por C.A. - Domingo, 18 de Julho de 2010, às 10:17
Texto originalmente publicado no site Tribuneiros.com em 15 de dezembro de 2009.
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Nada tenho contra a moda; e nem poderia: sou filho de uma [baita] produtora e irmão de uma [talentosa] estilista - mulheres que sempre compreenderam a coisa como a coisa é: trabalho honrado e honesto, simplesmente.
Feito o [necessário] preâmbulo, chego ao ponto: uma série de camisas, da grife Osklen, que ostenta, em cores e fontes variadas, a palavra “samba” - o que me serve para exemplificar uma tendência repugnante que aos poucos se impõe: a substituição da cultura pelo estilo, a troca da tradição pela afetação, a reposição da experiência pela frivolidade.
Porque puramente inscrito, jogado num pano sem contexto, cuspido assim, quase ao acaso, o termo “samba” estampado numa camisa de marca nada mais é que estilo transitório, descartável e esvaziado [resfriado] de conteúdo; nada mais representa que “fazer estilo”, que enganar, que montar intenção [falsa], que usurpar os significados, que adulterar os símbolos, que vender a imagem superficial do que, à vera, quando o couro come, não interessa.
(Está escrito “samba”, é verdade; mas se poderia ler, por exemplo, “tatatatete-querequeque-bumbum” - que daria no mesmo: o mesmo sentido desconexo e despovoado, com natural tendência a desaguar num exotismo de verão).
Talvez eu também achasse ridícula uma mesma série de camisetas da mesma grife que explorasse o “samba” alicerçando-se em alguma pesquisa, admito; mas ao menos - seria um alívio! - não poderia escrever este texto. (Naturalmente, o samba, matriz cultural centenária, não precisa de grife para se propagar e se dizer presente, e eu nunca daria a uma camiseta - qualquer uma - tal poder e influência; a minha questão é bem mais simples: eu simplesmente queria evitar o constrangimento de ver gente grande e respeitada nadando em piscina de criança)…
Não imagino [jamais!] ver uma camiseta da Osklen com a cara - ou com um verso - do Luiz Carlos da Vila, nunca!; mas tampouco imaginava que a moda pudesse um dia ignorar a poderosa carga cultural do samba para isolar, despir e prostituir o seu nome… Para quê?
Eu leio “samba” ali - está escrito - e não há qualquer semântica. É o vazio absoluto! “Samba”, ok; mas por que não o inverso? “Abmas”. Por que não? Insisto: daria na mesma.
Abmas! Abmas!
(O leitor repare na inversão de valores: o mesmo - tão-somente no que se refere ao Rio de Janeiro - já foi feito com Ipanema, com a Lapa etc.; e é como se esses lugares tivessem existido por séculos, com todas as suas histórias e memórias, apenas para que um dia, comprimidos-anulados, virassem camisetas banais de grife e engodo comercial).
O samba, a tradição oral do samba, os seus rituais, os seus criadores, o seu caráter orgânico, os seus pormenores, as gentes e os bairros, as gentes e a terra - nada disso interessa à Osklen [e poderiam ser várias outras marcas], senão como reminiscência rasa, como caldo diluído, como terreiro vago, como tambor lá bem longe, como esses vazios cool que fazem dos prazeres mais caros mero “estilo desapegado e passageiro”, que fazem de hábitos profundamente arraigados mísera vitrine para uma “coleção” logo datada, que fazem da cultura um monumental sampler [algo em que se pode mexer à vontade], que fazem das tradições culturais um difuso show da Fernanda Abreu, que fazem passar por homenagem, diálogo e reverência o que nada mais é que preguiça intelectual e moral, e vigarice comercial e asséptica.
Abmas! Abmas! Abmas!


Domingo, 18 de Julho de 2010, às 10:57
Assino!
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 11:01
Um detalhe, meu caro. O lixo (que nos dará a oportunidade de apontar na rua “ali vai um idiota”) custa NOVENTA E SETE REAIS. http://www.osklen.com.br/store/produto/MASCULINO/TOP/t-shirt/T-SHIRT%20VINTAGE%20STONE%20SAMBA
Nojo!
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 12:13
Perfeito, Andreazza.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 12:16
C.A. (e já também sobre comentário do Goldenberg):
perfeito, sem tirar nem pôr.
Abs.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 12:25
Dessa vez eu concordo contigo. O pior é saber que a minha camisa - artesanal e surrada pelos anos de uso - será confundida com este lixo de grife.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 13:07
Saudades da NAIP 20…
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 13:48
Mamãe me deu uma!
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 14:59
O significado da blusa está no corpo de quem a veste
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 15:02
Bonito isso, Leticia; mas falso.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 15:11
É tudo culpa do sistema
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 15:19
Melhor: a culpa é do Pim que comprou a blusa
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 15:31
Você mesmo, C.A., filho e irmão de pessoas ligadas à moda nao deveria generalizar e acusar o autor das camisetas sem nem mesmo conhecê-lo.. quem sabe nao foi feita por alguem apaixonado pelo samba e que fez seu trabalho honrado e honesto, simplesmente..
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 15:45
Não generalizo. Faço uma crítica pontual a quem fez esta camisa, certamente um trabalhador honesto que, com sua criação, escreveu “samba” como poderia ter escrito “tatatetete-bumbumbum”.
Daria no mesmo.
Pode parecer absurdo, acho mesmo que é, mas considero possível [e lamentável!] gostar de samba - ser apaixonado por samba - e criar uma camisa que dele só traz o nome…
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 16:45
Eu prefiro minhas camisetas do Imperiano de Fé e do “Que Cousa!”.
Agora vou comprar umas na Fulanas, já que o Andreazza disse que essa do Samba não presta.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 16:53
Andreazza, gênio! Vamos fazer uma camiseta tribuneira como “tatatetete-bumbumbum”?
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 20:40
Brilhante!
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 00:07
Rapá, obrigado. Fiquei incomodado quando vi uma dessas camisetas. Você traduziu bem esse meu sentimento.
abs,
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 09:37
O significado da blusa está no corpo de quem a veste (2)
Se o indivíduo que a detém é superficial, isso tranparecerá no ser em si, não na roupa que o mesmo usa… acredito que, como você mesmo disse, a moda, se é que posso chama-lá assim, é arte, como o samba, então busque entender o contexto daquele samba transcrito ali.
Obs.: Sou tão louco por samba quanto você.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 10:12
Bruno, bem-vindo.
Apenas para esclarecer: minha crítica nada tem a ver com o meu gosto por samba. Eu a faria, da mesma forma, se o escrito fosse “rumba”.
Exijo conteúdo - simples assim. Não gosto da exploração preguiçosa de significados tão ricos. Não aprecio símbolos jogados. (Fico realmente constrangido)…
Apesar de bela, insisto, a frase - “O significado da blusa está no corpo de quem a veste” - é falsa. A idéia de contexto vem sendo a cada dia mais explorada porque não tem o que dizer. Significado é significado. Ou está na palavra - ou não está. E eis o meu ponto, caro Bruno: nesse caso da camiseta “samba” o contexto só pode piorar o cenário…
Forte abraço!
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 11:19
Jamais compraria uma camiseta dessas, mas se ganhasse, não deixaria de usar, estivesse escrito “samba” ou “tatatatete-bumbumbum”. Roupa é um troço tão irrelevante…
Mas, sei lá, de repente o que você sente vendo a camiseta é o mesmo que eu sinto vendo determinadas pessoas vestindo a camisa do Flamengo (”estilo transitório e esvaziado de conteúdo”).
Obs: gosto de samba e sou flamenguista.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 11:21
Fernanda, como você é desapegada de valores materiais!
(Admirável isso).
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 14:34
Carlos, eu acho que entendi o seu ponto de vista e sua crítica, e tenho que, na parte substancial concordar com ela. Só que conheço a tal grife, a Osklen, e acredito que desempenham um bom trabalho, um trabalho artístico com substância, é só você analisar as outras coleções da marca. Eles tem trabalhos relacionados a preservação do meio-ambiente (que pode ser modismo, mas é algo concreto), tem uma forma de trabalhar e buscam uma fonte para esse trabalho… continuo achando muito válida a sua crítica mas o trabalho deles não é uma estampa destituída de significado, é, aliás, uma marca carioca que visa, como toda forma de arte, um retrato do contexto social em que está inserida. Pode ser que não façam isso plenamente, afinal quem conseguiria descrever o que é samba, no sentido lato?
Abraço!
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 15:07
Andreazza, só pra quebrar a seriedade do assunto, posso ser um pouquinho indiscreta? Obrigada.
A sua mãe, que vi apenas uma vez, me parece não ter muito o perfil do povo da moda, pois que ela é muito elegante e, digamos, bem normal, simples.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 16:03
Olá. Acho um bom assunto este. Mas acho que na verdade são 2. Me explico: na épocas das camisas ecológicas desta mesma marca, sempre me vinha a questão do quanto o capitalismo é realmente dinâmico ao se apropriar de tudo, e tornar-lo só palavra, só marcação exterior de identidade, de pertencimento, é isso que é vendido. Precisa ser rápido, bonito e esperto. Não raro, vejo estas camisas E-Brigade jogando seu lixo das janelas de seus carros (aconteceu isso na minha rua no domingo passado). Esse jogo se joga usando este espaço social das roupas, o das ruas, para fazer diferença mesmo, denunciando pequenos delitos, chamando atençao de quem joga lixo na rua, enfim…
2° assunto: o samba sofre de um doença protecionista bastante esqusita que não sei exatamente de onde. Desde que se elegeu como uma espécie de essência do brasileiro (isso foi algo contruído, não só pelo povo) há essa ameaça que se materializa perfeitamente no verso “não deixe o samba morrer”. E eu me pergunto por quê. Amo o samba, acho uma das coisa mais emocionalmente pungentes, em suas milhares de variações e misturas. Mas é preciso também que, se for o caso, deixar que as coisas morram. Tudo morre. Só vai morrer se ninguém se interessar mais por ele.
Fiquei pensando se na camisa estivesse escrito “pagode”, “maracatu”, “marchinha”, “machiche”, “chorinho”.
O samba antecipa muito da cultura do sampler com batalhas e referências e explícitas a outras músicas.
Confesso que morro de medo sempre que ouço discursos de “defesa da tradição”
Mas, enfim, acho uma boa questão levantada. Pratiquemos a democracia.
Grande abraço,
Juliano
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 16:22
Fala, Juliano!
Vamos lá…
Sou um capitalista contumaz - registro logo - e sou pela iniciativa de também se ganhar dinheiro com ecologia ou samba; mas vou sempre reclamar quando me sentir afrontado por soluções rasteiras. É o caso.
A respeito do samba: quero - e acho que trabalho para - que o samba seja cada vez mais ouvido e conhecido. Combato esse protecionismo - mas não acho que as camisas da Osklen se possam minimamente colocar nesta questão…
Estou convencido de que uma manifestação cultural da envergadura do samba só permanecerá na medida em que respeitar a dinâmica da sociedade e absorver as suas mudanças. Não nos devemos, portanto, preocupar com isso, uma vez que - para o bem ou para o mal - é o que de fato acontece; e o samba fica, ficará.
Por fim, tens razão: “o samba antecipa muito da cultura do sampler com batalhas e referências e explícitas a outras músicas” - mas tem uma qualidade hoje rara: diz e deixa claro de que fonte bebeu, e sob quais inspirações. (E isso há de fazer toda a diferença).
Forte abraço!
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 22:15
Querida Olga, sou suspeito para falar; mas, bem, você tem toda a razão… Obrigado!
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 04:19
Andreazza, meu bom amigo, lembrei-me de quando estávamos em um bloco no carnaval, neste ano, e vimos um figura com a camisa: “Malandragem vem de berço”. Lembra disso?
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 04:20
Ou seja, não importa tanto quem faz a camisa. O problema é o babaca que usa.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 07:39
Claro que me lembro, Jota, e o mané estava tão orgulhoso da camiseta… Deu pena.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 07:58
A NAIP 20 já versava: malandro é malandro, mané é mané.
Podixcrê que é!
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 09:34
bravissimo
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 15:22
CA,
Sou leitora assídua do tribuneiros e esta é a primeira vez que me manifesto. Não sou tão boa nas palavras, mas aqui vai a minha tentativa:
CA, Você usa camisa pólo! E original, da Ralph Lauren, com o cavalinho grande e tudo! O que os praticantes de pólo - tradicionais, quatrocentões - pensaram quando essa moda foi lançada em situações urbanas e, portanto, fora de contexto? O mesmo pro iatismo que serviu de escada para os mocassins da Mr. Cat, a moda étnica atual, ou bermudas de tactel pra surfe que se tornaram moda “carioca” em grifes caríssimas, acompanhadas de camisetas que exaltavam o surfe como melhor estilo de vida. Sem contar as tatuagens…
Quero deixar claro que acho o seu texto muito válido, porque muitas pessoas nunca pararam pra pensar sobre isso. Mas seu extremismo me preocupa, pois não analisa outros fatores dessa “indústria cultural”.
A moda se inspirada no que é valorizado por um grupo seleto da população que influencia os demais, e assim dá sequencia a um ciclo de consumo de massa, certo? Entao significa que o samba está num momento de ótima valorização cultural, defendido por formadores de opinião como.. você! Ou seja: a camiseta “Samba” da Osklen é um resultado direto das SUAS ações como apreciador do samba, morador da Zona Sul, carismático, bom na escrita, bonito, blogueiro e divulgador etc.
É claro que eu estou exagerando, pois você não é o único que influencia a moda do samba. Mas, querendo ou não, devemos assumir que podemos ser causadores deste fato, ao inspirar tendências, e consumidores ao mesmo tempo, ao comprar camisas pólo.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 15:39
Aline, você é muito bem-vinda, expôs bem tuas idéias, com alguns bons pontos; mas, por favor, não vamos particularizar a questão. (Não é cabível aqui - um espaço público). Só quero te assegurar que minhas qualidades - e meus defeitos - nada têm a ver com a coleção sambística da Osklen [que definitivamente não influenciei]; e que, o mais importante, eu jamais usei [ou usarei] essas camisas pólo que trazem cavalos enormes, que parecem prestes a saltar do peito, rs! Obrigado.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 01:05
Adorei a idéia da Osklen. Acho que o samba tem que ultrapassar as barreiras do pré-conceito.
Carlos, meu caro, você exige conteúdo? Mas quem é você para exigir alguma coisa? O samba chegou até para os playboys e para as patricinhas que vestem Osklen, e daí? Eles são piores por serem playboys? É proibido uma patricinha gostar de samba?
O samba é de todos, não importa nível social, nem cor nem idade.
Você diz que nada tem contra a moda, mas ao mesmo tempo está criticando ela. Como é isso?
Quando o samba tá bem vocês reclamam, quando tá mal vocês reclamam, quando tá na Zona Sul vocês reclamam, quando não está na Zona Sul vocês também reclamam.
Isso é um saco, a arte é livre porra. Respeitem o espaço que o samba está conquistando.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 02:25
Ricardo, ainda que o samba sofresse preconceito [o que não ocorre faz tempo], não seriam as camisas da Osklen que o combateriam… (O que jamais desmerecerá o fato de você lhes gostar, ok)?
Não o conheço, Ricardo, de modo que não lhe posso ser caro. Aqui, na minha casa, eu exijo o que quiser, inclusive conteúdo, apesar de dar espaço para que você se manifeste.
Tuas ressalvas a meu texto passam longe da minha questão. Não me interessam, neste caso, as pessoas, sejam elas quem forem, que vestem Osklen; minha crítica é à marca, à grife - e só.
Esse papo de que o samba é de todos etc. etc. eu conheço bem e sei onde vai dar… Mistificação barata, do que estou fora.
Aqui e nos lugares que frequento, desde sempre, o samba está bem, muito bem - e eu acho isso fantástico. (Não conheço - nunca tomei conhecimento - de períodos em que não fosse assim, de forma que não temos como debater a respeito).
Por fim, vou te dizer claramente, para que não pareça que vivemos em 1920: o samba não está conquistando espaço algum; ele já conquistou, faz tempo, e eu estou bem satisfeito. Se precisar de umas dicas, é só pedir.
Abraço!
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 08:04
Tu, místico, vês uma significação em todas as cousas.
Para ti tudo tem um sentido velado.
Há uma cousa oculta em cada cousa que vês.
O que vês, vê-lo sempre para veres outra cousa.
Para mim, graças a ter olhos só para ver,
Eu vejo ausência de significação em todas as cousas;
Vejo-o e amo-me, porque ser uma cousa é não significar nada.
Ser uma cousa é não ser susceptível de interpretação.
Alberto Caieiro
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 13:36
O Pim adora aquela pólo do jacaré prestes a abocanhar o mamilo.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 15:20
Não entendo porque você se irritou tanto por uma coisa tão banal.
Vou te dar uma camisa com a estampa “Playssitude” pra tu ver o que é bom!
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 23:27
Acredito que toda camiseta, principalmente de uma grife como a mencionada, seja feita para vender. Se o samba está na boca do povo e do povinho (em pequena quantidade) que somos nós da Zona Sul, ótimo para quem colocá-lo numa camiseta, numa meia, num adesivo ou no tipo de música preferido no orkut. Estarão todos acertando e aumentando a chance de serem bem avaliados (tanto comercialmente quanto pessoalmente). Acredito que é este o raciocínio mais simples e efetivo.
Agora, o que mais me intriga é o que quer dizer alguém que anda por aí com uma camisa escrita “samba”? Quer mostrar que gosta do ritmo, quer levantar a moral do samba, quer ser simples e efetivo? Concordo com aqueles que dizem que vai depender de quem está usando, mas, particularmente, não consigo imaginar alguém em que esta camisa caia bem.
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 15:09
O que mais me deixou triste em ler este texto é que você se ultilizou das mesmas “armas” que o dito estilista que criou esta camiseta: a ignorância em relação ao ofício e paixão de outrem.
Me impressiona você dizer que tem pessoas que lidam com moda na sua família e não ter a mínima noção do que está falando.
Você acha que a pessoa que fez esta camiseta simplesmente acordou um dia e disse: escreve SAMBA que vai ficar lindo. É óbvio que não, e penso que é uma prepotência sua acreditar nisso. Toda coleção, da mais renomada à mais simples grife é pensada nos mínimos detalhes. Da mesma maneira que um samba. Ou eu também poderia aqui dizer que sambas não são pensados… que foram criados por velhos bêbados que não tinham mais nada para fazer. Gostou da comparação???
Long life to rock´n roll!!!! \m/
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 21:37
Rosa, vida longa aos espaços - como este - em que até você tem espaço para se expressar!
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 21:28
Concordo com o que diz em relação ao discurso vazio.
Entretanto, a moda e seus signos continuam sendo um ato político. Visto que ninguém se veste pra si.
Então, acho interessante uma análise em segundo momento: O que significa e passa a significar o consumidor osklen estampar “samba”.
Já fiz trabalhos sobre a osklen, e até onde sei o trabalho de pesquisa deles é bem bacana e sério.
Enfim, o capital é o patrão, mas, ainda prefiro o “samba” estampado (mesmo correndo o risco de ser “comprimido”), que estampas do tipo: “disco night club” (mesmo correndo o risco de ser meio naif.)
Nossa! Acabei me estendendo, mas o assunto me interessa e achei o post super bacana.
parabéns!
Domingo, 18 de Julho de 2010, às 15:25
Que texto estúpido. É apenas uma camiseta.