por Bruna Demaison - Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009, às 16:37
Não é por querer um carinho ou buscar um grande amor.
Não é pela mistura de vodka com Red Bull.
Não é pelas luzes que piscam alucinadas nem pela música pop de quinta que berra nos ouvidos.
Não é porque “o Asa arreia”.
Não é porque na loja de conveniência é coisa de mestre.
Não é porque já está quase de manhã nem porque um dia a “casa” cai.
Não é porque entre o decote e a saia só existem uns dez centímetros de pano nem pela pouca parte descoberta ter sido esculpida na Body Tech.
Não é porque de longe, no escuro, ela é até pegável, nem porque a beleza está nos olhos embriagados de quem vê tudo duplo.
Não é porque você vai disparar no placar nem porque os amigos estão gargalhando enquanto gritam “car*$# muléki!”.
Não é porque todo mundo chega e ninguém pega.
Não é porque é sexta, sábado ou domingo nem porque corre testosterona nas suas veias.
Não é porque elas falam mexendo no cabelo ou dançam até o chão ou porque repetem “pára” enquanto encostam no seu bíceps entortando a cabeça.
Não é porque essa vale um jantar ou porque nem sempre elas vão tão rápido da pista ao motel.
Não é por você ter audição seletiva que neutraliza as imbecilidades que ela grita em uma freqüência estudada pela Nasa, nem porque na manhã seguinte não vai ter a menor idéia de quem era aquela.
Não é porque seria desperdício deixar passar, porque você nunca viu coisa igual ou para essa virar uma noite histórica.
Não é porque em tempos de guerra qualquer buraco é trincheira ou porque a vida é curta e você deve jogar pesado.
É porque a lisura dá arrepio e você tem que manter a sua fama de mau.


Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009, às 17:23
E vc ainda prefere redigir textos !
Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009, às 17:27
Bru,
Quando penso em você lendo esse texto, não dá para não achar que você encontrou aquele gorducho (que você gosta e só te oferece “nãos”) com uma baranga, aos beijos, na rua.
Mas lendo pensando em mim, a sensação foi de vazio mesmo.
Chegou a dar um nó na garganta.
Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009, às 19:56
Não faço por mal,é apenas meu instinto canibal!!!
Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009, às 23:26
gente, adorei o Victinho rimando!!!
Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009, às 17:48
Adorei!
Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009, às 17:51
(A.P.: venho saudar - com entusiasmo - a tua volta a este velho espaço de comentários; muito bom)!
Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009, às 17:05
Adorei!!
mas isso foi só um pretexto pra dizer: Carlos, da janela da minha sala aqui no trabalho eu estou te vendo nesse momento!! =)
Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009, às 17:13
Coisa extraordinária é que, como numa vila, venho de conversar com a Luisa pela janela de nossos escritórios. O Alto Gávea, este mato, tem dessas coisas: macacos são eletrocutados, meninas se beijam na boca e os velhos amigos de repente aparecem na janela.
Genial.
Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009, às 18:38
Quem são essas meninas que se beijam na boca?
Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009, às 18:40
Não as conheço, bom Pian. Apenas as vi. (E beijavam-se). Hoje. Aqui: no alto da Gávea. Uma cousa.
Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009, às 19:02
E eram bonitas?
Segunda-Feira, 13 de Julho de 2009, às 03:50
Lindas! Lindas!