por Felipe Moura Brasil (Pim) - Quinta-Feira, 31 de Maio de 2007, às 13:04
1. “Gente bonita” não fode. Mulher que anda de mão dada com mulher não fode. Quem quer ser querido por todos não fode. [E foder é importante.]
2. Sonetos não servem nem para comer menininhas.
3. Ter que experimentar tudo ao menos uma vez na vida é papo de viado.
4. Tortura básica: uma aula de história com cheiro de matte. [Regime militar, pra mim, é dieta de soldado.]
5. Sou carioca. Barra, só de chocolate. Recreio, só o da escola. [Mas, como num zoológico, eu passaria pelos dois de teleférico.]
6. Nasci uma semana após a morte de Bob Marley. Quis ter certeza de que não dividiria o mundo com ele.
7. Mulher que fuma é carta fora do meu baralho e da minha mesa. As que precisam de pai ou de amiguinho, também. [Não se brinca de boneca depois de brincar de médico.]
8. Quem samba dança qualquer ritmo. Quem joga bola faz qualquer esporte. [Eu sambo, jogo bola, prefiro as morenas e meu e-mail é pim@tribuneiros.com.]
9. Timidez, depois dos 14 anos, é falta de educação. [Vingança, Andreazza, vingança!]
10. Desprezo gente boazinha. Só vira adulto quem aprende a dizer não. [Estar sempre disponível é coisa de órfão, de puta e de quem vai praia no Posto 9.]
11. Até os 28, há jeito para quase tudo. [Até para quem vai praia no Posto 9.] Depois, um abraço.
12. Uma frase que me define: “Puta que pariu, Andreazza, ainda faltam 18 itens”.
13. Um lugar onde há de tudo, menos poetas: recitais de poesia. Um lugar onde há de tudo, menos espanhóis: Espanha.
14. Escritor que tem medo de escrever o que pensa não é escritor. (Perco o amigo, mas não perco a literatura.) [Conselho para meus filhos: fiquem longe dos escritores.]
15. Quem divulga literatura num país analfabeto não faz spam. Faz sua parte.
16. Não tenho medo do avião. Tenho medo do chão.
17. Maiores invenções da humanidade: cadeira de praia, rede e repique-de-mão.
[Da série “Perguntas freqüentes”:]
18. “Por que você não bebe?” Pra puxar assunto.
19. “Você está desanimado?” Eu estou eufórico.
20. “Você é sempre calado assim?” Dormindo, falo uma barbaridade.
21. “Você só gosta de samba?” De jogar bola também.
22. “Por que você escreve?” Ler não me satisfaz. É como ver o Sexy Time.
23. “Meu filho, você que é escritor, o que eu escrevo nesse cartão de aniversário?” Feliz aniversário.
24. “Para quem você escreveu esse texto?” Para mim. [Epígrafe ou dedicatória mais honesta que se pode usar num livro: “Para mim”.] “É autobiográfico?” É não-autorizado.
25. “Como é que eu sei quando você está brincando e quando está falando sério?” Tem que comer muito arroz com feijão.
[Futuro da série “Perguntas freqüentes”:]
26. “Tudo bem, Pim?” Leia em Tribuneiros.com. “Quais são as novidades?” Leia em Tribuneiros.com.
[Da série “Perguntas que eu gostaria que me fizessem”:]
27. “O que é ser artista pra você?” Boa pergunta. Já viu o Mestre Átila na bateria do Império Serrano?
28. “Quais são suas influências?” Zico, Martinho da Vila, Sylvester Stallone e Eddie Murphy.
29. “Quanto o Axel Foley recebe da secretária do Clube de Tiro de Beverly Hills para tirar os explosivos, que na verdade são as vitaminas do Rosewood, da sua mesa?” Vinte dólares. “E do Sidney Bernstein?” Duzentos dólares.
30. “Qual foi a coisa mais linda que você já ouviu de uma mulher?” ‘Pra ficar em silêncio, eu preciso pensar’.


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