por C.A. - Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 11:50

Martinho e Moisés, melhores amigos de infância
A considerar a patrulha que este texto despertou em respeitáveis sites e blogues da cidade, gostaria de reforçar cada uma das palavras que vão abaixo. Eis um escrito atual - e incômodo, mas apenas para os mistificadores.
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Estou, faz tempo, para escrever a respeito… (E se enganará quem supor que se trate de um texto sambístico e carnavalesco etc.; não: é político, conceitual, e deve ser compreendido tendo como exemplo o Brasil em que vivemos - este, imoral, em que vemos Lula como fiel aliado e dileto amigo de José Sarney, Fernando Collor e Renan Calheiros).
A maior mentira do carnaval [de 2010] é o samba da Vila Isabel.
Sim, o samba-enredo que Martinho da Vila compôs [sic], em homenagem a Noel Rosa, para a Vila Isabel.
Peço, antes de tudo, que o leitor ouça - nem precisa muita atenção… - os dois áudios abaixo. O primeiro reproduz o samba com que a Vila desfilará em 2010, criação exclusiva [segundo o próprio] de Martinho. O segundo, mais antigo, retirado do disco Butequim do Martinho, traz o samba “Presença de Noel”, de Martinho e Gracia do Salgueiro.
Um plágio - um auto-plágio, digamos - descarado; mas nada tenho com a preguiça criativa do artista. (Senão um certo incômodo)… Minha questão [apenas a inicial, pois que vão longas as interrogações] é simples: onde foi parar o Gracia do Salgueiro, o velho parceiro?
Martinho responde:
“Tanto para criar o enredo como o samba eu me inspirei numa música que eu fiz em parceria com o saudoso Gracia, meu compadre. Adaptei apenas algumas palavras, de minha autoria, que havia colocado na música ‘Presença de Noel’. Não usei nem uma nota da melodia do Gracia”. [entrevista concedida ao site Carnavalesco].
Martinho admite, como não, né?, que “se inspirou” no samba “Presença de Noel”; mas mente - mente! - quando declara não ter usado sequer “uma nota da melodia do Gracia”.
Recoloquemos, então, a pergunta - e já com um desenvolvimento: onde foi parar o “saudoso compadre” [isso é que é compadrio, gente boa!] Gracia do Salgueiro, se frases musicais inteiras [várias, inteiras] do samba original foram reaproveitadas [e aceleradas] no samba da Vila?
Para esta, com rara elegância [sobretudo se considerarmos que Gracia já morreu e não pode se defender], Martinho também tem resposta, claro, e moralmente estarrecedora:
“Esse samba é só meu. Eu botei o Gracia de parceiro porque, quando fui usar a melodia, ele me deu alguns toques. A letra é toda minha. Usei só a letra. A melodia, não.”
O horror! O horror! O horror!
Não?
Gracia, importante compositor, autor do famoso “1800 colinas”, magistralmente gravado por Beth Carvalho [a maior cantora do mundo em todos os tempos], sai desta declaração do Martinho como um miserável a quem se dá migalhas de samba.
Será isso mesmo?
Não pretendo tecer considerações sobre o caráter do grande Martinho da Vila, a quem não conheço. Esta questão porém, pontual, é claríssima: ficou feio.
Não quero julgar o referencial Martinho da Vila, autor de “Raízes”!, mas desejo alertar para algo evidente - que merece cobrança pública e acurada análise: a Vila Isabel não poderia [não deveria] ser punida por um rigoroso [e honesto] julgador do quesito samba-enredo? Ou se tratará, como dizer, de uma nova modalidade de reedição? Mas, para tanto, a escola não deveria reconhecer que se trata de uma reedição? Martinho não o deveria reconhecer também? Mas, como!?, se “Presença de Noel”, a obra original, não é samba-enredo e jamais desfilou na avenida? O que diz - dirá - a Liesa? Seria uma espécie mais sofisticada - encorpada - de citação? Como conformar esta situação? Quem é quem nesta parada? O que é, para além do mais super-valorizado samba-enredo da história do carnaval, esta peça do Martinho?
O que é?
Não sendo um samba-enredo original e não sendo uma reedição, mas se tratando obviamente de um plágio [um auto-plágio, vá-lá], este samba precisa ser punido - penalizado. (A bem da verdade, a Vila deveria ter pontos descontados já antes da abertura dos envelopes, como se faz, por exemplo, com as agremiações que estouram o tempo de desfile).
E aí, senhores contraventores da Liesa - como ficamos?
(Fosse uma escola livre da poderosa canalha bicheira - sim, fosse o Império Serrano - e este samba, igualzinho, teria a sua contumaz farsa mais exposta ao mundo que a cara porca e assassina de Che Guevara).
Chego, então, a outro ponto desta momesca mentira que é o samba-enredo da Vila para o carnaval de 2010… Gostaria, em regressão, de lembrar o glorioso ano da graça de 2006 - o leitor se lembra?
Pois é: a Vila Isabel, cantando a americanidade bolivariana, foi campeã, e com um desfile pavoroso [patrocinado por Hugo Chávez], com um samba hediondo, composto pela parceria de André Diniz; parceria que venceu a de Martinho - o leitor se lembra?
Eu me lembro…
Nossa: foi um grande chororô [ô-ô-ô]… E Martinho, como se diz, esculhambou geral, botou a boca no trombone, acusou o poder econômico, denunciou as escusas transações, pôs em xeque a honestidade do concurso de samba-enredo da Vila Isabel e rompeu, publicamente e em termos duros, com o presidente da escola, um forasteiro, um alienígena!, escolhido para o cargo sob as ordens do Capitão Guimarães - o opressor dono da agremiação.
Ali estava, ora, o monumental Martinho da Vila, o democrata!, lutando, corajoso, pela sua Vila, que fora mesmo assaltada pela canalha, que se afastava dos seus, que negligenciava as suas tradições, que desidratava seus nobres valores… Ali estava um homem, raro, a denunciar o crime, o atentado contra a escola de samba, a sua querida escola de samba - certo? Que nada!
Tudo balela!
BA-LE-LA!
E aí vem o carnaval de 2010, revelador, para mostrar as voltas que o mundo dá; para mostrar que os interesses são particulares, os acordos, obscuros, e que as brigas se dão pelo próprio umbigo - e lamba!
O enredo sobre Noel Rosa, bacana, foi a senha para que a Nova Vila Isabel atraísse [seduzisse] Martinho, embora não se saiba em que tom cantou a sereia; e como se já não bastasse o inadequado de ele, Martinho, ser o autor do enredo e, ao mesmo tempo, compor para a disputa, houve mesmo a indecorosa proposta - supra-sumo do autoritarismo bicheiro - para que não houvesse concurso e para que fosse dada a Martinho a autoria do samba. (Ele, diga-se, inebriado pela onipotência, adorou a possibilidade)… O povo dos Macacos, entretanto, claro, gritou - e a idéia, do presidente da Vila, não vingou, ô-ô-ô. (Ou terá vingado)?
Bem, houve a disputa; mas de todo maculada, corrompida, esvaziada [o multi-campeão André Diniz, é sintomático, não concorreu; não quis correr em páreo viciado, em peleja de cartas marcadas], e Martinho afinal venceu - ganhou, com folgas, o mais vergonhoso concurso de sambas-enredo da história do carnaval. (E melhor seria, mesmo, ter-lhe dado o samba antes - sem disputa, como aventado: seria, o leitor acredite, mais limpo).
O que ainda dizer? Eis uma triste história, não? (O vacilo de um mito, no mínimo)…
Alguns dirão que é do jogo, né? Que é assim mesmo, não é isso? Que não há pureza, certo?
Humm…
Dirão logo que Martinho, aquele que nos ensina a liberdade, está hoje na Vila por amor, para minar por dentro, com arte, a bandidagem que destrói as escolas de samba; mas, assim [e sem negar-lhe o amor pela agremiação], como admitir que Martinho, o que nos ensina a liberdade!, possa sentar à mesa e beber chope com o ex-torturador que ora desfigura e tiraniza a sua querida Vila Isabel?
Tudo muito feio e mesquinho.
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(Vou lhe dizer, leitor tribuneiro, como vejo Martinho da Vila, de quem tenho todos os discos: um excelente compositor, um bom cantor, um escritor medíocre e um pensador sofrível).
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Ah, o samba? Sobre o samba em si?
Compreendo o grande esforço ora em curso para descobrir ali, na peça de Martinho [e de Gracia, porra!], uma obra-de-arte, um samba revolucionário!, que reerguesse o gênero samba-enredo, que, dizem [eu discordo], estaria em franca decadência. (Eu mesmo tentei, sob a maior boa-vontade, gostar da cousa)… Afinal, é Vila Isabel, é Noel Rosa, é Martinho da Vila, todos juntos - não teria como dar errado.
Mas, bem, deu.
Em que pese toda a propaganda e a patrulhada [não se pode criticar o Martinho, este santo!], basta que se ouça o samba para se lhe arrolar as pobrezas.
Melhor, ainda assim, que muitos dos que serão apresentados pelas escolas concorrentes [o da Portela me enche de alegria…], o samba é fraco. (Poderia ser, registro, excepcional, não importa: tudo o que escrevi acima se sustentaria igualmente).
A obra traz uma primeira parte razoável, não mais que razoável, ao menos fluente, e assim permanece, a despeito de alguma rimas sofríveis, no refrão central. A segunda parte, porém, é de constranger o pior dos bois-com-abóbora, e sinto vergonha alheia ao ouvir essa seqüência de rimas forçadas: chororô, descansou, lamentou, ô-ô-ô, dissabor [leia “dissabô”], professor [”professô”], soluçou, dançou…
Uma cousa assim, lamento dizer, muito feia e mal-acabada.
E prevejo, a propósito do refrão final [”Tem a energia da nossa Vila Isabel”], dificuldades graves para a harmonia da escola. Muito curto, numa só frase, recebe uma carga poderosa de desafogo - o despejo de todo o peso-pesado da segunda parte arrastada - e tende a embolar e atravessar, quanto mais se cantado no ritmo acelerado de sempre.
Como, porém, a campanha a favor é monumental [os formadores de opinião vestiram a camisa mesmo…] e como samba-enredo quase não vale mais, tudo certo, a Vila pisará forte na Sapucaí - e é, nada a ver com o carnaval, uma das favoritas.
Legal!
Nota de rodapé: apenas para registrar, este texto precede o artigo-exaltação que o puxa-saco Sergio Cabral, pai, nosso velho leitor, escreve hoje [sexta, 22 de janeiro] em O Globo - uma linda, superficial e merecida ode a Martinho da Vila, mas que passa longe das questões “pé-no-chão” que ora interessam: e o Gracia, Martinho?; e o Moisés?
De que lado você está, Martinho da Vila?


Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 15:47
Já estou careca de saber que você acha o samba uma merda, tudo bem, tem todo o direito. Mas a despeito de toda a coisa nebulosa que envolve essa já triste e lamentável história, tão comentada e ainda tão pouco esclarecida, nós que gostamos do samba, que nos arrepiamos, que nos emocionamos, por motivos vários, também temos o direito de gostar, não?
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 15:48
Esta atitude do Martinho quanto a autoria do samba, não me causa espanto, pois ele fez o mesmo com o Alceu Maia, só não o exclui da autoria, mas disse que na música “minha e tua” se não me engano, que o Alceu só lhe deu “uns toques” e ele tinha dado a parceria para o Alceu.Sendo assim, me parece que o Martinho, inquestionável sambista, compositor, não sabe o significado da palavra parceiro.
Wanderson
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 15:53
Liberdade, Olga; aqui nós somos pela liberdade! (E a favor de todos - quase todos - os arrepios e emoções, ok)?
Beijo!
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 16:20
Mudou a tempo, hein? Pois já ia te sacanear.
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 21:35
O processo de escolha foi ridículo, o Martinho foi cara de pau na utilização do “Presença de Noel” (apesar da melodia ser de fato diferente), ele permite questionamentos sobre seu caráter ao afirmar coisas como o menosprezo à participação do Gracia no “Presença … (no que ele é reincidente, como dito acima), o samba-enredo não é nenhuma maravilha, mas eu torço - e muito - para que dê certo, porque ele foge dos padrões atuais, é construído de uma forma diferente na letra, etc. Demonstraria às quadradas cabeças pensantes do nosso Carnaval que há vida além dos dois refrões e das duas partes centrais e além dessas letras coladas de sinopse, sem link e sem sentido de hoje em dia. Só por isso.
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 21:51
Completando: eu sou um dos que acha que o samba-enredo está em decadência. O nível hoje é baixíssimo.
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 15:48
Detesto a figura do Martinho da Vila, ícone do povo angolano, com sua voz pastosa, seu ar de superioridade e sempre tentando parecer intelectual, escolhendo palavras mais rebuscadas, caminho que está sendo seguido pela sua filha esquisita, outra mala. Acho ele um chato de galochas.
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 16:54
Pior, Andreazza, que reconhecer que de certa maneira existe alguma coisa estranha no quartel de abrantes, é ver o genial artista ser desvalorizado no que ele tem de melhor, num comentário simplista e de certa forma preconceituoso.
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 02:52
Querido, acho que voce fez o curso de previsão com a mãe Dinah.
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E prevejo, a propósito do refrão final [”Tem a energia da nossa Vila Isabel”], dificuldades graves para a harmonia da escola.
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Quanto a qualidade do samba…se voce for capaz de compor algum samba “decente” e ganhar numa escola de grupo D eu aceito suas criticas. quem é voce pra falar de Martinho da Vila ?
É facil sair escrevendo as coisas dessa maneira, parece que voce está julgando um criminoso. Se esse samba tem as falhas que voce diz , imagina os outros ? meu deus!
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 06:19
Me permita, nobre imperiano, uns pitacos meio longos. Vou dar uma de Rodrigo Pian e fazer propaganda. No livro que Alberto Mussa e eu escrevemos sobre o gênero samba de enredo [preferimos essa denominação]há uma parte que chamamos de “conceito de autoria”. É impressionante como, dos mais de mil sambas que escutamos e dos quase trezentos que analisamos nos últimos cinco anos, a ideia de autoria é complicada. Em centenas de sambas é rigorosamente impossível definir quem são de fato os autores, quem fez o que, quem não fez e outros balacobacos do tipo. Me lembro, inclusive , de uma piada infame que corre no meio e ouvimos muito quando fizemos o Tambor para o Salgueiro e a Rainha Ginga para o Imperinho: Dizem que são necessários cinco autores para que um samba ganhe na quadra: Dois fazem o samba; um lidera a torcida; outro banca as despesas e o último come o carnavalesco.
O que surpreende, e me entristece, no caso Martinho-Gracia, é que o conceito de autoria no samba sempre foi muito marcado pela ideia de inclusão e gentileza. Martinho agiu, e me parece essa uma definição precisa, como o anti-Silas de Oliveira. Silas cansou de fazer samba sozinho e buscou colocar parceiros na obra. Há os que dizem mesmo que o Viga Mestre nunca teve parceiros de fato [outra polêmica]. Silas, entretanto, sabia que compor um samba é vez por outra escutar a opinião do companheiro de cerveja, do amigo do botequim, do bêbado da esquina, da mulher do padre, do sacristão, do mecânico de carro, do companheiro de arquibancada e o escambau. O grande Didi também agia dessa forma. No fim das contas todo mundo é parceiro - eu e Mussa, por exemplo, não fizemos quase nada do Tambor, e confesso isso aqui no Tribuneiros pela primeira vez, mas fomos só na aba do Gari Sorriso, o verdadeiro autor do samba.
Os argumentos de Martinho para tirar Gracia [um compositor de talento mais que provado] da parceria são pífios. Resumindo: Silas fez coisas sozinho e deu parcerias; Martinho fez o samba com um parceiro e assumiu sozinho o resultado. Foi isso?
Essa de dizer que o Gracia deu alguns toques no Presença de Noel é piada. Se deu alguns toques é parceiro e não interessa. O samba é de Martinho e Gracia.
Só para concluir - nos idos de 1940, 1950, 1960, 1970 era quase irrelevante assinar oficialmente os sambas, dizer quem eram os parceiros, etc. Irrelevante. A assinatura oficial é realmente o que menos interessa. Hoje, porém, a autoria de um samba que vai para a avenida no grupo especial rende um dinheiro forte. Uma grana que poderia auxiliar os familiares do Gracia, por exemplo. Como sei que o grande Martinho não precisa de dinheiro e faz inclusive filantropia [apud Sergio Cabral pai n´O Globo], chego a conclusão que o que levou o da Vila a dar esse chega pra lá no Gracia é a pior razão possível: vaidade. O anti-Silas, pois.
Quanto as qualidades do samba [que você sabiamente diz que não é o ponto fundamental do texto] discordamos. Acho o samba muito bom. Longe do melhor Martinho [um dos maiores compositores do gênero sob qualquer aspecto], com alguns problemas na segunda parte [vou creditar a definição boi-com-abóbora ao teu viés tremendamente polemista e bem-vindo, não raro exagerado, que o tempo vai, para o bem e para o mal, curar um dia] e, sobretudo,com um bis de refrão que quebra a harmonia [quebra sim, ô noelvermelho] se a bateria tocar a 150 BPM. Mas é um samba interessante, flerta com a melhor tradição e tem grandes momentos, muito superiores a tudo que tem sido feito no gênero. E emociona muita gente que conhece do riscado.
Só perde, esse ano, para o da Imperatriz Leopoldinense e para o Império Serrano cantando João do Rio e seus personagens - já que o chão da Serrinha é capaz de transformar até o pirulito que bate-bate em clássico do gênero.
Quanto ao samba de exaltação ao proctologista, o profissional responsável pela inclusão digital, que você de passagem menciona, é o que mais me alegra e impressiona entre as obras do grupo especial.Ouço e fico impressionadíssimo. Tomara que a altaneira continue com esse padrão de qualidade por muitos e muitos anos.
Me alonguei demasiadamente e saio de fininho, pedindo desculpas aos donos do pedaço pela propaganda indevida e as divagações.
Saudações imperianas!
ps:assino os três comentários pertinetes da Olga. O terceiro, então, é primoroso.
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 08:24
Simas, interrompo minhas férias em Paris para te dar um forte abraço, registrar que respeito muito a tua palavra, admiro a tua elegância - mas que quero meu exagero comigo para sempre, sem cura!
Saudações imperianas!
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 08:28
Só mais um palpite, já que não escrevi no comentário monstro que postei: Meu Martinho predileto é o de Onde o Brasil aprendeu a liberdade. Sambaço! Se considerarmos que Pernambuco,Leão do Norte é sobre o mesmo assunto, veremos que as invasões holandesas prestaram um grande serviço ao samba de enredo.
Fizeram muito bem, os holandeses, em aprontar tal furdunço no Recife.
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 14:45
Simas, adorei ler o seu comentário esclarecedor, este sim, comentário primoroso. Porque esclarece, explica, humaniza e ilumina.
De tudo o que tenho lido, continuo achando que faltou, no mínimo, ética por parte do compositor Martinho com o parceiro. Mas eles são brancos, que se entendam…
Porém, nada que me impeça de, do lado de fora da quadra da Vila, me emocionar com o som de “Se um dia na orgia me chamassem, com saudades perguntassem, por onde anda Noel,com toda minha fé responderia, vaga na noite e no dia, vive na terra e no céu…”
E digito isso com muita emoção. O samba pode não ser uma obra-prima. Mas emociona e ponto. Os tolos talvez pensem: que coisa exagerada! Porém, nós que sentimos essa emoção toda, genuína, talvez nem saibamos explicar o que sentimos, mas sentimos, e é de verdade.
Estagiário de plantão, dá pra fazer a moderação? Já que saíram todos de férias, desamparando descaradamente os leitores fiéis que entram aqui e dão com os costados na porta.
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 07:34
Desculpe pedir explicações por algo que possa parecer óbvio, mas que para mim não é:
Por que “Kantinho”, com K?
Eu, como todo bom “pseudo-intelectual-telecine cult-estação botafogo-wikipedia”, procurei explicações que flertassem com algo relacionado a Immanuel Kant.
Mas, sinceramente, continuei boiando.
(…)
Professor, adorei o “vou dar uma de Rodrigo Pian e fazer propaganda”!
(…)
Olga, eu também ando muito incomodado com esse abandono tribuneiro aos seus leitores. É por isso que a partir de agora, sob à guisa de retaliação, eu só vou ler o blogue do Cláudio Renato!
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 07:57
Bom Pian, mas você quer retaliar este site ou a si mesmo?
(Estás na pista certa: o K, sem dúvida, é de Kant; boa!)
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 10:15
Andreazza,
Tu és um dos meus debochados favoritos.
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 12:54
Fala a verdade CA! Essa raiva toda é porque o Enredo vai homenagear o Colégio de São Bento!
piadas a parte, alguns fatos aqui descritos não conferem com a realidade. Quem não aceitou o samba por enconemda foi o próprio Martinho, e não a comunidade do Morro dos Macacos.
Esse samba era o favorito durante as eliminatórias. Por mais que todos soubessem que iria ganhar, esse apoio da comunidade foi essencial para a vitória, já que seria essa comunidade que cantaria o samba na avenida. Não há fantasias vendidas, todas são doadas.
A briga do Martinho com a Vila em 2006 aacabou antes do Carnaval, mas como o Martinho se comprometeu a fazer o Carnaval no Nordeste, a imprensa recriou a briga. Martinho nunca rompeu com a Escola, só ficou chateado com a forma como seu Samba foi eliminado. O Samba de 2006 era pavoroso? Foi um excelente Samba! Eu preferia o do Martinho, torci por ele, mas o do André Diniz ganhou, e representou bem a Vila na avenida. Inclusive ganhamos o Carnaval graças ao primeiro critério de desempate, no caso Samba enredo!
Quanto ao plágio, se ele só usou a letra e a letra é dele mesmo, não é plágio. Conheço o samba Presença de Noel, e essa discussão foi levantada na época em que o samba foi inscrito. Achei que depois das diversas explicações dadas, esse assunto estivesse encerrado. Se for assim, vários outros sambas seriam plágios. Muitos sambas citam outras músicas, como por exemplo a Mangueira esse ano. É plágio? Não! Se fosse assim “Sonho de um Sonho” do próprio Martinho seria plágio, do poema homônimo de Drummond.
um grande abraço! saudaçoes em Azul e Branco, de um grande fã do Imépério, que não sai por aí falando mal das outras Escolas.
Rodrigo Damasceno
obs: a mesma Vila que você diz ser afilhada do Cap. Guimarães (já foi), foi garfada em 2002 quando deveria subir, mas graças a uma troca de notas ganhou um 9,5 com a justificativa excelente, enquanto que a Escola que subiu recebeu um 10 cheio de defeitos. disso ninguém lembra! a Vila já foi muito injustiçada nesses anos todos, desde 2000 quando caiu pro acesso. Só que ela soube se reerguer, subindo em 2004 e ganhando o Carnaval de 2006. Torço para que o Império e também a Estácio e a Ilha, aprendam com o exemplo da Vila e entendam o verdadeiro significado de “Renascer das Cinzas”.
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, às 12:54
tava viajando! só vi o texto hoje. por isso a demora em escrever aqui!