por Felipe Moura Brasil (Pim) - Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2008, às 17:24
Juveninho está vendo a Sessão Erótica, do Telecine. Uma mulher lambe uma banana. Um homem chupa um pêssego. Não são metáforas. São frutas. A Sessão Erótica, ele diz, é o programa mais criativo da televisão. Sempre que pode, Juveninho vê. Outro dia havia um espírito que passava de corpo em corpo jogando a libido dos terráqueos nas alturas. Quem o recebia tinha que foder imediatamente com quem estivesse mais próximo. Juveninho tirou uma grande lição do filme: cuidado com as companhias.
Na semana passada, foi ao lançamento do livro dos Tribuneiros. Disfarçado, claro. Ninguém o reconheceu. Há quem diga que Juveninho foi quem escreveu o texto de apresentação. Há quem diga que Juveninho foi quem escreveu as crônicas do Pim. Há quem diga que Juveninho foi quem estava no banheiro com uma leitora do Andreazza. Ele não nega. Considera justo roubar leitoras alheias. Sempre que vai a uma noite de autógrafos, Juveninho morre de vontade de lançar um livro. Seu único medo: que roubem suas leitoras. Por essas e outras, Juveninho nunca dá festas de aniversário.
Na Argumento Leblon, foram mais de duas horas de fila. Uma para comprar o livro, outra para cumprimentar os autores. Juveninho não se surpreendeu. Antes de sair de casa, lera atentamente as dicas de etiqueta de Gloria Kalil: “Precisa entrar ou pode cumprimentar de longe? O melhor é ir preparado para um programa em que o papo na fila faz parte”. Juveninho estava preparado. “Quanto maior a fila, sinal de sucesso para o autor. Mas, caso não dê para esperar muito tempo, o jeito é acenar de longe para o amigo”. Nada disso. Juveninho queria acenar de perto para Bruna Demaison.
Para suportar a fila, teve de usar seus melhores truques. Aprendeu com Otto Lara Rezende: “Tenho para mim que sei, como todos os brasileiros, os três primeiros minutos de qualquer assunto.” Acha um exagero, Juveninho, dizer que “todos os brasileiros” chegam a três minutos. Mas ele chega. Não só chega, como desenvolveu a técnica. Sabe como ninguém passar da filosofia de Sócrates para o calcanhar de Sócrates na Copa de 82. Da literatura de Miller para o gol de Muller no Mundial de Clubes de 93. Do Oscar de Melhor Filme de Rocky para as cestas de Oscar Schmidt no Pan de 87. Da fila de autógrafos para o banheiro da livraria. Sem perder o lugar, ele diz. É uma arte.
Ao chegar sua vez, Juveninho não se afobou. Lembrou-se da “dúvida final” de Gloria Kalil: “é necessário pedir autógrafo para os demais autores que não se conhecem? Não, basta dar um sorriso aos outros e sair”. Ficou devendo, Juveninho, o sorriso aos outros. Há limites para seu lado fashion. Emocionado, pegou o autógrafo da Bruna, e saiu. Há quem diga que Juveninho foi conversar com as leitoras do Pim. Há quem diga que Juveninho foi procurar as representantes do Coqueirão. Há quem diga que Juveninho esqueceu a etiqueta no banheiro. Ninguém sabe ao certo onde baixou o espírito de Juveninho. Entre as moças do seu tempo, contudo, só ficou uma certeza: a primeira noite de autógrafos a gente nunca esquece.


Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2008, às 18:24
E o Eduardo?
Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2008, às 20:07
Hilário! Eu também fiquei em dúvida se devia pegar os autógrafos de todos, já que só conheço o Pim. Eu também conheço os três primeiros minutos de qualquer assunto - e se não conhecer aprendo! É só demonstrar interesse com perguntas a quem conhece. As pessoas adoram ter ouvintes…
Por isso, conversei sobre a tal etiqueta de noite de autógrafos e segui o conselho das amigas do C.A., que estavam atrás de mim na fila! Ao contrário de Juveninho, ganhei dedicatórias de todos. Sou fã mesmo…
Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2008, às 23:58
Fui bem preparada para o papo na fila, acompanhada por uma amiga que só aguentou a 1a hora de espera.Permaneci,é claro! Para prestigiar o querido Pim, valia passar horas em pé.
Ou melhor, valeu! Estando ainda na fila sorri para os demais autores e nem foi preciso pedir dedicatória!
Aliás, além da dedicatória ganhei beijo e abraço dos três.
Posso dizer que fui muito bem recebida pelos Tribuneiros.
Agora e sempre com o diz o Pim (com modificação verbal):
Leia-os em Tribuneiros.com. AQUI!!!
Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2008, às 02:05
Sabia que era ele! Juveninho estava no meio de nós. Ai, ai…
Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2008, às 11:44
E eu ainda peguei três minutos de papo com a tia do Andreazza. Pessoa muito simpática por sinal!
Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2008, às 12:14
Ah, eu acho que o Juveninho não estava lá, não. A impressão que tenho é que ele gosta de facilidades. A noite foi precedida de temporal, engarrafamentos…será? Bom, também teve um lindo arco-iris, isso pode ter mudado o rumo da história. Vai saber…
Também fui muito bem recebida, menos pelo Pim que aproveitou a deixa da minha chegada para ir ao banheiro. Tem indelicadeza maior? Mas tudo bem, haverá sempre um bom texto pra compensar essas pequenas desilusões.
Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2008, às 12:30
Nota 10 para o Juveninho ..
Ele é show !!!!!
POarabéns a vcs. Tribuneiros pelo sucesso da noite de autografos !!!!
Beijocas mágicas
Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2008, às 02:20
Fantástico meu caro, fantástico.
Como disse muito bem a Mariana abaixo, as pessoas adoram ter ouvintes. Eu acho que é mais importante saber fazer perguntas do que conhecer os três primeiros minutos de qualquer assunto.
Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2008, às 11:44
Pim,
Não pude ir ao lançamento de vc’s, mas já me emocionei muito! Vendo fotos, ouvindo comentários, ouvindo histórias!
Divulgo o livro para todos!
Tenho certeza que a segunda noite será tanto sucesso quanto a primeira e dessa vez estarei lá!!!!
Só falta vc’s autografarem meu livro!!!!!
Beijos e Parabéns à todos!
Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2008, às 03:31
Mto,Mto Legal adoreii!!!
Maiss…..e o Eduardo??
Bjos!!