por C.A. - Segunda-Feira, 11 de Maio de 2009, às 12:52

Não sei se Carlos Minc pediu autorização [espero que não…] ao presidente da República para integrar a tal marcha da maconha [que se deu no sábado, no Rio, reunindo a nata da classe média chincheira e alienada], mas poucas vezes terei visto uma tal exibição de estupidez legal, de ignorância do espírito das leis - mostra cavalar da irresponsabilidade pública de um senhor que é, não nos esqueçamos, ministro de Estado.
A despeito do consumo de drogas não ser [não é] mera questão de gosto e intimidade, uma vez que - com sérias implicações públicas - financia, sim, o armamento da bandidagem, em nada me interessa que Minc fume, na casa dele, a Bolívia inteira em maconha; espero mesmo que o faça. (Que se mude para a Bolívia)! Inadmissível é que um representante do governo - do poder executivo - mobilize-se, às ruas, contra uma lei que deveria sobremaneira respeitar e, sem exceção, fazer cumprir.
Uma vergonha… (Terá esta gente algum limite, senão moral-pessoal, institucional)?
A presença [a adesão!] do ministro do Meio Ambiente numa manifestação vagabunda [pretexto para fumar mais] como a maconhada de sábado - de resto, um desrespeito contumaz a este Rio de Janeiro tão profundamente viciado - significa [pode ser compreendida como] um endosso do governo federal à frouxidão pública no combate às drogas; e, hoje, ante tamanho escândalo [ante inacreditável desapreço pelas regras] apenas a demissão do ministro do Meio Ambiente indicaria o contrário.
É isso mesmo: fora Carlos Minc!


Segunda-Feira, 11 de Maio de 2009, às 13:59
É vergonhosa mesmo essa adesão do Minc à marcha. Muito aquém do que se espera de um ministro. Mas, na boa, não é algo que me espante, não. Não sei como é que o Gabeira também não deu (e puxou) o ar da graça no evento.
Segunda-Feira, 11 de Maio de 2009, às 14:06
E é lamentável, moleque Bezerra, que mesmo um bom jornalista, o competente Paulo Mussoi [passista imperiano], receba positivamente a presença do Minc, conforme escreveu em seu blogue: “Pela primeira vez na história do Brasil, uma alta autoridade da República participa de uma manifestação em defesa da legalização da maconha.”
Meu deus… É descaramento! Uma alta autoridade da República, pelo imperativo da lei, jamais poderia participar desta maconhada! Que pedisse demissão e aderisse, ok. Como ministro de Estado, direto ao ponto [e ponto final], é irresponsabilidade.
Segunda-Feira, 11 de Maio de 2009, às 22:52
É um absurdo mesmo uma autoridade em um dos grandes cargos da nossa República, se posicionar sobre a legalização de quaisquer contravenções existentes na nossa dimensão.Eu também quero que o Temporão saia do cargo por defender o aborto.
Segunda-Feira, 11 de Maio de 2009, às 21:22
muito bem colocado C.A.
não basta ser viciado e financiar o tráfico de drogas, tem que participar.
o Gelol que me perdoe.
Segunda-Feira, 11 de Maio de 2009, às 02:14
Perfeito! Endosso! Assino embaixo! Fora, Minc!
Segunda-Feira, 11 de Maio de 2009, às 11:58
Edu, meu caro, dada a cara-de-pau da rapaziada, nossa campanha em nada resultará… Abraço forte!
Segunda-Feira, 11 de Maio de 2009, às 13:07
Vergonhoso!
Segunda-Feira, 11 de Maio de 2009, às 13:51
Carlos Minc não está deliberando contra principios publicos e republicanos. Justamente porque ele percebe a proibição como um malefício à sociedade, está defendendo algo que é de bem comum.
Sim, pois o CONTROLE do estado sobre as drogas é de importância fundamental à sociedade.
- Questão de segurança pública, num país cada dia mais inseguro e sem alternativas de combate ao crime organizado.
- Questão de saúde pública, pois a maconha tem aplicações medicinais diversas. Além disso, os viciados em drogas não podem ser abandonados à própria sorte.
- Questão de finanças, pois os impostos gerados pela comercialização legal (dezenas de bilhões de R$ por ano) seriam investidos em combate ao crime, saúde, educação,
- Questão de ecologia, pois as mudanças climáticas pedem soluções menos agressivas ao planeta. Plantar maconha é muito menos agressivo ao solo do que as culturas atualmente em uso, pode ser feito monocultura sem desnutrir o solo e tem inumeras aplicações.
Segunda-Feira, 11 de Maio de 2009, às 20:03
fico quase sem palavras, e deprimente ver uma pessoa consumindo a dita droga, abestalhado e o minimo que possa se chamar um maconheiro, e ridiculo, mas infelismente nosso presidente deu poder para um lunartico incopetente, onde esse se continuar no poder vai tornar nosso país cada vez mais pobre.