por C.A. - Quarta-Feira, 25 de Novembro de 2009, às 10:47
Alguns leitores estranharam o fato de que, subitamente, parei de escrever sobre Honduras.
Explico-me: falei [foram mais de trinta artigos] sobre a crise hondurenha - grave - enquanto crise [perigo] havia. Estivemos, Pim e eu, preocupados em expor a face, o caráter bandido, do verdadeiro golpista, Manuel Zelaya - o presidente legalmente deposto por atentar contra a democracia, contra a Constituição Nacional de Honduras -, e em evidenciar a cretina intervenção chavista, criminosa portanto, do Brasil naquele valente país.
Estava então em curso, na imprensa brasileira [na imprensa mundial, com as gloriosas exceções de sempre], uma tentativa grosseira de impor uma voz indefinida, uma massa sem rosto, a tal “comunidade internacional”, que, como se pregava [sempre vagamente], exigia a restituição imediata de Zelaya, o golpista!, a quem vendia como vítima de um concerto elitista contra um presidente eleito… Balela!
(Com efeito, é de se admirar a forma - consistente, em todos os aspectos - como Honduras resistiu a tamanha pressão internacional; o Brasil, creio, teria sucumbido).
O grande perigo, a nosso ver, consistia no atentado - violentíssimo - contra a democracia representativa [fomos muito assertivos a respeito], contra os pesos e contrapesos [contra o equilíbrio] dos Poderes da República, assim como se a um presidente eleito democraticamente [e porque assim eleito] tudo fosse permitido, inclusive um golpe contra as leis que regeram e asseguraram a sua eleição. (Isso está na moda na América Latina, e mesmo Lula adoraria subordinar Legislativo - já o faz, em larga escala - e Judiciário, que resiste precariamente).
Ficou-nos imediatamente claro [bastava ter o trabalho de ler a Constituição hondurenha] quem era o golpista, Manuel Zelaya, e quem estava por trás daquela tentativa tosca de perpetuação no poder, Hugo Chávez, o ditador bolivariano da Venezuela, e o inacreditável Celso Amorim, com seu sonho de transformar o Brasil numa potência imperialista. (Amorim, é honesto dizer, é cioso empregado de Lula e nada fez sem o consentimento do patrão).
Como previsto e coerentemente defendido aqui [do que muito me orgulho], o presidente Roberto Micheletti, empossado, conforme a lei, pelo Congresso, sempre se pôs sob o Estado de Direito e a Ordem Constitucional, respeitando e dando liberdade, todos as garantias, aos partidos políticos e às instituições democráticas, trabalhando incansavelmente pela manutenção do calendário eleitoral previamente estabelecido e pela realização da eleição presidencial de 29 de novembro, este domingo próximo - no que foi plenamente feliz.
Apesar, insisto, da poderosa [mais mal-intencionada que desinformada] pressão internacional, Roberto Micheletti só não aceitou negociar um ponto, assim em consonância com a cláusula pétrea de sua Constituição, a que não admite reeleição: todos os cidadãos hondurenhos, desde que quites com a Justiça, poderiam ser candidatos à Presidência da República - menos ele, Micheletti, e Manuel Zelaya, o golpista.
Simples. (Simples como são as coisas quando se respeita a Lei e a democracia).
Quando, sempre a nosso ver, essas questões todas ficaram claras aos homens de boa-fé; quando restou inevitável - mesmo às bestas ideológicas esquerdistas - que Zelaya era um canalha delirante e golpista a soldo do ditador Hugo Chávez; e finalmente quando, a partir da compreensão racional do Departamento de Estado dos EUA sobre o que de fato ocorria em Honduras [apesar de Hillary Clinton, algo como o Marco Aurelio Garcia ianque…], pareceu-nos assegurada a eleição presidencial deste domingo que se avizinha, o nosso dever estava cumprido e já não havia mais o que escrever.
Sempre quisemos sublinhar o seguinte: que Honduras resistia - de maneira exemplar - a um esquema golpista internacional de assalto à democracia representativa, que transformava presidente em imperador, e que aquele pequeno país caminhava para uma vitória histórica e importantíssima, um triunfo mundial!, contra uma modalidade de autoritarismo [a que se vale de instrumentos da democracia para aterrá-la] que, até então, não encontrava barreiras na América Latina.
(Uma palavra sobre a OEA, organismo - na verdade, um aparelho esquerdista - que sai do “caso” plenamente desmoralizado: punindo e pregando todas as sanções possíveis contra Honduras, uma democracia que se defendia, ao mesmo tempo acolhia entre os seus, sob lógica delinqüente, uma ditadura sanguinária, que vem de completar cinqüenta anos de afrontas à liberdade e aos direitos individuais, a miserável Cuba).
Honduras venceu! (Mas a luta continua).
Honduras venceu, a bem da verdade, há mais de dois meses - período ao longo do qual, a propósito da crise superada, só cabia fazer piada [do que logo nos cansamos] sobre o maior equívoco diplomático da história do Brasil, que consistiu em abrigar [abriga ainda hoje!] o golpista Zelaya e seus sujinhos na embaixada brasileira em Tegucigalpa, e sobre a exposição contumaz do caráter, digamos, perturbado deste senhor, tremendo pepino que Lula e Amorim terão de descascar.
No próximo domingo, 29 de novembro, Honduras elegerá - democraticamente - um novo presidente, homem que governará sabendo o que ocorre com quem atenta contra a Carta-Magna do país.
Um triunfo da democracia.


Quarta-Feira, 25 de Novembro de 2009, às 13:37
E que assim seja!
Quarta-Feira, 25 de Novembro de 2009, às 11:07
Esperemos que o novelo se desenrole logo. Já está ficando chato ler as noticias desta sudamericacentral tresloucada e entregue aos neo-odoricos. Porque aqui no Brasil já entramos neste processo, pois o PT aparelhou o Estado e será um osso difícil de desinfectar…
Quarta-Feira, 25 de Novembro de 2009, às 07:57
Amorim se pronuncia e avisa que o Brasil não vai reconhecer o nvo presidente eleito pelo povo de Hondures… Ai esta o cvaso de um Babaca com B maiusculo.
Tao preocupado com o povo de Honduras, esquece que o seu esta as escuras por aqui.
Não nos faria falta se mudasse de mala e cuia, levando o nosso presidente tambem (assim como o PT) para la de uma vez…
Quarta-Feira, 25 de Novembro de 2009, às 08:01
E o tal do Amorim, se pronuncia dizendo que o Brasil não aceitara o presidente eleito neste fim de semana pelo povo de Honduras…
Tanta preocupacao assim, poderia fazer melhor, mudando-se de vez para la e levando junto essa cupula de aproveitadores do PT que estao acabando com o nosso pais…