por C.A. - Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 10:36
E temos aí, inacreditável, o caso do menino Sean Goldman, que só permanece no Brasil em virtude de ser mui poderosa - com musculosos tentáculos corporativos - a família Lins e Silva, do padrasto João Paulo.
A minha leitura do imbróglio, que não vem de hoje, é objetiva: defender a ação dos Lins e Silva - o desrespeito à Convencão de Haia - ou é amizade [cega] ou é patriotada [estúpida]. (A coluna que Luiz Garcia espeta hoje em O Globo é constrangedora)…
Para quem [ainda] não sabe, Sean, aos quatro anos [em 2004] foi tirado de casa [nos EUA], à revelia do pai, pela mãe, Bruna Bianchi, e da mesma forma trazido para o Brasil, o que, nos termos do supracitado tratado, configura “sequestro”. O menino, separado do pai biológico por força de sua remoção e retenção no Brasil, tornou-se também órfão de mãe em agosto de 2008.
O pai, David Goldman, creio, não tardará em ter a guarda da criança - e tanto melhor assim.
Curioso é como são os advogados. O escritório da família Lins e Silva - esta que, em causa própria, quer impedir a união natural de pai e filho - é o mesmo que advoga pelo direito de um pai canadense reaver o filho de oito anos [a mesma idade de Sean] trazido ilegalmente para o Rio de Janeiro, também em 2004 [!!!], por uma mãe também brasileira.
Não preciso escrever mais. Imoral.


Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 12:43
Caro Andreazza,
Confesso que fiquei surpresa com este seu artigo. Admiro muito o que você e os demais tribuneiros escrevem, mas, infelizmente, acho que você se precipitou dessa vez. Eu entendo que quem fica sabendo do caso pela mídia tenha essa visão, ainda mais com o forte apelo do vínculo biológico do pai e todo o drama que ele está fazendo, embora tenha ficado 5 anos alheio a tudo aqui. Conheço detalhadamente o caso e a história verdadeira é muito diferente dessa. Não vou entrar no mérito da discussão toda agora, quem tem culpa, quem não tem. Muita coisa me deixou indignada neste escarcéu que o pai americano armou explorando o drama do próprio filho - estranhamente só depois de o menino estar no Brasil há 5 anos e tão logo a mãe dele faleceu, ele se comporta como se tivessem acabado de trazer o menino para cá - e como se tivesse sido o padrasto, aliás, esse “sequestrador” malévolo. Mas o que mais me impressionou, sempre, foi a forma cega como as pessoas compram e defendem a tese do pai biológico e caem em cima da família brasileira gratuitamente. E me assusta muito ver você, que sempre foi tão crítico e sensato, concluir, com base em matérias de revista e vídeos dramáticos, que o melhor para Sean é voltar para os EUA - e dizer isso com tanta certeza. Desculpe, Carlos, mas você não sabe da missa a metade. Não se discute que a mãe errou ao vir para cá daquela forma. Por outro lado, a separação inevitavelmente afastaria o menino de um dos pais, e caberia ao outro visitar, se fazer presente, mesmo à distância. Era ela quem sustentava a casa e os custos do Sean e o menino só tinha 4 anos, naturalmente, certo ou não, crianças pequenas tendem a ficar com a mãe. A Bruna jamais impediu o David de vir para o Brasil. Ela, várias vezes, pediu que ele viesse. Eu falo isso porque vi isso acontecer. Ele decidiu não vir, segundo ele diz agora, por orientação do advogado. Ou seja, a situação só foi essa, de completo afastamento do filho, por opção do David. A Bruna sempre mandou e-mails para o David, com fotos de Sean, sempre fez questão de dizer a verdade ao filho e de que ele soubesse que tinha um pai. O menino sabe de rigorosamente tudo, foi sempre incentivado a manter contato com o pai. Quando ele não sabia escrever, a Bruna escrevia os e-mails por ele, ele ditava, ela escrevia. A única “culpa” que o padrasto tem na história foi ter conhecido a Bruna e amado Sean. Você sabe melhor que ninguém o quanto uma relação deste tipo pode se assemelhar a uma relação de pai e filho. O João Paulo cuidou de Sean como se fosse um filho, e o garoto é louco por ele. Tem dois pais, ele é quem diz isso. Ou seja, ele não sequestrou ninguém, ele não fez nada de errado. Ele cuidou e deu amor, educação, referência ao Sean que o David não quis dar. Isso porque, mesmo morando em outro país, ele podia ter feito. Não importa (ou não deveria importar) o motivo pelo qual o garoto foi afastado dele, o David, como pai, devia ter procurado estar presente na vida do filho. Não procurou. Mandava presentes de vez em quando, mas só. Nos últimos anos, não telefonou nem nas datas comemorativas. Só resolveu surgir, do nada, quando a Bruna faleceu, armando esse circo todo e não deixando nem o próprio filho nem a família terem direito ao luto. Sinceramente, é um absurdo o tratamento que esta família está recebendo, só porque tem dinheiro. Lamento muito ver você repetindo isso, sinceramente. Se quiser saber mais detalhes ou a fonte de tudo o que estou dizendo, pode me escrever.
No mais, sobre o Tratado Internacional, você já o leu? Sabe alguma coisa a respeito dele?
O objetivo dele é proteger os direitos da criança, e não eventual direito de guarda de quem ficou no país originário. Existe a regra de que a criança deve ser devolvida, para não sofrer os efeitos danosos da remoção. No entanto, o Poder Judiciário só pode devolver uma criança se ficar comprovado no processo que essa é a solução que realmente lhe será melhor (art. 13 da convenção, por ex). Não pode ordenar o retorno sem saber a que circunstância a criança será submetida lá, ou seja, são necessários diversos exames e isso, infelizmente, demora. O artigo 12 da Convenção, por sua vez, fala que se for comprovado que a criança ´já se encontra integrada em seu novo meio, ela NÃO DEVE SER DEVOLVIDA. Pois bem, foi com base nessas exceções que, na ação movida contra a Bruna - na qual o padrasto sequer é mencionado, aliás, e posso assegurar que não teve nenhuma participação - o STJ decidiu, confirmando as decisões proferidas nas instâncias inferiores, que o melhor para o Sean era viver aqui, país ao qual estava totalmente adaptado, e vivia cercado de amor e de tudo o que uma criança precisa para ser feliz, sem prejuízo de reforçar os laços com o pai. Ou seja, o Brasil aplicou expressamente o que diz a Convenção da Haia (Decreto 3.413/2000), e a pressão que os EUA está fazendo é absurda e desafia a própria soberania do nosso país. Existem vários outros casos, e os EUA nunca fizeram isso antes. Não estão fazendo porque acham um absurdo inadmissível, mas só porque ganhou a mídia. E, by the way, eles muitas vezes não devolvem crianças, aplicando as exceções, como é comum acontecer.
Por fim, quando o David apareceu aqui de sopetão, no momento em que o Sean estava mais fragilizado (10 dias depois da morte da mãe), não tendo contato com o filho há anos, dizendo que ia levá-lo, me desculpe, mas dá para criticar a atitude do padrasto, quando ele disse que não? Não dá. Por dois motivos: 1) seria surreal entregar o menino nessas condições, afastando ele de todas as pessoas que ele conhece e que lhe deram estrutura, e entregando para um pai que ele não via há 5 anos, e cuja língua sequer fala mais e 2) há decisão da Justiça Brasileira no sentido de que o menino deve ficar no Brasil.
Enfim, isso para falar o mínimo. Podia até entrar no caráter duvidoso do pai, mas acho que não vem ao caso. O importante é pensar no menino, que está indiscutivelmente bem aqui e não há nada que indique que ele vá ficar melhor lá.
Sim, o pai está lá. Mas que pai é esse que fica cinco anos sem ver o filho por opção, e reaparece mostrando fotos do filho na televisão e pedindo doações em sites da internet, do nada, num momento tão triste? Vínculo biológico não basta. Em termos de cuidado, amor, preocupação, que é o que realmente importa, o João Paulo é muito mais pai, do que este que fica ofendendo a família que o menino ama, a mãe que ele acaba de perder, etc. Você sabe muito bem que se pode ser pai sem ser de sangue.
Enfim. Não quero convencer ninguém de nada, só queria dizer que fiquei decepcionada.
Apreciaria que não viessem comentários perguntando quanto eu estou ganhando, quanto a família de sequestradores que compraram a justiça me pagou ou se eu sou sequestradora. Acho que, pelo nível do site, não virá, mas como é isso o que tenho visto….
Aliás, os principais argumentos que as pessoas que defendem o americano tem são esses…a Bruna, que sustentava a casa trabalhando em 3 empregos diferentes enquanto o David olhava para o teto era uma dondoca, riquinha e mimada, o João Paulo, que tudo o que fez foi amar e cuidar do garoto, é um pilantra, riquinho, mau caráter.
O David, que ficou cinco anos sem querer ver Sean e apareceu do nada se promovendo às custas do filho, vendendo canecas com a foto do menino, subornando a família de Bruna, fazendo showzinhos em programas sensacionalistas de televisão ao invés de fazer o que realmente interessa, é um pobre coitado que merece ficar com o filho.
Ah, sobre o fato do JP ser advogado da outra parte no outro processo, você talvez não saiba por não ser advogado (embora me pareça lógico) mas cada caso é um caso. Em todos os casos há advogados de ambos os lados. O que você quer dizer com esse seu comentário, então, é que o advogado que protege quem “sequestrou” está sempre errado e é um mercenário, e o advogado que defende quem ficou é um homem digno e justo.
Francamente, Andreazza, eu esperava mais de você, e falo isso com todo o respeito. Não é nenhuma ofensa pesssoal e continuo adorando o que você escreve, mas, sobre este caso, acho que você errou feio ao repetir cegamente o que o pai biológico está dizendo.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 12:44
Ganhei do Estagiário no tamanho do comentário…
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 13:28
Carolina, sua palavra é muito bem-vinda aqui; e estou mesmo sujeito a desagradar e decepcionar, o que não pode me importar muito, sob o risco de nunca mais escrever o que penso. (E acredite: não falta quem torça por isso).
Li muito a respeito do caso, desde meados de 2008, e estou certo de que não preciso ser advogado para opinar, inclusive a respeito do tratado de Haia, que conheço bem; e me parece natural [saudável] que uma criança se adapte rapidamente ao “novo meio”, sobretudo quando o outro lhe é negado. Sean é um menino normal - apenas isso.
Se considerasse o que sai na imprensa [na mídia] brasileira, decerto que minha posição seria outra, mais próxima da tua.
E reputo legítimo, por motivos óbvios, que a luta de David Goldman se tenha intensificado após a morte de Bruna Bianchi, com o quê, afinal, a criança se viu órfã no Brasil. A mãe errara, gravemente, ao trazer o filho, à revelia, para cá - mas, ainda assim, era a mãe.
A questão de David - o inegável impedimento para que visse Sean - é posterior e não era com a Bruna; mas com João Paulo e a família Lins e Silva. Acho que você propõe uma distorção quando diz que a criança tem dois pais - o que pode ser ótimo -, mas põe David, o pai biológico, num plano secundário, enchendo o padrasto de todos os “mais” que o pai não me parece ter muitas oportunidades de aprofundar.
Continuo achando imoral, Carolina, o que interpreto por imoral - e não queira desqualificar o meu entendimento porquanto eu não seja advogado. Cada caso é um caso, todos os lados merecem defesa, mas há alguns limites que me parecem incontornáveis, principalmente porque os Lins e Silva não são os únicos bons advogados do mundo e poderiam perfeitamente abrir mão de um caso idêntico ao de Sean, em que se encontram - inacreditavelmente - do outro lado.
Faço-te, por fim, respeitosamente, uma questão, valorizando, aliás, o fato de você saber da missa bem mais que a metade: qual é a tua relação com o caso? Tens algum vínculo - qualquer um - com alguma das partes? São questões legítimas, uma vez que leio em seu comentário algumas passagens bastante emotivas, perfeitamente compreensivas, mas que darão às suas palavras, creio, as tintas justas.
De minha parte, pessoalmente, nada tenho com qualquer um dos envolvidos - que sequer vi. E você?
Esta Casa está aberta para os teus comentários.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 13:40
Você tem toda razão. Podem falar o que for, ninguém pode ser acusado de algo que não foi transitado em julgado. Ele é o pai e ponto. Se quiserem brigar pela guarda que provem alguma coisa com base legal. Até agora o pai é que tem o direito. Com todo respeito ao renomado advogado do caso.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 13:47
Carolina, se tudo isso que está falando é a verdade,e deve ser, tem que ser provado na justiça! Pois sem isso (essa prova), o direito legítimo da guarda continua sendo do pai e não do padrasto e/ou dos avós, ou entao espera a criança completar idade, na guarda do pai, para decidir com quem quer ficar. Infelizmente é assim.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 14:07
Carlos,
Não tirei o crédito do que você falou pelo fato de você não ser advogado, apenas cogitei que você pudesse não entender certa coisas (peço desculpas se lhe julguei mal ao imaginar que você não soubesse de tudo e se, com isso, lhe ofendi). Se a imoralidade que você enxerga se deve a tal fato, saiba que o caso canadense é anterior à união de João Paulo e Bruna. Ironia do destino. E ainda que não fosse, não seria, ao meu ver, imoral, dependendo das circunstâncias.
Crianças se adaptam rápido, pode até ser, não estou questionando isso. O que disse, apenas, foi que o Tratado diz que, nessas circunstâncias, a criança não deve ser devolvida. Se é certo ou não, aí já é um problema do Tratado (que tem várias falhas, sobretudo quanto à sua falta de sistematicidade). Mas o fato é que ele foi respeitado. Ele é feito, na verdade, para não funcionar. Não se pode ordenar o retorno imediato, porque não se sabe se a criança será exposta a riscos. Por outro lado, o exame probatório é longo e, depois de um tempo, é prejudicial à criança o rompimento de todos os vínculos formados. Você conhece a Convenção, então deve saber que a devolução não é definitiva. Serve apenas para que a questão da guarda seja decidida no país de origem. Ou seja, nesses casos, far-se-ia com que a criança mudasse, mais uma vez, de país e tudo o mais que isto inclui, para iniciar um novo processo, com o risco de ser decidido que ela deve voltar para o país anterior e por aí vai. Por isso é que não se costuma devolver a criança nestes casos.
Na verdade, ninguém sabe ao certo a que ficará submetido Sean nos EUA. Ele estará com o pai, é verdade. Mas tenho sérias dúvidas se isso lhe será bom ou ruim. Por outro lado, tenho quase certeza de que mal o garoto chegará lá, já estará sendo exposto a todo tipo de mídia pelo pai-herói, o que, para mim, é assutador. Acho muito estranha essa despreocupação do David em preservar o filho.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 14:11
Andreazza, achei a mesma coisa que você sobre o artigo do Luiz Garcia, quando li hoje pela manhã. Chamou-me atenção, especialmente, o que ele diz a respeito do pai ser sabedor de que numa possível separação a mãe voltaria para o Brasil. O mesmo não vale para a mãe? Ela também não sabia de todas as implicâncias em ter um filho de pai americano, e que esse pai também teria direitos, principalmente o direito de ter o filho por perto?
Essas questões são muito delicadas. Imagino a dor da família materna. Mas acho que não pode ser negado ao pai, ao menos, o direito de desejar ter o filho por perto. Desejo sinceramente que as partes cheguem a um acordo, para o bem de todos, principalmente da criança.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 14:30
É quase impossível, num caso como este, estabelecer quem está com a razão. Contudo, existe um princípio primordial que deve ser respeitado, sempre e acima de tudo, que se chama o interesse superior da criança. Nem sempre o melhor interesse é de ficar com o pai biológico. Os laços afetivos, aspectos emocionais e etc devem ser analisados e, principalmente, a criança deve ser ouvida. Se for vontade da criança permanecer aqui no Brasil, há muito pouco o que se discutir. A Convenção de Haia é essencial para o caso, mas ela não pode ser aplicada irrestritamente.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 14:45
Outra: é mesmo irônico o escritório do Lins e Silva, que ganha a maioria das causas, estar sentido, agora, um peso maior do que a sua importância.
Quanto advogar por uma causa basicamente oposta a do caso Sean, isto é natural, faz parte da advocacia: ganha quem sabe melhor usar as regras do jogo.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 17:13
Como advogada, discordo que tenha havido desrespeito à Convenção de Haia (existem apenas interpretações diversas) e de que seria imoral advogar em causas semelhantes com teses opostas (os fatos, aliás, podem ser diversos - e, por acaso, Carlos, você os conhece?).
Como amiga, não tenho dúvidas de que o João Paulo é um dos melhores pais que o menino poderia ter. No lugar dele (do João Paulo), por mim, pela minha mulher, pela minha filha e pelo meu filho “sócio-afetivo”, eu faria exatamente o mesmo que está fazendo.
Mas se eu fosse o pai biológico, confesso, sequestrava o menino de volta.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 17:54
Fernanda, o teu “como amiga” desqualifica - esvazia - um pouco os argumentos.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 18:11
Carlos,
Ainda que a Fernanda seja amiga, acho que, como amiga, conhece melhor os fatos do que outras pessoas. Na minha opinião, se amigos podem ser desqualificados (desconfiança que até acho justa, em tese) igualmente devem ser desqualificados os argumentos de quem nada conhece de fato - e aqui não me refiro especificamente a você, mas falo de forma geral. Sei que isso deixa poucas opções de argumentos “qualificados”, mas é o que eu penso.
Abs
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 18:45
Acho que devem ser considerados os interesses da criança, que não pode ser retirada da família em que está integrada desde pequena. Entendo que não é mais o momento de saber quem errou, quem fez o que, porque as coisas não podem mudar. O fato é que a criança vive por aqui faz tempos e não pode ser privada dessa família.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 12:11
Ainda mais, Patrícia, se considerar a “lavagem cerebral” que deve ter sido feita na criança pela pela nobre família de causídicos em prejuízo do pai americano. Boas coisas não devem ter sido faladas sobre ele…
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 18:05
Fico impressionada como é fácil apontar o dedo e julgar os outros quando se tem o poder da palavra….. C. A, pense um pouco antes de escrever, há muita gente envolvida nessa história e há muitos detalhes que nós, que lemos o que sai na imprensa (tanto brasileira como americana) jamais saberemos…..
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 18:13
Leticia, incomoda-me isto de que “há muitas coisas que não sabemos a respeito”… Do que sei, depois de muito pensar, eu falo.
E você?
As informações secretas, que muitos aqui parecem ter, só terão importância quando o deixarem de ser. Não gosto de mistificação. A partir dos dados de que disponho, objetivos, não vejo motivos para esta criança não ficar com o pai biológico. Aguardemos a palavra da Justiça Federal.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 01:53
C.A.
Só tenho uma pergunta: você já presenciou, pessoalmente, rotineiramente, o convívio dessa criança com o pai e com o padrasto? Sabe exatamente como foi o convívio ou quais esforços o pai biológico empregou - muito antes da Bruna morrer - para reaver o menino após ter seu filho sequestrado? Acho muito difícil falar com tanta empáfia sobre um opinião sem ter sentido de perto a maneira como essa história foi conduzida pelos envolvidos. Ler notícias de jornal não basta num caso desses.
Como, pelo que eu li de seus comentários, todos concordam que deve prevalecer o bem da criança, você por acaso perguntou a criança o que ela prefere? E, se você acha que o Sean não tem idade para dar uma resposta dessas, você efetivamente conviveu/observou o relacionamento e a educação que os “dois pais” dispensaram ao menino até então? O carinho que o menino sente pelos dois?
Eu confesso que não estou tão informada como vocês nem preciso estar, porque não sou eu que tenho poder de decidir, mas acho que, olhando de fora, como na verdade todos estamos, o mais sensato é haver um acordo para que o menino possa estar sempre com os dois pais, da mesma forma que aquele Pedrinho ficou. Lembra que ele foi roubado dos verdadeiros pais? Mas conviveu com os ladrões e gosta deles como pais, coitado. É uma vítima.
E, pra mim, pior do que optar pelo lado errado, se é que se pode definir assim a contenda, é, como bem disse a Letícia W, usar o “poder da palavra”, usar esse dom tão belo que você tem para humilhar quem pensa diferente de você. Opinião e argumentos todo mundo tem. Você não é melhor do que ninguém mesmo se estiver do lado “certo”, se é que há lado correto nesse caso. Cuidado com a empáfia, caro amigo.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 08:54
Leticia W,
E quando se tem o poder da caneta?
Saravá!
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 10:06
Caro C.A.,
Você foi muito infeliz na sua sua conclusão após estudo e acompanhamento do caso desde agosto 2008.
Como você acha que não precisa dizer muito, também não direi. (Acho que já disseram o bastante acima.)
Registro apenas que fiquei perplexo com a sua leitura “objetiva”, que ignora a inafastável subjetividade da proteção de interesses de crianças.
Não preciso escrever mais. Superficial.
Um abraço,
A.C.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 12:04
Mariana Valle, concordo com tudo que vc disse, mas parece que por aqui quem tem razão e dá a última palavra são sempre os “donos da casa”…..
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 12:27
Leticia, discorde sempre, por favor; mas não seja injusta com o site: nunca impusemos a nossa palavra [o valor que dou a este espaço de comentários, a simples existência - livre - dele, deveria significar algo] e sempre acolhemos a tua opinião e a de todos com a mesma relevância que damos à nossa. Se há alguma qualidade, inegável, a este site [há muitas outras], esta é, sem dúvida, muito mais que os autores, o caráter democrático da seção de comentários. Que você nos ache desprezíveis, tudo bem. (Compreensível e até justo). Respeite esta Casa, porém, e os valores dela. (Recebemos cerca de 100 comentários por dia, lemos todos, publicamos todos [temos uma média de 3 “censuras” por ano], e raros são os que ficam sem resposta). Aqui - como site, como estrutura - não há “donos” de coisa alguma e, de início, toda voz é bem-vinda, o que, acredite, é muito raro até para sites [e blogues] que só são lidos por quem os escreve.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 13:24
Eu só dou a primeira palavra. E, de fato, tenho razão.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 14:01
Carlos, essa média de censuras inclui os comentários do Rodrigo Pian?
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 14:09
Sim, Marcos. No último ano, os três comentários censurados foram dele. Rodrigo Pian, como sói aos grandes, representa a estatística tribuneira toda! Ele é imprescindível.
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 00:22
Nao estou aqui para julgar quem tem razao ou nao tem, mas o que está me parecendo é que as pessoas que estao comentando estao “levando” o caso para o lado pessoal…cada um tem a opiniao que quiser e tem liberdade para expressar como bem entender!
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 01:55
Vejo que o debate em torno do caso está acalorado. Para aquecê-lo ainda mais, segue o link da carta enviada pelo pai afetivo ao Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente).
Segundo noticiado no blog do Mauro Ventura em 15/03, tal carta não era endereçada à imprensa, mas acabou vazando quando enviada a um grupo de amigos do pai afetivo para revisão.
Link para o blog do Mauro Ventura:
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/dizventura/
Link da carta:
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/dizventura/texto.asp
Saudações a todos !
Sexta-Feira, 13 de Marco de 2009, às 04:05
Olha aqui Carolina moro na Noruega e gracas a essa galinha da Bruna nao vou de ferias ao Brasil.
Porque meu marido nao concorda que os filhos dele va a um pais que ajuda SEQUESTRADORES!!!
Isso voce pode guardar para voce sua besta,
Conheço detalhadamente o caso e a história verdadeira é muito diferente dessa. Não vou entrar no mérito da discussão toda agora, quem tem culpa, quem não tem.
Mas eu sei quem tem a culpa e uma galinha chamada Bruna, que cago e sentou na merda morreu e largou dois viuvos, puta, ordinaria, mae sequestradora, mentirosa e bigama.