por C.A. - Sexta-Feira, 3 de Julho de 2009, às 12:38

Falo com propriedade sobre os bairros que conheço e mais freqüento - mas isto serve a todos os cantos deste mui vilipendiado Rio de Janeiro: desde a queda do Morro do Castelo, nesses meus 92 anos de vida, nunca vi a cidade ser tão demolida como agora.
A impressão é de que, se há um sobrado antigo, um prédio do século XIX, do começo do XX, logo a prefeitura solta [sem critério!] uma licença e então chegam os tratores, as incorporadoras, os construtores - e eis um edifício, lindo!, ao chão.
Nesta Gávea, onde trabalho, é um sobrado por dia… Hoje me dei com o imenso vazio legado pelo velho casario demolido à rua Marquês de São Vicente, bem defronte à singela Matriz da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Gávea, em terreno onde outrora esteve [fundado a 21 de novembro de 1878] o Grêmio Dramático União Familiar da Gávea, importante sociedade cultural de congregação das famílias do bairro - à memória da qual, nesta sexta-feira sem caráter, nesses tempos em que a história é aterrada pelo vil metal [por esses prédios cafonas, com filmes azuis aos vidros mil…], presto a sincera homenagem tribuneira.
Apesar dos pesares, sim, o Rio de Janeiro resiste!
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