por Felipe Moura Brasil (Pim) - Segunda-Feira, 21 de Maio de 2007, às 13:06
Tantos amores a menina guarda
Dentro de si e, fora de si, consulta
Que, além de amor, maturidade tarda
E a quem quer bem, em vez de amar, insulta.
Quer o mundo, a menina! E o mundo ausculta
Seu coração de mãe, sua espingarda
Que quanto mais atira, mais resulta
Num relicário de paixão bastarda.
Ama quem perde e por que perde ignora
Ama quem deixa e porque deixa chora
Deixa perder-se porque perde e quer.
Quer quem não tem e por não ter se escora
Sempre em quem teve e por ter tido adora
Ter novamente sem lhe ser mulher…


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