por C.A. - Sexta-Feira, 25 de Abril de 2008, às 20:01

Sou Flamengo, todos sabem. Hoje, porém, porquanto muito me tenha mudado com o tempo, já não mais cultivo grandes expectativas para um match decisivo como este de domingo, contra o Botafogo.
Acho que o Flamengo vai ganhar. Vejo-o mais habilitado para tanto. Ou assim torço, ao menos. E lá estarei. No Maracanã.
(Como entendo muito de futebol e fui um meia esquerda infernal, perseguido pelos beques até o assassinato de meus dois joelhos, prefiro não falar muito sobre o esporte em si, pois que seria, afinal, incompreendido).
Então, especificamente sobre os minutos antes de a bola rolar para o jogo de domingo, clássico a ser disputadíssimo, quero apenas adiantar que espero [é a única coisa que espero] não me deparar com demonstrações exacerbadas, digamos, de afeto entre atletas adversários, como aquelas, forçadas pelo politicamente correto, que antecederam o último Flamengo x Botafogo – o que considero altamente anti-futebolístico.
Sou pela paz nos estádios e nos relvados – ressalto. Quero e mesmo exijo que se peleje com raça, disposição, garra etc., mas na bola – com lealdade, sempre. E ponto final.
Futebol, contudo, é jogo ríspido, duro. (Não nos esqueçamos). E nele não existem obrigado, com licença e por favor.
Beijos oficiais, abraços compulsórios e cordialidades impostas de antemão nada têm a ver com o jogo. São exageros ridículos e alienígenas que só atrapalham o futebol, que inibem os atletas, que tolhem o improviso e a explosão, que negam os urgentes nervos à flor da pele [e o necessário controle deles], e que esvaziam a [bem-vinda] carga dramática de uma disputa, quanto mais se em tarde de decisão.
Se me resumo: sem viadagem, por favor.
(E que vença o Flamengo, claro).


Sexta-Feira, 25 de Abril de 2008, às 20:33
Fair play, a pior invenção da história do futebol. Sem mais.
Sexta-Feira, 25 de Abril de 2008, às 20:55
C.A,
Na condição de consumidor confesso da sua palavra escrita, adianto que minha opinião encontra total composição com a sua: esse fair-play imposto é ridículo!
No entanto, ficaste um pouco contraditório quando disseste que entendes de futebol e, logo em seguida, apontas que o seu Rubro-Negro é o mais habilitado para o título.
Estranho…
Mas nada melhor do que dois domingos para sabermos quem é quem…
Abraços alvinegros,
Pian
Sexta-Feira, 25 de Abril de 2008, às 21:08
Eu só não quero saber de choro.
Sexta-Feira, 25 de Abril de 2008, às 22:02
Abraços e beijos só entre os pares. Aliás, por falar nisso, tenho sentido falta dessa confraternização, pois atualmente os jogadores preferem comemorar de maneira solitária, ou com o além, ou até mesmo empurrando os colegas pra correrem pras câmeras de televisão pros recadinhos particulares. Gostava de ver a pirâmide, atletas rolando no chão de alegria…
Hoje quando o atleta, depois de um golaço, pede pra torcida adversária se calar (justíssimo, não é uma peleja? E quem tá na chuva é pra se molhar, pois não?), nossa! é uma ofensa imperdoável. Por isso, de acordo, Andreazza, quase totalmente de acordo.
E, João Paulo, domingo, pode até choro, só não pode chororô. (rs)
Sexta-Feira, 25 de Abril de 2008, às 22:25
100% de acordo. O Flamengo perdeu o jogo passado qquando confraternizou antes do jogo, maladragem que o Botafogo repetiu contra o Fluminense, time cagão que é. Sem a honra em jogo, o botafogo não amarela, como de resto muita gente que conheço na minha pelada sabadal (na qual o Pim tem feito falta). Temos que entrar com faca nos dentes. Com o perdão da grosseria, fair play é o caralho.
Sexta-Feira, 25 de Abril de 2008, às 01:02
Alberto, acrescento que a ‘confraternização’ do jogo contra meu Flu, assim como a ridícula entrada em campo conjunta (repetida hoje), são coisas do ‘Rubinho’, presidente da Ferj. Esse merda se orgulha de ter proibido o Fluminense de entrar em campo sem a companhia do Bota (como reza nossa tradição, em ato de extrema beleza, já que permite que a torcida reverencie seu time em particular). A merda maior é saber que a diretoria do Flu (sic) apoiou essa lemantável figura para presidente da Federação.
Sexta-Feira, 25 de Abril de 2008, às 16:23
Neste teu texto, amigo Andreazza, faltou apenas um parágrafo: (E que chore o Botafogo, claro).