por C.A. - Quinta-Feira, 7 de Fevereiro de 2008, às 12:59

Eu não consigo [jamais conseguirei, acho] escrever sobre o carnaval do Império Serrano, este de 2008 - este que se vem de encerrar. Fico me lembrando de nossa espera madrugada adentro, molhada e cansada, sob a marquise do prédio dos Correios - e do modo como todos os impossíveis [os que desfilam na poderosa ala “Comigo ninguém pode”], logo em seguida, de repente, puxaram forças de fazer aquele desfile inesquecível e insuperável.
Não me emocionei à toa. O Império Serrano todo, grandíssimo, cresceu, despertou, assim. E como se confirmou valente o nosso samba…
A escola, debaixo de chuva sem dó, já entrou campeã. E com que garra - com que tesão. Eu senti. Eu vi. Àquela altura [eram já seis da manhã de domingo], olhando pro rosto de cada um dos imperianos que comigo desfilavam, eu queria mesmo é que o mundo inteiro desabasse em água… Àquela altura, chovesse o infinito e nós o colocaríamos no bolso. Chovesse o dilúvio final e ele jogaria a nosso favor. Chovesse este dilúvio final e, que se dane, ele teria de aguardar: era o Império - é o Império Serrano. Será. Sempre será.
Nesse treze anos de avenida imperiana, nunca fui tão feliz.
Inútil escrever mais.


Quinta-Feira, 7 de Fevereiro de 2008, às 13:16
Andrezza,
Acho que, como todos os outros que foram conosco, estou muito orgulhoso de ter feito parte desse lindo capítulo de superação, garra e conquista do NOSSO IMPÉRIO.
Parabéns para você e todos os Imperianos que trabalharam forte e se entregaram para conseguir ese título!
Um abração,
Gomide.
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro de 2008, às 13:36
Que alegria!!!!!!!!!
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro de 2008, às 15:31
Foi justo. Engraçado que tenha chovido tanto, porque, em 2004, lembro de ter visto os locutores da Globo dizendo que a chuva só parou para ver o Império passar.
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro de 2008, às 15:38
Pedro, é verdade. Aquilo de 2004 foi mesmo fantástico. Choveu para todas - menos para o Império. Em seguida, aliás, sob temporal semelhante ao da madrugada de sábado/domingo última, desfilou a Beija-Flor, inesquecível também, varrendo a Sapucaí para uma vitória impressionante e justíssima.
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro de 2008, às 15:58
E o Grupo Especial, o que você achou? Me pareceu justa a vitória da Beija-Flor, mas soa estranho que ela quase não perca pontos, enquanto a Mocidade, estandarte de melhor comissão de frente, não tenha recebido um dez sequer no quesito.
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro de 2008, às 16:31
Como no ano passado, justa a vitória da BJ - e justíssimo castigo à Viradouro. (Carnaval não é desfile de vaidade). Acho que a Mocidade poderia figurar entre as seis. Considero, também, que a Tijuca merecia melhor colocação. Gosto de saber que, entre as campeãs, desfilarão, no sábado, os dois melhores sambas do Grupo: o da Imperatriz e o da Portela. Sinal de festa boa.
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro de 2008, às 16:46
Sem falar na justíssima colocação ruim da Mangueira. Surpreendeu apenas que a Vila não tenha mantido a pegada. Pareceu até que ia cair.
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro de 2008, às 16:56
Achei a Vila fraca, Pedro, e me parece que os jurados exageraram com a Manga. Não foi, decerto, um desfile especial, mas tampouco merecedor da décima posição. Achei, aliás, a Vila pior. E a Grande Rio, um horror, pior ainda.
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro de 2008, às 17:03
Acho que a posição da Mangueira foi injusta. O certo seria o previsto por você anteriormente: oitavo. Mas justo, no caso, foi o castigo com essa escola tão desvirtuada, de cabelos vermelhos, paradinhas e dancinhas da bateria e rainhas de bateria com mais músculos na barriga que um lutador de boxe. Aliás, a rainha Quitéria ganhou pontos este ano: disse que não ia desfilar em nenhuma escola do Grupo Especial e, ontem, tava na apuração, contando ponto a ponto. Não se pode exigir o mesmo de uma miss ou ex-bbb, mas ela me pareceu ter dado alguma nobreza à função.
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro de 2008, às 17:13
Grande Quitéria, Pedro, presente não só na apuração, mas na quadra, depois, na festa da vitória - assim como sempre esteve, mesmo nos piores momentos. Quitéria jamais nos faltou.
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro de 2008, às 17:22
Não dá para um ou outro componente abandonar. É como diz o melhor samba do ano: “Ou ficam todos/ou todos se vão”.