por Pim - Segunda-Feira, 28 de Junho de 2010, às 12:06
Directamente de Joanesburgo, África do Sul.

Em time de cego, Kaká-olho é rei
Contra Portugal, Dunga sabotou Daniel Alves. O único jogador em campo capaz de superar o titular da vaga [Elano] teve que jogar ao lado de Júlio Baptista e Nilmar. Para quem joga no melhor time do mundo (o Barcelona), ao lado de Messi, é bastante desesperador.
Júlio Baptista, se já é um desastre em sua posição (qualquer uma, menos meia-atacante), fora dela é um deboche à seleção, desses de fazer Lúcio subir ao meio-campo para armar o jogo em seu lugar. Nilmar, por sua vez, é uma criança baixinha e franzina, perdida entre os adultos adversários, como um Josué do ataque.
Não que Daniel Alves tenha alguma qualidade acima do normal. Ele é só um Elano qualquer, com mais objetividade e menos senso de realidade (talvez porque mal acostumado com os companheiros de Barça). Por isso é reserva de Dunga. Porque arrisca passes e lançamentos de que muitas vezes não é capaz, em vez de tocar a bola pro lado e atacar só na boa. Agora já era.
O jogo contra Portugal serviu para mostrar ao mundo que o banco de reservas do Brasil é só uma torcida organizada em área vip. [Que basta dar um pontapé em Kaká, sacrificando algum peão, e tudo ficará mais fácil.] Serviu também, sobretudo, para consagrar Kaká e Robinho como craques (quase levando Elano junto); e, ainda por cima, criativos. De modo que o jogo não apenas deu sono, como fez mal à inteligência do país.
Não levar Ganso e outros jogadores com um mínimo de visão foi um artifício muito bem executado por Dunga. Assim ele pode mostrar os reservas como as únicas opções existentes, e jogar na nossa cara: “Estão vendo? Eu tinha razão! Meu time é o certo!”. Um certo que depende de pedacinho nenhum sair do lugar para ter alguma chance. [A não ser Felipe Melo, este astro do Mortal Kombat, a quem Ramires é infinitamente superior.]
O maior problema nessas circunstâncias é o Brasil começar perdendo uma partida. Se eu sou o técnico adversário, aliás, mando o time inteiro - antes de fechar a retranca - fazer 20 minutos de pressão nas costas de Michel Bastos.
E ele nem precisa estar ajeitando o meião.
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Pós-escrito em tuitadas [pré-jogo contra o Chile]:
[Pim] Felipe Melo não deve jogar, o que preocupa Dunga. Ou ele bota Josué; ou fecha o estádio, pra ninguém ver como Ramires é superior.
[Pim] Com a possível ausência de Felipe Melo, Kleberson se anima na concentração. Agora, ele é só o terceiro reserva.
[Pim] Elano - muito bem assessorado - não vai jogar; e pode sair consagrado da Copa. Se eu sou empresário dele, também mando ficar de fora.
[Pim] Sem Felipe Melo e Elano, melhor colocar Ramires e Daniel Alves. Seria bom recuar Robinho se o Brasil tivesse mais que Nilmar no banco.
[Pim] Dunga, com senso de realidade (e leitura dos Tribuneiros), acaba de confirmar Ramires e Daniel Alves. Há chances contra o Chile.
[Pim] Copa do Mundo não combina com segunda-feira.
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Tudo está nas letras
O futebol minúsculo da Itália - que toma gol até de lateral - levou um Durica maiúsculo da Eslováquia.

Ui!


Segunda-Feira, 28 de Junho de 2010, às 13:08
O Michel Bastos é muito, muito fraco. E pensar que tínhamos o Marcelo à disposição…