por Tribuneiros - Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 13:33

Ídolo supremo desta Casa, gênio - na definição mais absoluta para o termo - da raça, decerto que o mais brilhante entre os mui brilhantes [Almir Guineto, Jorge Aragão, Arlindo Cruz etc.] compositores descobertos a partir do Cacique de Ramos, na virada dos anos 70 para os 80 do século passado, Luiz Carlos da Vila, depois de quarenta dias internado, não resistiu.
Figurará, para sempre - pelo menos nesta Casa sambística - entre os maiores da música brasileira em todos os tempos, lá onde estão Candeia, Silas, Noel e Nelson Cavaquinho
Fosse o Brasil um país sério e nós viríamos de perder algo como um Tom Jobim.
[Leia Feliz Natal, Da Vila, a crônica de Felipe Moura Brasil, o nosso Pim Monumental, a respeito - aqui].
A pedidos [justos], seguem, pela ordem, o inesquecível samba-enredo [campeão em 1988] da Vila Isabel, que Luiz Carlos da Vila, genial compositor para qualquer modalidade de samba, criou com Rodolpho e Jonas; e o também samba-enredo, concebido [com Nei Lopes] para o lendário Quilombo, em homenagem ao poeta Solano Trindade:


Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 13:50
Andreazza, acabei de ler lá no blogue do Moutinho. Deixei até um comentário. Fiquei triste demais. Gosto muito dele. Qualquer homenagem será pouca!
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 13:50
E estão os telejornais a falar das mortes da menina de São PAulo e do Arthur Sendas. Nada sobre o falecimento do poeta maior. A sentença definitiva é essa mesma: fosse o Brasil um país sério e nós viríamos de perder algo como um Tom Jobim.
Da Vila é maior, muito maior, que esses Velosos, Buarques e Gilbertos… Hoje é dia de gurufim.
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 13:58
Tive o privilégio de fazer uma entrevista com ele [está no arquivo do site], na Vila da Penha, sentado à mesa de um boteco muito ordinário, horas e horas de papo, cheio de cerveja na cabeça - um puta orgulho que tenho.
Que perda!
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 14:50
O governador Sergio Cabral acaba de declarar luto oficial de três dias pela morte de… Arthur Sendas.
Aguardemos, então, que o presidente Lula declare luto oficial de três meses pela morte de Luiz Carlos da Vila.
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 15:08
Triste mesmo, imperiano.
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 15:31
“Ele era malandro e ela veio de Paris
Ele era o bronze e ela o chafariz
Deu se estranhamente a grande dama num olhar de meretriz, ao mestre sala das senzalas do país o amor da galeria pediu bís.
Ele era passista nota 10 da Imperatriz, ela destaque de Leila Diniz
Quando o ollhar e os corpos se tocaram se fundiu carvão e giz
Ele era o caule e ela era a flor de liz
O amor na maior festa do país
E assim fez- se a luz e a treva deu-se a claridade
Flor de Liz entregou- se enfim
Como alguem que se entrega à doçe impunidade
Fizeram amor num banco de jardim
Foi um chafariz de amor no centro
A agua fora e o bronze dentro
Num “je t´aime” explodiu Leila Diniz
Hoje ela é a dona da senzala
A mulher do mestre-sala nota 10 da Imperatriz”
Desculpe se teve algum erro na letra, mas acho que é assim a, na minha opiniao, maior obra prima do mestre Da Vila
Abraços
Pratinha
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 15:31
Vou com o garoto bom Tiago Prata, o Pratinha, à quadra da Vila para o gurufim do poeta. Prata, que viajou com o Luiz Carlos no início do ano e acompanhou o mestre com o sete cordas, está inconsolável. Eu também, meu velho, passei uma tarde memorável conversando e bebendo as coisas mais absurdas com o da Vila. Fiquei com a impressão de estar convivendo com um gênio absoluto.
Ao gurufim!
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 17:21
C.A,
Sem querer abusar, mas gosto muito qdo a casa se utiliza de recursos de mídia para enriquecer nossas visitas.
Eu, e acredito que boa parte da população tribuneira, iria gostar muito de um post com uma música do Da Vila para ouvirmos.
Contente ficaria se minha sugestão fosse aceita.
Pian
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 17:43
Aí está, Pian. Um clássico do samba-enredo. (O primeiro que aprendi a cantar, aliás, e do qual jamais me esqueci). E um outro, menos conhecido, mas delicioso, ademais na voz do compositor. Espero que você goste.
Abraço!
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 18:05
Andreazza, que maravilha! essa Solano, Poeta Negro. Chorei.
Nunca concordei com essa sacanagem de pessoas queridas, ainda mais se talentosas, morrerem!
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 21:01
Tive a alegria de pintar para o meu saudoso amigo Luís Carlos um painel para o seu aniversário, há dois anos. Ele, empunhando o violão, cercado por 50 personalidades do samba, cantores e compositores. É difícil imaginar que não mais teremos sua figura grandiosa envolta na simplicidade que só os verdadeiros poetas possuem. Jamais o esquecerei.
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 10:28
Andreazza,
Muito obrigado por ter atendido o meu (certamente, o nosso) pedido tribuneiro.
Realmente fosse esse um país sério….
(…)
Lindo demais.
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 14:54
Andreazza, vc sabe que corria à boca pequena que o Da Vila era imperiano, né?
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 15:07
Marcelo, nunca esperei outra coisa do Da Vila - este grande imperiano.
(Conforme me bateu o Simas, aliás, a nossa bandeira acompanhou ontem o velório do gênio, na quadra da Vila).
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 14:18
Andreazza, acho que o Zé Luiz, imperiano maior, é também parceiro do Luiz Carlos e do Nei Lopes no Solano, poeta negro. Saudações serranas.
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 16:02
Prezados,
acabei de saber que o Moyseis Marques fará hoje, no democráticos, uma homenagem ao Da Vila.
Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008, às 13:29
Conheci o Amigo, no Boca da Noite.
Apresentado pelo poeta e compositor paulista Wilson Sucena.
Tive a honra de conhecer um diamante bem lapidado o perfeito, o poeta da Vila.
Enquanto tiver sangue nas veias, como disse,o amigo em uma de suas criações, cantarei sua obra que para mim, és o melhor e o maior poeta de todos os tempos.
Luiz Carlos da Vila.
És imortal
Beto Bastos