por C.A. - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2009, às 15:58
O poeta Tarso Genro, ministro da justiça, envergonha o Brasil para muito além dos versos que comete. (Mas não está sozinho nesta ação conjunta de caráter ministerial, como nos lembra, diariamente, a prosa ainda menos lírica de Carlos Lupi, Celso Amorim etc.).
Ontem, em caráter unipessoal, Genro concedeu o título de “refugiado político” a um estrangeiro foragido, Cesare Battisti, assassino inequívoco que estava preso no Brasil há mais de ano.
Terrorista duplamente condenado [sob um estado democrático e de direito] por homicídio na Itália [matou quatro pessoas, friamente, quando militante de extrema-esquerda], Battisti estaria sob prisão perpétua em seu país não tivesse escolhido o Brasil por abrigo. Como o Estado brasileiro lhe [nos] fez ver, estava certo. Lamentavelmente.
Doravante, explorando a simpatia que o governo deste país nutre pela mais ampla gama de terroristas [cuja barbárie sempre será aqui legitimada-justificada por motivações políticas de resto inexistentes], está livre para bravatear pelo continente de impunidade absoluta em que nos aprofundamos. E talvez nos ofereça - aos trouxas! - até palestras…
(O Ministério do Turismo, aliás, poderia, oportunamente, propagandear mundo afora - e mais ou menos assim: você é bandido, terrorista-guerrilheiro-assassino-sangüinário sobretudo?; não perca tempo, seu lugar é no Brasil).
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Carlos Lupi, em tempo, é um ministro do trabalho muito curioso, ademais simbólico do petismo, embora não seja do partido. (O petismo de fato extrapola)… Lupi despreza o trabalhador. O negócio dele são os sindicatos, as entidades etc. O trabalhador, o indivíduo que labuta, o cidadão, assim no singular, este não existe, não tem voz, peso. É merda. A este senhor, o trabalhador só importa quando desfigurado - quando massa - em meio ao conjunto sindicalizado.
Aí é uma beleza - e ele lava a égua sem dó.


Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2009, às 17:07
Fica tranquilo que isso vai dar merda, não tem chance dessa estupidez terminar assim.
Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2009, às 08:07
Carlos, chamar esse escritor italiano de terrorista é dar uma
de Bolsonaro.
Sem ranços, por favor.
Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2009, às 09:39
Marcos, escritores só matam personagens…
Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2009, às 09:57
Eu não estou totalmente informado sobre a história desse asilado político. Mas acho que, em geral, tem muita gente que ganha o rótulo de terrorista por conveniência, enquanto outros terroristas, como os atuais governantes de Israel não são definidos assim.
Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2009, às 20:15
CA você está lendo muito o Globo e Folha, segue citação do Norberto Bobbio sobre o judiciário da Itália no período.
“A magistratura italiana foi então dotada de todo um arsenal de poderes de polícia e de leis de exceção: a invenção de novos delitos como a ‘associação criminal terrorista e de subversão da ordem constitucional’ (…) veio se somar e redobrar as numerosas infrações já existentes – ‘associação subversiva’, ‘quadrilha armada’, ‘insurreição armada contra os poderes do Estado’ etc. Ora, esta dilatação da qualificação penal dos fatos garantia toda uma estratégia de ‘arrastão judiciário’ a permitir o encarceramento com base em simples hipóteses, e isto para detenções preventivas, permitidas (…) por uma duração máxima de dez anos e oito meses”.
Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2009, às 08:32
Eduardo, já li Bobbio o suficiente para lhe saber tradicional terrorista intelectual.