por C.A. - Terca-Feira, 24 de Novembro de 2009, às 10:31
A propósito do texto O Rio é da maconha, recebi alguns e-mails agressivos, nervosinhos, uns tantos “quase” ameaçadores… Proveniência? Ora, a cambada anônima de sempre, incrivelmente bípede.
Bem, tenho amigos, caríssimos amigos, que compram e fumam maconha. Minha amizade lhes é incondicional, razão pela qual não lhes escondo a minha posição - também incondicional: quem consome maconha financia, diretamente, o crime. (Quem consome maconha, por conseqüência, não pode reclamar da violência urbana).
Fico muito à vontade para escrever a respeito. Já fumei. Várias vezes, durante anos - embora jamais com freqüência. Devo mesmo admitir que acho uma delícia, que o efeito da erva me é muito prazeroso, e que não foi por súbito desgosto que decidi nunca mais tragar um baseado.
Parei, racionalmente, por uma questão intelectual. Parei para poder ser o que sou; para poder defender o que defendo - os valores que defendo.
Parei, para sempre, no exato instante em que me ficou claro - claríssimo - que, repito, o consumo de maconha financia [direta e imediatamente] o crime, este mesmo que flagela o Rio de Janeiro e, por que não dizer?, o país.
Simples assim.
Se voltarei a fumar caso, um dia, a maconha seja legalizada?
Não.
É tempo de esclarecer: sou absolutamente contra a descriminalização da maconha e, a bem da verdade, considero que a legislação brasileira é por demais branda com o usuário - que, estou convicto, deveria ser responsabilizado criminalmente pelo consumo. (E então - benefício menor, acredite! - seríamos poupados desse discurso lasso e canalha de Carlos Minc e seus vagabundos; e talvez jamais ouvíssemos falar novamente em Tribo de Jah e que-tais).
O Estado brasileiro, seja sob o governo Lula ou Serra, enfrenta, com bravura marqueteira, o que é legal; mas dissimula, camufla mesmo, o que vai fora-da-lei… E aí fica mole, né? (Até o Sergio Cabral vira estadista assim).
A tolerância para com a maconha é, hoje, símbolo decisivo da forma vigarista como o Estado explora o politicamente correto: tolhe o que é legal - o cigarro e o álcool, por exemplo - e assim, de maneira autoritária [e fácil!], pinta-se de ordeiro e vanguardista, não raro se comparando aos EUA e à Europa, porém omitindo-se ante o gravíssimo problema das drogas, que devastam a juventude [pobre ou abastada], embora [eis o x da questão!] agradem o bolso e o paladar de muita gente poderosa e influente.
O cidadão pode estar completamente equivocado - pode até ser [no extremo] o Fernando Henrique Cardoso… -, mas tem, hoje, a obrigação de se posicionar e cobrar um debate que trate o comércio de drogas como um sério problema mundial, e não como um estandarte imoral e eleitoreiro de centros acadêmicos e de grupos políticos irresponsáveis [e sem votos] como o PSOL.
As sombras só favorecem os cretinos.


Terca-Feira, 24 de Novembro de 2009, às 10:56
Assino! Com a ressalva de que nem sei que gosto essa bosta tem.
Terca-Feira, 24 de Novembro de 2009, às 11:24
Que cousa!
Terca-Feira, 24 de Novembro de 2009, às 11:34
Ainda bem que eu não preciso fumar maconha pra saber que gosto mesmo é de uísque.
Do resto, estou contigo e não abro.
Terca-Feira, 24 de Novembro de 2009, às 11:42
Não fumo, mas sou a favor da legalização. E com a erva legalizada, não talvez, mas certamente (e para a mais jubilosa alegria) “jamais ouviremos falar novamente em Tribo de Jah e que-tais”! rs
Terca-Feira, 24 de Novembro de 2009, às 12:46
Não fumo e nunca fumei e estou puto porque não posso beber minha cerveja nas imediações do Maraca quando vou ver o Mengo, porém se optasse por fumar um baseado era molinho! Também assino!
Terca-Feira, 24 de Novembro de 2009, às 15:00
Aplausos!!!
Só não sei se o usuário deveria ser responsabilizado criminalmente pelo consumo… é um caso a se pensar!
O triste é ver um bando de marmanjos de 30 e poucos anos se comportando como adolescentes de 17 sem nada na cabeça quando o assunto é maconha. Não aceitam argumentos lógicos e racionais; se você é contra significa que é careta, reacionário, autoritário, fascista e outros nomes que já ouvi. Preferem a bandeira de que “maconha é natural”, “faz bem”, fechando os olhos para a realidade que se esfrega na sua cara, só por uns momentos de prazer… (em vão)
Terca-Feira, 24 de Novembro de 2009, às 15:37
É pra assinar? Quem consome maconha não pode reclamar da violência urbana.
Terca-Feira, 24 de Novembro de 2009, às 15:43
Meu caro C.A.:
aqui ou ali discordo de algumas posições suas, assim como concordo com inúmeras outras, ou seja, tudo como é mesmo do jogo.
Neste momento, preciso afirmar a minha alegria ao ler alguém que diz o que tem que ser dito - e com o que concordo INTEIRAMENTE: quem fuma (e/ou cheira), contribui DIRETAMENTE para financiar a violência que nos assola - simples assim mesmo!
Ou, como diz o meu admirável colega (com quem infelizmente não trabalho mais) Ricardo Rodrigues, no seu raciocínio simples e direto (e como fazem falta pessoas de raciocínio “simples e direto”: “Meu bom, acender um baseado é apertar o gatilho de um fuzil”.
Um abraço.
Terca-Feira, 24 de Novembro de 2009, às 09:45
Queria ter essa pontaria…
Acertou a mosca voando a quinze kms de distancia!
Hipocrisia do caramba!
Querem legalizar
a maconha?
E a cocaina, extase, cheirinho da lolo, cola de sapateiro, heroina e crack?
Vai tudo no mesmo pacote?
Esses intelecmentais brasileiros me desanimam.
Porque não lutar com a mesma gana por uma educacao mais seria, obrigando os professores a investir em sua formacao e pagarem pra isso?
O povo esta ficando o reflexo de seus pais e mestres.
Cambada de drogados direcionaveis em busca de autopromocao recheada de espaco vazio…
Terca-Feira, 24 de Novembro de 2009, às 10:50
Perfeito!
Terca-Feira, 24 de Novembro de 2009, às 21:08
Muito fácil esse raciocínio tosco. Eu fumo maconha. O governo acha ruim, proíbe, e eu sou culpado? O hábito de fumar maconha existe no planeta há muitos mil anos, a criminalização, nem 200 anos tem. Sacanagem hein? Porque maconha é proibido mesmo?