por João Paulo Duarte - Quinta-Feira, 11 de Marco de 2010, às 14:13
[Este texto foi escrito à base de uísque e sob a trilha sonora de Francisco Repilado, com “Chan Chan” tocado repetidamente; e isto é fundamental].
Não negue agora que nosso amor foi maior que todos. Que vencemos a probabilidade e construímos o impossível. Tudo o que você viveu depois de mim não existiu e estou aqui vivo pronto para retomar – e vou vencer. Não sou melhor, mas mudei a partir de cada conquista e caí em cada derrota; você sempre foi meu amor de sempre. Cada segundo da minha vida faz sentido se você é personagem. Cada minuto sem você, eu materializei a nossa realidade. Em todos os lugares que estive, lembrei de você [mesmo onde jamais você irá pisar]. E se o nosso amor sou apenas eu, me basta. Porque eu posso.
Feche os olhos pra saber o que é impossível, que eu sou maior e vou conquistar. Se não fosse tua vida agora, eu te roubava de novo; pelo meu complexo. Sou assim por tua causa. Acredite que vou te reconquistar – tantos anos depois. Você é minha idéia fixa antes de eu te conhecer, e vou lembrar da gente depois que eu não tiver mais nada para viver. Prometi, e cumprirei, meu último ar será meu maior amor por ti, mesmo que há tantos anos não te toque.
Mesmo o que vivi longe de ti, é teu. Agarra. Não vou mais a lugar nenhum, sou tudo pelo meu passado quando dormia ao teu lado. Se não fosse tua vida agora, dormiria de novo. Tenho certeza. Você nasceu para que eu te conquistasse, quantas vezes fosse preciso. Eu sou. Eu fui teu e vou conseguir. Mesmo que daqui a dezessete anos. Cada cicatriz minha é tua, e quero abraçar todos os teus erros – são todos meus. Cada vez que chorei foi por nós, sempre que amei foi você. Você é meu texto único, sem correção. O erro que escolhi. Vou errar até bastar, até estear, até não poder mais errar, quando eu for todo erro.
Estou mais velho e pior. Semeei o nosso amor sempre que outra mulher me fez feliz, sempre que eu fiz melhor. Todas as mulheres que eu conquistei são você. Todas as mulheres que me desprezaram são você. Não tenho amor que não seja o teu; foi o que me coube. Mesmo sem nós, viverei você.
Cada linha do que consigo, foi no teu corpo que busquei inspiração. Todas as outras eram você, me enganando. Despistei a verdade porque sempre soube o que queria. E se agora vou desistir, prefiro chorar.


Quinta-Feira, 11 de Marco de 2010, às 15:54
Levante-se, homem!
Quinta-Feira, 11 de Marco de 2010, às 03:32
brilhante… como sempre…