por C.A. - Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 11:03
Vi todos os desfiles e escrevo de peito aberto: apenas quatro escolas de samba desfilaram melhor que o Império Serrano em 2009 - as quatro primeiras, Portela inclusive.
O Império foi roubado; tungado pela canalha bandida que comanda o carnaval do Rio de Janeiro. (E o leitor pode se preparar: sinto-me um palhaço agora, um trouxa, é verdade, mas não abandonarei o barco; vestirei a camisa mais do que nunca, mais orgulhoso do que nunca, e isto aqui vai virar um inferno).
O que se consolidou ontem, inequivocamente, não foi a absoluta rejeição ao tipo de carnaval desenvolvido pelo Império, mas a própria impossibilidade do carnaval. A negação.
E é duro, para quem viveu este desfile, para quem esteve lá, para quem se emocionou tanto e acreditou tanto, para quem sentiu a reação do público, para quem viu as lágrimas escorrerem do rosto daquela senhora, é duro receber [compreender] esta morte - este assassinato.
Gostaria, sinceramente, de falar que “chega“, que cansei, que escola de samba acabou pra mim, que doravante será só saudade - mas não. Eu ainda acredito. Não sei muito bem em quê, não sei como, mas ainda acredito. Eu acredito muito na força do Império Serrano - e preciso do Império Serrano.
Talvez fosse fácil escrever agora que, apesar de tudo, valeu; que o que importa nós fizemos, construímos no chão, no asfalto, como escola de samba. Isto, contudo, seria egoísmo. E mentira. Isto seria fechar entre os que desfilaram o sentimento de que o resultado, extraordinário, nós colhemos ali, na avenida, a cada passo e sorriso, a cada cadência de um momento raro. Mas não: quem esteve lá, quem rasgou aquela Sapucaí com o canto em riste, quem ladeou o miudinho de Felipe Moura Brasil, quem viu a minha Renata, linda, radiante de alegria, quem reparou no improvável passista em que se transformou João Paulo Duarte, brincando e se divertindo o tempo todo, quem foi tão feliz e inteiro quer ver a sua harmonia, a sua plenitude reconhecida e homenageada; quem esteve no desfile do Império Serrano, quem passou com ele ou o viu passar, sem nada ter com o julgamento, quer pedir - quer gritar - desculpas pelo décimo furtado à insuperável bateria da escola. Porque isso é dor.
Ao contrário de 2007, ano em que mereceu o tombo, este rebaixamento do Império Serrano é um golpe escandaloso contra o samba - e se deu, para delírio do dinheiro sujo [para a farra dos bicheiros sócios do poder público], nas mesmas bases que descrevi no artigo Vamos julgar os jurados?. (Aqui).
Ocorre que nós não vamos nos calar; não podemos. Não mais. E esta será, creio, a posição oficial do Império Serrano: romper com a contravenção - com o carnaval dos bicheiros obscuros, com o lixo chamado Liesa. Botar a boca no mundo; ir pro pau. Sem medo. O Império não é uma escola de bandidos - e não pode seguir de cabeça baixa ante as evidências de que é o boi-de-piranha desses vampiros do crime organizado. O Império Serrano não faz jogo de carta-marcada. É hora de assumir a posição de grandeza que é historicamente imperiana. É hora de cobrar. E cobraremos da prefeitura, sem cessar, o controle urgente sobre um evento que se faz, em boa parte, com dinheiro público. O prefeito Eduardo Paes, se não quiser dar linha ao crime concebido e empreendido por Cesar Maia, precisa compreender que a Liga Independente das Escolas de Samba, esta imoralidade, é inimiga do Rio de Janeiro, cujos melhores valores insiste em derrubar.
Não é tempo de omissão.
(O tal Jorge Castanheira, presidente da Liesa, com sua pinta de síndico competente, nada mais é que marionete da cúpula do jogo do bicho; o carnaval do Rio de Janeiro, porém, segue comandado por assaltantes da laia de Capitão Guimarães, o torturador - e é lamentável que também a tevê Globo, encenando a farsa, legitime este grupo de contraventores como uma entidade administradora séria).
Tenho simpatia pela Mangueira e especialmente pela Mocidade Independente - mas, neste carnaval, em quesito nenhum do mundo, estas escolas poderiam aparecer à frente do Império. A Mangueira despencava pela avenida; Padre Miguel exercitava todas as possibilidades do mau-gosto… E o que dizer de Porto da Pedra, Viradouro e Unidos da Tijuca? O que essas agremiações fizeram pelo espetáculo senão o cultivo insolente da mediocridade? Que mensagem a mais passaram no exercício de empilhar referências? Que luxo é este, cafonice monumental, que deprecia a graça de uma escola de samba cuja mensagem se lê de forma tão límpida e promissora - um pouco de carnaval, afinal! - como a do Império Serrano?
As gentes - jurados sobretudo - dão-se com alegorias imensas e lotadas, que acumulam rococós sem sentido, e se impressionam, deslumbradas… É a leitura - a visão nouveau riche - do mundo cuspida no carnaval. Não interessa a clareza, a elegância, a leveza, a concisão sobre o que se quer passar. Eis o segredo do carnaval das escolas de samba, amplamente aplicado pela Grande Rio: na dúvida [ou na certeza da própria incompetência], entulha-se o carro de barroquismos e vamos que vamos. A estupidez valerá cada nota 10. A cretinice!
Custei muito a acreditar, ingênuo talvez, mas estou afinal convencido de que o resultado que a quarta-feira de cinzas nos trouxe estava estabelecido há exatos doze meses, quando o Império Serrano venceu o Grupo de Acesso. Ali, no instante em que subia, tão feliz e esperançoso, descia. (O mesmo se dará com a União da Ilha em 2010, escola que, de resto, não mereceu o título, beneficiada pela perseguição à Estácio de Sá).
Ouvi o notável idiota de nome Dudu Nobre, sujeito asqueroso, puxa-saco lastimável, sub-sambista que despreza o carnaval na mesma medida que o desconhece, dizer que faltou ousadia ao Império Serrano - e ousadia foi justamente o que sobrou, felizmente.
É preciso muita ousadia, coragem, muita confiança nas suas qualidades, para desfilar um carnaval de verdade hoje na Sapucaí; para botar uma escola no chão, para investir no samba, no peso do samba, nas características do samba, para dar vez e espaço aos seus. O Império Serrano acreditou - acredita - num carnaval direto, horizontal, franco, limpo, transparente; e por isso, claro, pela transparência absoluta, foi punido.
Mas o Império, que tem patente, voltará. O Império é patrimônio do Rio de Janeiro e da cultura popular. E vamos à briga. E vamos à briga!
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Grande campeão foi o Salgueiro. A academia, porém, merecia a honra de um samba-enredo melhor.
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Há uma movimentação, anterior aos desfiles, para que nenhuma agremiação do Grupo Especial seja rebaixada. O Império nada tem com isso e, embora fosse o grande beneficiado com a transgressão, estou seguro de que jamais aceitaria qualquer virada de mesa.
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Quero recomendar a leitura do excelente artigo que Luis Carlos Magalhães publica em O Dia - aqui.
Estou plenamente de acordo.
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E também vale, como sempre, ler o que Marcelo Moutinho, este gigante imperiano, escreve a respeito - aqui.


Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 11:14
Achei o Império muito bonito, mesmo! Não entendi!
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 11:28
Uma tremenda injustiça! Preferiria ver minha Mocidade, que há anos vem fazendo figuração nos desfiles, cair a ver o Império mais uma vez nesse iô-iô insuportável.
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 11:54
Meu querido amigo, percebi a tunga quando vi a primeira nota de Harmonia. Ali, logo no início, percebi com muita tristeza que o Império, apesar de um desfile lindo, de uma leveza e evolução (acho que eles não ligaram o nome à pessoa, porque tirar ponto da escola em evolução, só não sabendo do que se trata)maravilhosas, seria rebaixado.
Fiquei tão triste que não deu nem pra ficar feliz com a vitória do Salgueiro.
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 12:46
Sr Andreazza, lembrando o belo samba do Império Serrano de 1996:
“Um filho do verde esperança
Não foge à luta, vem lutar”
Decepcionante o resultado desse carnaval! Causa desanimo aos amantes das escolas de samba. Abaixo um ótimo artigo que expressa muito bem o pensamento da maioria:
Luis Carlos Magalhães
(Colunista O Dia)
Repito aqui o que disse em meu comentário anterior: A importância de questionamento dos critérios de julgamento no exato momento da apuração das notas.
De minha parte, por tudo que venho defendendo neste espaço, deveria estar muito mais satisfeito do que na verdade estou.
O Salgueiro campeão, nada mais justo. Até pela insistência da escola em seu carnavalesco: muito mais vitorioso fora do que dentro. Bateu na trave bonito no carnaval passado e com um belíssimo carnaval anterior não premiado. Para mim, muito mais por ter ‘inventado’ e tão bem desenvolvido um enredo que só faz provar o quanto ainda há por dizer de nossas coisas.
E por ter vencido a Beija Flor, dando um sabor maior aos próximos carnavais.
Para mim, bom a Beija Flor em segundo porque ameniza o peso de minha consciência por ter pedido a Papai Noel uma escola que fosse capaz de derrotá-la.
Portela em terceiro …bem aí já é demais. Um grande resultado, grandíssimo. Quem sabe se “para o ano” … Quem sabe?
Como Portelense, e contando mais uma vez com a compreensão da Beija Flor e de Selminha, quero dizer que por toda minha vida vou lamentar aquele 9.8 da jurada Beatriz Badejo para Daniele Nascimento. E aqui não estou contestado nada, já que não estava por perto.
Bastaria um décimo a mais para que ela, com um peso de responsabilidade que só ela sabe, coroasse a história de amor de sua família _ família Nascimento _ para com a Portela. Com este décimo sua escola empataria com a Beija Flor, cabendo a ela o desempate que levaria sua escola a um resultado ainda mais importante, um presente ainda mais bonito para seu pai.
Como carioca que vê, a cada ano, as escolas da periferia crescendo, Vila em quarto e Mangueira em sexto significam o melhor resultado conjunto de escolas da cidade: quatro escolas cariocas no desfile das campeãs. E achava que ia demorar muito a acontecer isto, tal o rumo dos acontecimentos.
O “quê” então está faltando…porque ando tão desanimado?
A impressão que tenho é que estou enganando a mim mesmo e aos leitores. Cada vez acho mais que não conheço “o exato significado de cada quesito a ser julgado”.
Fico a imaginar que o Dr. Hiran Araújo tem muito mais razão do que eu e até mesmo ele podemos imaginar. Ou seja, o visual do carnaval além de predominar tem o avassalador poder de “contaminar”outros quesitos não visuais.
Fico com mais dúvidas ainda quando a questão é saber o “quê” exatamente é privilegiado por um julgador em cada quesito, digamos, visual.
Quando o Império Serrano faz um desfile tão bonito e emocionante; quando a escola tem seu enredo tão didaticamente desenvolvido; quando suas fantasias são absolutamente correspondentes e demonstrativas do enredo, que peso terá isto em seu favor?
Ou será que cada alegoria tem que obrigatoriamente participar de uma “corrida de preço”para demonstrar o quanto a escola gastou? Será que a fantasia tem mesmo que ser confeccionada com os tecidos os mais caros possíveis? Será enfim que a nota de cada alegoria, de cada fantasia tem como único critério de avaliação o valor desembolsado?
Será que nada se salvou, que todas as alegoria e fantasias do Império só mereciam mesmo o desprezo dos julgadores e levar as notas mínimas? Será que tal critério é tão forte e paradigmático que contamina e impõe o mesmo destino – o do lixo – àqueles quesitos que nada têm a ver com luxo e com o visual?
Que razões terão levado o Império a perder tantos pontos em ‘evolução’, mesmo tendo cantado e dançado tanto? A perder tão importantes pontos em harmonia? Será que é possível ir tão mal mesmo tendo uma bateria reconhecidamente – pela própria comissão – espetacular e embalada por um samba igualmente reconhecido como superior?
Ou será que me emocionei sem motivos e na verdade não passo de um bobalhão? A escola só superou uma em evolução e duas em harmonia.
Para que não digam que sempre acabo defendendo as escolas mais tradicionais, vamos dar um pulinho na colocação da Mangueira e tentar captar aquilo que pretendo demonstrar.
Quando a verde e rosa desfilou naquelas condições, eu e meus companheiros de transmissão ficamos muito preocupados. Declaramos mesmo, no ar, o quanto íamos torcer para que a tão querida escola conseguisse máximas pontuações nos quesitos não atingidos por suas alegorias inconclusas, cujos pedaços ficavam pela pista, e pelas fantasias que iam deixando partes pelo caminho. Afinal, naquele momento, chegava a notícia de que nem a fantasia de seu carnavalesco estava pronta.
Entendíamos que os quesitos ‘enredo’, ‘harmonia’, ‘samba’, ‘evolução’, ‘comissão de frente e ‘mestre-sala e porta-bandeira’ salvariam a escola de um resultado catastrófico.
Pelo mapa da apuração podemos perceber que nos preocupamos por nada. Como é que podíamos imaginar que um julgador daria 9.9 ao quesito ‘alegoria’. Que um outro daria 10 em ‘fantasia’, outro daria 9.9. Que mesmo com tanta alegoria inconclusa e danificada, com fantasias parcialmente desmanchadas, um julgador deu 10 em conjunto e outro 9.9.
Ou eu não sei exatamente o que são estes três quesitos ou muita coisa está errada.
A escola perderia décimos preciosos em’bateria’ (0.2), em harmonia (0.1), em evolução (0.4) e comissão de frente (0.2). Nota máxima mesmo veio em ‘enredo’ e para o casal que repetiu a nota do desfile anterior. Se soubéssemos que seria assim teríamos ainda ficado muito mais preocupados. Por outro lado, se esses pontos não tivessem sido perdidos e a Mangueira viesse até na na frente da Grande Rio, estaria tudo certo, estaríamos comemorando muito.
Só que a coisa não se deu bem assim.
Se considerarmos que no quesito ‘alegoria’ a escola superou o Império, a Mocidade e a Tijuca que desfilaram prontas; se considerarmos que no quesito ‘fantasia’ a escola superou a Mocidade, Tijuca, a Porto da Pedra e a Viradouro que desfilaram prontas, não consigo afastar a sensação de que há algo errado com os critérios de julgamento.
Para deixar mais claro ainda, para focar mais o espanto, convém destacar, localizar o foco na Imperatriz Leopoldinense, escola inconteste no cuidado que tem nesses quesitos: em ‘alegoria’ a Mangueira teve apenas quatro décimos a menos que a tão caprichosa Imperatriz; no quesito ‘fantasia’ a Mangueira teve um único décimo a menos.
Por tudo isto me pego desanimado. Não porque considere que haja desonestidade ou protecionismo, não acho mesmo que seja o caso. Penso mesmo que a questão reside na imprecisão de conceitos, na falta de entendimento do julgador ou, pior, na minha ignorância quanto à compreensão dos quesitos.
Ou o jurado não viu, ou viu e não puniu ou, pior, viu e achou que não era para punir.
Quanto ao fato de a Lesga ter decidido que nenhuma escola cairá, ter decidido isto “depois do resultado”, só tenho uma coisa a dizer: não acredito, embora tal fato venha a testemunhar a lisura do julgamento e a confirmação do trabalho de Haroldo Costa e Maria Augusta.
Não posso entender que iniciativa tão importante para o desenvolvimento das escolas,já em seu primeiro carnaval,a entidade cometa suicídio perante a opinião pública e com o povo do samba.
Com tal atitude deixa no ar a pergunta: o que vem por aí? Ou melhor: o que será o amanhã?
Com esta frase, e já com saudades do cachorrinho, saúdo o retorno da Ilha. Fico imaginando seus méritos para derrotar concorrentes com tão importantes desfiles.
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 13:09
Passei o carnaval descansando, mas assisti a Império na TV. Não assisti todas escolas, mas, além do samba, indubitavelmente maravilhoso, adorei a visão cristalina e leve que a Márcia imprimiu ao desfile. Naquela hora, fiquei lá imaginando o quanto o Renato deveria estar orgulhoso do primeiro vôo solo da mulher (eles ainda estão casados?). E pensei cá com meus botões: tem que ser corajoso para se desvencilhar de tanto luxo e parafernálias vãs, para sair dos excessos de Imperatriz Leopoldinense, da poluição de cores e investir na leveza, fidelidade ao enredo e às cores da escola. Pena que a Globo mostrou a Quitéria muito pouco. Virei fã convicta e confessa dela desde que cobri um concurso de Rei Momo e Rainha, no qual ela participou (ainda dançarina de um programa da Carla Perez se não me engano, em sua época pré-globo).
A Império não merecia ser rebaixada. E o Dudu Nobre como comentarista foi uma piada. Reverenciando os amigos, com medo de julgar o que devia. Nada imparcial e completamente sem noção. E ainda tirando onda dizendo que os jogadores de futebol estavam ligando pra ele pra elogiar o desfile do Salgueiro. Como se aqueles boçais jogadores entendenssem de escola de samba… Aliás, como se eles entendessem de alguma coisa…
Sempre adorei o trabalho do Renato Lage, mas nesse ano, quem me surpreendeu foi a Marcia. Já o rebaixamento, não me surpreende. Como vocês bem sabem por aqui, a unanimidade muitas vezes é burra. E quando ela é inteligente, a elite dominante vem e faz o favor de dar um jeito de acachapá-la com seus interesses vis.
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 13:15
O infeliz do jurado que deu 9.9 pra bateria do Império precisa fazer um exame de audiometria, certamente está com problemas… não há outra explicação plausível…
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 13:23
Andreazza,
Sinto exatamente o que você escreveu. Estou decepcionado como nunca com tudo o que aconteceu e como tudo é decidido no Carnaval do Rio.
Este ano, saí da avenida amando ainda mais o Império. Foi um desfile fabuloso - você sabe o quanto estive confiante, sempre. Quem viveu o desfile sabe que todos os componentes foram gigantes. Que a escola irradiou Carnaval, abrindo a avenida. Cada cronista que li defendeu o Império Serrano, todos que gostam de Carnaval se emocionaram com o desfile.
Bem, estarei de novo sob a coroa Imperial. Haja o que houver, não cansarei.
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 13:55
Amigos, leio todos os comentários, como sempre, e agradeço pela força dos amigos e dos leitores tribuneiros, especialmente àqueles que torceram tanto, o ano todo, e mesmo conosco desfilaram, valorizando o prazer de defender o Império Serrano.
Ocorre que, em matéria de carnaval, me calarei por uns dias. Vem briga boa por aí - e vou me preparar para ela.
Saudações imperianas!
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 13:57
Não sei exatamente a que briga o C.A se refere, mas lembro-me que, em 2007, o Marcelo Moutinho, que comenta aqui, propôs em nota no Globo que se criasse uma liga de escolas tradicionais, para voltar a vermos desfiles de escolas de samba, e não festinha privê das superagremiações.
Talvez seja uma solução.
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 14:20
eu também achei uma palhaçada, amigo. o desfile estava um luxo!
vou publicar 1 notícia na Agenda com link pra cá.
beijoca!!! saudações auriverdes!!!!
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 14:29
Uma pergunta: ano que vem, o Arlindo Cruz vai compor de novo para a Grande Rio?
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 14:54
De Resende a Madureira, eta carnaval sofrido!
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 17:57
Li agora o texto do colunista e é impressionante como quase todo ele vem ao encontro do artigo do Andreazza.
Destaco a parte referente à Mangueira: “Se considerarmos que no quesito ‘alegoria’ a escola superou o Império, a Mocidade e a Tijuca que desfilaram prontas; se considerarmos que no quesito ‘fantasia’ a escola superou a Mocidade, Tijuca, a Porto da Pedra e a Viradouro que desfilaram prontas, não consigo afastar a sensação de que há algo errado com os critérios de julgamento”.
Essas distorções vêm acontecendo ano a ano, mas dessa vez a coisa foi tão braba, tão descarada, que fica difícil não achar que foi uma coisa pessoal.
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 18:26
A minha Fé acabou!
Eu acusei o golpe ontem, Carlos.
Eu só volto quando o Império arranjar um Roman Abramovich!
Eu não quero ser tratado como um América.
Esse Dudu Nobre é o Renato Maurício Prado do Samba, que cara
escroto!
Não tem jeito.
Desculpe-me pelo desabafo.
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009, às 22:43
Caro CA, já escrevi, e escrevo de novo, não entendo nada de carnaval, samba ou desfile. Assisti apenas ao Império, por ser a primeira, e por admirar os escritos de vocês (acho até que vi o Pim), o que me fez, por tabela, simpatizar com a Escola. Mas por tudo que rolou, pergunto, inocentemente: existe alguma possibilidade do seu artigo de sábado, além de outras críticas contundentes que você tem feito no seu site, e outros do seu naipe em sites afins, terem influenciado no resultado? Como dizia o poeta, perguntar não ofende…