por C.A. - Segunda-Feira, 7 de Julho de 2008, às 22:05

Em matéria de campanha eleitoral, é sabido, caminhada pelo Centro, corpo-a-corpo no Méier, bate-papo em Ipanema etc. só servem para mostrar se o candidato supera o ridículo, suporta pressões e põe as necessidades da cidade acima do voto fácil, do discurso de ocasião.
Neste sentido, começou tropeçando a campanha do Sr. Chico Alencar [Psol], parlamentar extraordinário. Abordado, na Cinelândia, por manifestantes motoristas de van, defendeu, para delírio da ilegalidade, a regulamentação do transporte “alternativo”, tudo de que o Rio absolutamente não precisa, e pregou a organização desta modalidade de transporte, justo ela que só existe na desorganização.
Lamentável.
Para esse papelão populista, professor Chico Alencar, era melhor ficar em Brasília.


Segunda-Feira, 7 de Julho de 2008, às 10:52
Caro C.A,
Apesar de não achar o Sr. Alencar digno do título “parlamentar extraordinário”, não acho que tenha sido ele tão infeliz em sua declaração.
É bem capaz de sua resposta às indagaçòes dos perueiros ter sido movida por aquele ímpeto populista que ainda reside no âmago dos nossos homens públicos.
Mas a verdade é que vejo esse problema do transporte público fluminense de uma outra forma:
Na minha opinião, as vans, towners, kombis e peruas surgiram para atender uma demanda crescente que o mercado convencional não consegue suprir. Na realidade, nem se esforça para fazê-lo.
Não se pode por a culpa no usuário por fazer uso do transporte ilegal quando o mesmo é obrigado a esperar 30, 40 minutos por seu ônibus, que muitas das vezes vem abarrotado de gente.
As leis de mercado são inexoráveis, meu amigo Imperiano.
Infelizmente, essas mesmas leis criam distorções muito nocivas, como por exemplo, a natureza de quem comanda esse mercado, digamos, paralelo. (Nosso vice-governador, por exemplo é tido por muitos como o capo de tutti capi dessa máfia).
Sou sim a favor do remapeamento das linhas. Sou a favor da revisão das licitações de todas as linhas e de todas as companhias.
A verdade é que o merrcado se mostrou com uma necessidade e cabe ao poder público e a iniciativa privada acharem composição de interesses para sanar esse problema.
Marginalizar todo e qualquer perueiro é uma falácia de generalizão apressada das mais brabas!!
Um grande abraço.
Segunda-Feira, 7 de Julho de 2008, às 11:31
Pian, sou incondicionalmente contra as vans e a favor do transporte público, cuja modalidade “alternativa” só existe no Brasil.
Não gosto de anarquia e valorizo o estudo, a organização. Considero-me um especialista em transporte público e digo sem medo de errar: não faltam por aí - pelo mundo - exemplos de como ordená-lo.
Por fim: não culpo o usuário de recorrer às vans ou ao jumento. Culpo o poder público, sempre, à margem do qual a ilegalidade se impõe.
Abraço.
Segunda-Feira, 7 de Julho de 2008, às 11:52
O que precisamos então, caro C.A, é de mais pessoas como você na área pública.
Segunda-Feira, 7 de Julho de 2008, às 15:11
Concordo com o Andreazza. E o Pian está também certo ao falar que as vans estão aí por completa falência da organização urbanística dessa cidade.
Acreditamos no absurdo que é preciso de muito dinheiro para fazer o metrô (é que por aqui são sempre obras faraônicas, estações caríssimas etc. Algo completamente contrário às cidades onde o metrô realmente funciona) e aceitamos a construção, por exemplo, da Cidade da Música, cujo preço já ultrapassa R$ 800 milhões. E, meus caros tribuneiros, quanto custaria leva o metrô à Barra da Tijuca??? Com certeza menos de R$ 1 bi.
Sem contar com a licitação feita pelo atual prefeito para linhas de ônibus, no apagar das luzes. Sem nenhum estudo novo publicado.
Segunda-Feira, 7 de Julho de 2008, às 15:43
Parlamentar extraordinario? Eh um esquerdista de merda!
Segunda-Feira, 7 de Julho de 2008, às 16:58
“Esquerdistas de merda” geralmente resultam em bons parlamentares, Gabi.
Acredita.
Segunda-Feira, 7 de Julho de 2008, às 19:02
Bom parlamentar eh quem derruba a CPMF, como o Artur Virgilio.
Segunda-Feira, 7 de Julho de 2008, às 10:02
Gabi,
Se a CPMF tivesse como destino os bolsos de uma administração tucana ou DEMoníaca, queria ver o Virgilião colocá-la em extinção.
Segunda-Feira, 7 de Julho de 2008, às 10:33
Um economista como o Cesar Maia saberia encontrar uma alternativa a esse imposto, para manter o superavit primario. Vc esta falando besteira, Pian. O DEM eh a unica oposicao seria do Brasil. O PSDB tem o Virgilio, mas tambem tem um lulista como o Aecio…