por C.A. - Segunda-Feira, 8 de Dezembro de 2008, às 14:14

Só há um sentido na paixão futebolística - que sigo à risca, Flamengo que sou: euforia absoluta e bravatas mil quando o time vai bem, e desdém profundo quando mal. Simples assim.
O futebol só importa e é importante por ocasião das vitórias e das conquistas - das glórias. As derrotas, entretanto, diminuem o esporte - e o tornam insignificante. (As derrotas só diminuem o esporte, registro; jamais o clube).
O Flamengo perde - e o futebol é a máxima irrelevância, como agora. (E antes de um acesso de fúria, controlo-me pensando num desses jogadores - Leonardo Moura, por exemplo - dançando pagode madrugada adentro logo após a derrota vexatória, sei lá, para o Atlético Mineiro, 3 x 0, no Maracanã)…
O Flamengo ganha - e nada de mais expressivo [e quente!] terá havido na história da humanidade desde o incêndio à Biblioteca de Alexandria [gosto pessoal]. (E então, sem dó, alçarei Ibson, Fabio Luciano, Juan, Obina, Kleberson e Marcelinho Paraíba ao olimpo de gênios rubro-negros lá onde pontificam Dequinha, Domingos da Guia, Leandro, Dida, Zizinho e Zico, o nosso rei).
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O período natalino e o começo do ano só têm real valor porque correspondem às férias futebolísticas e ensejam algumas semanas de lucidez. Brevemente, o torcedor organizará a agenda em função dos compromissos profissionais e familiares - e não de acordo com o calendário futebolístico. (E acho que muitos casamentos são salvos - ganham fôlego - neste ínterim). Afinal, um pouco de sanidade - com as importâncias real e proporcionalmente colocadas - terá vez, como bem se notará no esvaziamento dos suplementos esportivos dos jornais, de forma a que não tenhamos de nos deparar [julgando normalíssimo] com a palavra tragédia igualmente usada para designar, na primeira página duma prestigiosa publicação, o provável [e consumado] rebaixamento de um grande clube e a desgraça que destruiu Santa Catarina.
Logo, porém, começarão os estaduais, juraremos ignorá-lo racional e solenemente, mas, ora, o Flamengo então goleará o Boavista [nome moderno para o saudoso Barreira de Bacaxá], dará pinta de campeão já na terceira rodada - e logo teremos o temido duelo contra o Madureira em Conselheiro Galvão… Como se sabe, imperdível!


Segunda-Feira, 8 de Dezembro de 2008, às 15:35
Que estádio é esse, Andreazza, que tão bem representa o país do futebol?
“As derrotas só diminuem o esporte, registro; jamais o clube).”
Isso é uma verdade. Confirmo isso a cada dia. Torcedor de futebol é um caso a ser estudado, é uma coisa q
Segunda-Feira, 8 de Dezembro de 2008, às 15:49
continuando o comentário que seguiu, rebeldemente, sem o término: que me fascina. Meu pai, gaúcho botafoguense, uma vez perguntado sobre qual time torcia em Porto Alegre, respondeu com empáfia, “só torço por um clube, o Botafogo”. E isso num período de derrotas humilhantes do Glorioso.
Segunda-Feira, 8 de Dezembro de 2008, às 16:31
Lindo comentário, Olga.
Segunda-Feira, 8 de Dezembro de 2008, às 22:00
Lindo comentário, Olga.