelos em direção ao arco-íris, não é? Bando de recalcados…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 13:19
Os enrustidos João Pedro e Pedro Thiago: a melhor cara do Colégio de São Bento…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 15:33
É essa a melhor resposta que você pode dar? Repetir o que a gente falou de você? Nenhuma fundamentação, nada com conteúdo, nada além das suas próprias “lágrimas da piscina” e da sua descrição ridícula de um refeitório, típica de um livro do Harry Potter? Realmente, esperávamos mais…
Se bem que “sua Santidade” dispensa explicações, não é? Para quê? Você foi uma pobre vítima em meio a um bando de bárbaros que destruíram sua humanidade… Está a um passo de ser consagrado santo…
Ou será que esgotaram-se as palavras bonitas, as frases de efeito, os dramas dignos apenas de uma novela rejeitada do Manoel Carlos? Ou talvez a capacidade de argumentação e debate não tenham sido o foco do Andrews, que estava ocupado demais escutando as suas baboseiras e os seus melodramas folhetinescos, fingindo se importar para conseguir mais um aluno…
De qualquer maneira, o erro foi nosso. Não adianta discutir com “vítimas” do mundo, ou esperar mais de alguém que obviamente é tão traumatizado com seus próprios fracassos…
Um mérito você tem pelo menos: conseguiu o que queria. Está vendo? Agora, VÁRIOS ALUNOS do colégio estão falando com você! Teve que apelar pra conseguir um pouquinho de atenção, pra fazer uns amigos beneditinos, não foi? Mamãe deve estar muito feliz que seu filhinho “escritor incompreendido” saiu da sua bolha…
Ps: Essa é a sua estratégia? Chamar de enrustidos ou bloquear pessoas quando elas têm argumentos contrários aos seus, e aceitar comentários de pessoas cujo maior mérito da vida é “dar selinho no recreio aos 13 anos” só porque são a favor? Se for o caso, nos avise para não perdermos tempo respondendo.
Ps: Se um advogado da UERJ e um Médico da UFF, que se formaram com mérito no Colégio, são muito felizes, praticam a caridade que você, criança prematura, desde os nove anos, procurava, têm namoradas que amam e pelas quais são amados, possuem amigos de verdade e não têm trauma nenhum de infância são a pior cara do São Bento, não me admira que os seus padrões sejam tão ridiculamente altos que só sua mamãezinha corresponda…
Ps.3: Você podia juntar todos os seus textos traumatizado de suas tristes experiências no São Bento e escrever um livro. Só cuidado para não acontecer o mesmo que aconteceu com James Frey…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:19
João Pedro e Pedro Thiago, enrustidos, não tenho a menor intenção de bloquear comentários aqui - e muito menos os de vocês dois, altamente reveladores. (Fiquem, então, à vontade para firmar e afirmar a própria masculinidade).
Aliás, aposto que gostarão do meu próximo livro, em que há meninos assim, diferentes, como vocês.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 21:25
Eu fico impressionado como você não consegue desvincular seus comentários e rebater críticas de ninguém sem apelar para questões sexuais… Seus traumas são mesmo muito fáceis de entender…
E só para avisar… Você escreve um livro onde fala de meninos “especiais”, descreve uma briga como se fosse desejo sexual seu reprimido (corpos tateano-se e afins)e fala o tempo todo que os outros estão tentando afirmar a sexualidade quando você está tão obviamente seguro da sua… Acho que alguém está só esperando mamãezinha morrer pra sair do armário… Patético…
Até mesmo o seu querido Freud acharia você um trabalho ridiculamente fácil de analisar…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 09:03
A GRANDE VERDADE É A SEGUINTE (e nao venham os beneditinos dizer que a verdade é relativa. Nao sejam contraditórios!): O SÃO BOSTA É UMA GRANDE BENTO!
Mesmo pelo seus criadores, o enem nao é considerado uma avaliacao perfeita do ensino médio. Porém, ele serve para denunciar as instituições de ensino que nao proporcionam o minimo para o aluno - que aliás sao muitas, a maioria pública. Mas de maneira nenhuma o enem (e o vestibular) serve para reverenciar uma instituicao de ensino como a mais completa de todas. Este exame é muito limitado para isso - nas folhas do exame nao há avaliação sobre o trabalho cultural, social, de educaçao sexual (ai ai…), de cidadania, políico, ético, ecológico, etc.
Que tipo de consciencia social, por exemplo, um colégio pode esperar de seus formados mostrando que os repetentes nao podem permanecer em suas carteiras? Eles são mentalmente castrados irrecuperáveis, coitados, limitados? (até poucos anos o repetente raramente era permitido continuar no sao bento - ainda hoje isso acorre,
porém de maneira velada). Belo exemplo de exclusao social.
Depois, (convenhamos!) o total desgosto em eliminar qualquer vestigio de beleza feminina nas passarelas dos recreios! Não consigo imaginar minha adolescência sem as relações de desejos e romances entre os meninos e meninas na sala de aula da minha escola. Que infancia sem graça! Será isso por medo dos frades em se perderem em roupas? ou de perderem a atenção de seus robôres no top two do enem/vestibular? (a relação entre mensalidade e o tal ranking é diretamente proporcional!).
Bom, pelo menos uma coisa eu estou certo: a sorte está ao lado dos nênês sem bilau!
(e viva elas!)
Abraço ao C.A. e à todas as mulheres do mundo!
obs: ontem cheguei numa morena linda que me deu um lindo toco. Meu amigo viu e me consolou: - Fica triste não, Eliseu!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 21:54
Parece que o grande C.A aproveitou da discussão para fazer uma propaganda de seu livro. Sera que isso que o andrews o ensinou?
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 12:59
Os meninos “especiais” - diferentes - de que falo em meu livro, João Pedro e Pedro Thiago, não são bichas, não. Eles são, repito, assim como vocês…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 15:42
Sem brincadeira, isso aqui está demais. Essa galera do São Bento chora mais do que a torcida do Botafogo. Pelo o que estou vendo o São Bento está formando verdadeiros Emos.
Gostaria de marcar um jogo contra a “32 mole”.
Abraços
Marcos
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:09
Jogo? É só dizer quando…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:19
Marcos,
alguém do CSB chorou aqui?
Ninguém, a não ser o CA na piscina, ficou reclamando de tratamento recebido.
Só não aceitamos preconceito. Pessoas que usam o argumento de que o colégio é ruim porque não possui meninas ou porque é rigoroso.
Em qualquer colégio, seja o CSB, Andrews ou outros, existem descontentes… Quem está chorando mágoas passadas aqui não somos nós…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:43
Damasceno, você é exemplar.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 21:27
Uma instituição que está planificada para que todas as pessoas sejam iguais e que utiliza excessivos mecanismos disciplinares para que isto aconteça, acaba fatalmente conduzindo muitos alunos ao fracasso( escolar ), ao tachar, reprimir e condenar. Desta forma, ela também produz sua própria violência e a indisciplina. E a indisciplina é uma forma de resistência dos pequenos grupos, seja pela submissão aparente ou pelas depredações, chacotas, disputas, zombarias e, em casos mais graves, agressões físicas. Ao que me parece, além de ter sido vítima de profissionais incapazes de enxergar pessoas como seres diferentes e com necessidades diferentes, o amigo foi vítima do chamado bullyng escolar,assim como uma imensa quantidade de adultos que carregam traumas adquiridos nos bancos escolares e que até hoje não superaram. Essas pessoas também sofreram diversas formas de maus-tratos psicológicos, físicos, morais, através de humilhações como chacotas,apelidos pejorativos, ameaças,exclusões e perseguições e disputas desnecessárias.O bullying tem sido motivo de traumas e sofrimentos para muitos jovens e crianças, e muitas vezes é ignorado pela maioria das pessoas, por acreditar tratar-se de algo comum a idade ou ser necessário ao “amadurecimento” passar por certos constrangimentos, sem, contudo, considerar os danos causados aos envolvidos. O mais chocante é que, ao ler seu texto, a impressão que dá é que a instituição praticamente levantava a bandeira para este tipo de conduta que as crianças apresentavam. Aí, eu fico me perguntando que tipo de ensino é esse, que “adestra” (sim, a palavra é adestrar mesmo ) pessoas para o competitivo mercado de trabalho, mas que peca ao negar uma de suas principais funções: formar cidadãos éticos.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:43
Janaína, não se preocupe. Aquase totalidade do relato deste demente é inverídica. As impressões que este ser tem do CSB são impressões pessoais apenas; correspondem à “verdade” de uma criança sem base familiar que ficou apenas 3 anos no colégio.
O São Bento é um instituição exemplar, na qual são formadas pessoas que são facilmente identificadas pelo seu destaque.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 18:45
Janaína, tudo - base familiar inclusive - como se lê nas destacadas palavras do beneditino exemplar que Gustavo é…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 15:31
C.A., desculpe pelo “demente”. Creio ter me exaltado!
Mas vale apena você conversar com os “famigerados” beneditinos. Claro que devem existir alguns ex-alunos com as características que você aponta em seu relato, mas espero que seja a minoria.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 15:33
Gustavo, está tudo certo. Não esquenta, não. Qualquer dia, então, a gente se esbarra por aí e toma um chope. Abraço!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 15:11
[…] A respeito de minha impopular colocação - segundo lugar, com expressivos 61 votos, onze acima de Montes, o terceiro -, não devemos levá-la muito a sério, antes considerando a votação em massa, irada, dos fanáticos discípulos do Colégio São Bento, que não me perdoaram pelo bendito texto dedicado àquela caridosa instituição de ensino, que pode ser, claro, [re]lido aqui. […]
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 08:24
Moro em Curitiba, tenho 17 anos. Estou cursando o último ano do ensino médio em uma escola pública
Não tenho muito o que opinar… Li TODOS os comentarios, sem exceção. E vi muitos (repito, muitos!) erros de português em comentários feitos por tais alunos desse tal colégio tãão maravilhoso como vocês alunos dizem ser.
E como vocês se acham tão bons assim, ousam falar de caridade, realmente fiquei surpresa com tamanha arrogância.
Confesso que como mera humana, li as palavras de vocês com um dicionário na mão.
Achei muito interessante seu texto, C.A. e pude compreendê-lo, mesmo eu sendo menina, totalmente leiga e não ter nenhum parente, nem amigo, nem vizinho que já tenha estudado sequer em algum colégio tradicional como esses citados.
Me emocionei lendo o seu texto, Ana, pois lembrei da minha mãe, sempre lutadora, guerreira, me criou sozinha a vida inteira. Tentou me fazer estudar em algum bom colégio da minha cidade (mesmo sem chegar nem perto dos daí do RJ) Mas não aguentou pagar as mensalidades e me colocou num colégio público na 7ª série.
Estudei meus 3 primeiros anos em colégio evangélico e os 3 seguintes em um de freiras.
Não tive as mesmas oportunidades que vocês, mas espero algum dia me tornar tão boa quanto vocês. E com certeza eu me tornarei! Pois não importa o colégio, a fama, a posição no ENEM. E sim o aluno, o seu caráter, a sua índole, educação e respeito para com o próximo. E isso vocês não vão aprender na escola amigos, isso vocês, querendo ou não, aprenderão com a vida.
E tomara que um dia a vida lhes mostre que tamanha arrogância e prepotência só nos faz mal!
(C.A. se não for pedir muito, eu gostaria que você me desse informações sobre essa escola… eu soube da sua existência através do meu professor de português, que mencionou a rigidez e autoritarismo de alguns professores… gostaria de saber a mensalidade também. Obrigada e meus sinceros parabéns, não só pelo texto, mas pela sua pessoa e também pela sua maravilhosa mãe.)
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 14:25
Angélica, lendo o teu comentário, tão bem escrito, não tenho dúvidas de seu sucesso - e também de que, diante de um aluno a fim de saber etc., qualquer escola será boa, ou menos má. Tenho certeza de que as escolas públicas aí de Curitiba são melhores que as daqui do Rio. Impossível que não sejam. Em todo caso, falamos de pessoas, não é?, e não de máquinas, de robôs. Por isso, se te pudesse dar um conselho, este seria: faça amigos, muitos. Não há muito mais a se tirar de uma escola - qualquer uma. E já será muito!
Um abraço tribuneiro!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 17:25
Carlos,
Passei por uma situação semelhante até os 11 anos: Estudei num colégio que se utilizava de uma outra fachada para autenticar sua disciplina excessiva: a linha militar.
Acredite: as semelhanças são muitas! Não passei pela experiência de conviver apenas com meninas, porém a formação para o hino e coro para receber visitantes na sala diariamente, o rigor com notas independente da formação de caráter, o rigor também com uniformes, cabelo, unha, a proibição a qualquer manifestação fora do “espírito coletivo organizado”… Enfim. Nada mais que uma outra forma de opressão que uma “boa escola” recebe o aval da sociedade para exercer e que só o tempo revela serem absolutamente irrelevantes à formação de um individuo.
Meus pais, aflitos com a situação resolveram me trocar de escola, na 5ª seria para um colégio que seria o extremo oposto: O famoso colégio pH.
O que há de rigorosidade com notas, há de falta de respeito com os alunos. Lá tudo pode. Limites estão fora de moda. Permitir que se falassem palavrões aos professores sempre me soou como algo absurdo! A disciplina era a ultima coisa em voga. Fora de questão. E junto com ela, o respeito e bom senso eram esquecidos.
Sei que tive uma formação com excesso de disciplina, mas não por “pieguisse” achava tudo naquele colégio absurdo: desde a cobrança com notas e simulados de “vestibulinhos” (isto aos 13 anos de idade!) ao comprimento (ou a falta dele) nas saias das meninas. Tudo podia. “É proibido proibir”. O importante eram as notas. Conclusão: outra instituição tão distorcida quanto a dos “milicos”. O outro lado da moeda me parecia tão bizarro ou mais.
Após crises constantes de gastrites que se converteram em ulceras meus pais concluíram, sob apelo e choro, que seria uma boa hora de mudar de instituição. Porém tive um desfecho um pouco diferente: da falta absoluta de disciplina, optei por concluir meus estudos no colégio judaico A. Liessin. Teoricamente poderia ter caído no mesmo conto dos padres/rabinos que tem o aval de Deus para se comportarem como bem entenderem. Porém algo bem diferente aconteceu.Lá fui muito bem recebida, acolhida com amor e fui compreendida em diversos momentos difíceis. Durante a morte de um tio muito próximo, o divórcio dos meus pais, tive um desempenho escolar medíocre, e me foram concedidas 3 novas chances de passar de ano (e assim fiz!) e continuar o curso.
Acredito que religião seja sim uma das muitas formas de se ter o aval para achar justificativas para o injustificável. Porém está longe de ser a única. Disciplina na vida é sim fundamental.
Mas e tolerância, amor e compaixão? Viraram mesmo pó?
Concluo portanto que independente de religião ou visão política, o mais importante quando se trata de seres humanos (principalmente quando estes são tão pequenos e frágeis), é mais amor, mais bom senso e menos pragmatismos tolos que cegam coração de quem os segue de olhos fechados.
Parabens mais uma vez não apenas por este, mas por todos seus textos.
Abraços,
Deborah Klabin Cavalho.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 11:39
Só seus amiguinhos mesmos pra acrditar nesse textinho de meia tijela!
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 12:47
Caio, a tigela me parece bem cheia…
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 23:27
Olá meu caro C.A. Vou deixar aqui um pequeno relato a respeito do que eu vivi enquanto estudava no colégio de São Bento. Antes de mais nada, devo dizer que não gostava da instituição. Tinha vários problemas com o pessoal de lá, tanto alunos, quanto professores. Estudei lá desde 1997 até 2006. Muito tempo de casa. Entrei na primeira série do ensino fundamental. Assim como você, detestava a “Dona Samaritana”, como todos a chamavam, pois ela era do tipo que proibía tudo sem mais nem porque. Um exemplo disso era o “Game Boy”. Os alunos levavam o aparelho escondido, para poder jogar no recreio. Quando a coordenadora aparecia, todos gritavam em coro: “Alera Samá!” e num piscar de olhos os joguinhos eletrônicos desapareciam. Outro aspecto macabro do São Bento naquela época era a comida. Sofria a cada garfada. Porém depois melhorou, visto que foi contratada uma empresa para tomar conta do refeitório. Agora não posso negar que o colégio tem um ensino muito bom, realmente forma cidadãos prontos para o mercado de trabalho. Se por um lado eu não gostava da parte física do colégio, nem dos profesores, meu esforço se concentrava em prestar atenção nas aulas e fazer as provas. Mais nada. E assim fui levando nesses longos 10 anos de casa. E por incrível que pareça o tempo passou rápido. Não sentia saudades do colégio, mas tinha e tenho um certo respeito pelo que fizeram indiretamente por mim. E fui fazer uma visitinha para eles em 2008. Me receberam com festa… Agora, sei o que deixei para trás.
Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010, às 15:56
Nossa…eu li o texto, e li os comentários de uma ponta a outra. Achei inicialmente divertido ler os comentários, alguns revoltadinhos, mas enfim…tava divertidinho. Lá pelo fim da página, no entanto, já estava com o queixo colado no umbigo.
Fiquei chocada com a agressividade e com a irracionalidade da maioria dos comentários. É óbvio que um texto polêmico como esse não geraria opiniões unânimes, mas ei, estamos carecas de saber que toda uninanimidade é burra.
Só que o que eu vi aqui não foi uma defesa de um ponto de vista diferente do do autor, mas um bando de fanáticos gritando hinos e baixarias com a ajuda do CAPS LOCK. Defender irrestritamente alguém ou até mesmo uma instituição, só porque ela é “da sua família”, é meio coisa de mafioso… não? Mafioso é que encobre os crimes dos familiares. O que eu quero dizer é que, apesar de muitos terem tido ótimas experiências no São Bento, é inegável que no caso do C.A eles cometeram um erro grave enquanto instituição de ensino e de formação de pessoas.
Em segundo lugar, não é óbvio ululante para todo mundo que o conceito de sucesso e fracasso é ABSOLUTAMENTE (essa mania pega) relativo? Veja bem, para minha mãe, por exemplo, sucesso é montar a fazenda que ela sempre sonhou. Para minha prima, sucesso é criar o filho que ela sempre quis.E para mim, ter conquistado meu grupo de amigos divertidos e leais. De modo que dizer que repetir de ano no São Bento é um fracasso faz tanto sentido quanto dizer que andar com isqueiro no bolso causa câncer (ou seja, pode ser que haja correlação estatística, mas não há nenhuma causalidade).
Em terceiro lugar, porque toda hora vocês meninos beneditinos ficam associando o conceito de fracasso com as preferências sexuais das pessoas? O que tem lé a ver com cré?
Elísio, é baixa autoestima, e não baixa estima. Além disso, eu me lembro que nunca achei tanto que sabia tudo quanto quando estava no terceiro ano do colégio, e era parte do grêmio do Andrews. A ignorância é uma benção, aproveite bem a sua, porque o tempo leva embora.
Ninguém aqui está colocando em questão a excelência acadêmica do colégio São Bento, mas sim a que custo que isso está sendo obtido. A propósito, para os que deram uma esculhambada na excelência acadêmica do Andrews, alto lá. No conceito de sucesso puramente financeiro de vocês, meus ex-colegas estão todos muito bem obrigado. Com a grande vantagem de uma pluralidade de formações que o São bento não estimula. A mim parece que de lá só se sai médico, advogado ou engenheiro.
PS: Medo do 32 mole. Medo do 32 duro tb.
PS2: Medo de alguém que chama D. Samaritana.
PS3: Preocupada com o tipo de advogados e médicos e UFF e UERJ andam formando.
PS4: Porque os comentários revoltadinhos foram todos escritos com cara de texto técnico? Uma tentativa de fazer frente ao C.A? Mesmo aqui, acho que um pouco de autenticidade viria a calhar.
E por último, é ÓBVIO que a ausência de mulheres é uma clara desvantagem para QUALQUER INSTITUIÇÃO (realmente peguei essa mania de gritar via caps lock)
C.A, adorei. Espero que não esteja tarde demais para comentar.
Sylvia Telles