por Pim - Sexta-Feira, 3 de Julho de 2009, às 15:28

Manhêêê! Ele me expulsou, só porque eu fiz um gol de mão! (Manuelzinho Zelaya)
O recreio hondurenho nunca foi tão animado. Manuelzinho Zelaya, o craque da semana, tentou fazer um golaço de mão. Os bandeirinhas da Justiça - em cima do lance - anularam a jogada. Pior: o inspetor Roberto Micheletti não teve dúvidas - expulsou Manuelzinho Zelaya. “A regra 239 é clara”, ele disse, “mão intencional é cartão vermelho”. A torcida não se conformou: “Como ousam expulsar Manuelzinho Zelaya?”.
A notícia correu o mundo. Cartão vermelho? Gol de mão anulado? Onde já se viu? Até o presidente Lula teve que mudar de canal. Da Líbia, onde assistia ao seu Flamengo X Vasco entre os oposicionistas iranianos (Flamengo) e os pistoleiros dos aiatolás (Vasco), o presidente defendeu a volta imediata de Manuelzinho Zelaya a campo, com uma camisa do Corinthians; enquanto que, no Brasil, torcedores de todos os jornais condenaram o cartão vermelho, ignorando o gol de mão e, claro, a Cartinha Magna (vulgo Constituição). A paixão clubística - tão linda - merece mesmo um prêmio: quem será o “Torcedor do Ano”?
Com a palavra, os finalistas de hoje:
Luiz Garcia [cheerleader da torcida organizada O Globo, reprovando o cartão vermelho e reclamando apenas que o torcedor Lula estava num camarote inimigo na hora do choro]: “[…] Trípoli [capital da Líbia] não era, certamente, o melhor palco para uma afirmação de amor à democracia pelo presidente brasileiro. Talvez para não ferir seus colegas de plenário, ele definiu o acontecido em Honduras como um ‘golpe militar desnecessário’. Lula parece não perceber que no mundo atual não fica bem para um político democrático achar que existem golpes necessários. Talvez não tenha querido magoar seus colegas de convescote”.
Clóvis Rossi [membro da torcida organizada Folha de S. Paulo, sugerindo que o cartão vermelho não está nas regras do recreio]: “[…] O presidente Manuel Zelaya tentou ser o César de turno. A oposição, em vez de cortar a tentativa pela via institucional, apelou às baionetas, como faz qualquer César de arrabalde […]“.
Folha de S. Paulo [editorial da torcida organizada homônima]: “O Brasil é corretamente principista ao defender a democracia e o retorno ao ’status quo’ em Honduras, após o golpe militar que defenestrou o presidente eleito, Manuel Zelaya”.
Participe você também:
Referendo “Torcedor do Ano” - Porque amor não tem lei…
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E ainda (não perca): Referendo “Mamãe do Ano” - [aqui]
Twitter dos Tribuneiros - [aqui].


Sexta-Feira, 3 de Julho de 2009, às 15:48
Genial! Genial!