Memórias inventadas [III]
“(…) Escrever é-me caminho de morte, de morte iminente, de falência dos órgãos, de sufocação, de fôlego exaurido, sem esperança de ar, ao fundo, preso, do oceano mais escuro… (…)”
ArquivoAbril de 2009Memórias inventadas [III]“(…) Escrever é-me caminho de morte, de morte iminente, de falência dos órgãos, de sufocação, de fôlego exaurido, sem esperança de ar, ao fundo, preso, do oceano mais escuro… (…)” Momento “Ego”: Ney Latorraca cospe na ruaEu venho de ver, à rua Saturnino de Brito [Jardim Botânico], este senhor Latorraca, vestido de ginástica, escarrar - duas vezes - ao chão. Uma cena… Entrevista com Felipe Moura Brasil [I] - sobre seu primeiro romance“(…) Não há ninguém para chegar perto do ouvido dela e dizer: ‘Olha, você pode estar certa, viu? Por que não segue seu instinto?’. Ninguém para dizer que, em vez de ceder aos olhares de reprovação de puppies e afins, ela deveria enxergar o castelo de areia em que estava metida, e - quem sabe - sair correndo! (…)” João Paulo Duarte, o jequitibá tribuneiroVamos hoje, sexta-feira [3 de abril], reverenciar, uma vez mais, a figura incontornável [e impulável] de João Paulo Duarte, o Jota-Pê Tribuneiro, que cumpre anos, já incontáveis [indecentes, imorais], como sói às árvores - aos jequitibás! - milenares. Memórias inventadas [II]“(…) Até então eu jogava futebol, obrigado, como tomava partido em qualquer atividade coletiva: invisível, ao melhor estilo zumbi. Era o último a ser escolhido, sempre, e meus companheiros de time me recebiam como fardo – o que verbalizavam em termos, “melhor seria se jogássemos com um a menos”, que me traumatizariam se pelo esporte eu tivesse alguma expectativa que não a do apito final. (…)” Memórias inventadas [I]“(…) Ainda hoje, tantos anos depois, mas com a mesma intensidade de então, pergunto-me - e acho que minha honra vaga nesta dúvida [neste limbo] - se teria a senhora morrido antes ou depois de minha missão. (…)” |