por C.A. - Segunda-Feira, 30 de Junho de 2008, às 14:00
Toda lei de tolerância zero, no Brasil, tem a mesma finalidade: engordar o caixinha de quem fiscaliza. (Mera questão de tempo)…
Não será diferente, desta vez, com a bebida alcoólica. Durante um mês, talvez dois [porquanto esteja em curso, com sucesso, o nosso processo civilizatório], a cousa será rigidamente obedecida, sob controle implacável de uma blitz a cada esquinha, com milhares de carteiras apreendidas e um sem-número de jovens playboys presos… Estabelecer-se-á, com efeito, a atmosfera do medo, referendada pelo tom grave de William Bonner no Jornal Nacional. E não se distinguirá, como clamaria a inteligência mínima [e a vida social!], duas taças de vinho, sorvidas ao longo de um jantar a dois, de uma garrafa de uísque virada numa boate. (Tudo, bombons de licor incluídos, no mesmo estúpido saco do politicamente correto)…
Criar-se-á, como de praxe nessas terras do jeitinho, infinitas dificuldades para posterior facilidade. Ou seja: os dois meses passarão, a marcação afrouxará, e o bafômetro será incorporado como novo instrumento de suborno da polícia, de forma a que todos os goles sejam tolerados mediante pecúnia padrão, qual seja, um bom e velho “galo” na mão do agente da lei. Simples assim.
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Em resumo, leitores tribuneiros do mercado financeiro: não se preocupem - as ações da Ambev não cairão.


Segunda-Feira, 30 de Junho de 2008, às 15:04
Perfeito, ANdreazza, perfeito. Por que não fiscalizaram com rigor o cumprimento da lei anterior, bem mais eqilibrada (permitia, por exemplo, que um casal dividisse um garrafa de vinho ao jantar, coisa normalíssima). Ou, se é para ‘moralizar’, por que não restringem a publicidade de bebida na TV? Será que a Rede Globo e Cia seriam tão implacáveis como agora?
Segunda-Feira, 30 de Junho de 2008, às 18:02
Suspeito que essa política fará efeito… nas estatísticas. Futuramente o governo mostrará orgulhoso seus resultados na companha contra o álcool. Infelizmente não serão apresentados os prováveis aumentos no uso de psicotrópicos e suas conseqüências. A única certeza é que os jovens não irão “caretas” para noitadas.