por C.A. - Quarta-Feira, 19 de Novembro de 2008, às 11:34
Uma das mais recentes sensações pop-célebres do Rio de Janeiro é o tal Bailinho, uma festa concebida por gente cool e parida, eu juro, sob o charme de certa clandestinidade [que cousa!], porquanto fosse pouquíssimo divulgada e só reunisse a nata do pensamento descolado e pra-frentex carioca. (Tudo o que mais amamos nesta Casa: atitude e vanguarda!).
Veja, da lavra de seus organizadores, uma breve definição para o evento:
“O Bailinho é festinha no play - mas você não precisa levar um prato de doce ou salgado. O hi-fi de 2008. Diversão garantida, gente querida, correio elegante e música boa.” (É ou não é um sonho, leitor)? (Correio elegante)!
Dava-se, não à toa, na boate 69, em Ipanema, na multicultural rua Farme de Amoedo. Uma graça, enfim. (E um sucesso, sem dúvida, já que figuras queridas do naipe de Carolina Magalhães e Bruno Gagliasso enobreciam o evento furando-lhe sucessivas e enormes filas - esta incontornável referência de êxito carioca).
Pois bem… Como se fosse possível melhorar [!!!], sim, o Bailinho cresceu [a fila também], deixou de lado a clandestinidade, e incorporou, democratizando-se [alargando o correio], outras personagens, gente menos cool talvez [ou menos querida, quiçá], mas inegavelmente típica deste grande e inacreditável Rio de Janeiro VIP, daí porque, ora sito ao terraço do Vivo Rio [ao lado do MAM], lá encontremos desde atletas exemplares como o futebolista Edmundo e o pugilista Dado Dolabella até ex-cantores [o boa praça rubro-negro Léo Jaime!] e jovens empresários “pegadores”, como um tal Felipe Simão, ex da Ivete Sangalo - pivô da primeira briga generalizada da história do Bailinho [no dia 16 último], prova de que uma festa de sucesso, no Rio de Janeiro, não depende só de releituras bacaninhas das canções do Balão Mágico e de filas e cervejas quentes, e tampouco de subatores, putas e bichinhas amigas, mas de ficha criminal e pancadaria, tanto melhor se resultando em alguém covardemente agredido e, afinal, desacordado.
Tudo muito pós-moderno e pós-civilizado. (Muitos vestidinhos da Isabela Capetta).
Tudo o que um cidadão de bem deseja para o seu fim de domingo. (Com Selton Mello nas carrapetas).
E viva o Bailinho!

(A próxima edição será a 30 de novembro - imperdível).


Quarta-Feira, 19 de Novembro de 2008, às 12:47
Viva! Estaremos lá, 30 de novembro, angariando “subatores, putas e bichinhas amigas” para o nosso talk-show.
Quarta-Feira, 19 de Novembro de 2008, às 13:17
Carlão, tomara que tenha tiro na próxima.
Quarta-Feira, 19 de Novembro de 2008, às 13:38
Adorei.
Quarta-Feira, 19 de Novembro de 2008, às 19:38
Ótimo, meu velho !
Quarta-Feira, 19 de Novembro de 2008, às 08:18
Inacreditavel. 0 ano é 08, seria o ano 0008 A.C. ou D.C.?
Quarta-Feira, 19 de Novembro de 2008, às 09:28
Cheguei meio atrasada… mas (irresistível) que cousa!!!!! (Muitas exclamações, achei que combinava com o Bailinho)
Beijos