Arquivo
Abril de 2009
O Brasil receberá, em poucos dias, com pompa de estadista [de democrata], o terrorista Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, uma ditadura racista sanguinária; e como se a vergonha já não me fosse imensa, incontornável [como podem!?], convalesço mal da forma espúria, rasteira, inaceitável, com que o presidente da República explorou [explora] - eleitoralmente - o […]
Eu, Carlos Andreazza, homem apaixonado por futebol, sujeito fascinado pelo imponderável de um drible, tipo que não resiste ao talento, torcedor Flamengo incondicional, venho aqui, por meio desta, manifestar-me contra o que fez ontem - à peleja primeira da decisão estadual - o bom lateral rubro-negro Juan ao adversário botafoguense Maicosuel.
A intimidação do drible, a […]
“[…] Há vinte anos, quando ele morreu, esforcei-me, a pedido de mamãe, para lembrar de algum gosto especial dele, para um discurso de cemitério – e não havia: papai não tinha gostos. Mas menti, a pedido de mamãe. […]”
Luiz Antonio Simas, que escreve o melhor blogue do Brasil [do mundo!], vem de publicar - aqui - o extraordinário post “Os elegantes”, em que lista, afetivamente, aquelas figuras, míticas, cujo alinho nos dá norte.
Mauricio de Nassau [acima retratado], maior governante da história do Brasil, por exemplo.
E aí está, segundo a imprensa nativa, o intelectual, o pensador do esporte, modelo de administrador para o futebol, o futuro, a salvação do Flamengo - ele, Leonardo, o [sem dúvida] pragmático ex-jogador da seleção brasileira, do Milan, cria da Gávea, bom-moço [quando não se esquece dos cotovelos], hoje empregado e discípulo do moderníssimo Silvio […]
Quase dois meses depois do carnaval, os nossos criminosos [canalhas!] da Liga Independente das Escolas de Samba ainda não divulgaram as justificativas das notas dos jurados, o que, imagino, deva ser, mesmo para a mais amoral das mentes, dificílimo de inventar.
“[…] Não o quero julgar, mas meu tataravô, homem-de-deus [servo do senhor] convertido ao prazer e a conturbação, foi gigolô pioneiro, senão aos outros oferecendo o calor da esposa, explorando-lhe os dotes olfativos até que erguessem, juntos [o amor, o companheirismo], um império de ouro - um quarto, trinta metros quadrados, de ouro maciço.[…]”
Não mais que 78 páginas para uma novela que, lida-e-relida, eu diria impecável. Eu diria: perfeita. É O gato diz adeus, o novo livro de Michel Laub [sobre quem escrevi faz pouco, aqui], prosa enxuta de estrutura enxutíssima - uma aula de criação [de economia] literária -, que, exercitando [dominando] amplamente as possibilidades da […]
“(…) Eu me despedi rápido, abri a porta sem temer aquela vontade louca de fechar, dei um beijo sem carinho como se fôssemos nos ver amanhã. Como se eu não fosse sentir saudades. (…)”
“(…) Caí já outras vezes e me apresento pra próxima derrota na esperança de vencer em contra-ataque. Estou à flor da pele. Há poucas horas, debulhei-me em lágrimas no colo dela. Mas não acho que deixei de ser forte como antes. O fato é que minha força muda novamente de foco. (…)” João Paulo Duarte, hoje, dois anos de Casa, em pleno fulgor de missivista.
Antigas » |