por João Paulo Duarte - Sexta-Feira, 12 de Setembro de 2008, às 12:00
My sketch-book shows that I try to catch things in the act. [Vicent Van Gogh]
Madri, 27 de julho de 2008
Eu te amo!
Ecully, 22 de julho de 2008
Perto de você, longe da nossa casa – fazemos lar onde quer que estejamos juntos. Coração em algazarra, na audácia de ganhar um mundo pra dois, único. Você é meu enlevo possível, a única criação que contemplo, a história que ensina o meu juízo. (…) Meu amor, escrevo-te enquanto dorme na minha frente, nesta casinha, no meio do mato. Dá vontade de não dormir nunca e ficar te vendo. Eu podia esquecer todos os quadros, quadras, monumentos desta viagem pro meu entendimento te guardar sozinha, pra sempre. [o fato é que minha devoção é tamanha que isso deve acontecer naturalmente, mesmo que eu não perceba.]
Ecully, 23 de julho de 2008
Entorpecemo-nos. E fomos o mundo no quarto.
Lyon, 26 de julho de 2008
A cidade é, desde agora e pra sempre, nossa. Nossas mãos dadas são pra mim cenário. Estamos fluentes para achar onde queremos chegar. (…) Quando chegarmos a Madri, vou ter certeza que voltarei contigo a Lyon. Quero-te de novo aqui, quem sabe pra viver aqui e ter filhos franceses. Com você aqui em Lyon, posso nunca mais ver o Leblon. Eu trocaria. (…) Gravo na minha cabeça a foto tua na roda gigante. Toda Lyon como moldura dos seus olhos gigantes [apertado pelo sol ameno], do olhar de todo amor, do sorriso metrópole e do sentimento-fundamento do meu amor. Diz que sim, diz que voltaremos.
Genebra, 24 de julho de 2008
Seu sorriso voltou. (…) Enquanto jantávamos, jurei, no imo, nunca mais deixar você chorar. Ouvimos tango ao longe, descobrimos a cidade antiga e que nosso amor é cidade firme, vai durar pra sempre. Conservaremos. (…)
Madri, 19 de julho de 2008
(…) Não se esqueça que o Parque del Buen Retiro foi nosso por algumas horas. Estirei-me na grama como nunca imaginei - como nunca quis desde a infância - paradoxo de mim mesmo, dentro do parque que é antítese da metrópole. Do meu lado a resposta dos dilemas. Você é sempre a solução da minha permanente angústia de não saber nada. Enfim, aprendi a amar. A Europa sacramenta a certeza que veio comigo do Brasil. (…)


Sexta-Feira, 12 de Setembro de 2008, às 16:09
Ai meu Deus!!!! Apesar de ser suspeita - por adorar este casal - o texto está maravilhoso!!
Que lindo, J.P.. vocês dois se merecem, bem como merecem estar sempre felizes assim. Saiba que sempre estarei na torcida!
Beijao,
Re
Sexta-Feira, 12 de Setembro de 2008, às 16:15
Que coisa linda, meu amigo, o teu texto!!
Sexta-Feira, 12 de Setembro de 2008, às 16:23
Obrigado, querida Renata. Você é amiga de primeira.
Sexta-Feira, 12 de Setembro de 2008, às 16:24
Moleque-capoeira-tribuneiro, muito obrigado!
Não suma desta Casa, por favor.
Sexta-Feira, 12 de Setembro de 2008, às 23:56
Rei,
Está divino.
Acho que agora até o PIM volta a acreditar no amor.
Sexta-Feira, 12 de Setembro de 2008, às 12:57
Primeiro texto seu que eu gosto mesmo, pricipalmente,pq remete a varias imagens…Consegui me recordar do parque Buen Retiro e deu saudadess de Madri!
Até me apaixonei por vc, JP!
Sexta-Feira, 12 de Setembro de 2008, às 11:44
Pian, meu caro, muito obrigado.
Mas não se anime, em breve, vai ao ar a parte IV da Carta sobre as eleições.
É preciso que sua voracidade volte…
Sexta-Feira, 12 de Setembro de 2008, às 11:46
Renata Mattos, fico feliz que o texto tenha lhe trazido boas recordações.
Obrigado pelos elogios.