por Pim - Quarta-Feira, 17 de Dezembro de 2008, às 18:43


É uma pena que Sylvester Stallone esteja no Rio de Janeiro estudando locações para sua próxima obra-prima. Os ditadores latino-americanos (musos inspiradores de The Expendables) estão reunidos na Costa do Sauípe para uma micareta ideológica com a presença de um de seus maiores ídolos: o tirano homicida Raúl Castro - aquele que sempre fez o que eles não podem (ainda?) fazer (oficialmente): fuzilar a oposição.
O tal Grupo do Rio, outrora restrito a democracias, reúne países da América Latina e do Caribe para ver quem consegue sabotar primeiro a OEA e mandar os Estados Unidos para o paredão. Raúl Castro traz a manha do tempo em que Don-Don jogava no Andaraí, e paredão se chamava árvore. É ele, na foto ali em cima, vendando os olhos de um oposicionista como quem brinca de gato-mia, para então - na gincana secular da família Castro - comandar o fuzilamento. Miau!
Raúl aproveitou a solenidade para cantar um axé contra o embargo americano - sob o coral de Lula, Chávez, Correa, Morales e Lugo - como se o que mantivesse a população de Cuba na miséria não fosse - digamos - o medo da mata… O trio elétrico dos Castro - seja na terra, seja no mar - já matou 95 mil pessoas, sem contar os três coitados que Fidel mandou recentemente pelos ares porque tentaram fugir de barquinho, o que deixou seu fã José Saramago mui decepcionado: 95 mil, tudo bem, mas 95 mil e três? Ah, não.
Celso Amorim, o ministro das Relações Comunistas do Brasil, está em polvorosa: “se [a entrada de Cuba no grupo] servir para que o presidente dos Estados Unidos veja para que lado estão soprando os ventos, eu acho válido”. Por um momento, achei que ele falava do sudoeste que bateu em Santa Catarina, mas depois vi que era um recado (”Agora só falta você/iê, iê”) para Barack Obama, aquele que se elegeu sem provas de nacionalidade e que, quando a avó confirmou (por duas vezes) seu (dele) nascimento no Quênia, proibiu-a de dar entrevista.
A indiferença da imprensa brasileira à recepção de um assassino em massa pelo governo é quase tão comovente quanto a ocultação coletiva da imprensa americana em relação às mentiras, lacunas e parcerias terroristas de Obama. O poder dessa gente de negar o rumo dos ventos me lembra o parlamento de Krypton. Ninguém acreditou em Jor-El quando ele disse que o planeta explodiria em 30 dias. O jeito foi salvar pelo menos seu filho Kal-El, mandando-o à Terra como o Super-Homem. Agora que os sujinhos já corromperam a democracia dos Estados Unidos, eu estou aqui, com a minha pipoca, esperando o meia-bomba John McCain enviar o Stallone para salvar a América Latina.

Raúl Castro (de branco) com Hugo Chávez, Evo Morales e Lula: no Brasil, todo tirano é bem-vindo.


Quarta-Feira, 17 de Dezembro de 2008, às 09:10
Por demais me enfurece a complacência patológica e o alinhamento ideológico desse governo com toda sorte de ratos de esquerda, desde Chávez a Fidel até a inacreditável resistência em rotular as FARC como movimento terrorista (financia meu ParTido via caixa 2 - com dinheiro de seqüestros e drogas - que te dou cobertura política aqui, amigão).
O que impressiona ainda é que a pessoas são idiotas demais, mesmo para fazer associações triviais. Mas isso é mérito da esquerda que, seguindo a estratégia Gramsciniana, vem doutrinando os incautos desde suas aparentemente inofensivas aulas de História da 1ª série.
Só há uma solução: Sly para presidente.
Quarta-Feira, 17 de Dezembro de 2008, às 11:12
Pim, estás em grande forma - e eu assino embaixo.