por C.A. - Quarta-Feira, 29 de Julho de 2009, às 11:42
Aos poucos se vai sabendo que os não mais de 100 seguidores do golpista Zelaya [no patético teatro da irresponsabilidade que encenou na última sexta, à fronteira de Nicarágua e Honduras; leia a respeito aqui] foram pagos - tiveram aquela paixão nacional toda financiada… - por este narcoestado em que se transformou, sob o jugo do canalha Chávez, a Venezuela. (País que, como vem de ser revelado, agora fornece armamento militar para as Farc, na Colômbia).
Como se comprovou, os “hondurenhos” de Zelaya são da Nicarágua, de El Salvador, da Venezuela etc. [havia um vagabundo do MST], e assim se converteram, apaixonados!. por um pão com mortadela; e não é à toa que jamais se vê, entre eles, uma bandeira de Honduras sequer, antes aqueles estandartes sem pátria, os vermelhos, que pregam a “revolução”, ainda que, para tanto, deva ser rasgada a Constituição e desprezado o Estado de Direito. (Aquela noção da democracia como geleca, manja?; aquela democracia que pode ser manuseada e esticada até servir, na medida, à ditadura disfarçada que vai moldando a América Latina).
Os dias, porém, passaram; e, a minguar a mortadela, minguaram também os 100 vendidos da claque de Zelaya, ora não mais de 20, se tanto - e é assim que fracassa o golpista e fracassa o projeto de assalto bolivariano em Honduras: sozinho, sem povo e sem país.
A chance dele, única e já bem reduzida, era ter o apoio popular dos hondurenhos - o que jamais teve, embora ao mundo mentisse. Agora, a lhe fechar o caixão, Zelaya já perde [até] o apoio dos organismos internacionais que antes, cegos ou mal-intencionados [mais isso que aquilo], apoiavam-no; porque nada, à verdade, será melhor que o tempo, e até uma múmia como Hillary Clinton é capaz de perceber que a ordem constitucional esteve sempre mantida em Honduras, que o país sustenta o equilíbrio entre Poderes, que os direitos individuais estão preservados, que as Forças Armadas restam nos quartéis, que os partidos políticos funcionam livremente e que se preparam para disputar as eleições democráticas de 29 de novembro, quando um novo presidente será escolhido - um novo presidente mais que nunca sabedor de que o voto popular não lhe dá a força de ignorar a Lei e de governar como um imperador.
Honduras, rejeitando a “quarta urna”, sai dessa crise muito maior do que entrou; e duvido de um povo neste mundo que conheça melhor, hoje, a sua Constituição que o bravo povo hondurenho. A maturidade política decorrente desta crise [desta conquista democrática!] está já encarnada - tomara que de maneira irreversível - na fibra cultural do povo de Honduras.


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