por C.A. - Quinta-Feira, 1 de Outubro de 2009, às 09:47
E então ficamos sabendo que o chanceler Celso Amorim, diplomata de carreira e nome máximo das relações exteriores do Brasil, vem de se filiar ao PT. (E poderia ser o PMDB, o PSDB, o PDT, o PR, o DEM etc.). (Poderia ser o PSOL)!
O leitor tem noção?
É o escárnio institucional, irresponsável, grave e sem precedentes, que leva o Itamaraty ao pré-sal do equilíbrio [ao absoluto descrédito moral], por meio do que temos uma inédita diplomacia ideológica - que, logo, diplomacia já não é.
Honduras? Honduras é palco [picadeiro] para Manuel Zelaya, sim. Mas não só. Honduras é voto.
Esta gente não tem limites…
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Muita gente boa [quero dizer, intelectualmente honesta, ou esforçada] defende que Manuel Zelaya foi vítima dum golpe. Como intensamente exposto aqui, é equívoco poderoso - mas que se pode [até] admitir. (Qual versa o samba, “todo mundo erra”)…
Defender, porém, a vergonhosa atuação do governo brasileiro em Honduras - franqueando a embaixada para a irresponsabilidade política do golpista [o verdadeiro golpista] Zelaya - é desonestidade que só encontrará luz [aquela vermelha…] no mesmo compromisso ideológico [o da vitória, custe o que custar] que faz um chanceler virar candidato.
Nunca na história deste país…
Honduras é hoje também palco [picadeiro] para o Brasil - esta liderança! - mostrar seus músculos, sua assombrosa influência na América Latina, sua patética pretensão de poder ianque.
Esta gente crê - e talvez com razão - que violar o Direito Internacional, interferir na soberania de uma República independente e patrocinar a pregação da desobediência civil em território alheio amealha prestígio, amplia [com base no patriotismo canalha] popularidade e [o pior] rende muitos votos.
Um Brasil imperialista - que invade e esmaga nações democráticas como a hondurenha - é mesmo cousa irresistível…


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