por C.A. - Segunda-Feira, 15 de Junho de 2009, às 17:12

Os leitores não me deixam quieto [eu que já tirava a minha sesta pós-almoço] e pedem, realmente a pensar que temos aqui um site futebolístico, para que escreva sobre a seleção brasileira, que, soube agora, venceu a do Egito por 4×3. (E me certifico, já que desconheço o futebol egípcio, de que se tratou duma partida, duríssima, de futebol, e não de pólo-aquático).
Bem, eu já disse, não vi o jogo, que se deu às 11h - e agora explico: este é o horário [7h às 12h] que, nem todos sabem, consagro às orações. Porém, ainda que pudesse, não o teria acompanhado. Abri mão de me aborrecer em várias frentes, aquelas que controlo, sábia e humildemente; e se uma arena esportiva reúne, em 110m x 75m, figuras como Kaká, Dunga e Robinho - e ainda que a envergar o verde-e-amarelo do velho Zagalo -, não haverá espaço para mim sequer do outro lado do Atlântico.
Não é que torça contra. Eu simplesmente ignoro; preservo-me. Três coisas hoje [não as únicas, felizmente] me são insuportáveis a qualquer lugar: o politicamente correto [o jeito certinho, estudado, medido, marqueteiro, asséptico do Kaká], a vulgaridade [a grosseria analfabeta do Dunga] e a falsidade [o bom-mocismo moleque e ilimitado do Robinho; a infantilidade moral falsamente ingênua, que tudo justifica e tudo pode].
Acho que fui bem claro, né?
Perdi a esperança de que Dunga e seus cafajestes caíssem… Eles - e já ouço Galvão Bueno a gritar - serão o Brasil em 2010.
Daqui a um ano, quando a Copa do Mundo chegar, é até provável que eu me divirta. (A companhia dos amigos costuma ser redentora)… Mas cerveja alguma - título algum - mudará a minha opinião: esta seleção brasileira, de resto sem caráter, é notável representante da mediocridade geral que nos guia.
(E estou muito bem-humorado para falar aonde)…


Segunda-Feira, 15 de Junho de 2009, às 08:47
Se eu fosse o Lula, eu faria uma turnê com o Kaká pelas escolas públicas do Brasil.
Ele sim é exemplo.
Chato, insosso, eficiente, politicamente correto e de terno Armani.
Entre Kaká e Adriano, nossas crianças estariam melhor na companhia de Deus do que na do Comando Vermelho.
Segunda-Feira, 15 de Junho de 2009, às 09:30
Tasco, sem medo do erro, minha humílima assinatura no final do texto. A seleção brasileira, minúscula, que se viu em campo contra o Egito, é o anti-Brasil. É Kaká, seu bom-mocismo e seu dízimo para os bispos-estelionatários. É Robinho, que esqueceu pra sempre o pouco que soube um dia e seu teatro-patético no papel de um Saci-Pererê que nunca foi. É Elano, que não arranja vaga em qualquer pelada do Aterro do Flamengo. É Dunga e um permanente lamber de beiços (você viu?!) que não esconde sua profunda incompetência e sua vocação pra pau-mandado da escória comandada por Ricardo Teixeira e seus sócios, seus asseclas, seus vampiros do futebol brasileiro. Há, no Brasil, desfilando nos gramados maltratados país afora, 11 vezes 11 jogadores melhores e mais dignos de vestir a amarelinha. Nenhum deles ainda fazendo parte do esquema assassino que escala, expõe, vende, lucra, embolsa e divide. Galvão Bueno, essa excrescência, continua com suas botinadas verbais tentando criar um clima que só existe no Projac e nos estúdios da Vênus Platinada. Saudade que tenho, Andreazza, do João Sem Medo, que seguramente estaria aí, conosco pendurados em suas cordas vocais, abrindo a boca pra expôr a podridão que corrompe nossa melhor tradição. À merda, essa farsa toda. Nada tirará o brilho da Copa, você bem disse. A reunião com os amigos, a celebração dos encontros, isso é o que valerá. Os vendilhões passarão e o tempo os apagará.
Segunda-Feira, 15 de Junho de 2009, às 10:35
Bom Pian, nenhum dos dois têm condição de ser exemplo. E é melhor deixar deus bem longe das escolas…
Segunda-Feira, 15 de Junho de 2009, às 10:38
Edu, esta não é a seleção brasileira, mas, sim, o time da CBF - instrumento de negociatas as mais obscuras. No entanto, você tem felizmente razão: a canalha sempre passa e as nossas mais caras tradições permanecem.
Forte abraço!
Segunda-Feira, 15 de Junho de 2009, às 13:13
goldenberg, fora o fato de vc ter falado mal do kaka e do galvao, eu concordo mto com vc. E confesso q fiquei curioso pra saber quais seriam os seus 11 canarinhos.