por Pim - Sabado, 3 de Julho de 2010, às 14:08

O baile alemão: 4 a 0
Nenhuma surpresa. O time da Alemanha é muito superior ao da Argentina, e a vitória era mais certa que a da Holanda sobre o Brasil.
Escrevi aqui no dia 14 de junho:
O superestimado e bagunçado time da Argentina, na verdade, só tem Messi. O outro bom jogador – o atacante Milito, da Inter de Milão -, Maradona deixou no banco. (…) A Argentina joga como o Brasil, portanto, com a diferença de ter uma defesa pior e um ataque melhor.
Aquelas reticências ali eram meu comentário sobre o inexistente meio-campo de Verón, que acabou na reserva. E Maradona continuou achando que podia prescindir de Milito.
O Brasil deu sorte de pegar a Holanda. Deu sorte de perder logo e por pouco. A seleção de Dunga também levaria um baile da Alemanha, que joga com 22 jogadores em campo, às vezes 26. Há sempre dois ou três marcando cada adversário, e dificilmente alguém erra um passe.
Com a segurança de Lahm, o talento de Müller e a inteligência de Schweinsteiger (que driblou meio time e deu o terceiro gol para Friedrich), Klose só precisa ser o Nunes do Flamengo de 1981. Já fez mais gols que Pelé em Copas, e tem tudo pra bater os recordes que quiser.
É meio grotesco dizer que Messi decepcionou tanto quanto Cristiano Ronaldo [que é uma farsa, sim, mas nada podia fazer na violenta retranca de Carlos Queiroz, que o deixou isolado no ataque]. Messi, como Robinho, não tinha com quem jogar, e ainda jogou bem a Copa inteira, embora Robinho – mais adiantado, vale lembrar - tenha sido mais eficiente.
Se Brasil e Argentina se juntassem para enfrentar a Alemanha, ainda assim perderiam; ainda assim faltaria um Schweinsteiger. Ainda assim seria o duelo de crianças contra adultos. O futebol sul-americano é ótimo para ganhar de times de várzea, mas – a menos que Loco Abreu abra uma escolinha de frieza e personalidade – seguirá afinando contra seleções de porte.
É uma pena. A vitória de Maradona seria a maior demonstração da irrelevância do técnico de futebol; e, portanto, sua maior contribuição ao esporte. Infelizmente, sua derrota para uma seleção que ocupa todos os espaços do campo deu margem para o discurso contrário, mesmo que a Alemanha tenha vencido pelo simples e velho fato de ter jogadores melhores.
Maradona, pelo menos, não precisa mais ficar nu no Obelisco. A seleção argentina já ficou por ele.
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