por Pim - Terca-Feira, 31 de Marco de 2009, às 21:17
Brizola não era frouxo. Frouxos eram os relatórios dos próprios agentes secretos do SNI, que se limitavam a dizer que Brizola “afrouxou o combate ao crime”. Brizola nunca combateu o crime. Nunca foi omisso. Ele favoreceu intencionalmente o banditismo no estado. Vetou, inclusive, a entrada de policiais no morro. Estava agindo: destruindo a ordem pública, disseminando o caos social, fomentando a revolução – aplicando, pois, a estratégia comunista em sua vertente mais típica e corriqueira. Brizola, de fato, era coerente: jamais escondeu que era favorável a essas barbaridades.
Tratar como fatalidade, coincidência, equívoco ou efeito colateral o que é um método fartamente documentado - nos escritos de Lenin, Trotski e, sobretudo, Antonio Gramsci, o sujeito mais influente na mentalidade geral brasileira, esta mesma capaz de afirmar a inexistência ou o passado remoto de inimigos [o comunismo e suas facetas, por exemplo] que a destroem ainda hoje - é a conseqüência natural de desconhecer o próprio método criado justamente para causar tal impressão [nenhuma, que seja] e para, com isso, produzir ainda uma porção de gente disposta a defender publicamente seus executores – tidos como valentes, realizadores e honrados -, quando suas atrocidades vêm à tona, mesmo que já amenizadas pelo tempo e por terceiros.
Em outras palavras, é enxergar num governador comunista de um país capitalista apenas a máscara, isto é, sua pose necessária de defensor da ordem e mantenedor do funcionamento econômico, e jamais o outro lado de seu duplo papel: aquele que, por obrigação partidária, solapa essa mesma ordem por dentro, destruindo as instituições para substituí-las por suas versões revolucionárias - que, se na Rússia atendiam pelo nome de sovietes, na América Latina atendem simplesmente por narcotráfico [para não falar das ONGs, ora até bilionárias nos Estados Obâmicos…]. O narcotráfico, não por acaso, foi dominado aqui pelos bicheiros que apoiaram Brizola, promovendo até um jantar em sua homenagem após a eleição. Brizola se amparou neles tanto quanto Lula nas Farc, e as conseqüências nós vivemos hoje, com a administração de boa parte do nosso território entregue - de mão beijada - à bandidagem. Aquela mesma que nos mata 50 mil vezes por ano.
Quem quiser saber como isso aconteceu de fato, com os militantes da esquerda armada, na prisão de Ilha Grande, ensinando durante 9 anos as táticas e os manuais de guerrilha para os bandidos comuns que tomariam os morros cariocas, deve ler Comando Vermelho. A História Secreta do Crime Organizado, de Carlos Amorim; e, claro, A nova era e a revolução cultural, de Olavo de Carvalho, em cujo apêndice As esquerdas e o crime organizado [leia – aqui] o autor corrige e complementa os estudos do primeiro. Quem não quiser saber nada, como sói à maioria [e mesmo assim participar do debate público], é muito simples: não leia [ou leia os grandes jornais, tanto faz], não estude, não se analise jamais – e continue julgando, neuroticamente, mecanismos profundos e complexos pelas suas aparências e manifestações mais ordinárias.
Mas para isso ninguém precisa de receita.


Terca-Feira, 31 de Marco de 2009, às 21:37
Final de ouro o deste texto.
Terca-Feira, 31 de Marco de 2009, às 12:50
O texto está perfeito. O Capitão Guimarães, por exemplo, foi uma invenção do Brizola.
Terca-Feira, 31 de Marco de 2009, às 14:53
Só faltou dizer que os comunistas comem criancinhas…
Secchin, do jeito que andam os discursos histéricos, o engenheiro será responsabilizado, inclusive, pela crise econômica.
Terca-Feira, 31 de Marco de 2009, às 16:47
É impressionante como os extremos quase sempre se tocam.