por C.A. - Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2009, às 18:00
O senador José Sarney, o pior presidente da história do Brasil, não faz muito disse que se desinteressara da política e que, afinal, dedicar-se-ia exclusivamente à literatura. Fiquei preocupado. (Com a literatura). Mas, bem, refleti. A opção resultaria em que pelo menos o Sarney político desaparecesse aos poucos, e me vi em lucro. (De fato, o homem eclipsou-se). Agora, porém, ele volta com tudo, candidato favorito - sob a fé de Lula - à presidência do Congresso, e a minha dúvida-torcida urgente, por motivo de compensação cultural, equilíbrio humano e justiça divina pelo-amor-de-deus, é: deixará a literatura?


Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2009, às 18:47
Não, escritor, não deixará. Sinto dizer, mas li em alguma lugar que a literatura terá sempre um espaço reservado para o imortal-pior-presidente-da-história-do-Brasil.
Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2009, às 20:15
Eu até já escrevi um negócio que reafirmo - considero a presidência Sarney no Senado como uma ofensa de cunho pessoal.
É inacreditável.
Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2009, às 08:28
O bigode do Sarney é o máximo!
Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2009, às 09:35
Seria bom se, além da literatura, ele se desinteressasse um pouco do Maranhão. Talvez aquela gente comece a viver um pouco acima da linha da pobreza. Eu sei que sua filha perdeu as últimas eleições, mas ele ainda manda por lá.
Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2009, às 11:18
Olga, será que essa alcunha de imortal se refere apenas ao título da ABL? Afinal, o Sarney está no poder desde que eu era adolescente (ou antes disso).
Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2009, às 11:19
Sarney foi um presidente ruim. Mas, desculpe por fugir do senso comum (aceito críticas ferozes), tenho minhas dúvidas se o Tancredo Neves teria sido melhor.
Tancredo Neves me parece uma espécie de Obama, que morreu antes de ter tempo de fazer um péssimo governo.
Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2009, às 11:27
Secchin, Sarney foi o pior presidente. Tancredo teria sido ainda mais.
Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2009, às 11:50
C.A, você pensaria em fazer como o Sarney e se dividir entre as letras e a política? Seus textos são muito políticos, mas, en geral, não despontam nele uma paciência para “jogar o jogo”. Enfim, acho que você parece ter idéias próprias, mas não teria vontade de encarar “os meios” para colocá-las em prática.
Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2009, às 12:07
Secchin, eu me interesso por política tanto quanto jamais a exerceria. Não sei se tenho idéias próprias. Mas é do senso comum que me valho para afirmar que serei serei mais útil [e feliz] como crítico da política partidária.
Abraço!
Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2009, às 12:21
Secchin, não sei quantos anos você tem, mas imagino, como quase todos aqui, acho que a exceção sou eu, que seja bem jovem. Por conta disso, tenho a impressão que seus pais nem pensavam em se casar quando o Sarney entrou pra política.
A alcunha vale para as duas questões. Pois o cara ressurge do nada com uma força inacreditável.
Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2009, às 14:09
Ele é bem antigo mesmo, Olga. A imagem mais antiga que tenho dele é a do período chamado de “abertura”, quando surgiu a tal Frente Liberal e, posteriormente, a costura que derivou na candidatura de Tancredo Neves.
Mas imagino que ele tenha uma vida política pregressa bem maior mesmo.