por Bruna Demaison - Terca-Feira, 16 de Marco de 2010, às 13:56
Menino, sabe que eu acho que de vez em quando vou mandar um e-mail dizendo que ainda te amo? Provavelmente entre uma paixão e outra ou uma tentativa de ser feliz de novo e outra. Mais feliz, porque acho que dá.
Dá para viver sem você – digo, sua presença física – mas eu realmente desconfio que seria mais legal tê-lo por perto. Então prefiro dizer, vai que numa dessas você concorda e passamos a ser felizes para sempre? É, quando tenho esses impulsos falo em “para sempre” e uso clichês de declarações, releva, ficaria levemente paradoxal ser romântica a esse ponto e racionalizar sobre a eternidade e o que acontece depois do The End, né? Mesmo que depois do “corta!” os anões arrancassem as touquinhas coloridas e reclamassem dos mosquitos da maldita floresta eu acho que nos divertiríamos.
Eu me diverti com esse último, ele tinha até mais jeito de príncipe encantado do que você. Você não tem a menor vocação para príncipe! Se eles fossem completamente inconstantes ainda teria alguma semelhança, mas aí seriam personagens daquelas produções independentes com ótima trilha sonora e não de contos de fadas. Será que minha mãe deturpava os príncipes nas histórias e por isso fiquei assim? Mato ela.
Não sou o tipo de pessoa que entra em crise a cada ex-namorado que se casa, não sou nem o tipo de pessoa que precisa ter motivos para crises e sim que deveria ser eleita uma das 100 mais influentes do planeta pela revista Time. Ah, eu reinventaria o mundo! Também serviria figurar na lista das mais bem vestidas da People. De que me importa ser a primeira no seu top ten de saudades? Ser tão bonita, tão divertida, inteligeeente e receber semestralmente uma conjunção adversativa depois dos elogios? Pra quê guardei as lições sobre conjunções, há tanto mais que deveria ter aprendido!
Acho que me interesso mais pelas belas histórias do que pelos belos homens, minha teimosia em viver algo lindo pode por tudo a perder, mas fazer o quê? O que acontece por aqui não é brincadeira não. Eu sigo rolando essa pedra montanha acima aparentando indiferença quanto às seguidas vezes em que ela desaba lá embaixo e nem sei mais o que acontece quando eu chegar lá em cima. É isso que você dizia sobre aproveitar o caminho? Putz…
Eu não teria chegado até aqui sem tudo o que me aconteceu enquanto caminhava e cantava, mas a questão é… onde é aqui? Sempre estranhei que os acessos ao Rio tivessem placas indicando Copacabana que de nada adiantam se a pessoa quiser ir para Ipanema e não souber que são bairros vizinhos. Queria que minha vida fosse como a Espanha, onde no meio de Madri uma placa indica Sevilha mesmo que essa cidade esteja a mais de 500 quilômetros. Vai que alguém na praça Central decide viajar, é bom saber todas as opções. E o rei ainda manda quem o enche o saco calar a boca.
Vou apertar Enviar agora. Ou posso publicar. Será que você lê Tribuneiros?


Terca-Feira, 16 de Marco de 2010, às 15:50
eu leio, graças a deus, digo, graças ao Paul McCartney!
Terca-Feira, 16 de Marco de 2010, às 17:01
Maravilhoso, como sempre.
Terca-Feira, 16 de Marco de 2010, às 20:07
Bru,
Estou esperando seu e-mail.
Terca-Feira, 16 de Marco de 2010, às 11:47
Gostei! bjs
Terca-Feira, 16 de Marco de 2010, às 16:52
Pian voltou!!!
Terca-Feira, 16 de Marco de 2010, às 13:23
Bru,
Só volta quem, um dia, foi embora.
E eu nunca fui.
Terca-Feira, 16 de Marco de 2010, às 18:43
Como vai minha musa Bruna? Mais um texto, carta, aviso sei-lá-o-quê, engraçado…
Sabe que todo mundo tem um vazio num canto secreto que jamais vai ser preenchido por causas naturais? E isso faz a gente sentir um saudade de algo que não sabe o que é, mas dói de chorar, ou cutuca de rir sem saber de que…
eu descobri esse espaço dentro de mim tempos atrás e, pasme! Quem estava dentro dele? Algo sobrenatural chamado Jesus!!!
Ainda guardo minha verve poética. Ainda guardo meus amores secretos, ainda guardo minhas dores sintéticas. Mas sigo lindo, leve e livre de sentimentos nocivos ao meu coração… Que deus abençoe essa tua beleza tão linda, que teria mesmo que vir de um lugar muito profundo teu, o próprio teu coração…
Terca-Feira, 16 de Marco de 2010, às 15:10
Impressionante. Comovente. Sei lá, senti algo diferente.
Terca-Feira, 16 de Marco de 2010, às 17:37
Nossa! Tinha tanto tempo que não visitava o site…E sempre amei seus textos. Esse parece que era justamente oq eu precisava ler agora.
Terca-Feira, 16 de Marco de 2010, às 17:41
Então, Natália, vê se não fica tanto tempo mais sem ler o site - né?