por Bruna Demaison - Quinta-Feira, 12 de Junho de 2008, às 22:47
Não vou ao baile da Orquestra Imperial, ver Sex and the City com as amigas nem comprar presentes pra mim mesma. Vou curtir a minha paz. Os problemas só meus! Questões, ansiedades, neuroses, inseguranças, tudo meu e só eu tenho que lidar com elas. Não é a felicidade plena? Cada um com o seu psiquiatra. Sem negociações, sem checar o telefone a cada cinco minutos e cogitar a possibilidade do outro ter sido morto, sem enrolar as pessoas para que elas sejam o plano B caso ele não esteja disponível. Sem justificar – deve ter sido um mal-entendido, vocês não o conhecem. Quantas vezes me atirei assim do trampolim e fui até o fim um amador?
Pelo amor de Deus, é só mais um dia. Nem é reveillon, você pode ficar sozinha. Também não precisa inventar de jantar fora nessa noite. Evita os shoppings com vitrines cafonas e pensa que fila na porta do motel é humilhante. Doze de junho é fácil. Difícil é domingo à noite, fim de semana com chuva e festa do trabalho, quando cada um pergunta dez vezes “cadê seu namorado?”. Ele ainda não chegou. Não chegou na minha vida, mas se entenderem que não chegou na festa não é minha culpa. Fiz promessa até pra Oxumaré de subir a pé o Redentor.
Faço o mea-culpa em outras situações, em todas as que botei a mão no fogo com meu coração de fiador, nas que aceitei menos do que queria porque era o máximo que o outro podia dar. Quando compreendiiiiii. Quando disse que estaria sempre aqui e daria o tempo pedido. Quando ignorava todos os sinais de não emitidos porque relacionamento é construção. Todas as vezes em que ouvi – não é você o problema, sou eu. Óbvio que é! Eu estou super resolvida, quero você, dane-se o que você quer.
Eu fui fiel, comprei anel e em troca ganhei lenços de papel. Hoje dou risada das mulheres que dizem “meu namorado” ao invés do nome de batismo do cara, “meu marido” para não ter o trabalho de atualizar a cada substituição. Namoro acaba e dá trabalho, tem que fazer a família inteira desapegar, rasgar as fotos, doar os presentes, tem que cortar o cabelo e comprar roupa nova, tem que beijar qualquer outro logo e criar novos hábitos.
Esquece a quinta doze e foca na sexta-feira treze. Eu não dou a menor bola, no creo en las brujas nem nas lindas histórias de amor, mas elas existem. As sextas-feiras treze.


Quinta-Feira, 12 de Junho de 2008, às 23:46
Perfeito!
Eu não poderia ter escrito melhor o que penso.
Mas como boa espectadora (e sonhadora) de comédias românticas hollywoodianas, só mudaria o final: as lindas histórias de amor também existem.
Quinta-Feira, 12 de Junho de 2008, às 00:11
Bruna, muito bom! Amanhâ é sexta 13!!! Dia de muita sorte, inclusive no amor! Aprender a namorar-se é mesmo fundamental!
Quinta-Feira, 12 de Junho de 2008, às 11:11
ótimo!!!!
Bjs
Quinta-Feira, 12 de Junho de 2008, às 16:09
Irmã, Vc podia ter ido me fazer companhia no meu novo palácio !! hahahahah
Namorar acaba e dá trabalho, mas às vezes a gente pode acreditar nele ! Qualquer coisa a gente “deixa o cabelo crescer” e compra roupa nova , beija logo qualquer outro e vai assistir sex and the city c/ as amigas ….
Quinta-Feira, 12 de Junho de 2008, às 23:33
Bem Joana, até concordo que as lindas histórias de amor existem.
Mas, como se tratava de uma quinta-feira qualquer, fui curtí-la: sair com as amigas para comemorar a solteirice.
Com tanto trabalho, estudo e estresse, algum homem aguentaria mulher com poder de decisão??
Bem, Bruna, A-D-O-R-E-I!!!
Beijos
Quinta-Feira, 12 de Junho de 2008, às 19:33
Bruna,
O Andreazza ainda não deu meu telefone pra vc?