por C.A. - Quinta-Feira, 31 de Janeiro de 2008, às 14:31
A Justiça vem de conceder uma liminar que impede a Unidos do Viradouro de desfilar com a alegoria sobre o holocausto, assim como com qualquer referência ao nazismo.
Embora julgue de péssimo gosto o carro-alegórico em questão, considero que à Federação Israelita caberia tão-somente alertar - como vinha fazendo, aliás - sobre a seriedade [e a complexidade] do assunto e, portanto, sobre o mui inapropriado do tema num cortejo carnavalesco, de hábito, saudavelmente superficial e, não raro, leviano. O resto - o juízo crítico - ficaria a cargo de quem vê. Do público e dos jurados, em última instância.
Arruinando o carnaval da Viradouro de antemão, a liminar não permite que o desfile da escola se arruine por ele mesmo - na passarela.
(Agora, que aturemos a versão vítima do Sr. Paulo Barros)…


Quinta-Feira, 31 de Janeiro de 2008, às 14:51
Era isso que eu temia! Não posso entender o inapropriado de se falar no holocausto.
Quinta-Feira, 31 de Janeiro de 2008, às 15:03
Perfeito, Andreazza. Já imagino os lamentos do rapaz. O certo era deixar o carro alegórico - uma idéia de péssimo gosto, diga-se - fazer seu próprio fracasso na Avenida…
Quinta-Feira, 31 de Janeiro de 2008, às 18:21
Dizem que brasileiro tem memória curta, mas o problema é que ela não dura nem um carnaval. Ano passado, a Unidos da Tijuca tinha um carro alegórico em que, simplesmente, uma menina vietnamita levava napalm na cabeça, enquanto, alto, um destaque sorria e acenava para o público, pilotando um avião; já a Porto da Pedra, tinha um carro que representava um Caveirão; sem falar na campeã que falava de escravidão. Bom, é isso: napalm em vietnamita, Caveirão e escravidão podem na alegria no carnaval. Holocausto, não. Claro que digo isso com enorme respeito à dor dos judeus. Acho que eles têm motivos para reclamar. Só acho estranho que não tenha tido nenhuma liminar no ano passado para defender os vietnamitas ou os favelados que apanham da polícia.