por C.A. - Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 00:59
Ao contrário deste gigante que é João Paulo Duarte, não sou um analista político arguto. Disputas eleitorais me fastiam. (Talvez porque, sem sucesso, eu sempre procure - e vou ao pré-sal dos discursos - pelas idéias)…
Os candidatos, salvo cada vez mais raras exceções, parecem-me moribundas cobaias para a vanglória dos marqueteiros - homens de imagem… - e para a confirmação absurda [alarmante] de uma sociedade pautada [mediada] pelos meios de comunicação.
Então, progressivamente, sob o discurso [enlatado e asséptico] que vem de fora, deixam de ser políticos, bons ou maus - e se transformam, indistintamente, em cafajestes contumazes. Atores canastrões. Canalhas mesmo. É assim que os vejo, uns mais, outros menos. E acho triste.
De alguma maneira, antecipando esta imensa troca de e-mails em que o contato humano se transformou [esfriou], creio em que os políticos sejam hoje - na vanguarda - o que seremos amanhã.
********
Eduardo Paes está eleito - repito o que outrora escrevi. (Aqui).
Variará, contudo, a dificuldade da vitória no segundo turno, maior [quiçá até dura] se contra Fernando Gabeira. (A zona oeste, todavia, não lhe faltará).
Não temo Crivella. Ele não tem chances. (Cravou-se já por teto). Eleito, porém, não governaria pior que Cesar Maia. É um político profissional e tem ambições… Se o rejeito, não é pelo medo de que instale um bispado crente na municipalidade, mas porque o considero intelectualmente fraco, despreparado para administrar uma cidade [a cada dia mais] complexa e, sobretudo, incapaz de compreender organicamente o que é o Rio de Janeiro.
É simples.
Síndicos e demagogos nós já tivemos - e aí está o resultado. O Rio precisa de um prefeito que tenha um projeto de cidade. Grandioso, articulado, fluente, arejado. Para vinte, trinta anos, talvez mais tempo. Um programa que se valha, sim, das iniciativas de sucesso em outras cidades importantes do mundo, mas que tenha por modelo de implantação as necessidades, culturas e experiências nossas.
Precisamos, sim, de um plano de revitalização da zona portuária. É um exemplo entre outros mil.
Nada se resolverá, entretanto, com um museu absolutamente desprovido de acervo - ou com um monumental aquário a vinte metros de um mar onde a maré faz tempo não está para peixe… Ao Rio, o que é do Rio, e que então se encham aqueles velhos armazéns de barracões decentes para as escolas de samba, as miúdas, as abandonadas, que não precisam de uma nova Cidade do Samba para fazer [brincar] carnaval, mas que podem, mui naturalmente, potencializar a vocação boêmia e carnavalesca incontornável da região portuária e, de modo geral, do centro da cidade.
É uma idéia.
********
Ao Rio bem-vindo seria um prefeito que não fosse político e que nutrisse simpatia mínima pelo voto, isto no sentido de que livre das aspirações eleitorais ordinárias. Não é difícil… Um homem público - rico de preferência - que não tivesse planos de ascensão política, que não fosse refém do eleitorado, mas que, admitindo-se por vezes impopular, se bastasse feliz a conceber [empreender] um duradouro projeto de cidade que, na origem, propusesse um pacto suprapartidário de sucessão eleitoral em torno das prioridades então identificadas para o município.
********
Antes de tudo, o honroso cargo de prefeito do Rio de Janeiro deve ser visto como de altíssima importância - e não como trampolim para orçamentos maiores.
********
Não gostaria de muito me prender a Solange Amaral. Não resta dúvida de que seja uma política fiel. Foi para o sacrifício e, sem chance alguma, não se saiu mal. Garantiu, com sobras, a reeleição para deputada federal em 2010. E mais não poderia.
O mesmo serve para Chico Alencar, excelente parlamentar. Tornou-se ainda mais conhecido e, assim, terá assegurado quatro novos anos de mandato em Brasília.
A propósito, gostaria que Chico compreendesse logo que propagandear - a título de uma tal independência - a ausência de empresários [de financiadores] em sua campanha, mais que sinal de fraqueza, é estupidez política e prova de soberbo despreparo para administrar. O financiamento privado de campanha [por empreiteiros e o escambau], desde que às claras, é legal - e uma gestão moderna não pode prescindir da iniciativa privada, parceira excepcional.
********
Alessandro Molon, por sua vez, realizou uma proeza tipicamente petista - e quase negou a fantástica máxima malufista segundo a qual “eleição só perde quem não disputa”.
Sabidamente sem possibilidades eleitorais, entraria no pleito para se fazer conhecido, divulgar o bom mandato parlamentar que cumpre na Assembléia e, assim, credenciar-se como forte postulante a uma cadeira na Câmara Federal. Que conseguirá. Mas não precisava sair desta campanha como um chato.
O chato.
********
Capítulo especial merece Paulo Ramos. Um fanfarrão.
E que se faça justiça: se houve algum bom-humor e um átimo de espontaneidade nesta disputa, dúvida não há, obra e graça deste pedetista old-school.
A insistente postura contrária [e afinal impeditiva] aos debates televisivos que o excluiriam com base em [pouco democráticas] pesquisas de opinião, a despeito da mania de perseguição que caracteriza a melhor estirpe brizolista, esteve sempre muito bem defendida por Paulo Ramos.
É uma discussão importante, que foi tratada como burlesca, mas para a qual se deve atentar.
Nos moldes globais que nos são impostos, os debates, de tão amarrados, não fazem falta. E tanto melhor seriam se juntassem os candidatos ditos nanicos ao clube dos [geralmente] cinco poderosos. Vou além da simples [e evidente] diversão. (E creio mesmo em que a audiência cresceria). É, antes, uma questão democrática, que desmonta o argumento segundo o qual um Paulo Ramos configuraria o clássico franco-atirador: numa democracia série e amplamente cultivada, todo o franco-atirador mirará o próprio pé.
********
Gosto de Jandira Feghali [lamento que tenha domado as madeixas…] e torço para que retome, em breve, o seu elogiável caminho parlamentar. Teria sido uma boa senadora em 2006, quanto mais se pensarmos no Dornelles.
Seja como for, Jandira precisa estabelecer um objetivo - uma meta política. Qualquer uma. E insistir. Quando a vejo, com razão, dizendo que esteve com Lula, incondicionalmente, nas eleições que perdeu e ganhou, penso em que talvez o exemplo do presidente, tão próximo, ainda não lhe tenha ocorrido.
Jandira precisa disputar menos eleições, escolher um cargo eletivo por futuro [projeto] político - e a ele se dedicar. Se quiser a prefeitura do Rio em 2012, não poderá pleitear o Senado em 2010.
O jogo - todo jogo - também é feito de descanso.
********
Desconfio do movimento que parece empurrar Fernando Gabeira, ao apagar das luzes, para o segundo turno. A modorra desta campanha sem caráter se me afigura incapaz de uma tal virada. É a impressão dum leigo.
Que assim, turfisticamente, explico: puro-sangue algum atropela em páreo de chucros. (E onde já se viu, aliás, um puro-sangue formar em largada de paraguaios)? Os mais notáveis arremates de que tenho conhecimento sempre dependeram de uma atmosfera épica para a glória derradeira. Que não há.
Se tivesse de casar grana minha, afinal, apostaria num segundo turno - insuportável - entre Eduardo Paes e Marcelo Crivella.
********
Houve festa hoje no comitê de Crivella quando, por ocasião do último programa eleitoral televisivo, apareceu Caetano Veloso a cantar - afetadamente como só não carece o Rio de Janeiro - uns versos de esperança bossa-novista em Gabeira…
********
Li por aí que Fernando Gabeira não faz mais apologia da maconha. É deslavada mentira.
O programa eleitoral dele, uma reunião de artistas pop-alternativos, é mensagem subliminar de tessitura brilhante.
Melhor, só se fosse gravado nas casinhas da PUC.
********
Lamento, sinceramente, mas não encontro em Gabeira traço ínfimo deste estadista que me querem vender. Ele é o menos pior, embora desprovido de programa como todos os outros. (E lamba).
Incomoda-me muito, aliás, que a campanha dele peça votos se ufanando de posturas que deveriam ser naturais. (Como se a boa educação devesse render elogios a um adulto)…
Se não polui as ruas e as emporcalha de placas sustentadas por miseráveis que tudo topam por uma fatia de mortadela, não faz mais que a obrigação - e deveria ter vergonha de seduzir eleitores com a exibição desta cidadania cretina.
(Ou será um bebê a que se deve aplaudir por urinar dentro do penico)?
*******
Gabeira é um carioca, um carioca notável e típico, dúvida não há. Mas isso é pouco e não basta, apesar de as pessoas confundirem este camarada descontraído [”do bem!”] que pegou em armas pela revolução, que vestiu sunga de croché em Ipanema e que vai de bicicleta até o Flamengo com o homem capaz de unir a cidade e compreender plenamente o que é o Rio de Janeiro.
Gabeira é um carioca clássico, com certeza, mas um adolescente típico jamais será, hoje, o prefeito de que o Rio precisa.
********
Votarei em Gabeira.


Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 10:45
“Ao Rio bem-vindo seria um prefeito que não fosse político e que nutrisse simpatia mínima pelo voto, isto no sentido de que livre das aspirações eleitorais ordinárias. Não é difícil… Um homem público - rico de preferência - que não tivesse planos de ascensão política, que não fosse refém do eleitorado, mas que, admitindo-se por vezes impopular, se bastasse feliz a conceber [empreender] um duradouro projeto de cidade que, na origem, propusesse um pacto suprapartidário de sucessão eleitoral em torno das prioridades então indetificadas para o município”.
Ora, está aí a descrição desse grande benfeitor do Rio que é o Eike Batista! Em 2012, 2016, não duvidaria de sua candidatura (se seus problemas com a Justiça não aumentarem até lá).
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 11:20
Valeu a pena esperar teu texto, C.A.
Se os rumores do Embalo Bar um dia virarem realidade, prometo que contrato teus serviços de consegliere.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 11:44
Andreazza, este trecho destacado pelo leitor Ivan é uma das melhores idéias que já surgiram do Esch Cafe.
No Embalo Bar, ao contrário da campanha do Pian o que se ouve é o convencimento diário da campanha do Gabeira.
Em tempo: na ridícula eleição do Rioshow sobre bares, restaurantes e afins do Rio, o Embalo recebeu apenas um voto. Como não poderia deixar de ser, foi na categoria “Pé-sujo”.
O Eleitor? Meu amigo e poeta Omar Salomão.
Uma maravilha.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 12:22
Serei um dos primeiros a virar cupincha do grande alvinegro Eike.
Um perfil Rockfeller me agrada.
(…)
Essas discussões tribuneiras estão “o must”.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 12:38
Outra cousa:
Muito sensata sua percepção acerca dos financiamentos privados de campanha.
Ser contra é retroceder, alegar que realmente não sabe gerenciar.
Muito bem dito, imperiano.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 13:16
Carlos, a única coisa boa do Gabeira é a filha “how easy”.
Depois do voto do poeta, o Embalo vai virar ponto de sujinho, até boca de fumo vão formar lá!
E a culpa desse voto é toda do Reizinho!
abraços
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 13:35
Sobre o financiamento privado, o que me incomoda é o mesmo doador poder financiar candidatos diferentes, muitas vezes de ideologias e propostas bem distintas.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 13:43
Meu amigo Marcos,
Discordo de sua opinião.
O Embalo Bar é um lugar sensacional e merece ser compartilhado com pessoas que só tem a agregar.
Nada como uma cerveja gelada e um bom papo.
Espero vocês lá.
Embalo Bar
Rua Itabaiana, 43
Grajaú
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 14:23
Itabaina, 43?
Isso é mensagem subliminar, Pian?
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 14:26
Permitam-me uma pergunta totalmente fora do contexto. Algum leitor “lebloniano” poderia me responder como um bar tão popular (Embalo Bar) consegue resistir - sim, porque imagino que as propostas sejam muitas - em área dita tão nobre?
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 14:28
E veja bem, Olga: um bar dos mais ordinários, sujo ademais.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 14:35
Esse seu “veja bem”, ligou todos os meus sinais de alerta,
Andreazza.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 14:36
Olga, você foi precisa como sempre.
Seu Ivan, atual dono do inestimável Embalo Bar, recebe propostas toda semana para vender o estabelecimento (a maioria para a construção de restaurantes japoneses, assim como escrevi no texto “Grife e Pessoal”).
Entretanto, o velho tricolor resiste.
O Embalo Bar é hoje familiar, repleto de amizades entre pessoas de todas as classes.
Uma jóia rara que descobri por acaso, após anos de boemia no Leblon, onde hoje tenho amigos de primeira categoria e se tornou ponto de encontro com meu irmão e outros tantos amigos.
Se o Embalo virar restaurante japonês-babaca, a noite do Leblon vai perder um tanto da graça.
Olga, querida, qualquer dia venha embalar conosco. Será recebida como familiar, com certeza.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 14:37
Andreazza, seu crápula, apesar da sua nobre ojeriza, é sempre recebido com fervor no Embalo.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 14:40
Olga,
Estás mais do que convidada a dividir conosco uma omelete do baixinho.
Iguaria que, felizmente, não conta nos guias de gastronomia dos leks.
Mas deixemos o Embalo de lado.
Essa tão esperada observação do imperiano de ironia fina ainda está longe de ser esgotada.
Abs
Pian
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 14:40
Olga, eu posso te explicar o porquê, porém, só no Embalo.Estarei lá a partir das 17:30. Você está mais que convidada(isso é claro, se você não for fresca como a maioria das amiguinhas do Andreazza). Passar bem, querida.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 14:48
Marcão, você é o maior artífice do Embalo Bar.
E o Pian é seu cupincha.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 14:52
Com muito orgulho!!
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 15:22
João Paulo, adoro pé-sujo, buteco. Moro na Tijuca, numa rua onde o que não falta é bar ordinário. Portanto, seria um prazer. Ainda mais um pé-sujo, no Leblon, bairro aprazível, que no passado serviu de refúgio a escravos fujões, tudo a ver. Além do mais, esse sr. Ivan, apesar de tricolor, merece um abraço apertado por conseguir resistir a tão fortes tentações. Ademais (bem Andreazza, não?)a companhia de tão nobres rapazes, seria uma cousa!
Ah, tem cachaça? (rs)
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 15:28
Pian, essa omelete pode ser passada na farinha? Tô dentro! (rs)
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 15:39
Querida Olga,
Cachaça, farinha e boa companhia nunca faltaram no Embalo Bar!
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 15:52
Olha, Olga, é sem dúvida lamentável (e enorme) a falta que o Andreazza faz ao Embalo.
Em verdade, meu nobre e estimado amigo é um curioso do local. Esteve lá algumas poucas vezes (uma delas, o meu aniversário) e não demonstrou grande desenvoltura.
Mas o povo do Embalo continua clamando por tamanha e honrosa presença.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 16:03
Pian, a cachaça é só uma brincadeira, porque na verdade sou bem fraquinha pra bebida. Cerveja bem gelada, boas companhias e não precisamos de mais nada.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 16:16
João Paulo, quando combinarmos a bebericação convidamos o nobre escritor, quem sabe com a presença de sua “amiguinha” - título dado a mim pelo leitor desavisado Marcos - ele abra uma exceção, não por eu estar com essa bola toda, mas pelo inusitado.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 16:31
Sem dúvida, querida Olga. O Embalo é o lugar onde o inusitado reside.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 17:39
CA, o Gabeira não é carioca nem aqui nem na China, é mineiro, veio pra cá com mais de 20 anos. E esse troço de carioca de adoção não existe, carioca à vera (no meu tempo, da gema) tem que ter nascido aqui (preferencialmente na São José, Humaitá)
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 13:16
Eu também votarei no Gabeira.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 15:56
Prezado C.A.,
Retiro uma de suas frases:
“Ele é o menos pior, embora desprovido de programa como todos os outros.”
Pedindo desculpas pelo tamanho da mensagem, mando-lhe um abraco apresentando alguns dos programas do PV para a cidade:
1 – PROGRAMAS BÁSICOS
• PROGRAMA PORTO DO RIO E CENTRO DO RIO: prioridade urbanística à revitalização do Centro do Rio de Janeiro e à revitalização da Área Portuária, com implantação dos projetos já elaborados. Criação, em parceria com o Governo Federal, de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para as áreas Portuária e da Cidade Nova.
• PROGRMA RIO NOS TRILHOS: implantação, em regime de concessão/parceria, do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) no Centro com 6 linhas; parcerias com governo federal, estado e iniciativa privada para ampliação e melhoria dos trens, metro e outra linhas de VLT.
• PROGRAMA VERDE MADUREIRA: revitalização urbanística e ambiental do bairro de Madureira, com implantação do Parque na área recuperada a partir da compactação da linha de transmissão da Light, com projetos residências, desportivos e viários no entorno.
• PROGRAMA VENEZA CARIOCA: colocação em condições de navegabilidade dos canais e lagoas da baixada de Jacarepaguá, com interligação de todo sistema propiciando navegação contínua do canal da Joatinga ao canal de Sernambetiba.
• PROGRAMA HIDROVIAS CARIOCAS: implantação em regime de concessão/parceria com a iniciativa privada das conexões hidroviárias Praça XV-Barra da Tijuca e Ilha do Governador.
• PROGRAMA CICLOVIAS CARIOCAS: continuidade da expansão da maior rede cicloviária do Brasil passando de 180 para 300 km de ciclovias e ciclofaixas.
• PROGRAMA FAVELA-CIDADE: fortalecimento dos Pousos(postos de orientação urbanística e social) e da Coordenadora de Regularização Urbanística da SMU passando de 60 para 350 favelas atendidas até 2008, com a incorporação dos arquitetos concursados, com o objetivo de promover a regularização de logradouros e residências e a criação de regras urbanísticas e ambientais específicas e um sistema de licenciamento e fiscalização nas favelas.
• PROGRAMA RIO-SOLAR: equipamento de prédios públicos e instalações dos jogos Pan-americanos com coletores solares conectados à rede com amortização de tarifa.
II – AÇÕES ESTRATÉGICAS
• AMPLIAÇÃO DA AGENDA 21 LOCAL: unificação do Plano Estratégico com a Agenda 21 Local, subordinados ao Gabinete do Prefeito com intervenção sistêmica sobre toda a administração municipal.
• DESATIVAÇÃO DO ATERRO DE JARDIM GRAMACHO: implantação de novo aterro sanitário e forte ampliação dos programas de coleta seletiva e reciclagem.
• MUNICIPALIZAÇÃO DO BONDINHO DE SANTA TERESA: disponibilidade e dotação orçamentária para, no caso de concordância do Estado, a municipalização do Bondinho de Santa Teresa.
• DEFESA DA PAISAGEM URBANA: fortalecimento de controles sobre a poluição visual e paisagística.
3 – NOVAS INSTITUIÇÕES
• CENTRO INTERNACIONAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL resgatando o legado da Rio 92, criação de um centro de estudos, pesquisas e debates relacionados com questões ambientais e de sustentabilidade urbana.
• MUSEU DO RIO, no prédio do antigo Cassino da Urca, dedicado à história e evolução dos bairros da Cidade e espaço reservado para a memória da antiga TV Tupi.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 16:01
Caro Egeu,
Fico feliz com a vitória de Fernando Gabeira, em quem votei no primeiro turno - e em quem votarei novamente.
Já li o programa do PV. Vou relê-lo. Com atenção. Publicarei uma nova análise, aqui, pouco antes do pleito. Conto com a tua leitura.
Forte abraço!
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 00:09
Eduardo Paes, no presente, vendeu sua alma para chegar ao poder. Será que vai ter PAZ para governar. Gabeira chega ao segundo turno, de surpresa, um baita susto. Pode surpreender.Vou de Gabeira. A diferença entre um e outro está no passado e no presente. Paes se preparou muito bem para ocupar qualquer cargo no executivo, mas na ambição de chegar lá, sujou. Gabeira,por outro lado, não tem um passado muito recomendável, porém no presente tem sido coerente com suas idéias e me parece não muito comprometido, posso até estar enganado. Vou de Gabeira, repetindo.
Quinta-Feira, 2 de Outubro de 2008, às 11:22
No meu tempo de rapaz ser carioca da gema era ter pais cariocas.Sou nascido aqui, filho de mineiro com piauiense.Dessa forma não sou carioca da gema. CARIOCA,é na verdade estado de espirito, é aquele que ri, conta piadas nas maiores desgraças,é aquele que ama esta cidade, apesar de todos os problemas de segurança,de saude e educação.É o que desfila na sua querida escola de samba mesmo não tendo dinheiro para comer. É o que enfrenta filas quilometricas para comprar um ingresso para ver seu time jogar no Maracanã. É o que fica nesta cidade e não imigra para o Estados Unidos para ganhar uma merreca.SALVE O RIO DE JANEIRO, cidade sempre maravilhosa.