por C.A. - Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 20:09
Então é isso: Honduras está suspensa da OEA… (É inacreditável).
Honduras oferece uma aula de educação política e jurídica - e a Organização dos Estados Americanos, que deveria defender a democracia representativa, pune o país.
É um escândalo!
Leitor tribuneiro: em inacreditáveis 3o dias, este organismo internacional fez desfilar tantas barbaridades diplomáticas, tantas inconsistências jurídicas e incoerências políticas, que qualquer democracia sólida - como a de Honduras - dever-lhe-ia formalmente romper. Isto sim.
Senão recordemos… E peço que se atente à inversão absoluta de valores que apontarei nos parágrafos seguintes.
Faz quase um mês - quem se lembra? - que a OEA decidiu, em sua Assembléia Geral [havida em Honduras], readmitir Cuba [em campanha de Manuel Zelaya] entre seus filiados, nação que fora expulsa da organização [em 1962] sob o peso de sua antidemocracia, que logo-logo se configuraria numa ditadura implacável. (E que assim permanece, ora fingindo-se de envergonhada).
Hoje, nesses tempos em que 50 anos de ditadura são perdoados-esquecidos, o que temos?
Temos, em oposição à Cuba, Honduras, democracia representativa em pleno vigor, rechaçada do sistema interamericano por defender o respeito às suas instituições e ao texto da Constituição. Temos, em oposição à Cuba, Honduras, que, à luz do Estado de Direito e em nome da ordem constitucional, depôs um presidente golpista e, por conseqüência [por castigo!], ora vai - pelo excesso de democracia, será? - expulsa da OEA sob as bênçãos de canalhas como Hugo Chavez, Rafael Correa e Evo Morales, os companheiros de Manuel Zelaya na fé antidemocrática, time de picaretas que se tornou interlocutor [conselheiro] primacial, eu diria exclusivo, da entidade.
Eu não respeito a Organização dos Estados Americanos. Não posso respeitar. Os motivos apresentados acima justificam a minha posição. A OEA vem de mostrar, em um mês, de que lado está - e o faz com clareza espantosa. Esta organização - e me prendo agora apenas aos conceitos jurídicos - desrespeita os mais elementares fundamentos do Direito Internacional, metendo-se, com ganas de intervenção, em assuntos internos de um Estado que tem sua ordem constitucional preservada e onde os Três Poderes funcionam de maneira exemplar, de resto cegando-se a que um seu país membro, a Venezuela de Chavez, ameace outro com o uso da força e chegue mesmo ao desplante de lhe ferir a soberania nacional, como se deu ontem, domingo [5 de julho], no exato instante em que o avião que carregava o golpista Zelaya [um avião da aeronáutica venezuelana, que não tinha permissão para ingressar no espaço aéreo hondurenho] entrou no território de Honduras.
Politicamente, não se pode respeitar uma instituição [supostamente] democrática - falo sempre da OEA - que entre os seus acolhe e dá preferência a presidentes vitalícios e ditadores escrevedores de Constituição [aquela bem flexível…], em detrimento dos que se empenham pelo cumprimento da Carta Magna e pelo equilíbrio institucional entre os poderes da República.
A Organização dos Estados Americanos mostrou as garras antidemocráticas no momento em que readmitiu Cuba em seus quadros - e as cravou no coração da América Latina agora, ao expulsar Honduras.
À democracia, leitor tribuneiro, a OEA não serve.
Nesta matéria - democracia - devemos respeitar Honduras. (Um país isolado, tristemente)…
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Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 12:28
Fiquei decepcionado com Tio Mino.
Até a sempre excelente CartaCapital está defendendo a idéia de golpe.
Os ranços continuam.
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 12:38
Mas ele - o Mino - não pode perder este emprego…
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 12:43
Verdade.
Mas ir contra o Zelaya = ir contra o Lula?
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 12:45
Bom Pian, Lula está com Zelaya, que está com Chavez, que está com o diabo.
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 14:56
Andreazza, não li todos os textos que você escreveu sobre Honduras, mas dos que li, discordo totalmente. Me diz uma coisa: de que forma Honduras pode ser considerado, agora, como um Estado democrático de Direito? Me dizer que os militares estão defendendo a democracia é muito simples: foi exatamente com o mesmo argumento que tantos outros regimes autoritários se legitimaram. Parece aquela velha receita: a repressão do poder constituinte que assim viveremos felizes para sempre em uma verdadeira democracia…
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 15:15
Leticia, com todo o respeito que você merece: acho que precisa se informar antes; procure ler, muito mais que meus textos, a Constituição de Honduras.
E por favor: esvazie a cabeça desses preconceitos contra as Forças Armadas. Nem tudo que o exército faz é golpe militar. As Forças Armadas devem defender a Constituição, a ordem legal - e é isto que se dá em Honduras, sob respeito profundo ao texto da Carta Magna. Uma grande demonstração de apreço pela democracia representativa.
O que ora se passa em Honduras não pode ser comparado - salvo pela ignorância - aos golpes militares clássicos da América Latina, e por dois motivos [iniciais] simples: não há militares no Poder Executivo, que é exercido, conforme a lei, pelo então chefe do Legislativo, com o suporte do Congresso e do Judiciário; e, de acordo com o calendário previamente estabelecido, as eleições presidenciais estão marcadas para 29 de novembro, e qualquer cidadão hondurenho pode ser candidato, menos o golpista Zelaya, porque a permanência de um governante no poder é expressamente proibida por uma cláusula pétrea da Constituição, cláusula que ele, Zelaya, ignorando as leis da República e o equilíbrio entre poderes, tentou rasgar.
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 15:48
Não acho que a preocupação da Leticia seja seja sem fundamentos.
Tanto que tu, imperiano, foste muito cuidadoso em seus textos iniciais sobre a democracia hondurenha.
“Não há golpe em Honduras - insisto. Por enquanto: não há. (Não creio que haverá)”, disseste.
Teu argumento de que, ao contrário do que aconteceu na América Latina de nem tão antigamente, os militares não figuram no Executivo, realmente há de dar algum conforto aqueles que (assim como eu, no início, e agora a Letícia) duvidam um pouco de uma inciativa tão portentosa como a deposição de um Presidente da República.
Os ranços estão em toda a parte, por mais que neguemos.
Não sei quantos anos você tem, Letícia. Mas a verdade é que ainda somos frutos de uma geração marcada pelos ranços. Ranço de milico, ranço de governante, ranço de tudo quanto é coisa da nossa democracia (pré?) adolescente.
(…)
De qualquer maneira, peço perdão por ter gastado linhas aqui tentando chutar o que você pensa ou deixa de pensar, cara Letícia.
Esse, por exemplo, é um ranço da minha excelente faculdade de psicologia da PUC: estudar as correntes e os autores é amplamente desnecessário quando você pode ficar praticando sua empatia psicanalítica (leia-se adivinhando sentimentos de terceiros) lapidada nas casinhas e nos pilotis da vida.
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 15:58
Bom Pian, o problema é este discurso “não li e não gostei”. Fica difícil. Estou aqui há duas semanas estudando sem parar a questão - e acabo reagindo à idéia de que a posição defendida aqui, concorde-se ou não com ela, seja “simples”.
Simples?
Simples é ler e ouvir a CNN, e comprar-reproduzir o discurso do Lula e do Obama, que estão cagando para Honduras.
Eu - embora aqui no Rio - estou dentro de Honduras, meu amigo, e vesti aquela camisa [o único azul-e-branco que aceito]. Pode ser que a coisa se desvirtue, mas, até agora, está uma beleza; é uma beleza acompanhar o pleno exercício da democracia.
Eu não tenho ranços. Desprezo ditaduras, qualquer uma, de direita ou de esquerda. E meu lance - o lance deste site - é democracia, é o espírito das leis, estejam onde estiverem.
Forte abraço.
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 16:12
A princípio, quando comecei a ler sobre o afastamento do presidente de Honduras, tive a mesma impressão que a Leticia e de muitos outros. Porque na história da AL a democracia sempre foi mais frágil que uma bonequinha de porcelana. Mas, mais uma vez registro, a cobertura do Andreazza e os comentários precisos de alguns leitores, sobre o dito “golpe”, iluminaram a minha visão e consigo, hoje, perceber que o que acontece em Honduras é de um ineditismo fabuloso.
Sugiro a leitura dos links dos posts do Andreazza, que são bastante esclarecedores e explicativos da realidade de Honduras. Porque a cobertura dos jornais tradicionais está tendenciosa demais.
Só queria observar que a coisa que me incomoda ainda na destituição do presidente de Honduras é a maneira como ela foi feita, na calada da noite, com o presidente de pijamas.
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 16:17
Te entendo.
Afinal, foi através do teu estudo e esforço que os leitores desta Casa puderam avaliar com mais sobriedade (e informação) as condições da democracia hondurenha.
Mas não me vem com essa de que você não tem ranço!
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 16:21
Olga, só os canalhas dormem de pijama.
Se ele estivesse nu - como dormem os grandes homens do planeta - teria podido se vestir de forma adequada.
Garanto.
(Gostei desse meu comentário - devo admitir)…
Um beijo!
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 16:25
Bom Pian, ranço é coisa de liso…
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 16:28
Andreazza, eu também adorei o comentário. Estou a rolar de rir. Ainda mais que, nesse rigoroso inverno do Rio, só durmo de pijama. Serei eu uma canalha?
E, vem cá, essa história de “um beijo!” é coisa do twitter?
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 16:29
Eu, mesmo dormindo pelado todas as noites, digo sem medo:
Sou o maior liso do Leblon!
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 16:32
Olga, eu apenas quis te mandar um beijo - simples assim.
(Agora, devo admitir: o tal twitter é um barato, e o Tribuneiro está num ótimo dia).
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 16:41
Andreazza, sou muito ciumenta, qualquer coisa que tire vocês aqui do site, tem todo o meu repúdio. Portanto, estou com um pé bem atrás com o twitter. Não gostei nem um pouco do comentário daqui reproduzido lá.
E mande quantos beijos quiser, escritor, recebo com carinho. Simples assim.
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 16:44
Olga, observe bem: o volume de textos do site está aumentando - como se ainda fosse possível… (E o twitter - a despeito de alguns gracejos curtos que lhe serão exclusivos - servirá sobretudo para divulgar as peças caudalosas desta Casa).
Nós não vamos embora; apenas queremos mais e mais leitores.
Justo, né?
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 16:50
Justíssimo!, Andreazza. Claro que estou brincando, né?
Sério mesmo só a parte do ciúmes, mas prometo me controlar…
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 18:15
Andreazza,
Eu não estou comparando o que está ocorrendo em Honduras com os golpes militares na América Latina. Ninguém tem elementos suficientes para fazer tal comparação (ainda não). E muito menos estou fazendo uma conexão direta dos militares com qualquer tipo de golpe. Quando eu falo em regime autoritário, penso até mesmo em contextos democráticos. A democracia sustenta muitos regimes deste tipo, a diferença é que ninguém percebe.
Não acredito que da forma que afastaram o presidente seja um exemplo de atitude democrática. Ainda, em uma democracia, daquelas vibrantes, até mesmo a minoria que defende a permanência do presidente deve ser respeitada, esteja ela certa ou não. Você está “dentro” de Honduras da forma que optou estar. Em qualquer Estado democrático, existem muitas outras formas de estar e elas têm que ser respeitadas. Por isso, mantenho minha pergunta: como você pode me provar que o que Honduras representa agora é uma democracia representativa?
Quanto a todo o respeito que eu mereço, o melhor que você pode me dar é aceitar que conhecimento é troca. E, por isso, a minha discórdia não precisa ser vista como um ataque. Eu não disse “não li e não gostei”. Eu fui bem sincera: do que li, não concordei.
Em relação as minhas fontes de conhecimento, não cabe a você presumir o que eu leio e deixo de ler. Eu seria incapaz de utilizar qualquer tipo de argumento de autoridade (vai ler tal coisa…) com alguém, não faz o meu tipo…
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 18:15
Rodrigo Pian, eu tenho 25 anos, muito bem vividos…
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 18:33
E sem ranços, Leticia?
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 18:43
Leticia,
Você tem razão: “a democracia sustenta muitos regimes deste tipo” - na Venezuela do senhor Chavez, por exemplo. (Ou no Equador, ou na Bolívia, onde o personalismo - a perpetuação - do presidente diminui não só os poderes Legislativo e Judiciário, mas a própria Presidência, o próprio Poder Executivo). E é muito fácil de perceber esta canalha, porque há uma maneira de agir mui coerente - a mesma que o golpista Zelaya tentava aplicar em Honduras, valendo-se de instrumentos isolados da democracia para miná-la em seu conjunto.
Rejeitando os Poderes Legislativo e Judiciário, o Ministério Público, a Procuradoria da República e as Forças Armadas [as quais tentou cooptar…] - rejeitando, afinal, a Constituição sob a qual fora eleito - Zelaya convocou um plebiscito “democrático” para ouvir a “voz das ruas”… Tinha um único apoio - e fora de Honduras: o senhor Chavez, com a ajuda de quem levaria a cabo o referendo.
Isto é golpe; é desprezo pela ordem constitucional - é solapar o Estado de Direito, Leticia.
Zelaya foi deposto por um dispositivo constitucional. (E não pelos militares, que apenas cumpriram a lei). Violou - a despeito de institucionalmente desaconselhado por todos os poderes hondurenhos - uma cláusula pétrea, a que impede [incondicionalmente] a perpetuação de governantes, de um país traumatizado por quase três décadas de ditadura.
Eu estou dentro de Honduras da forma - clara - como leio a Constituição; e se te sugiro que a leia, não é para que concorde comigo [não é pretensão de autoridade], mas para que tenha mais subsídios para discutir, porque, sim, “conhecimento é troca”, e eu faço a minha parte.
Honduras é uma democracia representativa porque mantém - intactos, em equilíbrio [este que Zelaya queria derrubar] e em pleno funcionamento - os Três Poderes do jeito como versa a Constituição; porque todas as instituições democráticas de regulação-fiscalização [todos os partidos políticos, a oposição inclusive] permanecem atuantes com todas as prerrogativas constitucionais; e porque o calendário eleitoral previamente estabelecido foi sustentado e Honduras, de acordo com a lei, terá um novo presidente eleito [que não será Manuel Zelaya, tampouco o atual, Roberto Micheletti] em dezembro de 2009.
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 18:59
E as denúncias de desaparecimento, prisão arbitrária? você ignora?
Eu já li a Constituição de Honduras, Andreazza. Olha teu e-mail - lá eu explico porque.
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 19:07
Leticia, não há desaparecimentos. Houve - isto sim - duas mortes terríveis e lamentáveis. Ocorre que a defesa da ordem constitucional não raro resulta em excessos; e Manuel Zelaya foi tremendamente irresponsável ao encenar aquele sobrevôo patético.
Não sejamos ingênuos. Todo o bandido - todo o baderneiro - acha que foi preso arbitrariamente.
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 19:55
Sem ranços. Minhas influências são muito atuais, fresquinhas, sabe?
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 22:12
Exemplos sempre ajudam.
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 10:00
Andreazza,
Já leste, por acaso, algo sobre a lousa do Comandante Chavez que, do seu gabinete, orquestrava o pouso de Zelaya em solo hondurenho?
“051345JUL09 Enjambre de abejas africanas, Tribuna Presidencial, heridos por picadas y desesperación de las personas.”
A fonte é do Reinaldo Azevedo, ídolo do PIM e seu único aliado na imprensa brasileira nesta questão de honduras, em seu blogue:
“Mario Berríos, advogado e especialista em temas políticos e de segurança, assegura que se trata de uma mensagem escrita em código. O escrito “051345JUL09″, segundo ele, é o que se chama, em doutrina militar, “grupo-fecha-hora”. A mensagem revela o dia (05), o ano (2009) e a hora (13:45), e foi precisamente a hora em que a manifestação estava vencendo os policiais nas imediações de Camosa, sendo insuficientes os cordões de segurança para conter os que protestavam e impedir que se aproximassem do aeroporto Toncontín.
“Enxame de abelhas (Enjambre de abejas) africanas” se refere à manifestação, que, em alguns países, tem sido capaz de derrubar governos. No caso da ocorrina no domingo, em frente ao aeroporto, Berríos observa que, com efeito, os manifestantes chegaram de todos os cantos do país e “felizmente, não foi tão numerosa a ponto de derrubar o governo e vencer as Forças Armadas e a polícia”.
“Tribuna presidencial” significa que, ali mesmo, se daria posse a Zelaya, declarando-o novamente no poder da nação. A expressão “feridos por picadas”, segundo Berríos, pode ser o mais preocupante da mensagem e da Operação Chávez, já que denota que o objetivo era provocar uma resposta violenta das forças militares e policiais ou que, mesmo entre os manifestantes, haveria feridos, com tiros a queima-roupa para provocar novos mártires”.
Cabe destacar que, um dia antes, o cardeal Óscar Rodriguez lembrou que não era recomendável o retorno de Zelaya. E observou que, afinal, no país, não havia um só morto em razão da crise política.
“Desespero das pessoas” poderia significar que a estratégia final era provocar o caos e um estado de ingovernabilidade diante de mortos e feridos.”
(…)
Como já diria meu amigo Amaury Junior, é meio “conspiracy theory”…Mas não deixa de ser interessante.
Segunda-Feira, 6 de Julho de 2009, às 13:04
Li sim, bom Pian, acho possível, até provável, mas prefiro não seguir por esses caminhos de códigos e conspirações; e por um motivo muito simples: os elementos que configuram o golpe bolivariano de Manuel Zelaya são descarados e estão a cada dia mais claros. São esses que vou explorar.