por C.A. - Segunda-Feira, 9 de Novembro de 2009, às 10:44
O Ministério da Educação também é responsável pela barbárie que arruinou - moralmente - a estudante Geisy Arruda. E já não adianta “condenar”, assim, na ponta dos pés, a tal Uniban, que vem de expulsar a moça. O MEC age - posiciona-se - com atraso. De anos, a bem da verdade. Porque essa Universidade Bandeirantes não poderia ter licença para funcionar; não poderia sequer existir, assim como tantas outras, sofríveis, que vendem diplomas e abrigam canalhas falso-moralistas como aqueles que humilharam a colega.
Como escrevi à semana passada, a Uniban chancelou - institucionalmente - a criminalização de uma jovem que, por erro, apenas se vestiu de maneira inadequada para um ambiente supostamente formal. A Uniban criminalizou Geisy, a vítima, e laureou os culpados, os que a lincharam [os que odeiam mulher…], expondo, com clareza [e com coerência acadêmica!], o tipo de corpo discente que deseja.
Um vergonha!, em que, insisto, custo a crer. Em 2009, como pode!? Onde restam incubados esses sentimentos, esse ódio - esse fascismo? E qual é a atmosfera que os permite frutificar - explodir desse jeito?
Felizmente, nunca estive nessa farsa de ensino superior e da Uniban só conheço seus resultados indigentes em todas - todas - as avaliações do MEC. Gostaria, porém, de propor a seguinte reflexão, a partir uma outra universidade, que conheço bem e que é, com milhões de defeitos, reconhecidamente séria: a PUC do Rio de Janeiro. Pois bem… Do ponto de vista moral, sequer a Pontifícia Universidade Católica poderia condenar, nesses termos graves, uma sua aluna que se vestisse de forma imprópria [e são várias…], uma vez que é sabidamente complacente - que faz vista grossa - ao poderoso comércio-consumo de drogas em seu campus.
E aí? As feridas estão abertas…
Na Uniban ou na PUC, o moralismo extremo sempre esconde - disfarça - a vigarice, não raro desviando-nos do que de fato é um problema.
No caso da Universidade Bandeirantes: o pior ensino do Brasil.
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Também o polemista Eduardo Goldenberg escreveu a respeito em seu Buteco - aqui.


Segunda-Feira, 9 de Novembro de 2009, às 11:31
O fim da picada. Um troço nojento isso. Comparar estes jovens à “juventude hitlerista” não seria nenhum exagero.
Há que se ter uma resposta à altura, porque não demora e uma coisa grave assim começa a ser aceita como natural.
Segunda-Feira, 9 de Novembro de 2009, às 11:34
Estava claro, Olga, que isso aconteceria… Temos obrigação de nos indignar.
Segunda-Feira, 9 de Novembro de 2009, às 11:47
A Uniban - definitivamente - é digna de dó. Nada mais…
Segunda-Feira, 9 de Novembro de 2009, às 11:49
O sentimento de dó, aliás, é digno a tudo o que se possa pensar de execrável.
Segunda-Feira, 9 de Novembro de 2009, às 12:51
Eu fiquei chocada! Uma coisa é ter gente idiota como os alunos que execraram a moça, outra, muito pior, é as instituições de ensino e de governo apoiarem esse ato oficialmente. Realmente, um absurdo!!!
Segunda-Feira, 9 de Novembro de 2009, às 19:54
É revoltante mesmo… uma “faculdade” que deforma as pessoas… deformando pessoas em delinquentes, monstros… tomara que a faculdade tenha que pagar uma indenização bem alta, pq é o tipo de “faculdade” que só se importa com o bolso. Quanto aos idiotas, besta, desumanos que insultaram a menina, desejo apenas que sejam lembrados por isso e quem sabe um dia possam deixar de ser amebas e se tornar seres humanos e pensantes e sentir vergonha do que fizeram…
Segunda-Feira, 9 de Novembro de 2009, às 11:44
Essa história é tâo inacreditável que a gente fica até sem ter o que falar…. e hj que mudou tudo e ofereceram bolsa para ela ??????