por Felipe Moura Brasil (Pim) - Sexta-Feira, 2 de Outubro de 2009, às 20:07
Nada mais preocupava Juveninho senão a maior dúvida olímpica de todos os tempos: estará solteiro em 2016? Atletas fêmeas do mundo inteiro perguntam o mesmo. Um recorde. Nunca antes no esporte nadadoras e ginastas estiveram tão sincronizadas. Dizem que os jogos Juveninho 2007 deixaram sua marca indelével nas morenas, sobretudo as do badminton. Juveninho é craque em badminton. Não pode ver uma peteca que já quer marcar um Pan.
Tão logo foi anunciada a vitória do Rio de Janeiro na mega-sena, Juveninho conferiu os números na identidade. Que tristeza! Em 7 anos, Juveninho planejava estar casado, fiel à sua peteca mulata. Como resistir até lá? Impossível. Desligou a TV, bateu a porta e saiu inconformado: não se pode fazer nada sério nesta cidade… Dois adolescentes, vestidos de Brasil, passaram alegremente por ele na rua. Ambos terão uns 20 anos em 2016. Juveninho chegou perto e gritou: “Canalhas!”. Um quase engoliu o canudo do toddyinho.
Consolou-se, Juveninho, com a opinião de que quem tem potencial para o sucesso não pode casar antes deste, a não ser com uma fã profética tão (ou mais) irresistível quanto as que virão depois. Enquanto não decola sua carreira internacional, Juveninho vive em busca da melhor fã profética. A mais ambiciosa. Aquela capaz de rivalizar com todas as outras, de todos os lugares do mundo, no presente humilde e no futuro glorioso. Agora que o COI ofereceu aos cariocas as petecas de uma carreira internacional inteirinha sem precisar sair do lugar, a responsabilidade das fãs aumentou. Recomenda, Juveninho, sete anos de Flaubert e leg press horizontal.
Seu patriotismo já começou a vingar. Finalmente, alguém enxergou no Rio de Janeiro o potencial! Foram anos e anos, segundo Juveninho, em que insistiram em ver aqui apenas a realidade. Um absurdo, imagine: a realidade! Agora, não. Penetraram o olhar fundo o bastante para ver que, tirando o estado atual, sobra alguma célula sã capaz de multiplicar-se. Quando alguém enxerga na gente o potencial e dá uma chance ou aponta um caminho - ele diz -, só resta dar graças a Deus e correr atrás. Fizeram com o Rio, portanto, exatamente o que Juveninho faz com as morenas. Só teme, Juveninho, que o Rio diga ao mundo: “Tem que gostar de mim como eu sou”…
Não “tendo que” gostar de nada – embora sofra para largar uma peteca -, Juveninho não se importa mais. Se estará solteiro em 2016, nem ele nem ninguém saberá até lá. Mas, para as atletas cubanas que quiserem fugir de Fidel, dizem que Juveninho já preparou o esconderijo.
******
Leia também: De Fidel a nossos pés - editorial tribuneiro, de Felipe Moura Brasil (Pim) - [aqui].


Sexta-Feira, 2 de Outubro de 2009, às 01:53
Que beleza a volta do Juveninho! Já de primeira a gargalhada: “Não pode ver uma peteca que já quer marcar um Pan”. Isto é Juveninho puro. E hoje eu também contei nos dedos pra ver com quantos anos estarei em 2016, deu um nervoso!
O ácido penúltimo parágrafo tá sensacional. Tomara que corramos atrás para que as células saudáveis se multipliquem.
Sexta-Feira, 2 de Outubro de 2009, às 19:15
Também estava com saudades do Juveninho.