“[…] O Leblon é agora formado por apaixonados por lugares-travestis – daqueles com peitos de silicone, cabelos esticados e que ainda satisfazem os enrustidos. O Leblon era repleto de tarados por lugares-mulheres, que amavam os defeitos e sabiam aproveitar as delícias de cada qualidade peculiar a elas. […]”
Não sei se Carlos Minc pediu autorização [espero que não…] ao presidente da República para integrar a tal marcha da maconha [que se deu no sábado, no Rio, reunindo a nata da classe média chincheira e alienada], mas poucas vezes terei visto uma tal exibição de estupidez legal, de ignorância do espírito das leis - […]
“[…] O texto do dia das mães acabou parecendo texto do dia das crianças. Vai ver é porque agora eu sei que em alguma parte delas existe uma menina igual a mim. Elas sabem que mais tarde vai esfriar, que a gente não está bem apesar de dizer que não é nada e o melhor remédio pra febre, mas também sabem dançar em cima da mesa. […]”
Porque venha de fechar um bom contrato para a publicação - em livro - do conjunto dessas “Memórias inventadas”, com esta sexta parte se encerra, neste site, a veiculação de trechos da obra; e sabemos que o leitor tribuneiro saberá compreender o autor.
Mahmud Ahmadinejad, o terrorista sanguinário iraniano, não vem mais. Desistiu, assim livrando o Brasil - as instituições democráticas do país - da vergonha de receber, com honras de chefe-de-estado, um tirano laureado em assassínios, embora, até o último momento, o Itamaraty, nesses tempos [quase oito anos!] em que achincalha a bonita tradição da diplomacia brasileira, […]
O Maracanã - o futebol - piorou desde que o choque de ordem levou-nos a cerveja. É um dado absoluto - emocional: ambulantes são desordeiros, são inimigos [perigosos!] da lei, mas nos trazem a cerveja, gelada [engenharia de um milagre], e, peloamordedeus, como ver pelejar Emerson-Josiel-Obina sem?
Qual chance se dará à ilusão de um momento […]