por C.A. - Quinta-Feira, 30 de Julho de 2009, às 13:30
Dois vídeos, bem curtos [juntos não somam dois minutos], capazes de reavivar a chama do velho movimento estudantil; que mostram a maneira lúdica como o PSOL, referência ideológica da “esquerda de verdade”, conquista seguidores e explicam a potência eleitoral inquestionável em que se transformou este partido:
1- A micareta [lambaeróbica?] anárquica contra o governo e os governistas, quaisquer uns: AQUI
2- Profundos gritos de ordem num debate entre facções [torcidas organizadas de futebol?] pela primazia do “alquimismo” revolucionário [acho que é isso] no movimento estudantil brasileiro: AQUI
Deu-me aquela vontade incontrolável de largar tudo, sair pelas ruas correndo e pulando, pegar em armas - e fazer a revolução!
(Afinal, como se sabe, esse negócio de estudar, trabalhar, pagar impostos etc. é coisa de burguês)…


Quinta-Feira, 30 de Julho de 2009, às 16:01
Reforma??
NÃO!!!
Queremos REVOLUÇÃO!
O engajamento canhoto juvenil sempre me leva às lágrimas.
Pra Rosa Luxemburgo nenhuma botar defeito!
Quinta-Feira, 30 de Julho de 2009, às 16:49
“Engajamento canhoto” é expressão brilhante!
Quinta-Feira, 30 de Julho de 2009, às 18:05
Em se tratando de PSOL, “engajamento sinistro” talvez conviesse, igualmente, a contento.
Quinta-Feira, 30 de Julho de 2009, às 18:06
Exacto, Fraga!
Quinta-Feira, 30 de Julho de 2009, às 12:28
Andreazza, me permita: o que sugere o Pian? Adesão ao Duda Paes como solução?! Tsc.
Com relação aos vídeos, muito triste. Maconheiros, piolhentos, ilhotas de lêndeas e de sebo na pele, esses jovens - que não reconhecem Lênin, não sabem nem que é o velho - dão-me uma tristeza aguda.
Sabe que outro dia cutuquei uma piolhenta no Buraco do Lume? Perguntei:
- Filha, vem cá.
Ela me olhou com nojo e alisou minha gravata. Eu perguntei:
- Você já leu “O Capital”?
E ela deu de rir feito Exu-Caveira. Respondeu-me sugurando o bottom do PSOL:
- Eu sou socialista, seu burguês gorducho! Não quero contato com o capital!
E saiu arrastando sua sandália de couro cru com sola de pneu.
Quinta-Feira, 30 de Julho de 2009, às 14:24
Edu, ler significa se instruir e, bem, aí você já sabe… O pessoal gosta mesmo é de alquimia.
Quinta-Feira, 30 de Julho de 2009, às 17:02
C.A.,
Efeitos da lobotomia …
Quinta-Feira, 30 de Julho de 2009, às 19:36
Goldenberg,
Contar com o apoio da massa de estudantes em época de eleição é - e sempre será - uma benção na vida de qualquer cupincha lambari como eu. Mão-de-obra barata (para não dizer gratuita), engajada, idealista e multiplicadora. Panfletam melhor do que qualquer cabo eleitoral movido a grana, catanho e uma nomeação compartilhada (com mais 5) na Alerj.
Mas não estamos falando disso.
E não, não penso que a adesão ao Paes seria a solução.
Solução, se é que existe uma (e se é que existe um problema propriamente dito), seria esses jovens, por conta própria, trilharem seus rumos políticos de acordo com as experiências (decepcionantes ou exitosas) individuais de cada um.
A verdade é que a esquerda com o ideal de igualdade, a distribuição de oportunidades, as movimentações populares e (cada vez mais) a agenda verde sempre será mais atrativa aos mancebos em início de vida política. (A preocupação com equilíbrio fiscal, regulamentação de mercados e spread bancário, invariavelmente, só chega depois. Se é que um dia chega).
Natural e compreensível esse caminho trilhado por eles. (E se me permite: eu acho que você, um dia, também já deu bons chutes com sua canhota política).
O que você, Goldenberg, não pode (não deveria!, porque não sou ninguém para dizer o que você pode ou não pode) é menosprezar a juventude deles.
O problema todo, ao meu ver, é que - assim como aconteceu com você - a velhice (leia “maturidade” ou, se se preferir “melhor idade”) um dia chega, e com ela chegam juntos sentimentos de descrença e indiferença para com a política.
E aí que as coisas ficam ruins. Esse desânimo político contamina, fazendo com que as gerações seguintes tenham cada vez menos interesse na coisa pública.
E infelizmente nem todos esses jovens, uma vez velhos, terão teu talento para fazer troça inteligente da própria descrença.
(…)
Não vou mais perder meu tempo com as minhas argumentações, pois você mesmo disse que não respeita opiniões e impressões de cupinchas de Eduardo Paes.
Eu, respeitosamente, te digo:
Esse tipo de atitude, pelo menos, te deixa mais jovem.
Jovem e intolerante como os moços do Buraco do Lume que você tanto ironiza. (E eu tanto me divirto).
Um abraço,
Pian