por João Paulo Duarte - Quinta-Feira, 13 de Dezembro de 2007, às 16:13
“Eu não sei/Em que hora dizer/Me dá um medo/É que eu preciso dizer (…)” [Eu preciso dizer que te amo – Cazuza/Bebel Gilberto/Dé].
No silêncio [lento] nosso, te aperto na porta da tua casa não querendo largar nunca mais. A gente gagueja as declarações do romance novo, incipiência deliciosa. Você me abraça, o desejo quase adolescente de quem amadureceu, mas o coração continua muito jovem, descobrindo. Na semana passada, eu prometi que ia te seqüestrar e você jurou que não seria crime. Não foi. Acorda por que eu descobri o seu coração embaixo da chuva fria que cai no Rio. Essa minha vontade de te ver sela meu recomeço.
Vem me dar um beijo. Me dá a tua boca e me ensina o teu amor. Explica os teus atalhos. Eu guardei todos os meus amores pra você, antes de te conhecer. Seus olhos me revelam todas as cores que eu preciso descobrir. Me dá tua mão, vem andar comigo, abre minha vida pro meu mundo novo.
Eu observo o seu vestido, sua sapatilha, como você prende o cabelo e porque não usa brincos. Você me disse que teve sorte de me conhecer agora, mais maduro. Mas eu te digo que estes meus calos sentimentais não servem pra nada se, agora, pela primeira vez, jogo sem armadura. Quero ser verde ao seu lado, é o que meu coração pede. Eu te carrego no colo, acendo o seu cigarro, te beijo mais. Quando eu te abraço você ronrona, me abraça, se encaixa. Tão doce que só você, tão linda que me completa, que eu não preciso mais de mim.
Quando você abre os olhos logo que acorda, fica fácil entender por que não preciso de mais nada. Linda… Eu adoro te olhar de frente, de perto, sem pressa de virar.
Escrevi esta carta pra você ler depois de dizer pela primeira vez que me ama.
Eu também.


Quinta-Feira, 13 de Dezembro de 2007, às 16:08
sou maravilhada com os “Epifanias”…I,II,III…
Por que vc não faz o IV,V,VI…???