por João Paulo Duarte - Sexta-Feira, 5 de Junho de 2009, às 15:03
Ela amadurece à minha frente, escolhe novos caminhos e pulsa em arrancada para o futuro. Um grande privilégio do homem: estar com uma linda jovem mulher enquanto ela toma os primeiros rumos. Concretiza o amor pela arte, ajeita o entendimento pra entender onde quer (vai) ficar, os gostos adolescentes substituídos pela veleidade de mulher, de cultura sofisticada. E, ao mesmo tempo, com todos os superlativos exuberantes de ser nova, do corpo sem ranhuras, da firmeza enlouquecedora impossível; confunde deliciosamente a cabeça do homem. Presenciar o olhar da descoberta do novo, as novas cidades, os novos livros, as teorias filosóficas de maior importância; descobrir como o corpo mexe bem, o ponto mutável exato de prazer; os novos cortes de cabelo, as cores de esmalte, saltos de sapatos, brincos e vestidos; o valor do dinheiro, o significado do status. Viver com ela a descoberta do paradoxo entre a confiança infantil no mundo e a malícia verdadeira das pessoas. É linda a firmeza feminina que nasce no colo que protege, ainda, o pueril. A firmeza feminina que protege a fragilidade masculina nasce com força total – uma leoa! –, instintivamente, num sinal de ser grande mulher.
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Agora, finalmente, entendo homens mais velhos com mulheres (bem) jovens. É justo. O jovem com mulheres mais velhas não pode chegar a lugar nenhum, não tem sentido. Formam uma falsa estrutura que subverte o interesse de ambos. Negue.
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A noite ficou ainda mais intrigante pra mim. Tornei-me o mais tabagista dos não-fumantes e um bebedor moderado apaixonado pelos efeitos da embriaguez. Decerto que tenho me saído bem na moderação. O papel de quem nunca exagera é nunca atrapalhar quem aproveita o abuso. O melhor é saber que posso (eu sei fazer) voltar com tudo; escolhi – (por enquanto?) – meu novo estilo de vida sem as amarras da emergência. Renego os olhares de elogio quando conhecem minha trajetória, pela minha opção. (…) E digo mais: estou achando tudo fantástico. Mas não garanto que seja pra sempre.
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Empolgo-me com o olhar de um amigo recém-sozinho. O cara retorna ao jogo com elegância. (Não, claro que não falo de voltas como a do Ronaldo e a do Petkovic, deixe de idiotices). (…) Algo parecido com Sinatra depois de superar Gardner e seguir ao triunfo eterno. Perambulando pelo Leblon, por grupos de amigos (tradicionais e novos), com leveza ímpar, flertando novidades (mulheres lindas). Vitória solo, sem porém, de quem não é de hoje conhece o que quer e sabe o que é bom. Projeta-se radiante para o futuro de hoje – porque nada mais importa. Está certo, meu amigo, muito certo.
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Prometi e cumprirei: escreverei, enfim, sobre o Embalo Bar.


Sexta-Feira, 5 de Junho de 2009, às 15:08
“Viver com ela a descoberta do paradoxo entre a confiança infantil no mundo e a malícia verdadeira das pessoas.” - belíssima frase, Jota!