por C.A. - Quarta-Feira, 3 de Junho de 2009, às 14:32

Já escrevi [aqui] a minha opinião sobre o caso do menino Sean Goldman - a criança, em que pese o inegável amor dos Lins e Silva [e a influência da família, mui poderosa e cheia de tentáculos em Brasília] deve ficar com o pai David, nos EUA, à luz da Convenção de Haia, de que o Brasil é signatário - e não mais voltarei ao assunto. (Porque, ignorando o meu entendimento da legislação, bem mais que perfeitamente defensável, e atropelando a discussão saudável tão própria aos espaços Tribuneiros, o histerismo de alguns comentaristas, amigos fanáticos dos Lins e Silva, receosos talvez da repercussão desta Casa tão mundialmente lida, não compensa; e eu, além de me aborrecer em ser tão xingado por e-mail etc., tenho ânsia de vômito a cada vez que me deparo com a campanha internética sórdida de difamação, naturalmente anônima, movida contra David Goldman, o pai, que até de judeu - o anti-semitismo tarda, mas sempre vem - já foi chamado)…
Queria apenas citar - essas cousas, em termos de poder e de poderosos, nunca são à toa - o nome do ministro do Supremo que revogou, na calada da noite, a decisão da 16ª Vara Federal [Rio de Janeiro] por que Sean fosse entregue ao pai biológico: Marco Aurélio de Mello, o mesmo que soltara Cacciola para, célere, fugir em liberdade.
Mas tudo bem: a despeito de sequer ter data marcada [um escândalo!], o julgamento no STF, nossa admirável corte superior - que, fazendo valer a Justiça real, decerto unirá pai biológico e filho - dará ponto-final a um caso que, peloamordedeus, nada tem a ver com patriotismo etc, este velho recurso-refúgio dos canalhas.
Nota de rodapé: escrevi que o julgamento do Supremo ainda não tinha data marcada - porque de fato não tinha [um escândalo, como deitei acima] - mas agora tem, segundo o mesmo ministro Marco Aurélio: dia 10 de junho, daqui a uma semana; a conferir.


Quarta-Feira, 3 de Junho de 2009, às 16:08
Julgamento anunciado para o dia 10 de junho? Só se for para inglês [não] ver.
Já imagino a quantidade de pedidos de vista que haverá na sessão [se ela ocorrer], o que postergará por anos o resultado final [que, salvo abissal engano, já se antecipa qual será, a favor da turma da chicana].
Ademais, não deixa de ser curiosa a hidrófoba reação dos, segundo suas palavras, histéricos comentaristas, a respeito da sentença proferida na 16ª Vara Federal, irretorquível sob todos os aspectos, em especial por delinear, com perfeição, a conduta de “uma das partes”.
Saravá!
Quarta-Feira, 3 de Junho de 2009, às 16:23
Fraga, apesar de delongas mil e dos dois mil pedidos de vista, creio que o STF se decidirá pela guarda do pai biológico.
Seja como for, é mister que se registre o nome do juiz Rafael Pereira Pinto, autor da sentença, de fato primorosa, citada por você.
Forte abraço!
Quarta-Feira, 3 de Junho de 2009, às 18:13
Estou com o Fraga, Andreazza. Os pedidos de vista serão muitos.
E anote aí: o ministro Menezes Direito, afilhado do sr. Francisco Dornelles, do PP, partido-autor da ignomínia ação impetrada no STF e que gerou a decisão monocrática do de Mello, OU pedirá vista a fim de arrastar por anos a decisão final OU se posicionará, de prima, a favor da permanência do pobre-coitado aqui no Brasil, estuprando e atropelando a Lei.
A turma da chicana, bem disse o Fraga, dificilmente joga pra perder.
Abraço.
Quarta-Feira, 3 de Junho de 2009, às 09:13
Bem lembrado.
Um adendo: além de afilhado do Dornelles [cáspite!], o dito-cujo [conheço bem, de longa data, antes mesmo dos tempos em que prestava, digamos, “consultoria jurídica” no programa “O Povo na TV” {Roberto Jefferson, Wilton Franco et caterva}] criou-se na política graças a um cidadão [sic] de nome Wellington Moreira Franco - é preciso dizer mais?
Julgará, certamente, consoante sua “convicção” religiosa, de prima, a favor da turma da chicana.
Saravá!
p.s. Andreazza, por favor, me indique seu e-mail.
Quarta-Feira, 3 de Junho de 2009, às 10:37
Fraga, aí vai: carlosandreazza@tribuneiros.com
Edu, torço por que vocês errem desta vez.
Forte abraço!