por Pim - Quinta-Feira, 24 de Janeiro de 2008, às 16:05

Na Folha Online:
“A polícia britânica investiga uma misteriosa série de enforcamentos de jovens, registrados em uma região remota do País de Gales, que levanta temores de um pacto suicida organizado pela rede de relacionamentos Bebo.
Natasha Randall, 17, é a última vítima descoberta na quinta-feira passada, em Blaengarw, uma pequena cidade de cerca de dois mil moradores situada nas imediações de Bridgend, no sul do País de Gales. Esta morte é o sétimo suicídio por enforcamento em um ano nesta região rural. (…) As vítimas se conheciam, eram em alguns casos amigos próximos. (…)
Natasha, que havia adotado o apelido ’sxiwildchild’ no site Bebo, faria parte dos adolescentes que consideram positivo atingir a ‘imortalidade virtual’. No Bebo, a página da adolescente está repleta de ‘mensagens de homenagens’ enviadas por pessoas se dizendo ser seus amigos.
Ao lado das mensagens como ‘tenha bons sonhos, meu anjo’ ou ‘durma bem, princesa’, é possível encontrar promessas preocupantes como ‘Logo vou te encontrar…’, enviada por ‘Anne-Marie’.”
Comento:
Blaengarw não parece uma cidadezinha muito animadora, não é? Mas não se engane. Em qualquer lugar, é cada vez mais difícil ser pai. Eu desisto. Melhor comprar um cachorro. Nesta semana, um juiz federal de Minas Gerais mandou proibir a comercialização de jogos de computador violentos; o governo de Pequim fechou 44 mil sites considerados pornográficos; e agora a polícia britânica investiga o haraquiri adolescente. Reprimir? Classificar? Liberar? Larguei toda essa discussão. Cheguei ao fundo do poço. Não sei mais distinguir uma censura mineira, uma ditadura chinesa e uma investigação policial.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse a um grupo de jovens: “Ninguém será abandonado por nós, mas com uma condição, a de que vocês criem o hábito de acordar cedo de manhã e ir para o trabalho”. Ótimo. Deixo Sarkozy no meu lugar. Tomara que ele consiga apagar assim o fogo da delinqüência francesa. Por enquanto, prefiro educar cachorros. Cachorros não incendeiam carros, não jogam videogame violentos, não vêem pornografia na internet, não freqüentam cultos de suicídio e não estão nem aí para a posteridade. E o melhor de tudo: se derem muito trabalho, a gente vende.


Quinta-Feira, 24 de Janeiro de 2008, às 22:55
Gatos sempre são mais educados e independentes…
Ei, tá bonito isso aqui!!!
Quinta-Feira, 24 de Janeiro de 2008, às 00:06
Prefiro plantas.
Quinta-Feira, 24 de Janeiro de 2008, às 14:32
Na minha Unidade Nacional Utópica, as pessoas têm educação, ou seja, escola, estudo. Quando vc dá isso fornece condições pra que o discernimento apareça. Sem conteúdo, sem base, não há discernimento. Sem discernimento não há nada, apenas gado.
O lance não é mais a discussão do pode/não-pode (as raizes históricas de assuntos como as drogas, por exemplo, são muito complexas e completamente desconhecidas da massa - não só da massa), mas sim olharmos pra falta de conteúdo desse povo todo.
Sem conteúdo não há discernimento.
Quinta-Feira, 24 de Janeiro de 2008, às 18:58
Pim,
Sou daquelas que acredita. Me chamem do que quiserem…Acredito e trabalho pela salvação de um filho no mundo: o meu.
Se chama Alexandre, tem 7 anos e meio, é leitor compulsivo de historinhas infantis, gibis e revistas de esportes. Gosta de xadrez, quebra-cabeças, matemática, sudoku e de vídeo games. Sim, ele joga jogos violentos e nem por isso será um cidadão violento. Fácil saber por quê. Ele tem mãe. E Mãe com M maiúsculo - digo e repito, sem medo de parecer arrogante.
Não sei até que ponto as pessoas acreditam quando dizem que preferem bichos ou plantas. Não sei (e nunca vou sabê-lo) até que ponto essas pessoas - vc inclusive - já parou para dimensionar o que é ter um filho.
Filho, por mais clichê que seja, é a renovação da crença na vida, do nascimento de um sentimento que ninguém conseguiu definir.
Sobre os filhos que se matam, se auto-destróem, se alimentam do que não é preciso…ah! culpem os pais! Presidente da França, Juiz Mineiro - que pertence à academia judiciária mais severa deste Brasil), ditedores chineses e outros tantos, estão perdidos entre a cobrança (a auto e a dos outros) e esqueceram que pais educados, escolados, alimentados, espiritualizados e confiantes no futuro que seus filhos terão criam adultos responsáveis e saudáveis física e mentalmente.
Em resumo, sempre lamento os que preferem plantas e bichos. Os dois não falam “eu te amo” antes de dormir, nem tem mãos pra procurar as suas quando a insegurança infantil aparece.
Nesses instantes, só que tem filho, consegue alcançar o patamar próximo do entendimento do que é a vida.
Desculpa o desabafo, mas eu sou mãe e não desisto nunca.
Quinta-Feira, 24 de Janeiro de 2008, às 00:24
Passo muito tempo educando crianças que sequer possuem amparo do pai ou mãe,não me sobra tempo suficiente para cuidar de gato ou cachorro.Por isso,prefiro plantas.Falta de sensibilidade para com as plantas e os bichos…nunca saberão o que é a alegria de um cachorro balançando o rabinho para o dono ou sequer notarão o vigor que a planta apresenta ao ser regada com carinho.
PS:Quem não tem amor não cuida de nada.Nem de planta,bicho ou gente.Então,preciso usar uma frase bem clichê:o que está faltando no mundo pra dar certo é o amor.
Desculpe o desabafo - sou gente e qualquer maneira de amor valerá.