por Pim - Quarta-Feira, 18 de Novembro de 2009, às 15:42

Gripado, li ontem pela manhã o novo romance de Rubem Fonseca, O seminarista [site do livro - aqui], como uma vitamina C para meu senso de humor - e, de tão raro recomendar na Casa um lançamento, convém lembrar apenas que o maior escritor brasileiro vivo de ficção (depois do Juveninho, dizem) é sempre - seja qual for a história, seja o quanto for violenta - um ótimo antídoto literário de irreverência para nos libertar da Era dos Fofos e Leõzinhos. Eu já estava com saudades.
Trecho:
“(…) Não tenho amigos, nem quero ter. Mas preciso de uma mulher por perto, gosto de ver as mulheres se expressando corporalmente, sentadas com os pés separados e os joelhos juntos; pegando nos cabelos quando são compridos e enrolando e dando um nó, fazendo uma espécie de coque; ou quando levantam os dois braços revelando a axila; sempre me dá vontade de passar a ponta da língua naquele côncavo misteriosamente erótico; ou quando atravessam a rua correndo; ou quando estão dormindo; ou quando contam suas histórias. Gosto de foder com elas. (…)”


deixe seu recado