por C.A. - Segunda-Feira, 27 de Julho de 2009, às 09:26
Conforme registra a cobetura Tribuneira [em tempo real] no Twitter [aqui], foi patético - e sobretudo irresponsável - o teatro do golpista Manuel Zelaya à fronteira de Nicarágua e Honduras, na última sexta-feira.
A se comportar com o provocador inconsciente que de fato é - e a subestimar a verdade de que está sozinho, sem o apoio popular hondurenho - o golpista Zelaya, ao pisar três passos em solo hondurenho para recuar imediatamente, encenou para o mundo, ao vivo pela Telesur de Chávez [nunca houve um jornalismo mais mentiroso, e a repórter, histérica, parecia o Datena narrando a tragédia do ônibus 174], o que ao mundo antes parecia impossível enxergar: que não só é um palhaço irresponsável, marionete do ditador venezuelano, como é um palhaço que enfrenta, diminuído! [apequenado como os pequenos diante da verdade!], a firme resistência constitucional de um país democrático que, em consonância com a lei, deixou claro, por meio de seu Exército, que prenderia o golpista caso insistisse na idéia de voltar a Honduras, onde lhe pesa a acusação de “altíssima traição à pátria”.
O golpista Zelaya tem consigo apenas movimentos sociais e, claro, os sindicalistas. Não passam de cem pessoas, decerto que engrossadas por “hondurenhos” da Nicarágua e da Venezuela […], e é notável que entre eles [com eles, neles] jamais estejam as cores da bandeira nacional de Honduras, antes desfraldadas as bandeiras vermelhas da “revolução” - e até uma do MST já se viu por lá. Tudo muito coerente, diga-se, já que a luta de Manuel Zelaya nada tem a ver com Honduras - e em nada é por Honduras…
Agora, é provável que ainda esteja acampado na fronteira [outra mentira: está num hotel, repousando a pança], de onde [é deprimente] pretendia comandar uma insurreição popular - um banho de sangue - contra o governo constitucional hondurenho, o que felizmente não conseguiu; e por um motivo simples: mobilização popular pressupõe o povo, e o golpista Manuel Zelaya está só.
Para o canalha Zelaya, neste momento, não resta muito palco à palhaçada - e ele já sentiu isso. Até mesmo a comunidade internacional vendida censurou-lhe a irresponsabilidade, que poderia dar em desgraça. Para além de que esteja sozinho, sem apoio da população, dá-se de resto que a ordem constitucional é preservada em Honduras de forma exemplar, e o país, disposto a negociar com os organismos internacionais sérios [raros…], segue em paz, sob o Estado de Direito e o zelo absoluto pela Constituição, a mesma que, sempre respeitada, derrubou o golpista em 28 de junho; a mesma que, sempre respeitada, prenderia o golpista na sexta-feira última, 24 de julho, não fosse ele um moleque irresponsável também covarde.
Aos poucos, bem aos poucos [porque a barreira aos fatos é escandalosa!], o mundo vê o que realmente se passa; vê que a ordem constitucional hondurenha sempre esteve de pé [e que a deposição de Zelaya é decorrente de sua defesa], que as Forças Armadas são e estão subordinadas ao poder civil, e que em Honduras tão-só se obedece a lei [esta outra raridade nas Américas], e ora escrevo sem medo de errar: o pior já passou.
Honduras - este grande pequeno país - já é um marco democrático na história da América Latina.


Segunda-Feira, 27 de Julho de 2009, às 16:50
Concordo totalmente com o escrito acima, vejo que ao persistirem na teimosia esses senhores que tomaram de assalto ONU e OEA, essas duas instituições cairão no descrédito.
Esses demagogos populistas, podem até vencer eleições pela quantidade de votos, mas já não governarão bem pois para isso precisariam de qualidade de voto.